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segunda-feira, 22 de julho de 2024

Executivos precisam de treinamento? 5 mitos sobre o mercado corporativo

Ao desmistificar conceitos equivocados, pode-se promover uma cultura organizacional que valoriza o desenvolvimento e o crescimento contínuo dos executivos; Natal Pinto, que possui grande bagagem na área de gestão empresarial, comenta como treinamentos ajudam a impulsionar as empresas em um mercado em constante mudança

 

O aprendizado deve ser sempre contínuo e condizente com as novas mudanças pelas quais o mercado está passando. Em tempos de inteligência artificial, a relação do que se aprende e o que já se torna irrelevante é extremamente cada vez mais próxima. 

Além do mais, o CEO, dentro da companhia, é a pessoa que passa os valores da empresa, sendo um deles o aprendizado contínuo. Se o gestor estuda e se capacita, seus liderados veem os resultados e se inspiram para fazer o mesmo.  

Para Natal Pinto, fundador e CEO da InMerc Escola de Negócios, CEO da VDPrev Advocacia e profissional com 20 anos de experiência em liderança, o tipo de treinamento essencial para todos os profissionais de uma empresa é o de inteligência emocional. Para se ter ideia, a Fundação Wadhwani, organização global sem fins lucrativos que tem como objetivo acelerar o desenvolvimento econômico, realizou uma pesquisa global com mais de 2000 empresas. Os resultados apontam que as soft skills já são consideradas tão ou mais importantes que as chamadas hard skills - de acordo com a pesquisa, 59% das empresas estão dispostas a pagar um salário maior para novos colaboradores com as melhores soft skills. 

“Conhecer a si mesmo, seus limites e seus potenciais é essencial para que você seja uma pessoa melhor e, consequentemente, um profissional fora da curva. Esse treinamento é importantíssimo para o desenvolvimento das pessoas, já que elas serão capazes de cultivar uma melhor relação consigo e com os outros. O resultado disso é uma performance acima da média, tanto na vida pessoal como nos negócios”, explica o profissional.

 

“Empresas não crescem; quem cresce são as pessoas que nela estão”, defende Natal 

Abaixo, o fundador da InMerc Escola de Negócios aponta e explica os cinco mitos mais comuns acerca do treinamento para líderes e gestores. Afinal, uma mentalidade de fechamento para o desenvolvimento e o aprendizado contínuos prejudica a capacidade de liderar eficazmente em um ambiente empresarial em constante mudança. 

“É importante desafiar e desmistificar essas crenças para promover uma cultura organizacional que valorize e incentive o desenvolvimento pessoal e profissional de todos os membros da equipe, incluindo os próprios executivos”, justifica o especialista.

 

1. Executivos não precisam de treinamento, eles já sabem tudo: “este é um equívoco comum, pois mesmo os executivos mais experientes têm espaço para crescimento e aprendizado. O ambiente empresarial está em constante evolução, e as melhores práticas de gestão também. Desse modo, os gestores devem identificar a necessidade de atualização constante para se manterem relevantes e eficazes no cenário empresarial”, aponta.

 

2. Treinamento é um sinal de fraqueza ou incompetência: “pelo contrário, investir em treinamento demonstra um compromisso com o desenvolvimento pessoal e profissional. Afinal, os executivos mais bem-sucedidos são aqueles que reconhecem a importância de melhorar suas habilidades e conhecimentos constantemente”, explica.

 

3. Executivos não têm tempo para treinamento: “embora os executivos possam ter agendas lotadas, o treinamento eficaz pode ser adaptado para se encaixar em seus horários. Isso pode incluir treinamento online, sessões de treinamento mais curtas e flexíveis ou até mesmo coaching individualizado. Quem realmente quer se aprimorar no que faz consegue encontrar o modo ideal de treinamento, mesmo em meio a agendas ocupadas”, defende.

 

4. Treinamento é apenas para funcionários de níveis mais baixos: “isso não poderia estar mais longe da verdade. Os executivos podem se beneficiar enormemente do treinamento, especialmente em áreas como liderança, gestão de tempo, habilidades de comunicação e estratégia empresarial. O desenvolvimento de habilidades é crucial em todos os níveis da companhia, incluindo os executivos”, esclarece.

 

5. Treinamento é caro e não traz retorno sobre o investimento: “mesmo que o treinamento possa ter um custo inicial, os benefícios a longo prazo podem superar significativamente esse investimento. Funcionários mais bem-treinados tendem a ser mais produtivos, engajados e capazes de contribuir para o sucesso geral da empresa. Basta apenas ver as companhias que alcançaram sucesso significativo por meio do investimento em treinamento executivo”, conclui.

 

Natal Pinto - fundador e CEO da InMerc Escola de Negócios, CEO da VDPrev Advocacia, profissional com 20 anos de experiência em liderança, vivenciados em empresas Nacionais e Multinacionais, como Ambev, Coca-Cola, Nestlé e Ultragaz. Possui MBA em Logística e Operações, graduação em Administração de Empresas, Especialista em análise de perfil comportamental Assessment



"O curativo branco na orelha direita se tornou um símbolo da campanha Republicana", avalia especialista

Professor de Relações Internacionais do CEUB analisa momento político e destaca situação favorável a Trump após atentado

 

O atentado contra Donald Trump nos Estados Unidos desencadeou impactos na política internacional. Renato Zerbini, professor de Relações Internacionais do Centro Universitário de Brasília (CEUB), analisa o episódio e os desdobramentos para a política internacional após este episódio. O especialista chama atenção aos efeitos deste tipo de violência.

