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sábado, 19 de novembro de 2022

Atuação do pediatra pode prevenir suicídio de crianças e adolescentes

Sociedade de Pediatria do RS alerta para crescimento do número de casos nos últimos anos

 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 700 mil mortes aconteçam anualmente por suicídio. Alcançando todas as faixas etárias, esta é a 4ª causa de morte entre jovens de 15 a 19 anos, configurando um significativo desafio para profissionais de saúde como os pediatras, fundamentais para que crianças e jovens cheguem com segurança à idade adulta.

No último mês, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) promoveu debate sobre o tema em transmissão virtual que contou com participação da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS), representada pela dra. Maria de Fátima Fernandes Gea, membro da Diretoria Executiva da entidade. O encontro reforçou como a atualização constante dos pediatras e a medicina preventiva podem ser essenciais na prevenção dos suicídios a autoagressões infantis, que aumentaram nos últimos anos. Segundo a dra. Maria de Fátima, na última década quase duplicou o número de casos de suicídio em crianças e jovens até 19 anos.

“De 606 óbitos em 2010, passamos a 1.022 em 2019, aumentando a taxa de 3,5 para 6,4 casos a cada 100 mil habitantes. É um grave problema que não podemos ignorar”, disse ela, salientando que Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Piauí são os estados com o maior número de vítimas.

Ilustrando os casos notificados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) em Porto Alegre, de 2019 a agosto de 2022, a médica relatou que entre crianças e jovens de 5 a 19 anos foram registrados 278 casos de autoagressão e 1.133 tentativas de suicídio. Os números, entretanto, devem ser maiores, pois existe uma subnotificação de casos, conforme ela.

Para a dra. Maria de Fátima Gea, as Portarias MS/GM nº 104/11 e nº 1.271/14 foram avanços importantes, já que tornam compulsórias aos profissionais de saúde as notificações envolvendo violências e tentativas de suicídio.

“As notificações, porém, não são exclusivas aos profissionais de saúde, mas outros setores como educação, assistência social e Conselho Tutelar também podem relatar esses casos. Nós, enquanto profissionais de saúde, devemos entender o nosso papel na rede de proteção e estar atentos aos sinais. A notificação não é uma denúncia, é com ela que podemos qualificar e criar novas políticas públicas para enfrentar essa situação”, explica.


Causas e sinais de alerta

No entendimento do membro do Departamento Científico de Segurança da SBP dr. Marco Antônio Chaves Gama, o suicídio é multifatorial, podendo estar ligado a transtornos mentais como depressão, bipolaridade, dependência de álcool e outras drogas psicoativas, grandes perdas por morte, abandono parental, conflitos e violência intrafamiliar.

"Injustiças, indução de distorção da realidade e dignidade são possíveis fatores, assim como fracassos e frustrações ou por não conseguir as suas expectativas ou dos pais, objetos cortantes e medicamentos não guardados adequadamente, demora na procura de ajuda, falta de afeto, exclusão das tribos e cyberbullying”, diz o médico, apontando a relevância dos pais desenvolverem o pensar, o afeto e a autoestima das crianças.

De acordo com ele, são sinais de alerta nesses casos: autoagressão, ideação, desaparecimento de planos e metas, tristeza intensa, alteração de apetite, queda de rendimento escolar, isolamento social, falta de cuidados de higiene, manifestações negativas nas redes, irritabilidade, agressividade e pedidos por ajuda médica.

 

Julian Schumacher


Cinco dicas para utilização correta de antibióticos

Uso desenfreado deste tipo de medicamento tem como principal consequência o surgimento de superbactérias



Na Semana Mundial de Conscientização Sobre o Uso de Antimicrobianos, lembrada entre os dias 18 e 24 de novembro, a Pró-Saúde, uma das maiores entidades filantrópicas de gestão hospitalar do país, destaca cinco dicas para a utilização correta deste tipo de medicamento que revolucionou a medicina, em 1929, quando a penicilina foi descoberta.


A questão principal abordada pela data é a necessidade urgente de conscientização, tanto da sociedade, quanto de profissionais de saúde e lideranças políticas, sobre o uso correto dos antimicrobianos, a fim evitar uma epidemia global de superbactérias. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 700 mil mortes são registradas anualmente – número que pode chegar a 10 milhões até 2050 – em decorrência de superbactérias.

“Quando se usa antibiótico sem necessidade, há um risco alto de resistência bacteriana”, explica Letícia Teles, gerente corporativa de Atenção Farmacêutica da Pró-Saúde, gestora de mais de 20 unidades de saúde nas cinco regiões do país.

