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sábado, 22 de julho de 2023

Autossabotagem é processo enraizado na baixa autoestima e falta de autoconfiança

indivíduo que se autossabota conscientiza-se das próprias limitações e assume a responsabilidade pelos próprios atos


Atrasar-se para uma prova importante, por ter acordado tarde; furar a dieta, convencendo-se de que um pedaço pequeno de bolo não é o que vai fazer você engordar de verdade; procrastinar e não conseguir entregar no prazo estipulado aquele relatório importante do trabalho. Praticar ações e cultivar comportamentos que, sobretudo, geram prejuízos a nós mesmos é um fenômeno comum que recebe o nome de autossabotagem. Nesse sentido, autossabotar-se é querer ter o desejo intenso de ser bem-sucedido e feliz e, ao mesmo tempo, comportar-se de uma maneira que impede de obter êxito em sua intenção.

Segundo o terapeuta transpessoal, escritor, e idealizador e sócio proprietário do hub de autoconhecimento Resiliência Humana, Robson Hamuche, a autossabotagem costuma ser causada pela baixa autoestima e pela falta de autoconfiança. “Por não acreditar em si mesma, a pessoa se sente incapaz de realizar determinada atividade e na iminência do fracasso se entrega ao comportamento de autossabotagem como meio de lidar com a situação”, explica. Conforme Hamuche, pessoas com essas características (baixa autoestima e falta de autoconfiança) apresentam dificuldades em gerenciar suas experiências emocionais cotidianas, reagindo a eventos, circunstâncias e pessoas de um jeito que impossibilitam o alcance do sucesso pessoal e profissional.

Para quebrar o ciclo vicioso da autossabotagem, recomenda o idealizador do Resiliência Humana, o primeiro passo a ser dado é conscientizar-se das próprias limitações e responsabilizar-se pelos próprios atos. Apenas dessa maneira, segundo Hamuche, é possível ir além, substituindo crenças limitantes por crenças possibilitadoras. Um modo de trazer à tona bloqueios mentais inconscientes, que geram o medo de situações novas e desafiadoras, é através de ações que promovam a conexão da pessoa com seu ser, tais como meditação, limpeza de pensamentos e emoções negativas, afirmações positivas.

De acordo com o terapeuta transpessoal, além de pensar positivamente, acreditando que consegue ser bem-sucedido naquilo que se propõe, para vencer a autossabotagem, é essencial ter resiliência psicológica, entendida como a capacidade dos indivíduos adaptar-se a mudanças e resistir a adversidades. Hamuche explica que quem é resiliente, persevera nas circunstâncias mais delicadas, resiste a frustrações, fortalecendo-se mentalmente, para evitar sabotar-se diante de cenários desafiadores.

Buscar neutralizar a influência  que outro exerce em suas ações também é de suma importância para evitar que as pessoas se sabotem. Segundo Hamuche, ao aprender dizer “sim” a si mesmo, tornando  mais vigorosa a autoconfiança, a pessoa  simultaneamente aprende a dizer "não" às pessoas que desejam semear dúvidas, influenciando negativamente à sua missão. O terapeuta transpessoal ressalta que a preocupação em agradar o outro é um grande empecilho em momentos de decisão, pois afasta o indivíduo daquilo que ele acredita ser o mais correto a fazer a fim de alcançar o objetivo proposto.

 

Dicas e exercícios para evitar o auto boicote

No Instagram do Resiliência Humana, página que tem mais de 12 milhões de seguidores, Robson Hamuche fornece dicas para quem deseja se munir de ferramenta a fim de evitar o auto boicote. Um de suas principais recomendações nesse sentido é para que a pessoa investigue os mecanismos da autossabotagem. "Você consegue identificar uma mentira que conta para si mesmo? Reflita sobre como ela atrapalha sua vida. Reflita como sua autossabotagem funciona”, diz.

Ponderações sobre medos e crenças que fazem o indivíduo encher-se de dúvidas no momento de agir e que por isso aumentam as chances de ele errar também estão contempladas na página do portal de conteúdo voltado para o autoconhecimento. Hamuche orienta, por exemplo, a pessoa a indagar-se a respeito de seus maiores medos, buscando dar uma nota para cada um deles, para verificar, se durante o processo, esses medos diminuem de tamanho. O terapeuta aconselha também a analisar profundamente um medo, procurando suas raízes e formas de superá-lo. A respeito de crenças limitantes aprendidas na infância, Hamuche encoraja o indivíduo a refletir sobre o que essa crença significa realmente para ele.

Com o intuito de mitigar o sofrimento ocasionado por medos e frustrações que levam a autossabotagem e a diminuição da autoestima e autoconfiança, Hamuche propõe o seguinte exercício: “Pense em algo pelo qual se pune frequentemente por não conseguir fazer da maneira que gostaria e exercite o auto perdão”. Isto porque martirizar-se por erros cometidos no passado só fará com que a pessoa arraste uma corrente que a impedirá de ser bem-sucedida no presente e no futuro.

A fim de evitar a hesitação que pode levar ao erro, Hamuche incentiva o indivíduo a encher-se de certeza e energia positiva. “Hoje coloque dentro de você o sentimento de confiança. O universo conspira a seu favor sempre", diz. Pois, conforme o terapeuta transpessoal, somente nutrindo a autoconfiança dentro de si o indivíduo consegue dar o passo inicial, imprescindível para qualquer empreitada “Comece algo que você está adiando há tempos. Não tenha medo de ser um iniciante", encoraja.

A importância do planejamento para que as ações saiam do mero campo das ideias e se concretizem de maneira bem-sucedida também é enfatizada pelo idealizador do Resiliência Humana. Àqueles que ainda não formularam um plano de vida claro e bem definido, Hamuche sugere colocar no papel seu desejo de alma, permitindo que seu corpo o realize. Para quem dar o primeiro passo é muito difícil, como se uma força o impedisse de agir, o terapeuta transpessoal aconselha a escrever todas as desculpas que costuma dar no sentido de que os planos não sejam colocados em prática e as metas não se concretizem.

Diante da indecisão, existe uma tendência de as pessoas serem consumidas pelos diversos questionamentos sobre o que os outros vão pensar. Segundo Hamuche, colocar-se em primeiro lugar é a melhor forma e escapar dessas dúvidas. Pensamentos negativos e pessoas pessimistas vivem colocando os outros para baixo. Para se livrar dessa influência nociva, o terapeuta transpessoal ressalta a importância de o indivíduo identificar pessoas tóxicas ao redor, encontrando maneiras de neutralizar o efeito causado por elas. Especificamente sobre pensamentos nocivos, o idealizador do Resiliência Humana recomenda: "Exclua as seguintes expressões da sua vida: 'Que inferno!'; 'Parece que isto não acaba mais; 'Desgraça atrai desgraça'; e 'Se melhorar, estraga'. E qualquer outra metáfora que atraia negatividade”.