 

Confira a entrevista, na íntegra:

 

O atentado contra Trump era algo previsível?

RZ: A julgar pelo nutrido histórico de atentados contra candidatos e presidentes estadunidenses, a antropologia política dos EUA nos autorizaria a dizer que a factibilidade desse tipo de atentado sempre está presente em sua realidade eleitoral: Abraham Lincoln (1865); William Mckinley (1901); Theodore Roosevelt (1912); Franklin D. Roosevelt (1933); John F. Kennedy (1963); Robert F. Kennedy (1968); George Wallace (1972); Gerald Ford (1975); e Ronald Reagan (1981). Passados 43 anos desde a consubstanciação do último atentado, trata-se de uma chaga ainda marcante no meio político dessa grande democracia. Contudo, raízes históricas indicam que lá qualquer candidato ou presidente convive com a possibilidade real de atentados.

 

Qual é a influência do acesso fácil a armas nos EUA em eventos como o atentado contra Trump?

RZ: A influência é muito grande. Quanto mais fácil o acesso a armas, mais simples e sem obstáculos será para utilizá-las. Os estudos científicos assim indicam.

 

Quais foram as reações imediatas dos políticos ao atentado, e como isso pode ter influenciado a percepção pública?

RZ: O atentado foi imediatamente condenado por todos os políticos. Nos EUA, Republicanos e Democratas, apressaram-se em condená-lo. O que foi muito importante, pois indicou que todos primam pelos pilares de eleições livres, inclusive da violência, em um Estado Democrático de Direito. Isso foi essencial para apaziguar os ânimos do público em geral.

 

De que maneira o atentado contra Trump pode afetar a campanha eleitoral e a dinâmica política nos próximos meses?

RZ: A maioria dos colegas analistas estadunidenses avaliam que Trump o utilizará favoravelmente a seu favor, opacando inclusive os processos e as condenações em seu contra no Judiciário. Trump vender-se-á como aquele que superou um momento de extrema crise, com vitalidade. E isso contrastaria com a imagem de pouca energia de seu oponente Biden. Tendo a concordar com essa avaliação.

 

Você vê paralelos significativos entre o atentado contra Trump e outros atentados políticos recentes, como o de Bolsonaro no Brasil?

RZ: O paralelo é o de um atentado no seio de uma disputa eleitoral. No caso de Bolsonaro e de Trump, ambos foram alvejados por armas (facada naquele e rifle nesse). Em ambos os atentados, há uma história de superação eivada de contornos de um milagre divino capaz de sensibilizar o público religiosamente mais fanático. E, no caso de Trump, até de movimentar mais eleitores para as urnas no dia da eleição (nos EUA facultativa). O fato é que lá um grande curativo branco na orelha direita já se tornou um símbolo atualizado da campanha Republicana.

 

Como a retórica utilizada por Trump contribuiu para o atentado contra ele?

RZ:Na política, como nas relações sociais em geral, violência tende a gerar mais violência. Logo, a retórica de Trump pode sim ter contribuído para o seu próprio atentado.

 

Quais podem ser as consequências a longo prazo desse atentado para a segurança dos candidatos presidenciais nos EUA?

RZ: Falhas nas instituições e sistemas de segurança já foram detectadas. O próprio Presidente Biden já solicitou uma averiguação independente à do FBI sobre o atentado. Ajustes e reformulações nas instituições e sistemas de segurança certamente acontecerão em consequência dessas averiguações ainda em curso. 

 

Como vê a resposta de Trump ao atentado em termos de seu discurso político e suas possíveis estratégias de campanha?

RZ: Como um homem de mídia, ex-Presidente e um atual candidato com metade dos eleitores a seu favor, Trump aproveitou com muita estratégia esse brutal e fatídico acontecimento tratando de alavancar a sua imagem de candidato da superação e com muita vitalidade. Não à toa, um grande curativo branco na orelha direita já é um símbolo atualizado da campanha Republicana.

 

Acredita que esse atentado pode influenciar a polarização e o clima de violência política nos EUA?

RZ: Dependerá muito de como ambos os candidatos e seus partidos comportar-se-ão a partir de agora. A eleição pôs-se ainda mais incerta. Até agora, Trump e os Republicanos têm um tremendo fato novo a seu favor. Um antídoto para essa novidade pode ser a multicitada possível substituição de Biden por um candidato com vitalidade mais aparente. O cenário de polarização e o clima de violência política nos EUA é observado já a algum tempo. Ninguém, em sã consciência, imaginava uma invasão tão fácil ao Congresso estadunidense após a última eleição. Torcemos para que esse cenário já estabilizado não prospere novamente agora.

 

Quais são as implicações internacionais do atentado contra Trump, especialmente em termos de como outros países veem a estabilidade política dos EUA?

RZ: A estabilidade política dos EUA é fundamental para a estabilidade mundial. Especialmente em uma quadra planetária tão conturbada quanto a atual. O reflexo de uma instabilidade no cenário político estadunidense pode significar catalisar as incertezas que pairam por todo o mundo, tornando-o ainda mais perigoso.