“A ampliação da resistência aos antibióticos é uma ameaça global, pois interfere diretamente na capacidade de tratar as infecções”, acrescenta a profissional, que desenvolve projetos voltados para o uso racional de medicamentos, como o Stewardship, focado no gerenciamento e intervenção no uso de antimicrobianos.

Por isso, é essencial fazer o uso correto dos medicamentos prescritos, seguindo algumas regras simples. Confira:

- Nunca use antibióticos sem indicação médica - Além dos riscos comuns como intoxicação, o uso indiscriminado de antibióticos colabora para o desenvolvimento de bactérias super-resistentes. Desde 2010, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) realiza o controle de medicamentos à base de substâncias classificadas como antimicrobianos, a fim de evitar a automedicação.

- Não reaproveite medicamentos de tratamento anteriores - Esse tipo de medicamento atua apenas contra infecções causadas por bactérias sensíveis ao fármaco específico, que atua exterminando ou interrompendo sua produção ou seu metabolismo. Assim, utilizar antibióticos de tratamentos anteriores não é recomendado.

- Faça o tratamento até o fim – No início do tratamento, parte das bactérias começam a ser eliminadas, ocasionando melhora pontual dos sintomas e a falsa impressão de que a medicação não é mais necessária. No entanto, após a suspenção do tratamento, as bactérias mais fortes começam a se multiplicar novamente, agora com o mapeamento do antibiótico utilizado, o que as torna mais resistentes.

- Respeite os horários programados - Após o horário previsto, há risco de desenvolvimento da resistência bacteriana e retorno dos sintomas; e antes do horário, o paciente pode desencadear sintomas de intoxicação. Por isso, é essencial seguir as orientações do médico e farmacêutico.

- Atenção na ingestão com alimentos e bebidas - O líquido mais indicado para ingestão dos antibióticos é a água. Utilizar leite, sucos, refrigerantes, chás ou café pode comprometer a eficácia do medicamento. A interação com bebidas alcóolicas pode levar à diminuição da eficácia do medicamento ou torná-lo tóxico, já que ambos são metabolizados no fígado. Além disso, alguns tipos de antibióticos têm sua absorção diminuída quando consumidos junto às refeições, por isso, é importante seguir as orientações da bula.


Chega ao SUS primeiro medicamento biossimilar da parceria entre Sandoz e Instituto Butantan

Indicado para o tratamento de doenças inflamatórias crônicas², o medicamento biossimilar adalimumabe estará gratuitamente disponível para pacientes a partir de dezembro

 

A Sandoz, líder global em medicamentos genéricos e biossimilares³, em parceria com o Instituto Butantan, passa a fornecer o medicamento biossimilar adalimumabe ao Ministério da Saúde. Com isso, a partir de dezembro de 2022, pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) terão acesso ao tratamento de forma gratuita. A iniciativa é fruto da Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) entre as duas instituições, firmada em dezembro de 2021. O adalimumabe² é recomendado para o tratamento de doenças reumatológicas, como a artrite reumatoide, artrite psoriásica, espondiloartrite axial e espondilite anquilosante; dermatológicas, como psoríase e hidradenite supurativa; gastroenterológicas, como doença de Crohn, colite e retocolite ulcerativa.

Visando assegurar o tratamento dos pacientes em uso de adalimumabe no Brasil, o Ministério da Saúde desenvolveu um plano de fornecimento baseado em designação aleatória em blocos estaduais – evitando privilégios de escolha ou condição clínica dos pacientes. Com isso, a expectativa é de que 30% da cota de atendimento da Rede-SUS receba a primeira remessa do medicamento produzido pelo Butantan.

PDP

A Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) é um processo de transferência e absorção de tecnologia para produção medicamentosa por empresas nacionais e tem por principal intuito ampliar o acesso a medicamentos e produtos considerados estratégicos para o SUS. As PDPs também permitem o fortalecimento do complexo econômico e industrial da saúde do país, uma vez que a produção desses fármacos passa a ser local. A expectativa para a PDP de adalimumabe é de que mais de 30 mil¹ pacientes brasileiros sejam positivamente impactados pelo acesso ao medicamento.

