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quarta-feira, 24 de julho de 2024

Suplementos amigos da saúde hormonal da mulher? Endocrinologista explica

Presentes na alimentação, conheça os 3 melhores amigos das funções hormonais femininas, que também podem ser suplementados diante de recomendação médica

 

A saúde hormonal das mulheres é influenciada por uma complexa rede de fatores, incluindo a nutrição. É o que explica a Dra. Thais Mussi, Endocrinologista e Metabologista pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM). Uma suplementação nutricional adequada pode desempenhar papel vital na regulação hormonal, ajudando a aliviar sintomas de desequilíbrios e melhorar a saúde geral. 

"Existem 3 tipos de nutrientes que impactam diretamente os níveis hormonais das mulheres: Vitaminas do Complexo B; Magnésio; e Ômega3", resume a especialista, ao detalhar o papel de cada um deles no suporte ao organismo feminino.

 

1. Vitaminas do Complexo B 

Segundo a Dra. Thais, especialmente a B6, B12 e o ácido fólico (B9), têm um papel crucial na saúde hormonal feminina. "A vitamina B6, por exemplo, é essencial na regulação dos níveis de estrogênio e progesterona, oferecendo suporte no controle de sintomas da TPM (tensão pré-menstrual) e da menopausa", explica ela. 

Além disso, diz a médica, essas vitaminas auxiliam no metabolismo do fígado, ajudando a processar e eliminar o excesso de hormônios, algo vital para evitar desequilíbrios hormonais.

 

2. Magnésio 

Para se ter uma ideia da sua importância no sistema físico, a Dra Thais informa que o magnésio participa de mais de 300 reações bioquímicas no corpo, incluindo a produção e regulação de hormônios como o estrogênio e a progesterona. "Por isso, ele também pode ajudar nos sintomas da TPM, reduzir cãibras menstruais e melhorar o sono, o que por sua vez, também ajuda a regular muitos hormônios", detalha ela, ao adicionar que o magnésio também atua na redução do estresse, grande disruptor hormonal.

 

3. Ômega-3 

Os ácidos graxos ômega-3 são encontrados em alta concentração em óleos de peixe e em algumas sementes, como linhaça e chia. A endocrinologista enfatiza que eles ajudam a regular os níveis de hormônios, a reduzir a inflamação no corpo e a promover um equilíbrio hormonal saudável. "A suplementação dele tem sido associada a uma melhoria nos sintomas da síndrome dos ovários policísticos (SOP) e também pode melhorar a qualidade da pele, o humor e a função cognitiva", diz.

 

Quando suplementar 

Em sua atuação clínica, a Dra. Thais enfatiza que esses elementos são importantes não apenas na manutenção da saúde hormonal, mas também na promoção do bem-estar geral das mulheres. Portanto, embora uma dieta bem equilibrada seja a melhor fonte desses nutrientes, a suplementação pode ser necessária em casos de deficiências nutricionais ou necessidades aumentadas devido a questões de saúde específicas. "Por isso é tão importante consultar um endocrinologista antes de iniciar qualquer regime de suplementação, para garantir que ele atenda às necessidades individuais e esteja alinhado com outros aspectos do planejamento de saúde da pessoa", ensina a especialista.

 

Recém-lançado: Livro "Além da Balança" propõe uma lida integrada (corpo, mente, emoções) com o tema do emagrecimento

 No ponto alto de uma trajetória marcada por desafios pessoais e superações no que diz respeito a alimentação, corpo, mente e emoções, a Dra. Thais Mussi, Endocrinologista e Metabologista pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) lança seu novo livro "Além da Balança".

Desde a adolescência enfrentando questões de autoimagem e peso, passando por dietas rigorosas e distúrbios alimentares, ela concretizou, com esforço, o sonho de ingressar na faculdade de medicina. Hoje uma endocrinologista com 15 anos de experiência, ela compartilha no livro insights valiosos sobre como alcançar um emagrecimento saudável e sustentável, integrando corpo, mente e emoções.

"Além da Balança" é uma obra que visa não apenas guiar, mas também inspirar pessoas a encontrarem um caminho equilibrado para a saúde e o bem-estar, evitando os erros e sofrimentos que ela mesma enfrentou.

 


DRA. THAIS MUSSI -Crm 27542-PR 118942-SP RQE 373 - Formada em medicina para Universidade do Vale do Itajaí (Univali); Residência em clínica médica pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo; Residência em endocrinologia e metabologia pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo; Membro titulado da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e Membro do Colégio Brasileiro de Medicina do Estilo de Vida (CBMEV); Pós-graduação em Nutróloga pela Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN); Médica integrante da C.A.S.A Sophie Deram- centro de aconselhamento em saúde alimentar; Especializacao em Mindfull Eating; Participação em diversos congressos internacionais voltados a Obesidade e Síndrome metabólica.


Microfioterapia é essencial para terceira idade

cottonbro studio
Formas de cuidar de quem sempre cuidou de você


No Dia dos Avós, é importante pensar sobre como cuidar daqueles que tanto se dedicaram às suas famílias e ao trabalho ao longo da vida. A terceira idade é um momento da vida onde nosso corpo e mente começam a mudar de uma forma única, e isso exige atenção especial para garantir bem-estar e qualidade de vida. Uma das técnicas que tem se destacado nesse contexto é a microfisioterapia, uma prática que, embora ainda pouco conhecida, oferece benefícios significativos para a saúde dos idosos.

À medida que envelhecemos, nosso organismo passa por um processo natural de desaceleração na renovação e na organização celular. A técnica homeopática de microfisioterapia visa estimular o corpo a buscar suas reparações de maneira mais eficiente, promovendo alívio de sintomas e melhoria na qualidade de vida.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 20% dos idosos sofrem de depressão, uma condição que pode abrir portas para uma série de outras doenças. "Além disso, o peso dos traumas acumulados ao longo dos anos pode intensificar problemas de saúde. A microfisioterapia pode ser uma ferramenta valiosa para tratar essas questões, ajudando a aliviar dores físicas e emocionais, proporcionando mais disposição, ânimo e bem-estar", diz a fisioterapeuta especializada em microfisioterapia Pércya Bacilla Nery.