Na linha de frente: avós podem ser responsáveis pelo pagamento de pensão alimentícia de netos

Neste 26 de julho, quando é comemorado o dia dos avós, entenda as implicações

 

A responsabilidade dos avós na questão da pensão alimentícia é um tema relevante e repleto de nuances legais. Com o aumento das discussões sobre o papel dos avós na estrutura familiar, é essencial esclarecer os direitos e deveres que lhes são atribuídos pela legislação brasileira. 

Os alimentos avoengos referem-se ao direito de os netos receberem pensão alimentícia dos avós. Trata-se de uma medida excepcional, prevista no artigo 1.696 do Código Civil, que estabelece a possibilidade de transferir a obrigação a outros ascendentes, na falta dos que devem prestar alimentos, de acordo com a linha de sucessão - avós e tios, por exemplo. A Súmula 596 do Superior Tribunal de Justiça (STJ) também reforça esse direito: “A obrigação alimentar dos avós tem natureza complementar e subsidiária, somente se configurando no caso de impossibilidade total ou parcial de seu cumprimento pelos pais”. O objetivo é assegurar que a criança ou adolescente tenha seus direitos básicos atendidos, preservando seu bem-estar e desenvolvimento. 

Segundo Tatiana Naumann, advogada especialista em Direito de Família do escritório Albuquerque Melo, os avós podem, sim, ser obrigados a pagar pensão alimentícia em circunstâncias específicas. “A obrigação dos avós de fornecer alimentos aos netos é subsidiária. Isso significa que, na ausência ou incapacidade dos pais em cumprir com essa obrigação, os avós podem ser acionados judicialmente para suprir essa necessidade”, explica. 

O advogado Leonardo Marcondes Madureira, especialista em Direito de Família e Mediação e Resolução de Conflitos, do escritório Marcondes Madureira, pondera que embora a obrigação do sustento seja dos pais, muitas vezes não há condições para tal. “Mesmo que os pais queiram cumprir sua obrigação, podem não ter recursos suficientes para garantir o básico necessário para os filhos, como por exemplo gastos com saúde, educação, alimentação, lazer, vestuário, moradia e locomoção. O referencial desta condição pode variar conforme a realidade de cada família”.   

Os netos maiores que estejam cursando algum curso técnico profissionalizante ou ensino superior também podem entrar com o pedido, conforme esclarece Aline Avelar, especialista em Direito de Família e Sucessões do escritório Lara Martins Advogados. A ação também é possível quando os avós possuem uma condição financeira superior à dos pais. A especialista esclarece que também deve ser observada a possibilidade dos avós: “Os avós devem ter condições financeiras de prestar o auxílio sem comprometer seu próprio sustento. Sendo possível, o valor determinado deve ser justo e proporcional às necessidades do alimentando e às possibilidades do alimentante”.  

A ação pode ser proposta pelos netos, representados por seus responsáveis legais - mãe, pai ou um guardião. É necessário demonstrar a incapacidade financeira, ausência ou até mesmo a morte dos pais ou de um deles, além de comprovar a necessidade dos alimentos.   

Com relação ao prazo de pagamento, Madureira explica que devem ser pagos até que os netos completem 18 anos ou até o término de um curso técnico profissionalizante ou ensino superior. Fora dessas condições, Aline esclarece que desaparecida a necessidade que ensejou a responsabilização dos avós, poderá ser feita a exoneração do encargo.   

Sobre a prisão por falta de pagamento da pensão alimentícia por parte dos avós, os advogados fazem as seguintes considerações: “Assim como ocorre com os pais, os avós podem ser presos por não pagamento da pensão alimentícia. A prisão civil por dívida alimentícia está prevista no Código de Processo Civil como uma medida coercitiva”, enfatiza Leonardo.   

Aline pondera: “A obrigação dos avós, apesar de ser de caráter subsidiário e complementar, gera efeitos jurídicos plenos quando exercida. Em caso de inadimplência da pensão, os avós também podem sofrer a pena de prisão civil, contudo, há decisões contrárias”, afirma Avelar.  




Fontes:

Aline Avelar - advogada do escritório Lara Martins Advogados, responsável pelo núcleo de Direito de Família e Sucessões. Especialista em Direito das Famílias e Sucessões, Planejamento Familiar, Patrimonial e Sucessório. Presidente da Comissão de Jurisprudência do IBDFAM-GO.

Leonardo Marcondes Madureira - sócio fundador do escritório Marcondes Madureira. Especialista em Direito de Família e Sucessões e em Mediação e Resolução de Conflitos.

Tatiana Naumann - sócia do Albuquerque Melo Advogados nas áreas de Direito de Família e Sucessões e em casos de violência contra a mulher. Membro das Comissões de Direito Civil e dos Direitos da Mulher do IAB Nacional.

M2 Comunicação Jurídica



IA: como essa tecnologia apoia o setor elétrico?

Dentre os setores promissores do Brasil, está o segmento de energia. Fatores como a ampla capacidade de geração de energia limpa e renovável, colocam o nosso país como um importante player no mercado e com altas projeções de crescimento. E, diante de tamanho potencial, torna-se essencial que o setor busque, cada vez mais, expandir a sua atuação, algo que pode ser conquistado com o apoio de recursos da tecnologia, como por exemplo, a IA.

Com o protagonismo da Inteligência Artificial nos últimos anos, temos ouvido com frequência diversos especialistas afirmarem que ela é algo que veio para ficar. Certamente, essas afirmações estão corretas, pois vemos, na prática, o seu uso e tamanho impacto que vem provocando em diversos setores na economia global.