“Estamos muito contentes em darmos seguimento na parceria entre o Instituto Butantan e a Sandoz, iniciando o fornecimento de adalimumabe para o Ministério da Saúde. A partir do momento em que a produção dos medicamentos passa a ser realizada por uma instituição pública local, o governo obtém redução de gastos ao não depender mais do processo de importação. Consequentemente, esse valor pode ser redirecionado para outras demandas de saúde, evitando a sobrecarga do sistema (público e privado) e permitindo que cada vez mais pacientes sejam tratados”, afirma Marcelo Belapolsky, Country Head da Sandoz do Brasil.


Fábrica de Anticorpos Monoclonais

Uma das plantas mais modernas do parque fabril do Butantan e que foi construída em apenas 18 meses, é a Fábrica de Produção de Anticorpos Monoclonais (PAM), onde serão produzidos medicamentos de alto custo para câncer e doenças autoimunes. O acordo com a farmacêutica Sandoz estabelece a transferência de tecnologia dentro de um prazo determinado, fazendo com que o Butantan, enquanto laboratório público, seja capaz de fabricar anticorpos monoclonais no Brasil e, consequentemente, esteja apto a fornecer o medicamento completamente ou de forma independente para o Ministério da Saúde.


Segurança e eficácia

Cabe destacar que, as indicações aprovadas para adalimumabe são as mesmas do medicamento referência Humira®2, aprovadas por um extenso exercício4 de comparabilidade analítica, pré-clínica, farmacocinética, farmacodinâmica e estudos clínicos de fase III, em uma população sensível, com múltiplas trocas para garantir que o produto tenha desempenho clínico equivalente ao medicamento de referência em termos de eficácia, segurança e imunogenicidade. 

A Sandoz foi a primeira empresa farmacêutica a receber a aprovação de um biossimilar na Europa, no Japão, no Canadá e nos Estados Unidos. Os biossimilares da companhia têm sido usados na prática clínica há 15 anos, estão disponíveis em mais de 100 países e atingem mais de 970 milhões de pacientes-dia de exposição ao tratamento5


Programa Cuidar+ oferece suporte a pacientes 

Além de ser pioneira no desenvolvimento de medicamentos biossimilares, a Sandoz trabalha para oferecer todo o suporte necessário aos pacientes que fazem uso de seus fármacos. Por meio do programa Cuidar+, pacientes do SUS podem obter benefícios como: materiais educativos, apoio para aplicação e central de atendimento para dúvidas.

Os pacientes ainda dispõem de um canal de atendimento exclusivo e responsável pela Farmacovigilância ativa e pelo acompanhamento de todas as etapas do tratamento, garantindo sua adesão correta. O atendimento pode ser realizado por meio do telefone 0800-770 1256 opção 2 ou pelo e-mail cuidarmais@suporteaopaciente.com.br

Para mais informações sobre a compra e fornecimento de adalimumabe 40 mg seringa - solução injetável pelo Ministério da Saúde, acesse: www.gov.br/saude/pt-br.



Referências:

1.: Data SUS. Disponível em: <https://datasus.saude.gov.br/>. Acesso em: 12 ago. 2022.

2.:  Hyrimoz® - Bula do produto. Disponível em: <https://www.sandoz.com.br/sites/www.sandoz.com.br/files/PF_Hyrimoz.pdf>. Acesso em: 12 ago. 2022.

3.: What We Do. Disponível em: <https://www.sandoz.com.br/nosso-trabalho/o-que-fazemos>. Acesso em: 12 ago. 2022.

4.: Wiland P, Jeka S, Dokoupilová E, Brandt-Jürgens J, Miranda Limón JM, Cantalejo Moreira M, et al. Switching to biosimilar sdz-adl in patients with moderate-to-severe active rheumatoid arthritis: 48-week efficacy, safety and immunogenicity results from the phase iii, randomized, double-blind admyra study. BioDrugs. 2020 Dec;34(6):809–23.

5.: Disponível em: <https://www.sandoz.com.br/nosso-trabalho/biossimilares/biossimilares-sandoz>. Acesso em: 12 ago. 2022. 


Problemas auditivos estão entre as campanhas do mês de novembro

O mês de novembro também ganhou a cor laranja por meio da Campanha Nacional de Alerta ao Zumbido, que chama a atenção da população sobre a Misofonia e Hiperacusia. Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) apontam que 28 milhões de brasileiros sofrem com essas doenças e o periódico científico JAMA Neurology publicou que mais de 740 milhões de pessoas no mundo têm zumbido no ouvido ou tinnitus.

De acordo com o otorrinolaringologista Thiago Resende, do Hospital Santa Casa de Mauá, o zumbido é uma das principais causas que levam os pacientes ao consultório médico. “Trata-se de um ruído incômodo, porém sem um causador de barulho”, exemplifica o especialista.