 

Robson Hamuche - Terapeuta transpessoal é idealizador e sócio-proprietário do Resiliência Humana. Cursou Engenharia Civil na Universidade Presbiteriana Mackenzie e reúne formações em Psicologia Transpessoal pelo Instituto Serra da Portaria; em técnicas de Expansão de Consciência pelo Instituto Tadashi Kadomoto; em Rebirthing pelo Instituto Brasileiro de Renascimento; e em Constelação Familiar Sistêmica pelo Instituto Bert Hellinger. Estudou Experiência Somática com o Ph.D. e psiquiatra clínico norte-americano Peter Levine e certificou-se como Practitioner em Programação Neurolinguística pela Sociedade Brasileira de Programação Neurolinguística.


Corra do frio com atividade física e evite uma série de problemas à saúde

O sedentarismo aliado às baixas temperaturas resulta em dores, músculos fracos, má postura e vários outros riscos graves; veja cinco dicas para driblar o desânimo e começar a se exercitar


Se começar uma atividade física é um grande obstáculo para muitas pessoas, a situação piora na época do inverno, especialmente em cidades muito frias, como Curitiba, capital mais fria do país, ou São Joaquim, na serra catarinense, onde até já caiu neve em julho. O sedentarismo é maléfico para a saúde em qualquer fase do ano e a potência se eleva neste período de inverno, podendo desencadear uma série de problemas, não somente físicos, mas mentais. 

Para se ter uma ideia, 52% dos brasileiros raramente ou nunca praticam atividades físicas, de acordo com uma pesquisa sobre saúde e trabalho, divulgada pelo Serviço Social da Indústria (Sesi), no último dia 26 de junho. E, na medida que o frio aumenta, a vontade de se exercitar tende a diminuir ainda mais.  

“As baixas temperaturas podem nos tornar menos propensos a nos mover, o que pode resultar em dores musculares e articulares, bem como em má postura, devido ao enfraquecimento dos músculos que sustentam a coluna”, aponta o profissional de educação física e influenciador Aurélio Alfieri. 

Além disso, a falta de exercícios regulares pode aumentar o risco de doenças crônicas, como diabetes, doenças cardíacas e obesidade, alerta. “Portanto, iniciar uma atividade física, mesmo durante o frio, é essencial para manter a saúde e prevenir problemas de longo prazo”.

A questão preocupa os especialistas em saúde, mas a boa notícia é que ela pode ser contornada sem o sofrimento imaginado. Para ajudar no desafio de dar início a uma programação regular de atividades físicas com prazer e certamente recompensadora em poucas semanas, Aurélio Alfieri sugere 5 dicas bastante simples. 


Companhia

Exercitar-se com um parceiro pode ter vários benefícios, incluindo a melhora da motivação e a adesão ao exercício. O compromisso moral abre menos espaços a uma possível procrastinação e boicote à atividade. “Isso pode ser particularmente útil durante os meses frios, quando a motivação pode diminuir. E um acaba incentivando o outro no dia a dia”, diz Alfieri. 


Momento ideal

Cada organismo é um, assim como é a rotina de cada pessoa. O momento mais adequado do dia não será necessariamente o mesmo para cada um e o período escolhido para cumprir a atividade física do dia pode fazer toda a diferença e aumentar as chances de uma adesão mais prazerosa. 

“O segredo é escolher o momento do dia em que se sinta mais energizado. Também pode ajudar a manter a consistência do exercício, além de contribuir com a melhora do humor, a resistência ao estresse e a qualidade geral do sono, todos vitais para a saúde”, diz o profissional de educação física.


Roupas adequadas 

A vestimenta é fundamental para evitar desconfortos durante os exercícios, que podem levar a más memórias, que vão gerar gatilhos futuros e maior chance de desistência. É preciso ter em mente que, em poucos minutos, o frio vai desaparecer, mas também que o corpo vai precisar ser protegido ao final da atividade. Por isso, é importante pensar em vestir-se em camadas adequadas para o exercício. 

“A roupa pode ajudar a regular a temperatura do corpo, evitando a hipotermia ou o superaquecimento. Isso é essencial para o conforto e a segurança durante o exercício, além de prevenir condições como a desidratação”, sugere. Alfieri também orienta sobre a escolha do tipo de tecido. “Opte por aquele que absorve o suor. Ajuda a manter a pele seca, reduzindo a chance de irritações e infecções na pele.”


Hidratação do corpo e da pele

No inverno muitas pessoas têm dificuldades em beber líquidos frios, como a água. Não esqueça, no entanto, que é fundamental que ela esteja disponível, para antes, durante e depois da atividade física. “O corpo também pede e precisa de água, mesmo quando não estamos com calor ou com sensação de sede”, diz. 

Se a atividade for em área externa, é importante também proteger a pele da ação do frio e do vento, mesmo quando não houver sol ou se a incidência estiver fraca. “A preocupação deve ser a mesma de quando há exposição ao tempo nos dias quentes. Para as mãos, há luvas adequadas, assim como protetor solar para o rosto.”


Exercício adequado à condição física 

Qual atividade fazer? Os exercícios de força e flexibilidade, como pilates e yoga, são benéficos para a saúde óssea, postura e equilíbrio. Também melhoram a força muscular e a flexibilidade. Exercícios de alta intensidade, como o HIIT, são benéficos para a saúde cardiovascular, a resistência e o metabolismo. Estes ajudam a controlar o peso e a reduzir o risco de doenças crônicas. 

São todas ótimas opções, na avaliação de Alfieri. No entanto, é importante lembrar que a escolha do exercício deve levar em conta a condição física individual. “Antes de mais nada, o tipo de atividade deve ser aprovada por um profissional de educação física. Do contrário, pode ser prejudicial e provocar lesões que podem acabar levando a um sedentarismo forçado.”

 


Aurélio Alfieri - profissional de educação física e autor do livro Manual Prático para ser Jovem por Mais Tempo – A Roda da Juventude (Ed. Appris), que configurou entre os mais vendidos da Amazon em 2022. Possui especialização em Psicologia Corporal e já ministrou mais de 50 cursos e palestras no Brasil e no exterior. Desde 2016, produz vídeos semanais em seu canal no YouTube, que conquistou quase 2 milhões de inscritos, com treinos para o público com mais de 50 anos e para pessoas que precisam se exercitar sem impacto.
https://www.instagram.com/aurelioalfieri/


A dupla jornada da velhice

A idade tem o condão de duplicar nossa percepção do mundo: agora, olhamos para frente e para trás, como um Janus ambulante, tropeçando ora nos afazeres, ora nas lembranças, acertando as pendências das contas diárias e retocando as memórias de décadas, repetindo-as até que se ajustem ao tom desejado. A vida se torna mais intensa, embora mais lenta, já que para pensar é preciso cessar as atividades do corpo. 