"Além disso os benefícios da microfisioterapia são amplos e abrangem diversas disfunções comuns na terceira idade, como processos degenerativos avançados, artroses, artrites, problemas de concentração e memória, disfunções gastrointestinais, síndromes intestinais, intolerâncias alimentares, processos alérgicos e alterações de pressão arterial e diabetes. Além disso, muitos idosos relatam melhora na qualidade do sono, na disposição diária e na coordenação motora após as sessões", diz a fisioterapeuta.

O tratamento é especialmente benéfico para aqueles que enfrentam medos, pânicos, depressão ou ansiedade, condições que podem se manifestar com maior intensidade na terceira idade. A microfisioterapia trata o corpo de forma holística, abordando tanto os processos físicos quanto os psicossomáticos, promovendo uma renovação integral do organismo.

Portanto, no Dia dos Avós, ao celebrarmos a sabedoria e as experiências de vida que nossos avós nos proporcionam, é essencial considerar a microfisioterapia como uma opção para melhorar sua qualidade de vida. Essa técnica pode ser a chave para que vivam essa fase de forma mais leve, com saúde e alegria, aproveitando ao máximo seus momentos e a companhia de seus entes queridos.


Percyafisio
Dra Pércya Bacilla Nery - Fisioterapeuta
(41) 99181-9944
@percya.fisio
bacillanery@yahoo.com.br
https://percyafisio.com.br
Rua Lamenha Lins, 266 , Cj. 56 – Centro
CEP 80250-020 – Curitiba – PR


Esportes olímpicos exigem um cuidado maior com os olhos, alerta oftalmologista

Freepik
Ciclismo, natação, vôlei e até futebol: especialista aponta quais itens são necessários para a prática de esportes, seja atleta profissional ou não


Na hora de torcer pelas equipes e atletas que vão participar das atividades olímpicas em 2024, é importante lembrar que assim como os profissionais, quem pratica esporte deve adotar cuidados para preservar a visão. Essa recomendação também serve para quem deseja se aventurar no mundo esportivo, explica o Dr. Luiz Brito, chefe do Setor de Córnea do H.Olhos Paulista. “Nos jogos profissionais, os atletas têm uma equipe médica que permite realizar algumas atividades de forma mais segura, enquanto quem realiza de forma autônoma está sujeito a algumas complicações oculares, caso não tenha um preparo mais adequado”, diz Brito. 

Cada esporte exige suas peculiaridades. Por exemplo, no ciclismo é utilizado um óculos que vai além da proteção dos olhos contra raios UV. “Esse equipamento é fundamental, pois protege também contra corpos estranhos como areia, insetos e pedras que os pneus das bicicletas podem lançar contra os olhos”, completa Dr. Luiz. 

Já na natação, o uso do óculos é indispensável, pois serve tanto para enxergar debaixo d’água quanto para evitar danos à superfície ocular, pelo contato da água e do cloro. O especialista do H.Olhos aponta que quem faz hidroginástica também precisa usar o equipamento, pois o contato com a água e o cloro pode ocasionar a inflamação da conjuntiva e da córnea. 

Existem alguns esportes em que o uso de óculos é arriscado, como vôlei, futebol e tênis. No entanto, o uso de lentes de contato melhora a qualidade da imagem e, consequentemente, a performance destes atletas, além de oferecer menos riscos de acidentes, em comparação ao uso de óculos. 

No caso do tiro esportivo e esqui, Brito reforça que ambas as atividades requerem óculos de proteção. “O uso dos óculos no tiro esportivo é indispensável pela segurança, como também auxilia no desempenho visual em várias condições de iluminação e fundos. Já no esqui, tem a função de proteger a visão do reflexo do sol na neve, que pode causar danos sérios na córnea, e também protege os olhos tanto da neve quanto do vento”, explica o especialista. 

O médico reforça que existem alguns esportes em que os óculos interferem diretamente no desempenho e na prática adequada. Em outros, o uso desse auxílio óptico atrapalha e deve-se buscar alternativas, como lentes de contato ou até mesmo cirurgia, para possibilitar melhores condições de praticá-los. A melhor escolha é feita após uma avaliação de um oftalmologista.


Saúde Mental no Dia dos Avós (26/07)

 Como Cada Fase da Vida Afeta Nosso Psicológico


Com os avanços da medicina prolongando a expectativa de vida, a população idosa cresce de maneira significativa. Neste Dia dos Avós, precisamos entender que esse aumento traz consigo novos desafios, entre os quais se destaca a necessidade de cuidar da saúde mental dessas pessoas. Enfrentar o envelhecimento com qualidade de vida inclui lidar com as complexas demandas emocionais que surgem nesta fase, e a terapia pode desempenhar um papel fundamental nesse processo. Para entender melhor, pedimos ajuda do psicólogo Luti Christóforo, que traz informações sobre o assunto.

Os idosos enfrentam uma série de mudanças profundas e muitas vezes dolorosas, como a perda de um cônjuge, a aposentadoria ou a diminuição das funções sensoriais e motoras. Além disso, a rápida evolução tecnológica pode contribuir para um sentimento de inutilidade, pois, ao contrário das gerações passadas, os idosos de hoje não são mais vistos automaticamente como fontes primárias de sabedoria. Em vez disso, muitas vezes são os jovens que ensinam os mais velhos a navegar no mundo digital.