O zumbido é um sintoma e suas causas estão ligadas a doenças do sistema auditivo e neurológicos, podendo até envolver problemas odontológicos e de coluna. Embora ainda não tenha tratamento, é totalmente possível controlá-lo a fim de oferecer conforto, qualidade de vida e manutenção da audição, desde que tenha apoio de uma equipe multidisciplinar.

A Misofonia é uma condição ligada aos sons repetitivos e também causa grande desconforto. Embora seja percebido em um volume menor e mais baixo, alguns exemplos de sons que podem causar um desconforto emocional são o ato de engolir, tossir, respirar ou de mastigar. Entre os sintomas estão a ansiedade, reação exagerada aos barulhos comuns, raiva e irritação.

Já a Hiperacusia é uma sensibilidade maior aos sons e o paciente ouve em volume mais alto e intenso. Sua causa está ligada a traumas auditivos ou neurológicos, hereditariedade e estresse. Esses sintomas levam à irritabilidade, dores no ouvido e zumbidos.

“O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são importantes para evitar que o paciente sofra com uma série de consequências causadas pelo sintoma e pelas patologias, como por exemplo, dificuldade para dormir, falta de concentração, crises de ansiedade e depressão”, orienta Thiago Resende.

O melhor tratamento sempre será a prevenção. Portanto, alguns hábitos ajudam a prevenir as doenças auditivas como evitar sons altos. Os fones de ouvidos devem ser utilizados por curtos períodos e com volume adequado, além de uma alimentação balanceada sem excesso de açúcar e cafeína. A prática de atividades físicas e relaxantes também ajudam a manter a concentração e a reduzir o estresse. Jamais se automedicar.

 

Hospital Santa Casa de Mauá

Avenida Dom José Gaspar, 1374 - Vila Assis - Mauá - fone (11) 2198-8300. 

 https://santacasamaua.org.br/


Vai assistir aos jogos do Brasil no Catar? Tome cuidado com a trombose durante a viagem

Espaço pequeno entre os assentos e tempo prolongado de voo podem acarretar no desenvolvimento de trombose. No Brasil, mais de 425 mil pessoas foram internadas para o tratamento da doença no último ano

 

Nono país com mais ingressos comprados para a Copa do Mundo do Catar, o Brasil deve protagonizar uma onda de turistas brasileiros viajando para acompanhar a Seleção rumo ao hexa. Com cerca de 20h de duração, somando o tempo de conexão, a viagem para o país do Oriente Médio pode levar ao desenvolvimento de diversos problemas para a saúde do passageiro. Entre eles está a trombose, que é a formação de coágulo nas veias profundas das pernas e que pode aparecer durante um voo prolongado. 

“A trombose pode ser ocasionada durante uma viagem devido ao tempo extenso que a pessoa fica sentada em um espaço pequeno, com pouca movimentação das pernas, dificultando o retorno do sangue venoso pela corrente sanguínea”, explica o Dr. Carlos Alberto Fernandes Costa, cirurgião vascular do Hospital Santa Catarina - Paulista. 

Mais comum em idosos, a trombose venosa, também conhecida como trombose do viajante, afeta pessoas de todas as idades e de ambos os sexos. Além das viagens de longa duração, a doença pode acontecer em indivíduos que ficam muito tempo sentados trabalhando, assistindo TV ou fazendo qualquer outra atividade sem movimentar as pernas, principalmente em obesos. Entre janeiro de 2021 e maio de 2022, mais de 425 mil brasileiros foram internados para tratamento de tromboses venosas, segundo a Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV). 

“Entre os principais sintomas, podemos incluir inchaço, dor na perna e rigidez na musculatura. Apresentando esses sinais, o indicado é a ida ao angiologista ou ao cirurgião vascular o mais rápido possível”, afirma o cirurgião vascular do Hospital Santa Catarina - Paulista.

 

Como evitar a trombose em longas viagens 

· Durante o voo, tente, pelo menos a cada duas horas, se levantar e andar pelo corredor da aeronave.

· Faça exercícios, flexionando e estendendo os pés, e dobrando os joelhos a cada hora.

· Tome bastante água.

· Não tome remédios para dormir, já que eles vão impossibilitar os movimentos necessários para melhorar a circulação.

· Use roupas largas e confortáveis. Caso necessário e recomendado, utilize meias de compressão.