A vida do espírito é diferente da vida de ação, como já lembrava Hannah Arendt. Quem vê de fora, pensa que estamos ficando alheios ao mundo e diz "tadinhos". No entanto, estamos, na verdade, catalogando a nossa lembrança do mundo e, muitas vezes, prestando contas de nossos desacertos. Afinal, quanto tempo teremos a mais para isso? Certo é que todos queremos viver muito, quando na verdade queremos dizer que queremos viver de maneira relevante, para que, ao fim, possamos dizer que valeu a pena. 

Para isso, de quando em quando, há a necessidade de uma auditoria dos fatos vividos e das suas inevitáveis consequências. As amizades que se foram, os amores, os lugares, os projetos, as ambições, onde será que habitam agora? Qual versão de nós mesmos somos neste momento? Uma razoável ou aquela que se acovardou de tudo e se estranhou com todos? Todo dia é um dia para trocar o roteirista ou para dar uma bronca no diretor da história da nossa vida. O duro é que, com isso, o ator principal também desaparece do set.

A idade faz com que reparemos nos detalhes das coisas, mesmo com a vista mais fraca. Mas é porque prestamos mais atenção. E isso porque, como já dito, tornamo-nos mais letárgicos. A vida de verdade não dá pra ser ouvida na velocidade 2X. Assim, escapam todas as sutilezas, os pequenos gestos nervosos ou de abandono, de ansiedade ou de desejo. 

Temo pela memória dos mais jovens e mesmo de muitos adultos, que aceleram seu tempo como se houvesse mesmo um prêmio para quem chegar primeiro ao fim disso tudo. Temo que se tornem como Funes, o memorioso, personagem do escritor Jorge Luís Borges, que tudo apreende, mas com nada aprende. Não à toa morreu sufocado, de congestão pulmonar, incapaz de respirar, que é ato de interrupção antes de ser ação. Sufocado porque, sem o filtro da memória, que tem a função de esquecer para destacar, como um jogo de imagem e fundo, tudo se mistura e tudo invade tudo, criando um borrão indefinível. Milan Kundera, no seu romance A Lentidão, já alertava para a necessária relação entre velocidade e esquecimento. Ser o primeiro em tudo, antes de todos, é só mais uma forma de estar só.

O dia a dia clama por decisões rápidas e explicações sucintas. Quem suporta uma reunião de duas horas? Quem aguenta uma aula monótona, como uma gelatina derretida ao sol? Mas o crucial só se aprende pela persistência da memória, e a persistência é uma forma delicada de exercício, complexa e exigente. Quando alcançamos esse nível de reinserção em nossos passos já dados, descobrimos que somos os autores capazes de mudar os ângulos de como vemos o nosso passado, mas o passado, como tal, não pode ser de todo apagado: vive como lembrança companheira ou fantasma inquieto. Está sempre lá. 

Creio que, diante disso tudo, envelhecer é assumir essa dupla jornada, de sonhos e sombras, de planos de futuro e papéis largados no fundo da gaveta, de artigos escritos em cima da hora e romances abandonados para sempre, de abraços carinhosos durante o café da manhã de domingo e a persistência do cheiro do perfume no lóbulo da orelha da primeira namorada, enquanto a música triste embalava a vida que parecia, então, não ter hora para acabar. 

 

Daniel Medeiros - doutor em Educação Histórica e professor de Humanidades no Curso Positivo.@profdanielmedeiros


Estudo revela como transtornos podem afetar o controle sobre o comportamento

Diversos fatores podem deixar o cérebro propenso a evitar mudanças de rotinas 

 

Com a sociedade moderna a atualização, adaptação e mudança se tornaram cada vez mais constantes e presentes, no entanto, realizar mudanças como essas pode ser uma tarefa bastante complicada. 


Essa dificuldade em encarar bem alterações de rotina pode ser justificada pela influência de uma série de fatores, como aborda o novo estudo “Doenças do lobo frontotemporal: Dificuldades de aprendizado”, publicado na revista científica “Cuadernos de Educación y Desarrollo”.

O estudo realizado pelo Médico especialista em Cirurgia da Coluna Vertebral Dr. Luiz Felipe Carvalho em parceria com o Médico Cirurgião Geral, Dr. Bora Kostic e o Pós PhD em neurociências, Dr. Fabiano de Abreu Agrela, analisou as características que dificultam a mudança de comportamentos, hábitos e pensamentos.

A compreensão de uma nova ideia pode ser uma tarefa difícil para o ser humano devido aos preconceitos instaurados ao longo dos anos de sua vida [...] O ser humano por sua essência já possui certa dificuldade na assimilação de novas opiniões [...],, mas a dificuldade de aceitar uma realidade pode se dar por meio de disfunções”.

A compreensão de uma nova ideia ou pensamento envolve processos cognitivos complexos que ocorrem no cérebro. A neurociência tem estudado esses processos e descobriu que a compreensão de uma nova ideia requer uma série de processos mentais, tais como: [...] Percepção, atenção, memória, processamento semântico, raciocínio e tomada de decisões”.

As estimulações repetitivas das sinapses podem, a longo prazo, potencializar ou atenuar a neurotransmissão em longo prazo, e estas mudanças estão associadas às alterações nos circuitos neuronais e que eventualmente podem influenciar no comportamento, sendo a neuroplasticidade a responsável por adaptar e integrar novas informações em suas redes neuronais” Afirma o estudo.

 

Transtornos e o comportamento humano


O comportamento e a dificuldade em controlar aspectos relacionados a ele também pode estar relacionado à ação de alguns transtornos que podem afetar o lobo frontal do cérebro, região responsável por funções executivas, como planejamento, tomada de decisão e controle de trabalho.

Na demência frontotemporal do tipo variante comportamental, é notável a mudança de personalidade e de seu comportamento usual, com perda de interesse em atividades familiares e recreacionais, já na demência com afasia progressiva, se nota o grande impacto na linguagem, com dificuldades na fala e compreensão das palavras”.

O transtorno borderline, por exemplo, é caracterizado pela instabilidade emocional, impulsividade e dificuldades nos relacionamentos interpessoais. Já o transtorno histriônico é marcado por um comportamento dramático, busca constante por atenção e comportamentos sedutores, enquanto o transtorno narcisista é caracterizado por um sentimento grandioso de auto importância, necessidade de admiração e falta de empatia”.