Porém, é importante que os jovens valorizem o conhecimento e a experiência de vida das pessoas mais velhas. Infelizmente, muitos jovens acabam sendo arrogantes e não respeitam a sabedoria acumulada dos idosos, subestimando seu valor. Este comportamento pode aumentar o sentimento de inutilidade e isolamento entre os mais velhos. Promover o respeito intergeracional e o reconhecimento da importância das experiências de vida dos idosos é fundamental para fortalecer os vínculos familiares e melhorar a saúde mental de todas as gerações.

Como diz o psicólogo Luti Christóforo, "esses fatores podem gerar sentimentos de fragilidade e desencadear problemas emocionais, como a depressão. O cuidado com a saúde mental é, portanto, essencial para a manutenção da qualidade de vida na terceira idade. A ajuda profissional de um psicólogo pode ser crucial para que os idosos compreendam que a velhice não é o fim, mas uma nova fase da vida que pode ser vivida com propósito e satisfação".

A psicoeducação, conduzida por um psicólogo, pode ajudar a desmistificar pensamentos negativos e fornecer estratégias cognitivas para encontrar motivação na rotina diária. Muitos idosos acreditam que não são capazes de mudar, mas com confiança e prática, podem alterar crenças disfuncionais e melhorar sua qualidade de vida. Diferenciar entre limitações reais e percebidas é um aspecto importante do processo terapêutico.

"Para maximizar a eficácia das sessões de terapia, algumas adaptações podem ser necessárias, como usar fontes maiores nos materiais de plano de ação e fazer resumos frequentes dos pontos mais importantes. Em certos casos, o atendimento domiciliar e a participação da família no processo terapêutico também são fundamentais", explica o psicólogo.

A terapia busca melhorar aspectos cruciais como pertencimento, autonomia, valor e aceitação. A autonomia, muitas vezes comprometida na velhice por limitações reais ou crenças irracionais, pode ser recuperada através de uma análise cuidadosa e de estratégias desenvolvidas em conjunto com o terapeuta. Sentir-se útil e valorizado é essencial para o bem-estar do idoso, e a terapia pode ajudar a redescobrir esses sentimentos.

Uma estratégia eficaz tem sido o treino de habilidades sociais, incentivando os idosos a estabelecer ou retomar relacionamentos e buscar atividades prazerosas. Grupos de terapia para idosos também têm mostrado bons resultados, ajudando a combater a solidão e promover interações sociais positivas.

Trabalhar com crenças geracionais e entender o impacto das experiências de vida do idoso são partes importantes do tratamento. Muitos idosos veem a velhice de forma negativa, o que pode agravar problemas psicológicos como a depressão. A adesão ao tratamento é um desafio, mas envolver o idoso de maneira colaborativa e valorizar cada pequeno progresso pode facilitar o processo terapêutico.

Cuidar da saúde mental dos idosos é crucial para garantir que possam viver esta fase da vida com dignidade e qualidade. A terapia oferece ferramentas e estratégias para enfrentar os desafios do envelhecimento, ajudando os idosos a manterem sua autonomia, sentido de valor e pertencimento. Assim, podem redescobrir um propósito e viver plenamente, independentemente da idade.



Luti Christóforo - Psicólogo clínico com especialização em psicologia analítica.
WhatsApp: (41) 99809-8887
Instagram: @luti_psicologo
E-mail: lutipsicologo@gmail.com


Tabagismo, etilismo e infecção por HPV são as principais causas de câncer de cabeça e pescoço

São previstos para 2024 mais de 48 mil casos na região de cabeça e pescoço. O mais incidente entre eles, com 15.100 o câncer de cavidade oral (região da boca) é o quinto mais comum nos homens do país. O câncer de laringe aparece em oitavo na população masculina. Em comum, o fato de 8 entre 10 casos serem diagnosticados em fase avançada. Nas mulheres, o câncer de cabeça e pescoço mais comum é o de tireoide. Com a campanha "Informação que Muda Histórias", em seu segundo ano consecutivo, o Grupo Brasileiro de Câncer de Cabeça e Pescoço (GBCP) alerta para o tabagismo, consumo de bebidas alcoólicas e infeção pelo vírus HPV como as principais causas a serem evitadas. Sábado (27) é o Dia Mundial de Conscientização sobre a doença


O Grupo Brasileiro de Câncer de Cabeça e Pescoço (GBCP), em alusão à campanha Julho Verde, mês de conscientização sobre a doença, traz o tema “Informação que Muda Histórias”, com a proposta de conscientizar a sociedade brasileira sobre a importância de alertar para as principais causas de tumor maligno nesta região: tabagismo e infecção pelo vírus HPV. O alerta do GBCP é alusivo ao Dia Mundial de Conscientização sobre Câncer de Cabeça e Pescoço,

Diferente de muitos tipos de câncer, em que as principais etiologias (causas) não são conhecidas, os principais fatores de risco para desenvolvimento de câncer de cabeça e pescoço são bem estabelecidos: não fumar, evitar consumo de bebidas alcoólicas e se prevenir contra o vírus HPV, medida para a qual há vacinas na rede pública e privada de saúde, para imunização de meninos. Há, portanto, um fator comum nos tumores de Cabeça e Pescoço: são evitáveis. “A perigosa junção entre tabagismo e consumo de bebidas alcoólica é sinérgica. Os riscos não se somam. Eles se potencializam”, alerta o oncologista clínico e presidente do GBCP, Thiago Bueno de Oliveira.

Para ser mais exato, cerca de 40% dos casos podem ser evitados. Não fumar, não consumir bebidas alcoólicas em excesso, vacinar contra o Papilomavírus Humano - HPV e fazer a higiene bucal corretamente, usar filtro solar, inclusive nos lábios. Este é o caminho da prevenção. Mudar esta realidade depende de cada um de nós.