Apesar disso, uma das grandes dores do mercado está em saber utilizar a IA a favor do negócio. O fato desta tecnologia não ser algo tão novo, abriu espaço para que fosse criado um pensamento equivocado e limitador do potencial dessa solução no dia a dia. E pior, muitos a restringe como uma ferramenta de chat quando, na verdade, essa é apenas uma das variadas versões que ela pode ser utilizada.

Em se tratando do setor de energia, a IA pode ser uma grande aliada no enfrentamento de desafios como, por exemplo, a previsibilidade. Isso é, o segmento elétrico brasileiro pode ser dividido em três pilares: geração, transmissão e distribuição. Embora sejamos um dos países com uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo, por outro lado, temos uma alta dependência da precipitação hidrográfica, a qual, nos últimos anos, tem sido uma ação desafiadora considerando que o quadro de chuvas no país tem sido instável, levando a crises hídricas, como ocorreu em 2020 e 2021.

Esse cenário tende a se culminar ainda mais, à medida que as alterações climáticas ganham força, desencadeando efeitos adversos no clima que geram instabilidades também para na geração de energia renovável. Obviamente, monitorar e prever com antecedência esses aspectos é algo desafiador, mas é possível através da IA.

Porém, é preciso lembrar do seguinte aspecto: nenhuma tecnologia faz nada sozinha. Precisamos enfatizar que esta é uma solução que opera por meio do abastecimento de dados. Deste modo, para que possa desempenhar seu papel, é necessário que as informações estejam estruturadas e processadas, para que, assim, sejam elaborados relatórios precisos.

E, justamente, esse é o desafio de muitas companhias do setor elétrico. Mesmo reforçando a importância de cuidar de gerenciar os dados, diversos negócios ainda exercem uma gestão manual, presos a planilhas e diversas fontes de informações. A princípio, acreditam que é o melhor caminho, mas, a longo prazo, traz prejuízos significativos.

Uma coisa é fato: o setor de energia no Brasil tem pela frente uma jornada promissora com o interesse da fabricação do hidrogênio verde no país e a abertura do mercado livre. Ambas as modalidades, sem dúvidas, irão potencializar o seu desempenho, porém, para aproveitar esta oportunidade, é importante que as companhias e geradoras exerçam, desde já, uma gestão eficiente.

Nessa jornada, a IA é uma grande aliada, visto que auxilia na integração de recursos como IoT (Internet das Coisas), Machine Learning, Cloud Computing, entre tantos outros que apoiam na obtenção de dados corretos, ajudando no maior controle e identificação de oportunidades de investimento e ações efetivas.

A era da IA traz à tona a importância de as empresas se preparem e tomarem medidas que viabilizem o seu crescimento e sobrevivência no mercado cada vez mais competitivo, que também afeta o setor de energia.

Os novos tempos exigem, mais do que habilidade, mas a eficiência em identificar aquilo que é tendência e aplicar no dia a dia das operações. Esse não é um caminho simples, considerando que envolve toda uma mudança de mindset organizacional, entretanto, pode ser facilitado com o apoio de consultorias especializadas nessa abordagem e que compreendam as especificações do segmento.

Nada de algo futurista ou ilusório: a IA é uma realidade, pronta para ajudar aqueles que, de fato, quiserem e souberem a utilizar de forma estratégica. E, para o setor de energia, essa é uma importante aliada para, mais do que apoiar, energizar o seu crescimento. 



Glaucia Vieira é sócia proprietária da G2.


G2
https://g2tecnologia.com.br/


Além do asfalto: Capital Moto Week protagoniza desfile de pets


Iniciativa convida o público para adotar animais dentro da complexo do maior festival de rock e motos da América Latina 


O palco do Lady Bikers, no Capital Moto Week, foi tomado e iluminado por vários tons de dourado durante o desfile de cães da raça Golden Retriever. Com coletes de couro, vestidos em tule e até fantasias de animais, os pets arrancaram suspiros de quem prestigiou as apresentações. A ação mostra que o maior festival de rock e moto da América Latina, que acontece em Brasília de 18 a 27 de julho, vai muito além do asfalto, óleo e acelerador. A organização espera receber mais de 800 mil pessoas e mais de 350 mil motos nesta edição. 

“A ideia é promover as ações do Moto Pets e chamar atenção do público para a importância da adoção”, declarou Raquel Prates, coordenadora do Moto Pets. Entre os participantes, estava a Bella, cão terapeuta que faz parte de uma ONG que visita pacientes em hospitais. A família veio de Goiânia para viver este momento junto com os pets. “A Bella é terapeuta e motociclista. Nós passamos o ano aguardando o CMW e somos fãs do festival por causa da moto, dos amigos, da família e dos pets”, disse Cleres Bisol, tutora da Bella.  

Ainda em tons de dourado, o desfile foi abrilhantado pela Nugget. Apesar de não ser uma Golden, a galinha entrou em cena para provar que o Capital Moto Week é um festival para todos. Segundo o tutor da ave de cinco anos, além de animal doméstico, ela é motociclista. “A Nugget foi adestrada para andar de moto. Ela é minha companheira e quando encostou na moto pela primeira vez, amou e ficou eufórica de alegria”, contou Paulo Leite.  