Além disso, alguns estudos sugerem que certas áreas do cérebro, como a região frontotemporal, podem estar associadas a dificuldades em reconhecer problemas emocionais e comportamentais. Isso pode contribuir para a dificuldade que algumas pessoas com transtorno de personalidade histriônica têm em perceber que precisam de ajuda” Ressalta o artigo.

 

Dr. Luiz Felipe Carvalho - ortopedista especialista em coluna vertebral e medicina regenerativa. Já tratou grandes atletas como o jogador de futebol Rodrigo Dourado e o Ferreirinha do Grêmio. Além do tenista Argentino naturalizado Uruguaio Pablo Cuevas que faz tratamento com célula tronco desde 2017 melhorando muito sua performance avançando no ranking desde então. O Gaúcho possui um profundo conhecimento sobre os modernos procedimentos cirúrgicos da coluna vertebral e também trabalha com técnicas minimamente invasivas. É diplomado pela Academia Americana de Medicina Regenerativa (AABRM), e pelo grupo Latino Americano ORTHOREGEN. Atualmente está estruturando o serviço de Medicina Regenerativa na Cidade de São Paulo para tratamentos de Artrose e de dores crônicas osteomusculares.


Julho sem viajar também pode ser divertido

Telas devem ser evitadas e incentivadas brincadeiras
onde a família possa interagir entre si ou com amigos
  
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Psicóloga explica que com bom planejamento, as férias em casa podem sim ser muito bem aproveitadas, além de representar uma ótima oportunidade para pais e filhos fortalecerem laços afetivos


As férias escolares de julho são um dos períodos do ano mais aguardados, tanto por crianças e adolescentes, quanto pelos pais. Isso porque é a oportunidade que as famílias têm de quebrar um pouco o ritmo agitado do dia a dia e ao mesmo tempo curtir bons momentos juntos. Só que o desafio de muitos é desfrutar desses bons momentos, mas sem viajar. Pelo menos é o que aponta um recente levantamento feito pela empresa de cartões de crédito Trigg, em que 44,4% dos entrevistados disseram que não pretendem deixar sua cidade neste mês de julho. Outros 36,8% alegaram que irão mudar de ares e outros 18,7% ainda não haviam decidido. 

Mas não podendo viajar, aí vem um grande desafio para pais e responsáveis: como gastar energia de crianças e adolescentes nestes 30 dias de férias e ao mesmo tempo mantê-los o máximo de tempo longe das telas de computadores, celulares e tablets? A psicóloga Julia Penna, que atende no centro clínico do Órion Complex, reconhece que a missão é trabalhosa, mas não é impossível. A especialista lembra, inclusive, que viajando ou não, um dos objetivos das férias escolares é proporcionar a pais e filhos momentos para fortalecimento de laços afetivos. “A convivência próxima é importantíssima para construir relações saudáveis entre pais e filhos. A partir da convivência mais próxima é que vai se desenvolver um bom diálogo e uma boa compreensão entre eles, facilitando assim uma relação respeitosa, amorosa e minimizando os conflitos”, afirma a psicóloga.

 

Diversão planejada

Mas para Julia Penna passar as férias em casa é possível sim e pode ser sim muito divertido. A dica que a psicóloga dá para os pais é fazer um planejamento de uma programação, que leve em conta especialmente a faixa etária das crianças adolescentes e seus assuntos de interesse, aliás, a própria definição dessa programação pode ser um bom momento em família durante as férias. Uma outra dica importante da especialista é, sempre que possível, buscar atividades que possam ser feitas por todos os membros da família.  

“Passeios e caminhadas em parques, especialmente os que têm brinquedos, idas ao zoológico e museus também são ótimas opções. Em outros dias pode-se organizar brincadeiras que podem ser feitas em casa como amarelinha, pular corda, estátua, adedonha. Outra sugestão é um dia ou noite de jogos de tabuleiro e baralho. E conhecer outras famílias que também não viajaram. Que tal organizar um campeonato esportivo entre famílias? Isso pode ser feito até nas áreas de lazer dos prédios, que hoje em dia são bem grandes e completas”, sugere. 

Outra dica é fazer pequenas reuniões em casa para reunir os amigos dos filhos. Julia Penna destaca que é sempre muito valioso essa convivência com outras pessoas da mesma idade. Segundo a psicóloga, não precisa ser muitos amigos, pode ser aqueles que seu filho considera mais próximos e se a reunião for na casa da outra família, tudo bem também, desde que seja uma família que os pais conheçam e achem que são pessoas boas para os filhos conviverem. “Sempre que possível, é importante tentar trazer outras crianças e adolescentes para brincar e passar tempo junto, pois é bem diferente uma brincadeira entre pais e filhos e as brincadeiras entre eles e seus amigos da mesma idade”, salienta a especialista.

 

Sem telas

Para a Julia Penna, essas atividades e brincadeiras que estimulam a convivência bem como o desenvolvimento cognitivo e físico das crianças e adolescentes, além dos meses de férias, podem também ser introduzidas ao longo do ano. A psicóloga lembra que um grande desafio para pais e mães hoje em dia é evitar o excesso de exposição às telas e explica porque é tão importante supervisionar, e se preciso for, controlar o acesso dos menores a celulares, computadores e outros dispositivos.

“De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria, crianças com menos de 2 anos não devem ser expostas a telas. Após isso, o tempo de uso deve ser controlado pelos pais, podendo ser aumentado de acordo com a idade, mas tentando não ultrapassar 2 a 3 horas diárias e adolescentes não devem passar a noite acordados jogando. Também é recomendado desligar as telas uma a duas horas antes de dormir para não afetar o sono e não permitir o uso de telas durante as refeições”, orienta a psicologa. 

Júlia Penna revela os motivos para esses cuidados já estão demonstrados em vários estudos, que revelam os prejuízos no desenvolvimento das habilidades de linguagem, sintomas de hiperatividade e desatenção que o excesso de exposição às telas causa. “Esse mau hábito pode também levar ao sedentarismo, a obesidade, sintomas de depressão e ansiedade, distúrbios do sono, transtornos de imagem corporal e autoestima, e ainda dependência digital, problemas visuais como miopia, transtornos posturais e músculo-esqueléticos. Então é extremamente importante que se evite e controle o tempo de uso de telas com os filhos”, afirma. 


Os perigos da distorção de imagem criada pela inteligência artificial

Nos últimos dias, as redes sociais vêm sendo inundadas por simulações de ensaios fotográficos criados pelo aplicativo Remini, que utiliza inteligência artificial para produzir fotos realistas a partir de registros enviados pelos próprios usuários. Apesar de surpreendente, o realismo das fotos cria um problema já muito conhecido com a popularização das ferramentas de edição e filtros de redes sociais: a distorção de imagem. 