Desde janeiro de 2017, o Ministério da Saúde oferece a proteção de meninos contra o vírus HPV. Essa medida se soma à imunização que já ocorria desde 2014 nas meninas. As vacinas contra HPV protegem contra os dois subtipos do vírus mais associados com câncer. Esses HPVs oncogênicos – 16 e 18 - são também prevalentes em tumores de cabeça e pescoço, principalmente de orofaringe. 

“A contribuição de todos para esse propósito é muito importante. Juntos, podemos amplificar e construir uma base de informação sólida que quebre o desconhecido e gere transformação. Queremos que a informação correta e atualizada sobre o câncer de cabeça e pescoço chegue a todos os profissionais de saúde e para a população em geral”, reforça Thiago Bueno. 


PALPÁVEL E VÍSIVEL, MAS DIAGNOSTICADO TARDIAMENTE

Ao contrário do que ocorre em outros órgãos, quando o câncer acomete a região de cabeça e pescoço, a doença pode ser visível ou palpável. Apesar disso, os sinais não são percebidos na maioria dos casos. No Brasil, 8 entre 10 casos de câncer que acometem, por exemplo, a cavidade oral, são descobertos já em fase avançada. Como consequência, o diagnóstico tardio resulta em menor chance de controle da doença, pior qualidade de vida para o paciente, maiores taxas de morbidade e mortalidade, maior risco de mutilação em razão da necessidade de cirurgias mais extensas, maior complexidade de outras modalidades de tratamento e maior demanda por reconstrução facial, assim como mais desafios na reabilitação do paciente. 

Em meio a este cenário, o Grupo Brasileiro de Câncer de Cabeça e Pescoço (GBCP), em alusão ao Julho Verde, mês de conscientização sobre a doença, trouxe a campanha “Sinais que podem mudar histórias”, com ações que buscam o envolvimento da sociedade, imprensa, gestores e profissionais da saúde, formadores de opinião e educadores para que o máximo de pessoas, de todas as faixas de idade, conheçam a doença e saibam sobre as causas, sintomas, como prevenir e como fazer o autoexame para identificar alterações suspeitas. 

A missão com a campanha é contribuir diretamente na difusão de informação diferenciada sobre a doença, fatores de risco e sintomas. “Além de apontar para quais sinais todos nós devemos estar atentos, vamos alertar para a associação destes tumores com tabagismo, consumo de álcool e infecção pelo vírus HPV. Sempre com um conteúdo didático, referenciado e qualificado, com linguagem acessível a todos”, afirma Aline Lauda Chaves, oncologista clínica e diretora do GBCP.


QUAIS SÃO OS SINAIS? 

Os principais sinais de alerta para câncer de cabeça e pescoço são: 

- Ferida na boca que não cicatriza (sintoma mais comum)
- Dor na boca que não passa (também muito comum, mas em fases mais tardias)
- Nódulo persistente ou espessamento na bochecha
- Área avermelhada ou esbranquiçada nas gengivas, língua, amígdala ou revestimento da boca
- Irritação na garganta ou sensação de que alguma coisa está presa ou entalada na garganta
- Dificuldade para mastigar ou engolir
- Dificuldade para mover a mandíbula ou a língua
- Dormência da língua ou outra área da boca
- Inchaço da mandíbula que faz com que a dentadura ou prótese perca o encaixe ou incomode
- Dentes que ficam frouxos ou moles na gengiva ou dor em torno dos dentes ou mandíbula
- Mudanças na voz
- Nódulos ou gânglios aumentados no pescoço
- Perda de peso
- Mau hálito persistente

Vale ressaltar que a existência de qualquer dos sinais e sintomas pode sugerir a existência de câncer, cabendo ao médico avaliar a necessidade de se pedir outros exames para confirmar ou não o diagnóstico. Muitos desses sinais e sintomas podem ser causados por outros tipos de câncer ou por doenças benignas. É importante consultar o médico ou o dentista se qualquer desses sintomas persistir por mais de duas semanas. Quanto mais cedo for feito o diagnóstico e iniciado o tratamento, maiores são as chances de sucesso:


A DOENÇA NO BRASIL E NO MUNDO

A Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC/OMS) aponta que são esperados mais de 1,5 milhão de novos casos de câncer de cabeça e pescoço no mundo em 2024, sendo assim o quinto câncer mais prevalente. Considerando todos os tipos de tumores que acometem a região de cabeça e pescoço, são mais de 460 mil mortes anuais. 

No Brasil, os tipos mais comuns de câncer de cabeça e pescoço nos homens são os de cavidade oral e laringe nos homens e de tireoide, nas mulheres. As estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA) para cada ano do próximo triênio (2023-2025) apontam para 41 mil novos casos de câncer de cabeça e pescoço. Na lista dos dez tipos mais comuns em homens e mulheres no país, os tumores na região mais comuns são cavidade oral e laringe (homens) e tireoide (mulheres).


HOMENS

MULHERES

Próstata

71.730

Mama

73.610

Colorretal

21.970

Colorretal

23.660

Pulmão

18.020

Colo do útero

17.010

Estômago

13.340

Pulmão

14.540

Cavidade Oral

10.900

Tireoide

14.160

Esôfago

8.200

Estômago

8.140

Bexiga

7.870

Corpo do útero

7.840

Laringe

6.570

Ovário

7.310

Linfoma não Hodgkin

6.420

Pâncreas

5.690

Leucemia

6.390

Linfoma não Hodgkin

5.620

POR

QUE DIAGNOSTICAR PRECOCEMENTE É TÃO IMPORTANTE?

Dados sobre câncer de cavidade oral e laringe do levantamento SEER, do Instituto Nacional de Câncer dos Estados Unidos (NCI), apontam que em apenas 26% dos casos o câncer de cavidade oral é diagnosticado com a lesão ainda restrita ao local. Por conta da alta prevalência de diagnóstico tardio, a taxa de cura (o paciente estar vivo cinco anos após o diagnóstico) é de 69%.