O Moto Pets promove campanhas de adoção de animais em parceria com o abrigo Cata Patas, que resgata animais dos aterros sanitários do Distrito Federal. Na sexta-feira (26), haverá mais um desfile pet. Com a proposta de entreter os animais e despertar a responsabilidade afetiva no público, o Moto Pets funciona todos os dias do festival, das 9h às 20h. A programação inclui ações de conscientização sobre saúde, sustentabilidade e vacinação, além da distribuição de brindes, ativações e produtos do segmento. 

 

Confira a programação do Motopets 2024: 

Dias 22, 23, 24 e 25: atendimentos veterinários, campanha de adoção, campanha de vacinação antirrábica, dicas pet e muito mais.  

Sexta-feira (26): desfile dos pets resgatados no Lady Bikers, dicas de adestramento e premiação. 

Sábado (27): apresentação da Betinona e Patrulha Canina, promoções de produtos pets e ração.

 

Sobre o Capital Moto Week 2024

De 18 a 27 de julho, Brasília será palco do Capital Moto Week, maior festival de motos e rock da América Latina. Inspirado na edição histórica de 20 anos,  o CMW aposta na diversidade, talento e energia em seus 10 dias de programação, com mais de 100 de shows de diversas vertentes do rock nacional. A “Cidade da Moto” ocupará 300 mil m² no Parque de Exposições da Granja do Torto. A expectativa é receber 800 mil pessoas, 350 mil motos e mais de 1,8 mil moto clubes de todo o mundo. O Festival é um dos poucos no Brasil certificado como Lixo Zero e, todos os anos, zera as emissões de carbono, integrando iniciativas de inclusão, diversidade e sustentabilidade à cadeia produtiva do entretenimento.

 

Serviço

Capital Moto Week 2024

Quando: até 27/07/2024

Onde: Parque Granja do Torto | Brasília (DF)

Ingressos: www.bilheteriadigital.com/capitalmotoweek

Banco de Imagens: Drive CMW | E-mail: imprensa@capitalmotoweek.com.br

 

domingo, 21 de julho de 2024

Médica-veterinária da MSD Saúde Animal ressalta a importância dessa doença e os meios de evitar a infecção nos cães

 



Não é incomum ouvir falar o nome bicho-de-pé, mas você sabe exatamente do que se trata e sua gravidade para a saúde animal e humana? A doença ectoparasitária de pele causada pela pulga Tunga penetrans ocorre em todo o país, especialmente em assentamentos urbanos precários e em áreas rurais, e se desenvolve na epiderme como um ponto inflamado, alto, dolorido, inchado e bem delimitado, muitas vezes com um ponto escuro no centro. 

Isso ocorre porque a fêmea desse parasita, após fecundada, penetra na pele do hospedeiro – animais e seres humanos – e promove a infecção. É o que explica Kathia Almeida Soares, médica-veterinária e coordenadora de vendas técnicas e geração de demanda da unidade de negócio de Animais de Companhia da MSD Saúde Animal. “Nesse processo infeccioso, os ovos desenvolvidos são expulsos para o ambiente e se transformam em novas pulgas entre 2 e 4 semanas. É um parasita que vive em solos arenosos, quentes e secos e é adquirido quando os animais ou as pessoas entram em contato diretamente com o ambiente infestado”, diz a profissional. 

Ainda segundo Kathia, as áreas mais afetadas nos cães são os coxins, a região interdigital e abaixo das unhas, e nos seres humanos, principalmente os pés. “Tanto o animal quanto o ser humano sentem uma dor localizada e coceira extrema. As lesões desencadeadas pelo parasita podem, inclusive, servir de porta de entrada para outras infecções, como o tétano, que é grave”, orienta. 

Apesar da sua relevância em saúde pública, já que é uma zoonose, transmissível entre animais e seres humanos, o bicho-de-pé ainda é uma doença negligenciada, conforme pontua Kathia: “Muitas pessoas conhecem a infecção em seu estado mais simples, de poucos pontos inflamados, e não dão a devida importância ao quão grave pode se tornar. Grandes quantidades de pulgas e o tratamento inadequado podem provocar lesões sérias, como gangrena e perda de dedos, além do tétano, que pode ser fatal”.
 

Diagnóstico nos pets

É sempre importante observar o comportamento do animal e, ao perceber sinais como dores, dificuldade de andar, lesões nas patas ou entre os dedos, entrar em contato o mais breve possível com um médico-veterinário. Para diagnóstico nos cães, o profissional normalmente realiza uma avaliação clínica, considera o histórico do paciente e analisa a própria lesão. 

Segundo a especialista, o tratamento dessa enfermidade requer a remoção da pulga com o auxílio de uma agulha estéril e a utilização de ectoparasiticidas para tratar a infestação. “Em alguns casos, é necessário fazer a associação de antibióticos. Afinal, as lesões geradas por essa pulga podem, além de causar dor, incômodo e coceira, levar a lesões mais graves, com deformidades e até mesmo complicações por infecções secundárias.”
 

Longevidade no mundo animal: 5 passos para seu pet envelhecer de forma saudável

Reprodução
Nouvet

Exercícios regulares e alimentação balanceada são fatores essenciais para garantir uma vida mais longa a cães e gatos

 

Devido ao vínculo emocional profundo entre os tutores e seus companheiros de quatro patas, é natural o desejo de prolongar a vida dos pets e passar mais tempo ao lado daqueles que trazem tanto amor e carinho. Nos últimos anos, houve um aumento significativo na expectativa de vida desses pets, graças aos avanços na medicina veterinária, na nutrição e no cuidado geral. 