De acordo com a pesquisa Global Digital Overview 2020, o Brasil ocupa o terceiro lugar no ranking mundial de população que mais passa tempo nas mídias sociais, totalizando em média 3 horas e 31 minutos diários. Imersos em uma sociedade cada vez mais conectada, sabemos que hoje é difícil delimitar a linha tênue entre a realidade e o mundo virtual, onde tudo e todos são perfeitos. A imagem de influencers e sua beleza muitas vezes inatingível também ajuda a enfatizar o problema, podendo causar efeitos emocionais e psicológicos graves. 

O dismorfismo corporal que já vemos presente nos consultórios só tende a aumentar com a popularização da inteligência artificial e dos filtros que criam peles de cera. Diante de uma tecnologia que sabemos, dificilmente será freada, o ideal é educar e conscientizar as pessoas do que pode ser alcançado na vida real e o que não passa de um padrão inacessível, até mesmo para influencers e famosos, usuários assíduos das ferramentas de edição e simulação virtual. 

A busca por procedimentos não invasivos e até cirúrgicos para se assemelhar às imagens criadas por inteligência artificial e filtros de redes sociais vem aumentando a cada dia. Um levantamento da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica mostra que nos últimos dez anos houve um aumento de 141% nos procedimentos em jovens de 13 a 18 anos, público bastante familiarizado com as redes sociais, e que há algumas décadas, raramente realizava procedimentos estéticos e cirúrgicos.

A ideia dos procedimentos faciais que realizamos em consultórios não é, de maneira alguma, criar a perfeição apresentada pelos filtros. A pele, por exemplo, precisa ter textura de pele. A harmonização orofacial surgiu para proporcionar melhoras em pequenas assimetrias, driblar efeitos da idade e deixar o rosto mais harmônico, tudo isso dentro de proporções já existentes no nosso rosto. O objetivo é ressaltar essa beleza, e não padronizá-la.

Cada vez mais se torna papel do profissional, tanto da área da saúde quanto da beleza, orientar e conscientizar os pacientes do que é possível de ser alcançado. Todo procedimento deve ser realizado considerando que cada pessoa possui uma beleza única e própria, e é essa que deve ser valorizada e levada em consideração na hora de se traçar um objetivo a ser alcançado.

 

Luise Albuquerque - dentista e especialista em harmonização orofacial


Depressão na terceira idade pode estar associada ao desequilíbrio endocanabinoide comum da faixa etária

“A minha vida era marcada por constante irritação, nervosismo, falta de paciência, tristeza”, conta C.M, 63 anos, sobre uma fase da vida onde “sem aviso prévio, tudo mudou”. 

“Eu tinha de um emprego estável e bem-sucedido, tudo estava indo bem na minha vida. Praticar esportes sempre foi uma forma de terapia para mim desde muito jovem. Meu casamento era feliz e minha situação financeira estava estável. No entanto, apesar de aparentemente estar tudo bem, algo parecia fora do lugar.”, conta sobre ter notado a rotina ficar estressante e depressiva. 

Ansiedade e depressão são comuns na terceira idade, mesmo em pessoas com uma vida ativa, alimentação saudável, com prática de exercícios físicos frequente e com poucas ou nenhuma patologia associada. A médica Mariana Maciel explica que, em idosos, esses transtornos mentais podem ter queixas diferentes das demais faixas etárias “enquanto em adultos os sintomas mais comuns são humor deprimido, culpa e tristeza excessiva, nos idosos pode acontecer desde uma apatia contínua, até irritabilidade e agressividade excessiva”.

 

Falta de equilíbrio no Sistema Endocanabinoide é um dos vilões 

Dra. Mariana esclarece que os fatores que aumentam o risco de patologias mentais depois dos 60 anos são as mesmas que em outras populações: os biológicos e os socioambientais, mas que, nesse intervalo etário, os indivíduos são mais suscetíveis ao desequilíbrio endocanabinoide. “O Sistema Endocanabinoide (SEC) é uma descoberta relativamente recente da ciência, e é composto por receptores e enzimas que funcionam como sinalizadores entre as células e controlam processos fisiopatológicos importantes. Sabemos que, quando mais envelhecemos, menos substâncias endocanabinoides nosso corpo consegue produzir naturalmente”, esclarece a médica. 

Os processos inflamatórios, o apetite e o movimento gastrointestinal, o ciclo sono-vigília, a plasticidade neuronal e os processos relacionados à memória estão entre as atividades fisiológicas controladas pelo Sistema Endocanabinoide. Devido à mudança de tônus do Sistema Endocanabinoide nos pacientes da terceira idade, o comprometimento de algumas dessas funções tende a se agravar, o que compromete a qualidade de vida e facilita o aparecimento de ansiedade e depressão. 

Os fitocanabinóides presentes na planta cannabis sativa – e que são transformados em fármacos de última geração - possuem características ansiolíticas que reduzem as crises de ansiedade e depressão por meio do estímulo dos receptores serotoninérgicos, como evidencia o estudo científico publicado no periódico científico Current Psychiatry Reports em 2019 intitulado “Cannabinoid Regulation of Fear and Anxiety: an Update” assinado por Eleni P Papagiannie Carl W Stevenson¹.

 

Manutenção do bem-estar e controle maior das emoções 

C.M, que sofria de mudanças de humor, começou a fazer uso do fármaco à base de CBD isolado (canabidiol) há seis meses. E a melhora no humor começou em poucos dias. “Em menos de 5 dias já me sentia melhor, com sono regulado, me sentindo novamente tendo o controle das minhas emoções, em bem-estar com o presente e tranquilo com a rotina”, conta. 

O tratamento, que começou por conta da ansiedade e irritabilidade excessiva, surtiu efeito em outras áreas da vida de C.M. “Como sou atleta, notei também uma melhora significativa na recuperação muscular após contusões e traumas. Além da melhora no condicionamento físico e mental durante os exercícios e competições”, explica. “É um equilíbrio total de corpo e mente”, conclui. 

Da mesma forma que ocorre com qualquer medicamento, produtos à base de cannabis devem ser prescritos por um médico. O profissional será responsável por monitorar acompanhar a evolução do tratamento.

 

¹ https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/31030284/


sexta-feira, 21 de julho de 2023

Mitos e verdades sobre a vacinação no Brasil

Vacinas são responsáveis pelo controle de diversas doenças como tétano, poliomielite e sarampo

 

A vacinação é algo cada vez mais importante para a sociedade, seja a BCG, a vacina contra pólio, Covid-19 ou HPV, o imunizante tem por objetivo prevenir algumas doenças infecciosas ou a sua forma grave, diminuindo os riscos de internação, disseminação da doença e óbitos, podendo levar até a erradicação da doença. Especialmente após a pandemia da Covid-19, os imunizantes se tornaram assunto ainda mais presente nas conversas do dia a dia da população.