Os dados mostram que 87,5% dos pacientes estão vivos cinco anos após o tratamento quando o tumor era inicial, localizado apenas no órgão. Quando a doença se espalha pelos linfonodos a taxa de sobrevida em cinco anos cai para 69,5%. Com doença à distância (metástase) a taxa é de 37,8%.

A triagem para o diagnóstico do câncer de cavidade oral começa na saúde primária, pelo exame clínico (visual) durante consulta ou durante atendimento com o dentista. A confirmação deste diagnóstico depende da biópsia. Esse procedimento, na maioria das vezes, pode ser feito de forma ambulatorial, com anestesia local, por um profissional treinado. A análise do material retirado em biópsia é feita pelo médico patologista, responsável por definir o subtipo e grau de agressividade.

Alguns exames de imagem, como a tomografia computadorizada, também auxiliam no diagnóstico, e, principalmente, ajudam a avaliar a extensão do tumor. O exame clínico associado à biópsia, com o estudo da lesão por tomografia (nos casos indicados) permite ao cirurgião definir o tratamento adequado. As lesões muito iniciais podem ser avaliadas sem a necessidade de exame de imagem num primeiro momento. 




GBCP - Grupo Brasileiro de Câncer de Cabeça e Pescoço
https://www.gbcp.org.br/



Doenças respiratórias: saiba como se proteger de gripes e resfriados

Pneumologista explica quais as principais doenças respiratórias e formas de prevenção

 

A mudança de estações é sempre marcada pelas alterações climáticas. Durante o inverno, a amplitude térmica faz as manhãs e noites mais frias, enquanto o dia pode ser um pouco mais ameno. Assim, ficamos mais vulneráveis e algumas doenças respiratórias tendem a ser mais comuns, como é o caso de gripes, resfriados e alergias.

As temperaturas mais frias fazem com que as pessoas convivam mais em ambientes fechados e, muitas vezes, sem ventilação. Esse fator, alinhado ao ar frio, uso de aquecedores e exposição à fumaça de lareira ou fogão à lenha, pode ressecar a mucosa das vias aéreas. De acordo com a pneumologista do Hospital São Lucas da PUCRS, Dra. Caroline Freiesleben, existem algumas ações que podem auxiliar na prevenção de doenças, como ter uma alimentação saudável, realizar exercícios físicos regulares, se manter hidratado e se vestir adequadamente para a temperatura.

Esses cuidados facilitam a diferenciação entre as principais doenças respiratórias. “Deve-se prestar atenção nos sintomas. Por exemplo, a febre e a dor no corpo são mais comuns na gripe, mas também podem estar presentes em menor intensidade nos resfriados. Já o prurido nasal (coceira) é mais frequente nas alergias”, esclarece Dra. Caroline. Quanto à duração, a pneumologista explica que tanto gripes como resfriados têm curta duração, enquanto as alergias podem durar mais tempo – durante a exposição do paciente ao fator de risco.

 

Vacinas e testes

A prevenção é a chave para manter-se saudável durante as estações mais frias. Dra. Caroline indica a importância de manter o calendário vacinal em dia. “O objetivo das vacinas é estimular o sistema imune a desenvolver anticorpos contra as doenças, para que no momento em que tivermos contato com os patógenos, não as desenvolvamos em formas graves”.

Isso porque com os cuidados adequados e o suporte de produtos farmacêuticos, vacinas e exames rápidos, é possível reduzir significativamente o risco de adoecer. “A vacinação é um ato de cuidado individual e coletivo. Ao manter o seu calendário vacinal em dia, você contribui para manter a saúde de todos, prevenindo surtos e disseminação de doenças respiratórias”, avalia Andressa Amaro.

As principais vacinas recomendadas são contra Covid-19 e Influenza para a população em geral e Pneumocócica e Sincicial para pacientes com doenças crônicas específicas. A pneumologista destaca que a vacinação é uma lição deixada pela epidemia de Covid-19 e Influenza A(H3N2). “Além de reforçar a importância de manter a vacinação em dia, fica também a lembrança da necessidade de manter os ambientes arejados, realizar a higiene de mãos e, se estiver em local com outras pessoas, lembrar de cobrir o rosto ao tossir ou espirrar. Em caso do uso de ar condicionado lembrar de umidificar o ambiente”, alerta Dra. Caroline.

Outra forma de se manter em segurança é realizando exames rápidos, como gripe e Covid, em casos de sintomas prolongados. “É muito importante a realização desses testes principalmente quando o paciente apresenta sintomas respiratórios e convive com pessoas que estão no grupo de risco para desenvolver a forma grave das doenças”, explica a pneumologista.

Na Panvel, as vacinas Influenza, VSR (Arexvy) e Pneumocócicas (13,15,23) estão disponíveis para auxiliar na proteção da população e diversos exames de triagem auxiliam na detecção precoce de doenças respiratórias. Os principais testes incluem PCR Covid-19, PCR Trio Respiratório e Covid+Influenza.

Esses exames são fundamentais para uma triagem rápida e eficaz, permitindo o tratamento adequado e a prevenção da propagação de doenças respiratórias. Caso detectado alguma destas infecções citadas anteriormente, o farmacêutico fará um encaminhamento médico de sua preferência para dar sequência a sua jornada de autocuidado. Andressa Amaro explica que o Panvel Clinic pode ser um grande aliado nesse processo, oferecendo serviços que facilitam o monitoramento da saúde e o acesso a cuidados farmacêuticos.
 



Panvel Clinic
www.panvel.com


Conheça a solução para os 5 dos sintomas mais comuns na menopausa

Médica especialista em menopausa dá dicas práticas para aliviar sintomas da menopausa


O desconforto causado pelo climatério e menopausa é um processo natural do corpo humano. Mas mesmo com uma grande quantidade de informações e estudos científicos, mulheres continuam acreditando em mentiras e tabus contados repeditamente até virarem “verdade”. Essas crenças refletem diretamente no tratamento para a menopausa e acabam fazendo o processo ser desnecessariamente doloroso.