“A longevidade dos cães e gatos depende de cuidados médicos regulares, incluindo exames veterinários, e uma dieta adaptada rica em proteínas. Além disso, um ambiente amoroso contribui para a sua felicidade e bem-estar. Com dedicação, podemos dar mais chances para esses membros queridos da família desfrutarem de vidas longas, saudáveis e felizes”, destaca Thiago Teixeira, diretor-geral e médico veterinário no Nouvet, centro veterinário de nível hospitalar em São Paulo. 

Pensando nisso, o especialista compartilha cinco passos essenciais para ajudar seu pet a envelhecer com saúde. Confira:

 

1. Alimentação balanceada e nutritiva

A base de uma vida longa e saudável para cães e gatos é uma alimentação adequada. Rações comerciais de alta qualidade são formuladas para fornecer todos os nutrientes essenciais, mas também é possível optar por dietas caseiras, desde que sejam bem equilibradas e suplementadas, se preciso. A dieta de um pet deve ser ajustada às suas necessidades específicas de idade, raça, tamanho e condição de saúde. 

Para cães, recomendam-se proteínas de alta qualidade, gorduras saudáveis, carboidratos complexos, além de vitaminas e minerais. Já para os felinos, o ideal é oferecer dietas ricas em proteínas animais, uma vez que são carnívoros obrigatórios e precisam de taurina, um aminoácido essencial encontrado na carne.

 

2. Exercícios regulares e estímulos mentais

A atividade física é fundamental para manter a saúde cardiovascular, muscular e articular dos pets. Além disso, exercícios e brincadeiras ajudam a prevenir a obesidade e problemas comportamentais. 

Para os gatinhos é muito importante deixar à disposição brinquedos interativos, arranhadores e a criação de ambientes estimulantes dentro de casa. Já para os cachorros é fundamental fazer passeios diários, brincadeiras ao ar livre e atividades como agilidade e natação.

 

3. Cuidados veterinários

Visitas regulares ao veterinário são indispensáveis para a longevidade de cães e gatos. As consultas preventivas são importantes para: vacinação, controle de parasitas e monitoramento geral da saúde. Para animais mais jovens e saudáveis, os check-ups podem ser anuais; no caso dos bichinhos mais idosos ou com condições crônicas, é preciso que sejam semestrais.

 

4. Higiene e cuidados específicos

A higiene adequada é outro pilar para a saúde dos pets. Isso inclui cuidados com os dentes, pelagem, unhas e ouvidos. Ou seja, é preciso manter uma escovação regular dos dentes para prevenir doenças periodontais; escovar frequentemente os pêlos para evitar nós, além de remover os que estiverem soltos; dar banhos regulares, conforme a necessidade de cada raça; e manter as unhas aparadas e os ouvidos limpos para prevenir infecções. 

Além disso, alguns pets de raças específicas têm características que demandam cuidados adicionais, como cães de raça bulldog francês e pug, que pedem atenção dermatológica e respiratória, e os gatos persas e siameses, também comumente acometidos por problemas de respiração.

 

5. Ambiente seguro e amoroso

Um ambiente seguro e cheio de amor é importante para a saúde mental e física dos pets. Proporcione um lar livre de perigos, com espaço suficiente para que ele possa se movimentar e explorar. 

Mantenha produtos químicos fora do alcance deles, verifique se não há plantas tóxicas no jardim e certifique-se de que o espaço é adequado para o tamanho e necessidades de cada animal. Tenha camas confortáveis, acesso fácil a água fresca e locais tranquilos para descanso. Principalmente, passe tempo de qualidade com seu pet, oferecendo carinho e atenção, fortalecendo o vínculo e promovendo seu bem-estar emocional.

 

Nouvet


Caminhar auxilia a saúde Física e mental dos cães

 

Hoje venho falar sobre um tema fundamental para o bem-estar dos nossos amigos de quatro patas: o dog walking. A prática regular de passeios é essencial para a saúde física e mental dos cães, proporcionando inúmeros benefícios que vão desde a manutenção do peso ideal até a redução do estresse e da ansiedade. Além disso, um dog walker profissional desempenha um papel fundamental nesse processo, garantindo passeios seguros e divertidos. Vamos explorar como o dog walking pode transformar a vida do seu cão:


Benefícios físicos

Os passeios diários ajudam a manter os cães ativos e em forma. A caminhada regular contribui para a prevenção da obesidade, melhora a saúde cardiovascular, fortalece os músculos e articulações e auxilia na digestão. Para cães de todas as idades, desde filhotes até idosos, o exercício físico regular é essencial para uma vida saudáve.


Benefícios mentais

Além dos benefícios físicos, os passeios têm um impacto significativo na saúde mental dos cães, onde eles têm a oportunidade de explorar novos ambientes, cheirar diferentes aromas e interagir com outros cães e pessoas, estimulando suas mentes, prevenindo o tédio e redução comportamentos destrutivos que podem surgir da falta de estímulo mental. Caminhadas regulares também ajudam a reduzir a ansiedade e o estresse, promovendo um estado de relaxamento e felicidade.