A cobertura vacinal vem apresentando uma queda importante. Segundo o Ministério da Saúde, a cobertura vacinal do país em 2022 ficou em cerca de 67,94%, sendo que o recomendado é acima de 95%. Segundo relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) de abril de 2023, no Brasil, cerca de 26% da população infantil não recebeu nenhuma dose de vacina em 2021. Nesse cenário, entender como as vacinas são feitas pode ser uma resposta para a desinformação. 

De acordo com a infectologista pediátrica na Rede de Hospitais São Camilo, Claudia Maekawa Maruyama, as vacinas foram responsáveis por erradicar somente a varíola.“Doenças como a paralisia infantil, sarampo, rubéola, coqueluche, tétano,  entre outras, não estão erradicadas, mas são efetivamente controladas pela vacinação”, comenta. Alguns mitos sempre são levantados quando o tema é vacinação e Maruyama esclarece quatro deles.

 

Mito: Vacinas podem causar doenças.

As vacinas não tem o potencial de fazer com que a pessoa desenvolva a doença, mesmo quando feitas do “próprio” vírus. O que acontece é que o antígeno – molécula que fará com que os anticorpos reajam – do qual a vacina é produzida pode ser feito por meio de formas genéticas mais fracas ou inativadas de uma determinada doença. Isso é feito para que o sistema imunológico possa reconhecer aquele organismo e aprender a combatê-lo, mas a dose da vacina não tem nenhuma capacidade de causar doenças.


Mito: Tomar mais de uma vacina pode causar efeitos colaterais perigosos.

As vacinas podem possuir efeitos colaterais leves como febre ou dores no local da aplicação, porém, não são capazes de causar autismo, por exemplo. “Podem acontecer casos raros de reações adversas incomuns, porém é mais provável que uma pessoa fique gravemente adoecida ao ser acometida por uma condição que pode ser prevenida, do que por tomar a vacina”, explica a infectologista. No entanto, tomar mais de 1 vacina em um mesmo dia, não acumula ou intensifica as reações. 


Depende: Apenas uma dose da vacina é suficiente para a prevenção.

Cada vacina possui seu esquema vacinal, algumas vacinas demandam somente uma dose, no entanto, a vacina da Hepatite B e HPV, necessitam de outras doses. Já outras necessitam de reforço como, por exemplo, anti-tetânica a cada 10 anos. Para aquelas que necessitam de mais de 1 dose ou  reforço, receber  somente  a primeira dose não é o suficiente para prevenir a doença. 


Verdade: Não é todo mundo que pode tomar vacinas.

Para determinadas vacinas, pode existir contra indicação, como, alergias graves (anafilaxia) a algum componente da vacina ou condições de saúde, como imunossupressão grave, que podem contraindicar o seu recebimento. “Ressalto a importância da imunização coletiva para que essa parcela também esteja protegida contra as doenças”, esclarece a infectologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo. É importante ressaltar que todos os imunizantes no Brasil são regulamentados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para que possam ser disponibilizados nas redes de saúde. 

 

Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo


Diagnóstico de câncer colorretal aumenta entre jovens e preocupa especialistas

Anteriormente associada a pessoas com 50 anos ou mais, a doença vem afetando adultos em faixas etárias menores; fatores ambientais e nutricionais podem estar relacionados

 

O câncer colorretal é uma doença que se desenvolve no intestino grosso e afeta, normalmente, pessoas com cerca de 50 anos ou mais. No entanto, nos últimos tempos, o setor da saúde vem percebendo mudanças referente à faixa etária dos pacientes, com um aumento entre jovens adultos.

Tanto a morte do ator Chadwick Boseman (43), que interpretava o herói Pantera Negra, como o recente diagnóstico de Preta Gil (48) impactaram o país e estão relacionados ao quadro, que requer um acompanhamento especializado.

Embora ainda não se tenha muitos dados sobre o aumento da incidência desse tipo de câncer entre pessoas com menos de 50 anos no Brasil, um levantamento feito pelo A. C. Camargo Câncer Center, com 1.167 pacientes, mostrou que 20% das pessoas diagnosticadas entre 2008 e 2015 se encaixavam nesse perfil.

Fatores ambientais e nutricionais estão sendo estudados como possíveis causas desse fenômeno. "Sem dúvida, as condições comportamentais têm uma grande influência. Dietas desequilibradas e ricas em alimentos processados, como carnes e embutidos, tabagismo e obesidade são alguns dos fatores de risco que contribuem para essa mudança", afirma o Dr. Vinícius Miranda Borges, oncologista do Hospital Estadual de Franco da Rocha, gerenciado pelo CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim” em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.

De acordo com o Ministério da Saúde, o câncer colorretal é o terceiro tipo de tumor mais comum no Brasil, com aproximadamente 40 mil novos casos diagnosticados todos os anos.

A piora no estilo de vida que as novas gerações vivenciam atualmente, a frequência de relações sexuais de cunho anal, sem o uso de preservativo, e questões genéticas podem estar colaborando para o aparecimento da doença no organismo antes do tempo. No terceiro caso, em específico, é importante estar atento ao histórico de câncer entre familiares e realizar exames regularmente para um acompanhamento ativo.

Geralmente, para identificar a presença do câncer colorretal, é necessária a realização de colonoscopia, além de estadiamento feito com tomografia computadorizada do abdômen e do tórax. Em algumas circunstâncias, exames de toque retal realizados por um médico especialista e testes de sangue oculto nas fezes também podem ser fundamentais. Já os tratamentos incluem cirurgia, quimioterapia e, em alguns casos, radioterapia.

Apesar disso, entende-se que o diagnóstico precoce em pessoas mais jovens muitas vezes não ocorre devido à falta da inclusão da colonoscopia nos exames de rotina. No Brasil, a solicitação dessa análise só é feita após o surgimento dos primeiros sintomas no paciente, já que, normalmente, o procedimento só é realizado a partir dos 50 anos.

"Quando esse câncer aparece em pessoas fora do grupo de risco, muitas vezes, ele é um pouco mais agressivo, mas isso depende muito do momento em que o diagnóstico foi feito, do estágio em que se encontra e das características histológicas do tumor", explica o oncologista.

Por isso, é preciso estar em alerta, já que diferentes sinais podem indicar o aparecimento do câncer de intestino em nosso corpo. Ao notar a presença de sangue nas fezes, alterações no hábito intestinal, dor abdominal e perda de peso sem motivo aparente, é importante buscar orientações médicas.