· Caso tenha histórico de trombose, procure sentar em fileiras com mais espaço para as pernas, como a primeira e a da saída de emergência e, nesses casos use sempre meias de compressão elástica.

· Evite fumar e consumir bebidas alcoólicas.

· Mantenha uma dieta equilibrada e um peso adequado.

              · Pratique exercício físico regularmente


Copa do Mundo 2022: 5 cuidados para ter com a saúde

Segundo o Estudo Longitudinal de Saúde (Elsa-Brasil), o aparecimento de distúrbios psiquiátricos como ansiedade e depressão estão associados ao risco de doenças cardiovasculares, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC). A coleta e avaliação desses dados foi feita ao longo de 10 anos (2008 -2018) e contou com a participação de 15 mil pessoas.


Com a chegada da Copa do Mundo, os nervos estão à flor da pele, então precisamos ficar atentos aos cuidados necessários. Uma partida de futebol paralisada por cerca de uma hora devido a um infarto sofrido por um torcedor. Esse fato aconteceu em setembro deste ano, durante uma emocionante partida entre Cádiz e Barcelona, no Campeonato Espanhol. No momento do incidente, o placar marcava 2 a 0 para o Barcelona, quando o árbitro Carlos del Cerro Grande foi informado e enviou atendimento médico para a arquibancada.

Assim, pensando em mais uma competição emocionante, especialistas da Doctoralia e Medictalks listaram 5 dicas para evitar preocupações no meio das partidas. Confira:



Cuidado com a alimentação

De acordo com a Dra. Rosamar Rezende, parceira da Medictalks e Especialista em Hepatologia, Gastroenterologia, possuindo experiência em Elastografia Hepática, as pessoas precisam prestar atenção caso se alimentem durante as partidas e até mesmo antes ou depois destas, já que podem ficar ansiosas e naquele momento, terem compulsão alimentar. “O nervosismo e a agitação nestas situações são naturais, mas é preciso buscar outras formas de se acalmar que não estejam relacionadas com a alimentação. Comer em excesso traz predisposição à obesidade e gordura no fígado”, explica.



Atenção à ansiedade e ao nervosismo

Segundo Denise Ayres d’Avila, Psicóloga e membro da Doctoralia, alguns cuidados podem ser favoráveis nessa época do ano. “Não supervalorize os resultados, pense nos jogos como uma oportunidade de confraternizar entre amigos. Se perceber efeitos físicos de ansiedade como sudorese excessiva, respiração curta e coração acelerado, são sinais de alerta. Dê uma volta, procure respirar lentamente, concentre-se na sua respiração. E não se esqueça, o jogo acaba e sua vida continua”, afirma.



Cuidado com a voz

Segundo Arthur Conegundes, especialista em voz, oratória e membroda Doctoralia, gritar em meio aos jogos da Copa do Mundo é inevitável, portanto, alguns cuidados devem ser tomados, principalmente com aqueles que trabalham com a voz, como por exemplo: cantores, professores, palestrantes, entre outros. “Quando gritamos, corremos o risco de gerar lesões, portanto é importante estarmos protegidos para isso. O consumo de água ao longo do dia é um ponto indispensável para hidratar a prega vocal, além disso, após um longo dia de euforia, o descanso é necessário para recuperar a possível roquidão”, afirma.



Não consuma álcool em excesso

Segundo Rezende, Médica parceira da Medictalks, o consumo de bebida alcoólica em excesso pode trazer vários danos à saúde e sintomas que podem atrapalhar o resto do dia das pessoas, e por isso, estas devem se policiar para não passarem do limite.

“Quando ingeridas em excesso, estas bebidas podem trazer euforia, batimentos cardíacos acelerados, náuseas, vômitos, hipoglicemia, falta de coordenação motora e sonolência. Além disso, no caso de consumo contínuo em excesso, este pode levar à gastrite, esofagite, sangramento digestivo, problemas hepáticos, pancreatite, neuropatia periférica, anemia, disfunção imunológica, osteoporose, além de ser um fator de risco para vários tipos de câncer como de boca, esôfago, fígado, estômago, entre outros. Assim, mesmo em momentos de celebração, é preciso beber com moderação e lembrar que se hidratar é fundamental, isso antes, durante e depois do consumo do álcool. Também é importante evitar ingerir bebidas alcoólicas sem se alimentar”, informa.