A médica ginecologista e especialista em menopausa, climatério e longevidade, Dra. Beatriz Tupinambá , vem ganhando cada vez mais força em suas redes sociais por produzir informações úteis e de qualidade através de um click. Com quase meio milhão de seguidores, a médica a médica listou as 5 maiores queixas/soluções entre mulheres que enfrentam a menopausa:

 

1- Baixo libido

A terapia de reposição hormonal (TRH) é uma das abordagens mais eficazes para aumentar a libido da mulher,  já que método visa restaurar o equilíbrio do corpo feminino.

 

2-Ressecamento Vaginal

Recomenda-se a skincare intima. Alguns hidratantes vaginais e óleo de coco ajudam a manter a vulva úmida e com o PH neutro. Lubrificantes à base de água também são alternativas úteis para usar durante as relações sexuais;

 

3- Fogachos

Manter uma alimentação equilibrada e saudável. Priorizar o consumo de alimentos que regulam a produção de estrogênio como hortaliças, grãos integrais, sementes e oleaginosas (nozes, castanhas e amêndoas) é uma dica valiosa para aliviar fogachos e vários outros sintomas causados pela menopausa;

 

4-Estresse e insônia

A higiene do sono é um dos métodos mais eficazes para ajudar em problemas com a insônia e estresse, já que noites mal dormidas afetam diretamente o humor. Fazer a ultima refeição até as 20h, evitar atividades físicas após as 18h, reduzir a potencia de luzes e o uso de telas durante a noite são um dos passos que devem ser adotados por todas as mulheres na menopausa;

 

5- Dores no corpo

Para manter a musculatura forte e aliviar constante dores no copo, praticar atividades físicas como musculação, pilates ou ioga é fundamental. Os exercícios contribuem para retardar a perda óssea, o risco de fraturas e dores musculares.

 

No Dia Internacional do Autocuidado, entenda os benefícios dessa prática

Segundo pesquisa da Associação Latino-americana de Autocuidado (ILAR)5, se metade dos casos atendidos pelo SUS fossem manejados com a estratégia de autocuidado, incluindo o uso adequado de medicamentos isentos de prescrição (MIPs), o Estado economizaria, potencialmente, 601 milhões de dólares anuais.

 

No próximo dia 24, é lembrado o Dia Internacional do Autocuidado, data instituída pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2011, com o objetivo de educar a população sobre os benefícios da prática, estimulando o empoderamento dos indivíduos como agentes ativos da sua própria saúde. Estudos recentes comprovam que a prática possibilita desde que a melhora da saúde mental e física até uma desoneração dos sistemas públicos de saúde.

Segundo a definição da Organização Mundial da Saúde (OMS), autocuidado é a capacidade dos indivíduos, famílias e comunidades de promover e manter a saúde, prevenir doenças, e lidar com condições de saúde e incapacidades com ou sem o apoio de um profissional de saúde1.

De acordo o sub-estudo COSMOS-MIND2, parte integrante do Estudo de Resultados de Suplementos de Cacau e Multivitaminas (COSMOS)2, que incluiu 2.262 participantes, o uso diário de multivitaminas melhorou a função cognitiva, retardando o envelhecimento cognitivo em aproximadamente 60%, equivalendo a cerca de 1,8 anos ao longo do período de estudo de 3 anos. Já o sub-estudo COSMOS-Web2, com mais de 3.500 participantes, apoiou essas descobertas, indicando que a suplementação diária de multivitaminas melhorou o desempenho da memória equivalente a 3,1 anos em comparação com o grupo placebo.

Para Andres Zapata, Líder médico e cientista principal da Haleon, o declínio cognitivo está entre as principais preocupações de saúde para a maioria dos idosos, e, diante deste cenário, os achados dos estudos demonstram que um suplemento diário de multivitaminas tem o potencial de ser uma opção simples e acessível para ajudar a retardar o envelhecimento cognitivo.

Já o estudo Development of Tooth Brushing Recommendations Through Professional Consensus3, publicado recentemente no International Dental Journal, evidencia que a saúde bucal deficiente pode levar a problemas como cárie, gengivite, perda dentária e impactos na saúde geral poderia estar associada a várias condições sistêmicas, incluindo doenças cardiovasculares, diabetes e complicações na gravidez. Neste caso, o simples hábito de escovar os dentes, com uma pasta dental que contenha flúor, pelo menos duas vezes ao dia e usar fio dental, poderia ajudar a prevenir ou evitar o agravamento dessas doenças.

“A má higiene bucal pode ter como consequência a cárie e a inflamação das gengivas e a periodontite, que, por sua vez, têm o potencial de liberar bactérias e mediadores inflamatórios na corrente sanguínea, contribuindo para a formação de placas ateroscleróticas e aumentando o risco de infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral. Além disso, também podem interferir na regulação da insulina, exacerbando condições como diabetes, e até causar problemas respiratórios”, explica Zapata.

Estes resultados sublinham a importância do autocuidado, destacando que práticas simples, como a suplementação com multivitaminas e cuidados com a saúde oral, podem ter um impacto significativo na qualidade de vida e na saúde mental a longo prazo, reforçando a necessidade de incorporar o autocuidado no dia a dia de todos.

A Associação Latino-americana de Autocuidado (ILAR)5, na pesquisa “O Valor Econômico do Autocuidado”, constatou que, no Brasil, se metade dos casos atendidos pelo Sistema Público de Saúde (SUS) fossem manejados com a estratégia de autocuidado, incluindo o uso adequado de medicamentos isentos de prescrição (MIPs), o Estado economizaria, potencialmente, 601 milhões de dólares anuais. E se apenas 10% dos casos fossem tratados dessa forma, a economia seria de mais de 120 milhões de dólares.