Algumas ações simples do dia a dia podem ser aliadas na luta contra o câncer colorretal. Elas não eliminam totalmente as chances de diagnóstico, mas diminuem drasticamente a possibilidade de desenvolver a doença.

"Manter hábitos saudáveis, uma dieta balanceada com base em alimentos naturais, evitar ao máximo os alimentos processados, praticar exercícios físicos e evitar o consumo de álcool e cigarros são formas de minimizar os impactos. Não devemos esquecer que a pesquisa do histórico familiar em relação à doença é muito útil e direciona maiores cuidados ao indivíduo de forma antecipada", conclui o médico.


CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”
(@cejamoficial)

Mês de conscientização sobre miomas: Doença afeta 80% das mulheres brasileiras em idade fértil

De acordo com o médico especialista em ginecologia e obstetrícia, Dr. Alexandre Silva e Silva, entender a condição é fundamental para melhorar as chances de tratamento conservador nessas pacientes. 

 

O mês de Julho é dedicado à conscientização sobre miomas uterinos para ampliar o acesso a informações confiáveis e relevantes sobre a doença com o objetivo de melhorar a qualidade de vida das pacientes que têm a condição.

 

De acordo com a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), cerca de 80% das mulheres em idade fértil apresentam a condição, sendo ela sintomática ou não.

 

O que é mioma uterino?


Os miomas são tumores benignos que se desenvolvem entre as células musculares lisas do útero formando nódulos. Eles podem variar em tamanho, número e localização causando sangramento menstrual aumentado levando a anemia e cansaço, dores abdominais em cólicas e aumento do volume abdominal. Podem também ser causa de infertilidade, impactando na qualidade de vida de muitas mulheres.

 

A causa exata do desenvolvimento dos miomas ainda não é totalmente compreendida, mas fatores genéticos, hormonais e a ação de agentes externos como algumas substâncias contidas principalmente em alimentos, desempenham um papel importante.

Apesar de não ser possível prevenir completamente os miomas, algumas medidas podem ajudar a reduzir o risco de desenvolvê-los, como manter um estilo de vida saudável, exercitar-se regularmente e evitar o uso excessivo de álcool e tabaco, evitar carne vermelha, dando preferência para verduras verde escuras, frutas e carne de peixe. 

O tratamento para miomas varia de acordo com a gravidade dos sintomas, o volume uterino, a disposição e localização dos nódulos e principalmente, o desejo reprodutivo da paciente. Opções incluem medicamentos para controlar os sintomas, procedimentos minimamente invasivos e cirurgia.

 

Por que é importante conscientizar sobre os miomas uterinos? 


Segundo o Médico especialista em Ginecologia e Obstetrícia, Dr. Alexandre Silva e Silva, responsável pelo projeto Mioma&Você que tem como objetivo informar pacientes acerca da doença e terá seu primeiro evento realizado dia 15, a conscientização ajudará as pacientes a procurarem por atendimento especializado assim que receberem o diagnóstico de mioma.

 

É fundamental conscientizar as mulheres sobre os miomas uterinos, fornecendo informações confiáveis e atualizadas sobre a doença, seus sintomas, fatores de risco e opções de tratamento para que não aconteça algo muito comum que é a paciente procurar pelo especialista com a doença extremamente avançada e este não conseguir preservar o útero devido à progressão e volume de nódulos. É importante ressaltar que o quanto antes procurarem por assistência médica especializada, maiores serão as chances de preservar o órgão” Explica Dr. Alexandre.

 

 

 

Dr. Alexandre Silva e Silvan - se formou em 1995 na Faculdade de Ciências Médicas de Santos em medicina. Sua especialização é em Cirurgia Minimamente Invasiva e Cirurgia Robótica. Além disso, possui certificação em cirurgia robótica em 2007 no Hospital Metodista de Houston. Certificação em cirurgia robótica single site em 2016 em Atlanta. É mestre em ciências pela Universidade de São Paulo em 2019 e foi pioneiro em cirurgia minimamente invasiva a partir do ano de 1998, dando aulas de vídeo cirurgia desde então. É referência em videolaparoscopia e cirurgia robótica.

 

Julho Verde alerta para os tumores silenciosos de cabeça e pescoço

Diagnóstico tardio é feito em 70% dos casos, que têm grandes chances de cura

 

Rouquidão ou alteração na voz, dificuldade ou dor para engolir, feridas persistentes na boca, emagrecimento sem causa definida, nódulo no pescoço, dor de ouvido ou na cabeça e tosse persistente são sintomas que precisam ser investigados. Eles estão presentes no diagnóstico dos tumores de cabeça e pescoço, que ocupam a quarta posição entre os tipos de câncer mais frequentes nos homens brasileiros. O mês de julho recebe o laço verde para conscientizar as pessoas sobre a importância da prevenção.

O Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima 10.900 novos casos de câncer de cavidade oral e 6.570 novos casos de câncer de laringe para o ano de 2023. Essa neoplasia abrange todos os tumores que têm origem na boca (cavidade oral), nariz (nasofaringe, cavidade nasal e seios paranasais), garganta (orofaringe, hipofaringe, laringe) e nas glândulas salivares. David Pinheiro Cunha, oncologista do Grupo SOnHe, explica que os sintomas relacionados ao câncer dependem do local que ele tem origem. “Na fase inicial, a maioria dos casos é uma doença silenciosa e não causa nenhum sintoma, por isso a importância de consultas regulares com dentista ou médico”, alerta o oncologista.

 

Fatores de Risco 


  1. O principal fator de risco dos tumores de cabeça e pescoço é o tabagismo, sendo o risco de desenvolver câncer de cabeça e pescoço dependente do número de cigarros fumados por dia e seu tempo de uso. Tabagistas pesados têm o risco de desenvolver câncer de 5 a 25 vezes maior do que os não tabagistas. Alertas importante também para o uso do narguilé. Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), apontam que consumir uma rodada do narguilé é equivalente a fumar 100 cigarros.

 

  1. O etilismo é o segundo fator de risco mais importante. Também está relacionado com a quantidade ingerida durante a vida. Um estudo revelou o aumento de 5 a 6 vezes no risco de desenvolver o câncer de cabeça e pescoço com consumo de álcool superior a 50 g/dia versus menos de 10 g/dia (aproximadamente uma lata de cerveja).