Cuidado com a exposição ao sol

Para Gislaine Sales, dermatologista e membro da Doctoralia, o clima desértico adicionado com esportes praticados em áreas externas podem trazer prejuízo à pele dos jogadores e torcedores. Portanto, é muito importante redobrar o uso de protetor solar, hidratantes orais e tópicos, além de cuidados extras como uso de roupas com fator de proteção e óculos escuros. “A exposição prolongada, que começa desde as filas, pode causar desidratação pelas altas temperaturas, surgimento de manchas na pele, envelhecimento e até risco de aparecimento de alguns tipos de câncer de pele”, completa Gislaine. Segundo a especialista, o ideal é aplicar protetor solar 30 minutos antes de sair para o evento e se hidratar com frequência.


Copa do Mundo: ruído excessivo em estádios pode causar perda de audição?

Crétido: canva


O barulho nos estádios ultrapassa o limite de decibéis recomendados pela OMS e pode causar problemas auditivos temporários ou permanentes. Entenda os riscos do ruído excessivo à saúde auditiva e como prevenir


A Copa do Mundo do Catar está prestes a começar e a emoção já toma conta dos brasileiros que não veem a hora de ver a seleção canarinho levantar a taça pela sexta vez. Alguns ainda poderão sentir essa emoção de perto, nos estádios.  

Acompanhar jogos de futebol é sempre emocionante, e no Mundial não será diferente. Mas, no meio da empolgação, dificilmente nos lembramos dos riscos à saúde que os estádios podem oferecer, inclusive a perda auditiva.  

Muitos não sabem, mas os ruídos nos estádios durante uma partida podem chegar a 115 decibéis, muito acima dos 80 dBs recomendados pela OMS (Organização Mundial da Saúde). E isso pode trazer consequências negativas para a saúde dos ouvidos.  

“Nos estádios o barulho é muito forte e intenso, maior do que o ouvido humano consegue suportar sem que tenha dor e desconforto”, explica a fonoaudióloga Maria Branco, especialista da Microsom, que se dedica a proporcionar qualidade de vida a pessoas com necessidades auditivas especiais Segundo Maria, o tempo máximo de exposição com essa intensidade de ruído deveria ser de sete minutos. 

Outro fator que pode implicar em danos à audição são as vuvuzelas e outros instrumentos que propagam sons. Nos últimos anos elas se tornaram muito populares, e costumam ganhar mais força durante a Copa do Mundo. “A vuvuzela produz um som muito forte e que coloca o torcedor em risco com sua audição, podendo provocar alteração auditiva”, esclarece Maria.  

A especialista ainda recomenda que, se as pessoas sentirem qualquer alteração da sensibilidade auditiva, procurem um médico otorrinolaringologista para investigar a audição.

 

Consequências do alto ruído nos estádios

A exposição excessiva aos altos ruídos pode ser muito prejudicial à saúde. Maria destaca que, entre os principais efeitos estão perda auditiva temporária ou transitória, sensação de ouvido tampado, zumbido e até tontura.  

Além disso, existem outros efeitos que não estão ligados à perda auditiva, mas devem ser observados, incluindo alterações de sono, humor e até cognitivas. “Essas sequelas vão piorar à medida que o tempo de exposição e a intensidade aumentam. Essa combinação é o que mais prejudica, e existe sim risco de perda auditiva permanente”, alerta a fonoaudióloga.  

No caso de ambientes fechados, os riscos são ainda maiores. Uma das novidades da Copa do Catar é que um dos estádios tem um teto retrátil, permitindo que o espaço fique sem abertura. E mesmo quem vai acompanhar os jogos em bares e restaurantes deve se atentar.  

De acordo com Maria, em locais fechados o som tem menor capacidade de dissipação e o nível de pressão sonora fica maior. Isso significa que o ruído aumenta, bem como os riscos. “Quanto mais forte é o som, devemos passar menos expostos”, complementa.

 

Como se proteger dos ruídos

Apesar de ser pouco utilizado nesses ambientes, Maria reforça que a melhor forma de proteger os ouvidos e evitar danos à audição é com o uso de protetores auriculares que, segundo ela, são fundamentais para protegerem o indivíduo.  

“Existem vários modelos, desde aqueles que vão só no canal auditivo ou, uma opção ainda melhor, aqueles maiores que ocupam o canal e a concha da orelha, e ficam mais visíveis. Há também a possibilidade de fazer protetores personalizados, que são confeccionados sob medida para a orelha daquela pessoa.”, esclarece.

A fonoaudióloga ainda indica o uso de aplicativos para medir o som no ambiente. Eles funcionam como decibelímetros e conseguem fornecer um número aproximado dos decibéis em um local.  