Na Diretriz sobre Intervenções de Autocuidado1, elaborada pela OMS, pelo menos 400 milhões de pessoas em todo o mundo não tem acesso aos serviços de saúde mais essenciais e, todos os anos, 100 milhões de pessoas estão em situação de pobreza por conta dos gastos com cuidados de saúde. No Brasil, o Ministério da Saúde6 atesta que o autocuidado é especialmente importante para pessoas com doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), responsáveis por mais do total das mortes no País.

“A autocuidado é um meio simples, eficaz e essencial para a promoção da saúde, minimizar sintomas de condições crônicas e até melhorá-las”, afirma Zapata. O especialista explica que, na prática, envolve a mudança do estilo de vida, da alimentação, adoção de hábitos de higiene adequados, inserção de atividade física regular na rotina e uso responsável de medicamentos isentos de prescrição.

 



Haleon



Referências:
World Health Organization. (2022). WHO guideline on self-care interventions for health and well-being, 2022 revision. https://iris.who.int/bitstream/handle/10665/357828/9789240052192-eng.pdf?sequence=1

COSMOS TRIAL. Results. Disponível em: Link. Acesso em: 4 jul. 2024.

Glenny, A. M., Walsh, T., Iwasaki, M., Kateeb, E., Braga, M. M., Riley, P., & Melo, P. (2024). Development of Tooth Brushing Recommendations Through Professional Consensus. International Dental Journal. doi:10.1016/j.identj.2023.10.018

OMS. OMS divulga primeira diretriz sobre intervenções de saúde digital. Disponível em: Link. Acesso em: 4 jul. 2024.

ILAR. El Valor Económico de Autocuidado de la Salud. Disponível em: Link. Acesso em: 4 jul. 2024.

MINISTÉRIO DA SAÚDE. Autocuidado em saúde e a literacia para a saúde no contexto da promoção, prevenção e cuidado das pessoas em condições crônicas: guia para profissionais de saúde. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2023. Disponível em: Link. Acesso em: 4 jul. 2024


Renúncia de Biden: Kamala Harris, Michelle Obama e outras possibilidades para a corrida presidencial

De acordo com Daniel Toledo, advogado especialista em Direito Internacional, a ex-primeira-dama apresenta os maiores índices de aprovação

 

No último domingo, dia 21 de julho, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou sua retirada da corrida presidencial de 2024. Em uma carta divulgada nas redes sociais, Biden mencionou que fará um pronunciamento oficial à nação em breve. 

Para muitos observadores políticos dos EUA, a saída de Joe Biden da corrida presidencial não foi uma total surpresa. Biden vinha enfrentando dificuldades significativas em termos de saúde física e mental, além de pressão crescente de seu próprio partido. Nos últimos meses, sinais de esgotamento foram evidentes, levando a questionamentos sobre sua capacidade de enfrentar mais uma campanha eleitoral extenuante e um segundo mandato.


Kamala Harris como sucessora natural?

A vice-presidente Kamala Harris é uma das figuras mais mencionadas para substituir Biden como candidata democrata. 

No entanto, para Daniel Toledo, advogado que atua na área do Direito Internacional, fundador da Toledo e Associados, escritório de advocacia internacional com unidades no Brasil e nos Estados Unidos, sua popularidade e desempenho têm sido controversos. “Harris enfrentou críticas severas, especialmente por sua gestão da crise na fronteira. Embora Biden tenha a elogiado em sua carta de despedida, muitos dentro do partido democrata não compartilham desse entusiasmo, colocando sua indicação em uma posição incerta”, revela.


Outras possibilidades

Além de Kamala Harris, outros nomes têm sido considerados para liderar a chapa democrata em 2024.

Gretchen Whitmer, a governadora de Michigan, é vista como uma candidata viável que pode atrair votos adicionais para o partido. “Mesmo ganhando força nas pesquisas, indicando um forte apoio, há dúvidas se Whitmer tem força suficiente para derrotar Trump, tendo em vista que sua capacidade de mobilizar eleitores pode não ser o suficiente para garantir uma vitória”, opina.

Gavin Newsom, governador da Califórnia, também é um nome forte dentro do partido. Mas há ceticismo quanto à possibilidade de uma chapa composta por dois candidatos da Califórnia, caso Harris também seja considerada. “A presença de dois candidatos do mesmo estado pode não ser a estratégia ideal para conquistar eleitores em todo o país”, alerta Toledo.

Pete Buttigieg, secretário de Transporte dos EUA, também é uma possibilidade. Mas seu desempenho é criticado, com comparações desfavoráveis aos últimos 20 anos de gestão. “Buttigieg pode não ser um candidato forte o suficiente para enfrentar Trump. Afinal, sua capacidade de atrair eleitores e efetivar mudanças significativas é questionada, inclusive, por pessoas ao seu redor”, relata.

O governador da Pensilvânia, Josh Shapiro, é altamente respeitado e bem articulado. Para o advogado, Shapiro é visto como um candidato perigoso para os republicanos devido à sua popularidade e habilidade de articulação. “Ele é considerado um potencial unificador dentro do partido, com uma reputação sólida que poderia atrair eleitores moderados e fortalecer a posição dos democratas”, afirma.

Toledo acredita, no entanto, que Michelle Obama é o nome mais forte entre os cogitados. “A ex-primeira-dama tem uma influência significativa e poderia trazer um novo fôlego à campanha democrata. Ela é vista como a única capaz de derrotar Trump, devido à sua popularidade e ao apelo histórico de, se eleita, ser a primeira mulher negra presidente dos Estados Unidos”, revela. 

Além disso, a influência contínua de Barack Obama dentro do partido é um fator decisivo para sua candidatura. A combinação de Michelle Obama e Kamala Harris ou Josh Shapiro é apresentada como uma chapa potencialmente vencedora.