A importância de um passeio seguro e divertido

Um dog walker profissional está preparado para proporcionar passeios seguros e prazerosos para os cães. Sempre atento a comportamentos e estímulos externos que podem afetar diretamente os reflexos do cão e desencadear atitudes inesperadas no animal, esses profissionais seguem protocolos de segurança que compartilho a seguir:


Uso de equipamentos adequados: Utilize coleiras e guias adequadas ao tamanho e temperamento do cão. Coleiras peitorais são uma excelente opção para evitar pressão no pescoço. Leve sempre leve sacolas para recolher as fezes do cão, mantendo o ambiente limpo e agradável para todos.


Planejamento da rota: Escolha rotas seguras, evitando áreas com tráfego intenso ou perigos potenciais. Prefira parques e trilhas onde o cão possa explorar com segurança. Varie as rotas para oferecer novos estímulos e manter o interesse do cão.


Controle da situação: Permaneça alerta ao comportamento do cão e ao ambiente ao redor. Mantenha o controle da guia, especialmente em áreas movimentadas. Conheça os sinais de alerta do cão e esteja preparado para agir rapidamente em situações de perigo com ataques de outros cães, desobediência ou comportamentos inesperados. Manter a calma e saber como intervir pode fazer toda a diferença.


Rotina: Mantenha uma rotina consistente de horários e durações dos passeios. Os cães se beneficiam de previsibilidade e estabilidade. Adapte os passeios às necessidades individuais de cada cão, considerando idade, nível de energia e condições de saúde.

O dog walking é muito mais do que uma simples atividade física, é uma oportunidade para enriquecer a vida do cão de diversas maneiras. Como adestradora e especialista em comportamento canino, posso afirmar que a prática regular de passeios contribui significativamente para a saúde e felicidade dos cães. Um dog walker profissional não só garante a segurança durante os passeios, mas também proporciona uma experiência enriquecedora e divertida para os cães.

Investir tempo e atenção na qualidade dos passeios do seu cão é um passo importante para garantir que ele tenha uma vida plena e saudável. Então, da próxima vez que levar seu amigo peludo para um passeio, lembre-se dos benefícios incríveis que essa atividade proporciona e aproveite cada momento juntos. 

 

Beatriz França - adestradora e especialista em comportamento de cães com quase 10 anos de experiência. Conhecida como adestradora dos cães dos famosos, é criadora do Método BFA que já ajudou mais de 1000 famílias, além disso oferece diversos serviços, incluindo creche, adestramento, hospedagem e consultoria.


Pets Sem Raça Definida e cães das raças Shih Tzu e Poodle são os prediletos dos tutores brasileiros

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Levantamento da maior comunidade de clínicas veterinárias do Brasil com uma das maiores plataformas de gestão do segmento pet aponta raças mais presentes nos lares do país e hábitos no cuidado com a saúde dos animais 

 

Pets sem raça definida lideram a preferência do brasileiro, segundo análise feita pela VetFamily e OnePet, sistema de gestão de pet shops e clínicas veterinárias, que avaliou dados dos últimos cinco anos. O volume de SRDs (29,39%) é praticamente o dobro do segundo colocado no ranking - os cães da raça Shih Tzu (14,57%) - e quase quatro vezes maior que o terceiro colocado - os cães da raça Poodle (7,66%). O estudo analisou os dados de pouco mais de 4,4 milhões de cães e gatos cadastrados na plataforma utilizada por empresas do segmento pet em mais de 500 cidades brasileiras.

Entre os top 10 cães e gatos cadastrados estão:

Sem raça definida: 29,39%

Shih Tzu: 14,57%

Poodle: 7,66%

Yorkshire Terrier: 5,87%

Spitz Alemão: 3,68%

Pinscher miniatura: 3,40%

Siamês: 2,74%

Maltês: 2,35%

Lhasa Apso: 1,81%

Pit Bull: 1,67%

Raças populares como Golden Retriever, Buldogue Francês, Persa e Labrador se encontram em 11º, 13º, 15º e 16º lugares respectivamente.

Outro dado importante levantado pela plataforma é o percentual de consultas realizadas entre maio de 2023 e abril de 2024: na média nacional, apenas 8,87% dos animais cadastrados passaram por consulta veterinária. “Os pets devem ser levados ao veterinário ao menos uma vez ao ano para avaliação física e medidas preventivas. Para cães e gatos a partir de 7 anos ou com doenças crônicas, esse intervalo deve ser ainda menor”, alerta o médico-veterinário, Head Latam e Diretor-Geral da VetFamily no Brasil, Henry Berger.

Em meio a rotina de compromissos, serviços que apoiam tutores na lembrança e no acompanhamento dos cuidados preventivos com seus animais podem impactar de forma significativa a saúde dos pets. Esta é uma das propostas da plataforma OnePet, que também permite aos gestores de clínicas e hospitais veterinários analisarem perfis de pacientes, fluxo de serviços, histórico de saúde e outras diversas informações administrativas. “Conhecer os hábitos e os perfis dos clientes, a necessidade de retorno dos pacientes e a possibilidade de alertar o tutor sobre datas e cuidados que devem ser tomados com seus pets, por exemplo, servem não apenas melhorar o desempenho de uma clínica ou hospital, mas para poder oferecer um diferencial no atendimento e a oferta de especialidades médicas e serviços adequados às necessidades dos pacientes da região”, comenta o CEO e Founder da OnePet, André Mafra.