Embora não seja necessário para estádios, onde já sabemos que o número vai exceder o valor indicado, ela recomenda o uso em outras situações, pois oferecem indícios se o ambiente é nocivo ou não para a audição. “O mais importante é proteger a audição da melhor forma possível”, conclui.
 

Microsom


Dia Internacional do Homem: População masculina está propensa a complicações vasculares por falta de avaliação preventiva

 Imobilidade em longos períodos, comum em alguns ambientes de trabalho, prejudica a saúde das veias

 

No dia 19 de novembro, Dia Internacional do Homem, a Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular – Regional São Paulo faz um alerta para a saúde vascular dos homens, que normalmente visitam o médico com menos frequência e acabam tomando conhecimento da existência de doenças em um estágio mais avançado, como no caso das varizes, que podem desencadear outras complicações. O problema, popularmente associado às mulheres, também atinge até 60% dos indivíduos do sexo masculino.

A doença prejudica a circulação de sangue dos membros ao coração, motivo pelo qual acontecem as possíveis doenças vasculares. De acordo com o cirurgião vascular e membro da Comissão de Flebologia Estética da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular - Regional São Paulo (SBACV-SP), Dr. Álvaro Pereira de Oliveira, as varizes são veias dilatadas, de coloração arroxeada ao longo das pernas, que provocam edemas, inchaço, sensibilidade e, se não tratadas, podem acarretar sérias complicações.

“As principais queixas dos homens relacionadas às varizes são dor, peso, cansaço nas pernas ao final do dia, edema no tornozelo e terço distal das pernas. O agravamento das varizes pode originar outras doenças, como telangiectasias, tromboflebite, alterações da pele como eczemas, fibrose e úlceras”, informa o especialista.

A falta de movimentação das pernas e as altas temperaturas, situações em alguns ambientes de trabalho, são fatores que prejudicam a saúde das veias, principalmente aos que já possuem histórico familiar, revela o profissional. “Ficar em pé, com poucos movimentos, várias horas por dia, temperatura alta e baixa altitude pioram, acelerando a evolução da doença de varizes”, diz Dr. Álvaro.

 

Varizes também são problemas masculinos

Segundo o cirurgião vascular, os homens são menos preocupados com a saúde e acabam atrasando a visita a um especialista. “Os sintomas são semelhantes aos das mulheres, mas, no caso dos homens, frequentemente aparecem em fases mais avançadas. Como elas procuram tratamento para esse problema mais precocemente, em função da questão estética, eles acabam tendo mais queixas, por adiar o tratamento”, afirma.

 

Prevenção e tratamento das varizes

Hábitos saudáveis e uma rotina de exercícios ativa - realizados com orientação correta - é a melhor maneira de prevenir o aparecimento das varizes, principalmente para quem já possui histórico da doença na família. Ingerir bastante líquido, evitar permanecer muito tempo na mesma posição - seja em pé ou sentado. 

No tratamento, o médico pondera o uso de meias elásticas. “Para quem já tem veias aparentes, o uso de meias elásticas adia a evolução da doença, além de reduzir os sintomas. As meias compressivas são muito bem aceitas pelos homens. Nós, habitualmente, já usamos meias, e as elásticas não são muito diferentes. Praticamente não prescrevemos meias acima do joelho. As meias abaixo do joelho respondem por 95% das prescrições para os homens”, explica.

O presidente da SBACV-SP, Dr. Fabio H Rossi, alerta que as varizes ainda podem estar associadas a diagnósticos mais graves. “O que até pouco tempo se achava que seria uma complicação de baixo risco, estudos têm demonstrado que essa doença pode também provocar embolia pulmonar, e ainda ser o primeiro sinal do desenvolvimento de um câncer. Além disso, hoje sabemos que a presença das varizes nos membros inferiores aumenta as chances de trombose e embolia pulmonar em até cinco vezes”, declara.

Ficar atento aos sinais do corpo e realizar visitas regulares ao médico são recomendações  fundamentais em todos os casos, para diagnosticar e prevenir problemas mais graves. A SBACV-SP tem como missão levar informação de qualidade sobre saúde vascular para a população. Para outras informações acesse o site, o Facebook ou Instagram.