 

  1. O terceiro fator que ganha cada vez mais importância é a infecção pelo vírus HPV. Esse vírus é o mesmo relacionado ao câncer de colo de útero, vagina, vulva, ânus e pênis. Dentre os 150 subtipos, o mais relacionado ao câncer de cabeça e pescoço é o subtipo 16, sendo a orofaringe (garganta) o local mais acometido. Diferentemente dos outros fatores de risco, ele é responsável por câncer em pacientes mais jovens e sem hábito de tabagismo e etilismo

 

Para reduzir as chances de desenvolver esse tipo de câncer, deve-se evitar o cigarro, o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, usar preservativo durante o ato sexual, tomar a vacina contra o HPV, manter alimentação equilibrada, realizar higiene oral e fazer o acompanhamento médico de rotina, que pode indicar alguma alteração nos exames e a consequente investigação.

No Brasil, cerca de 70% dos casos de câncer de cabeça e pescoço são descobertos já em estágios avançados em razão da falta de informação das pessoas sobre a doença. O diagnóstico tardio aumenta a possibilidade de sequelas e diminui as chances de cura.  David Pinheiro Cunha explica que os tumores de cabeça e pescoço apresentam boas chances de cura. “Quando descoberto em fase inicial, as chances de cura são de aproximadamente 90%”, reforça o oncologista do Grupo SOnHe. Para o diagnóstico, é preciso realizar uma avaliação da cavidade oral e exames de imagens (tomografia ou ressonância), mas para a confirmação será sempre necessária uma biópsia.

 

Tratamento

A incorporação da cirurgia robótica no tratamento desse tipo de câncer é um dos muitos avanços dessa área e possibilitou procedimentos menos invasivos e com menores sequelas. Na radioterapia, as novas técnicas trouxeram maior precisão de tratamento nas áreas acometidas pelo tumor, possibilitando maiores doses e poupando os tecidos e órgãos saudáveis. “Na Oncologia, tivemos a aprovação da imunoterapia para os pacientes com metástases ao início do tratamento. Estes medicamentos estimulam o sistema imune a combater as células tumorais, proporcionando aumento no tempo de vida associado a menores efeitos colaterais”, explica David Pinheiro Cunha.

Os avanços no tratamento têm permitido maiores chances de cura, preservando a funcionalidade dos órgãos e melhorando a qualidade de vida dos pacientes. Apesar dessa evolução, a melhor estratégia continua sendo a não exposição aos fatores de risco, manter um estilo de vida saudável e fazer acompanhamento médico para o diagnóstico precoce.

 


Grupo SOnHe - Oncologia e Hematologia
www.sonhe.med.br


Envelhecimento saudável: como cuidar da saúde em todas as fases da vida

Médica geriatra credenciada Omint fala sobre os pilares que podem contribuir para um envelhecimento mais satisfatório 


O envelhecimento é um processo natural que ocorre com todos os seres humanos, mas nem sempre é visto com bons olhos pela sociedade. Muitas vezes, as pessoas associam o envelhecimento a doenças, perdas e limitações, e deixam de valorizar os benefícios e as oportunidades que essa fase da vida pode trazer. 

No entanto, envelhecer não significa necessariamente adoecer ou perder qualidade de vida. É possível envelhecer de forma saudável, mantendo a saúde física, mental e social em equilíbrio, e aproveitando as experiências e os aprendizados que os anos trazem. 

“Envelhecer é o processo contínuo de mudanças físicas, comportamentais, sociais, no qual o jovem se transforma em idoso. Dentro desse processo, o envelhecimento saudável traz o conceito de otimizar as habilidades funcionais na busca de qualidade de vida, ou seja, no equilíbrio da saúde física, mental e espiritual, com foco na autonomia e independência. Envelhecer bem é a grande meta” diz Marcia Oka, médica geriatra credenciada Omint. 

Para isso, é preciso cuidar da saúde em todas as fases da vida, desde a infância até a velhice, adotando hábitos saudáveis que previnam doenças e promovam o bem-estar. Além disso, é importante buscar o acompanhamento médico adequado, realizar exames periódicos e seguir as orientações dos profissionais de saúde. 

Segundo a geriatra, o cuidado contínuo da saúde é fundamental para garantir uma boa qualidade de vida na terceira idade. "O envelhecimento saudável não é algo que se conquista do dia para a noite. É o resultado de uma trajetória de vida que envolve escolhas conscientes e responsáveis em relação à saúde. Quanto mais cedo as pessoas começarem a se cuidar, melhor será o seu envelhecimento", afirma. 

A médica explica que o envelhecimento saudável depende de vários fatores, como genética, ambiente, estilo de vida e acesso aos serviços de saúde. Ele destaca quatro pilares que podem contribuir para um envelhecimento mais satisfatório: 

Ter uma alimentação balanceada, com consumo de frutas, verduras, cereais, peixes e azeite e reduzir o consumo de carboidratos e gorduras. Uma orientação nutricional pode te ajudar a entender melhor quais alimentos são melhores para consumir e as combinações mais adequadas. 

Praticar atividade física regular, que podem ser caminhadas, musculação, alongamento ou exercícios aquáticos. Exercícios físicos trazem inúmeros benefícios e ajudam a prevenir doenças cardiovasculares, ósseas, musculares e emocionais. 

Ter uma boa qualidade de vida, ser ativo não somente em relação a atividade física, mas também a atividades sociais e culturais, como sair com amigos e fazer programas que trazem prazer, felicidade e equilíbrio. Fazer meditação, ter contato com a natureza, dormir com qualidade e cultivar bons hábitos e boas relações pessoais, também fazer parte desse processo. 

Fazer acompanhamento médico regular, com um profissional que oriente as medicações e hábitos de vida também ajudará no envelhecimento saudável.    

“Algumas doenças têm sua frequência aumentada no envelhecimento, por exemplo as alterações cognitivas (memória) e doenças metabólicas que merecem uma atenção especial, pois na grande maioria das vezes precisam ser medicadas. A depressão também é uma grande preocupação. Para alguns, se aposentar significa não ter mais objetivos, e por isso é importante ter um plano de vida para cada etapa”, explica. 

O geriatra pode orientar as pessoas sobre como envelhecer bem, prevenindo e tratando as doenças mais comuns nessa fase da vida, como hipertensão, diabetes, osteoporose, demências, depressão, entre outras. Além disso, ele pode indicar os exames mais adequados para cada caso, bem como os medicamentos mais seguros e eficazes. E diferente do que muitos pensam, o médico geriatra pode ser procurado a partir dos 35 anos. 

Vale lembrar que o envelhecimento saudável é um direito e uma conquista de todos, que depende da participação ativa e consciente das pessoas em relação à sua própria saúde. "Envelhecer saudável é mais do que viver mais, é viver melhor. É ter autonomia, independência, dignidade e felicidade em todas as fases da vida", finaliza a médica.

 

Omint 


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