Criada com o objetivo de valorizar e desenvolver o segmento veterinário, a comunidade internacional de médicos-veterinários VetFamily firmou parceria com a OnePet a fim de oferecer benefícios exclusivos aos seus membros. “Entendemos o quanto informações precisas e de fácil acesso permitem uma gestão integrada e um atendimento diferenciado que promove melhores serviços para a saúde dos animais. Por isso, nos próximos meses nossa parceria deve gerar resultados positivos para um número ainda maior de clínicas e hospitais veterinários e seus pacientes”, conclui Berger. 

 



VetFamily
www.vetfamilybrasil.com.br.


OnePet
www.onepet.com.br.

 

As temperaturas caíram: cuidados essenciais para cães idosos durante o inverno

Manter cães idosos aquecidos durante o inverno
 é essencial para evitar dores articulares. 
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Especialista destaca a importância de prevenção e tratamento para minimizar dores articulares em pets idosos na estação mais fria do ano

 

As baixas temperaturas podem afetar a circulação sanguínea em cães idosos, levando à rigidez e dor nas articulações. O frio pode agravar condições articulares existentes, como osteoartrose e artrite. Os cães idosos são mais suscetíveis a essas dores devido a alterações metabólicas, já que o organismo se torna menos eficiente em regular a temperatura corporal e, geralmente, possuem articulações desgastadas.
 

Entendendo as Dores Articulares

Segundo o Dr. Renato Barbosa, ortopedista e neurocirurgia veterinário do Hospital Veterinário Star Vet, as doenças articulares mais comuns em cães idosos incluem osteoartrose secundária a doenças articulares de origem genética, como displasia coxofemoral, displasia do cotovelo, luxação de patela e osteocondrite dissecante do ombro. “Outras causas podem ser lesões traumáticas, insuficiência do ligamento cruzado cranial do joelho, fraturas ou infecções articulares. Sinais clínicos de dores articulares incluem claudicação, rigidez articular após repouso, relutância em passear, subir escadas ou saltar, lamber excessivamente as articulações doloridas e inchaço ou vermelhidão nas articulações afetadas”, ilustra o Dr.
 

Prevenção e Cuidados

Medidas preventivas incluem evitar o sobrepeso dos pets, manter o cão aquecido com roupas ou cobertores, fornecer uma cama macia e confortável, isolada do chão com tapetes emborrachados, evitar pisos escorregadios, oferecer uma dieta saudável e equilibrada e levá-los para caminhadas regulares, respeitando o limite de cada animal. “Para garantir que os cães idosos permaneçam aquecidos e confortáveis em casa, recomenda-se isolar a cama com um tapete emborrachado, evitar locais com correntes de ar, colocar uma manta ou cobertor sobre o cão quando ele estiver dormindo e vestir o cão com roupinhas para pets”, explica Barbosa.
 

Exercícios Específicos

O ortopedista veterinário ainda recomenda incluir fisioterapia com médico veterinário habilitado, caminhadas sobre pisos não escorregadios, natação em piscina aquecida e hidroterapia em água morna.
 

Alimentação e Suplementação

A alimentação influencia diretamente na saúde articular dos cães idosos. Uma dieta saudável e equilibrada ajuda a manter um peso adequado, reduzindo a sobrecarga articular. Suplementos como colágeno tipo II, glucosamina e condroitina ajudam na produção e qualidade do líquido sinovial, desacelerando o processo degenerativo articular. Suplementos recomendados incluem UC II, glucosamina, condroitina, MSM, ômega-3 e curcumina. A hidratação é fundamental para a saúde de qualquer paciente, auxiliando no funcionamento e manutenção do sistema renal.
 

Tratamento e Atendimento Médico

Tratamentos comuns para dores articulares incluem fisioterapia tradicional e shock-wave, acupuntura, hidroterapia, condroprotetores e anti-inflamatórios e/ou analgésicos sob prescrição veterinária. Adaptações no ambiente de casa para reduzir os riscos de dores articulares incluem isolar a cama com um tapete emborrachado, colocar tapetes antiderrapantes em pisos lisos, remover objetos que possam causar tropeços ou quedas, evitar que subam e desçam escadas, camas ou sofás, e manter a casa aquecida.
 

Sinais de Alerta e Monitoramento

Sinais de alerta de que um cão idoso pode estar sofrendo intensamente com dores articulares incluem falta de disposição para passear, brincar e se alimentar, passos curtos ou rígidos, dificuldade para se levantar, sentar ou deitar, dificuldade para se agachar ao fazer necessidades fisiológicas, mancar, ficar mais tempo deitado, lamber ou mordiscar as articulações. Renato dá a dica: “Tutores podem monitorar a saúde articular observando a mobilidade, atividade, apetite e condição das articulações”.
 

Conselhos Adicionais

Por fim, o Dr recomenda manter o peso do cão controlado, evitar exercícios extenuantes, levar o cão ao veterinário regularmente para check-ups e exames e, se possível, consultar um veterinário ortopedista para tratar problemas articulares. 

“O Hospital Veterinário Star Vet fornece orientações detalhadas e práticas para ajudar tutores a melhorar o conforto e a qualidade de vida de seus cães idosos durante o inverno, minimizando as dores articulares”, conclui.



Hospital Veterinário Star Vet
Endereço:Avenida Pau Brasil, 11 (esquina com Rua Boulevard Sul)-Ed. Via Azaléas (piso térreo) - Águas Claras - Brasília/DF
Horário de funcionamento: 24h todos os dias da semana
Contato: (61) 3964-2996


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