Impacto na campanha de Trump

A saída de Biden altera significativamente o panorama eleitoral. Donald Trump, que já estava competindo contra Biden, agora enfrentará um novo oponente, possivelmente mais forte. “A dinâmica da campanha mudará, e os republicanos precisam ajustar suas estratégias para enfrentar os novos desafios”, declara.

Para o especialista em Direito Internacional, a renúncia de Joe Biden marca um ponto de virada nas eleições de 2024. “A decisão sobre quem será o próximo candidato democrata terá profundas implicações para a campanha e para o futuro político dos Estados Unidos. Enquanto Kamala Harris, Josh Shapiro e Michelle Obama permanecem como principais candidatos, a corrida está aberta e promete ser imprevisível”, finaliza.



Daniel Toledo - advogado da Toledo e Advogados Associados especializado em Direito Internacional, consultor de negócios internacionais, palestrante e sócio da LeeToledo PLLC. Para mais informações, acesse o site. Toledo também possui um canal no YouTube com mais 290 mil seguidores com dicas para quem deseja morar, trabalhar ou empreender internacionalmente. Ele também é membro efetivo da Comissão de Relações Internacionais da OAB Santos, professor honorário da Universidade Oxford - Reino Unido, consultor em protocolos diplomáticos do Instituto Americano de Diplomacia e Direitos Humanos USIDHR.


Toledo e Advogados Associados
Para mais informações, acesse o site


Como os fraudadores exploram protocolos legítimos de blockchain para roubar carteira de criptomoed

Imagem ilustrativa - Divulgação Check Point Software
Os pesquisadores da Check Point Software descobriram novo golpe nas plataformas de blockchain Uniswap e Safe.global; atacantes inserem múltiplas transações fraudulentas em uma única chamada, tornando difícil para os usuários detectarem atividades maliciosas

 

Os pesquisadores da Check Point Research (CPR), divisão de Inteligência em Ameaças da Check Point Software, identificaram um novo golpe de segurança nas plataformas de blockchain Uniswap e Safe.global. Essas táticas podem explorar funções legítimas do blockchain, colocando inúmeros usuários em risco. 

Descoberto no contrato Uniswap V3 e no contrato inteligente Safe.global, o golpe permite que atacantes orquestrem transferências de fundos das carteiras das vítimas para as suas próprias. Com mais de US$1,8 trilhão em volume de negociação, 350 milhões de swaps e mais de US$4 bilhões em valor total bloqueado (TVL - total value locked), o Protocolo Uniswap é o maior e mais popular exchange descentralizado para troca de tokens de criptomoeda no Ethereum e em outros blockchains populares.

 

Metodologia de ataque 

Os atacantes frequentemente usam técnicas de engenharia social para manipular as vítimas a aprovarem transações enviando e-mails de phishing ou mensagens que parecem ser de fontes confiáveis, incentivando os usuários a aumentarem suas permissões de token e disfarçando esses pedidos como atividades legítimas. 

Nesse ataque, os cibercriminosos utilizaram endereços reconhecidos, como Uniswap e Safe, para disfarçar suas atividades maliciosas. Eles usaram a função agregada multicall para inserir múltiplas transações fraudulentas em uma única chamada, dificultando para os usuários a detecção de atividades suspeitas. As plataformas confiáveis como Uniswap e Safe.global já realizaram 69 milhões de transações, implantaram 9,5 milhões de contas e armazenam US$100 bilhões em ativos totais. 

Ao aproveitarem táticas de engenharia social, os atacantes conseguiram orquestrar transferências para suas carteiras dos fundos das carteiras das vítimas. Da mesma forma, a estrutura Gnosis Safe é explorada criando contratos proxy que parecem legítimos, enganando os usuários a aumentarem suas permissões e facilitando transações não autorizadas. 

“Essa nova vulnerabilidade destaca a crescente sofisticação dos cibercriminosos que miram no espaço das criptomoedas, revelando não apenas a necessidade de atenção por parte dos usuários, mas a urgente necessidade de medidas de segurança avançadas e educação contínua”, aponta Oded Vanunu, Chief Technologist & líder de pesquisa de vulnerabilidades de produtos da Check Point Software. 

Vanunu acrescenta que, “à medida que as plataformas de finanças descentralizadas continuam crescendo, os atacantes exploram todas as possíveis fraquezas, levando a consequências financeiras e pessoais potencialmente devastadoras para os usuários”.

 

Dicas de segurança 

Transações em blockchain são irreversíveis. No blockchain, ao contrário de um banco, o usuário não pode bloquear um cartão roubado ou contestar uma transação. Assim, os pesquisadores da Check Point Software listam as medidas de segurança rigorosas para proteger os ativos digitais: 

• Verificar a legitimidade dos contratos e suas funções antes de aprovar qualquer transação.

• Realizar ações diretamente dos sites oficiais dos projetos para garantir autenticidade.

• Ter atenção e cautela com e-mails e links em redes sociais, pois podem ser vetores de golpes e de ataques.

• Monitorar regularmente a carteira e o histórico de transações para qualquer atividade incomum. 

“Além das perdas financeiras imediatas, tais violações podem resultar em danos a longo prazo à confiança dos usuários e à adoção mais ampla de tecnologias descentralizadas. Nosso compromisso tem sido prover os usuários com ferramentas e insights necessários para navegar com segurança nesse cenário dinâmico e defender a verificação rigorosa de transações, mesmo de fontes confiáveis, além de mantê-los informados sobre as últimas ameaças. Ao capacitar os usuários a protegerem proativamente seus ativos digitais, buscamos construir um ecossistema de finanças descentralizadas mais resiliente e seguro”, reforça Vanunu.

  

Check Point Software Technologies Ltd



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