 

Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular – Regional São Paulo – SBACV-SP


Anvisa autoriza primeira importação de cannabis in natura produzida no Uruguai

Documento publicado dia 17 de novembro, autoriza a importação excepcional de cannabis para tratamentos de saúde. O paciente é da cidade de Curitiba (PR) e utiliza cannabis para tratar uma doença ocular

 

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou na tarde do dia 17 de novembro, a primeira importação por pessoa física de cannabis in natura produzida no Uruguai. O texto considera os requisitos definidos pela Resolução RDC nº 660, de 30 de março de 2022, e libera a importação de produtos conforme prescrição de profissional legalmente habilitado. 

Segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Cannabis (ABICANN), a cannabis medicinal pode impactar tratamentos e pesquisas clínicas em dezenas de especialidades médicas e beneficiar mais de 18 milhões de brasileiros. Até o momento, estima-se que apenas 50 mil brasileiros tenham acesso ao produto. O paciente que conseguiu a autorização é um homem de 61 anos, da cidade de Curitiba (PR), e utiliza a cannabis para tratar glaucoma, uma doença ocular causada principalmente pela elevação da pressão intraocular. 

Com validade de 2 anos a partir de sua publicação, a medida cita a planta produzida pela PUCMED, empresa uruguaia licenciada e autorizada pelo Ministério de Agricultura (MGAP) e o IRCCA a cultivar, comercializar e exportar cânhamo Industrial e Cannabis Medicinal. “A partir desta intermediação, estima-se um faturamento de mais de 600 mil dólares por ano para o setor, com previsão de aumento exponencial”, comenta o CEO da PUCMED, Dr. Alfonso Cardozo. 

Toda a consultoria e receituários aprovados no documento foram feitos com intermediação da Anna Medicina Endocannabinoide, primeira startup brasileira a inaugurar um espaço físico sobre o tema no país. “Nosso propósito é desmistificar o acesso e o uso da cannabis medicinal, promovendo qualidade de vida, bem-estar e segurança para os pacientes”, diz a CEO e Co-Fundadora da Anna, Kathleen Fornari.


Dia Nacional de Combate à Dengue: confira os cuidados necessários para evitar a doença

Período de chuvas contribui para a proliferação do mosquito transmissor; no país, casos aumentaram 182% em relação ao ano passado

 

Com a chegada do verão, as chuvas devem ficar mais abundantes a partir do mês de dezembro, o que contribui para a proliferação do mosquito aedes aegypti, transmissor da dengue. O inseto se reproduz em reservatórios com água parada e é responsável por transmitir outras doenças como a Chikungunya e a Zika. 

 

Dados do Ministério da Saúde apontam que no Brasil, entre janeiro e outubro deste ano, são mais de 1,3 milhão de casos prováveis de dengue, um aumento de 182% em relação à 2021. A maior taxa de incidência é da região Centro-Oeste, seguida pela Sul, Sudeste, Nordeste, e por fim, Norte.

 

Neste Dia Nacional de Combate à Dengue (19/11), a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) 24h Zona Leste, em Santos (SP), alerta para os cuidados necessários para se proteger da doença, que este ano já atingiu, somente no estado de São Paulo, 344 mil pessoas.

 

“Na UPA Zona Leste tivemos um baixo número de atendimentos relacionados à doença, com sete notificações e quatro internações. No entanto, o período de chuvas está chegando e precisamos ficar atentos para manter a eficiência das ações de prevenção e combate”, destaca o diretor Clínico da UPA, Carlos Alberto de Oliveira.

 

A unidade, que pertence a rede pública de saúde da Prefeitura de Santos, sendo gerenciada pela entidade filantrópica Pró-Saúde, atua como referência para urgências em Clínica Médica, Ortopedia, Pediatria e Odontologia, no litoral paulista.

 

A dengue é uma arbovirose causada por vírus e transmitida pela picada do inseto aedes aegypti. Geralmente a doença não é grave e seus sintomas mais comuns são: febre, dor de cabeça, dor nos olhos, dor nas articulações, náuseas, vômitos e manchas vermelhas pelo corpo.

 

“Todos devemos sempre estar atentos a esta doença, pois em alguns casos, o paciente pode ter a forma mais grave, que inclui dores abdominais generalizadas, vômitos persistentes e evolução para dengue hemorrágica, quadro que necessita de atenção médica imediata e pode levar a morte”, alerta o profissional.

 

Boletim epidemiológico do Ministério da Saúde aponta 945 óbitos da doença em 2022, a maioria no estado de São Paulo (273), seguido por Goiás (140) e Paraná (107).

 

O médico explica que não existe tratamento específico para a dengue, mas é fundamental buscar assistência médica para receber o atendimento adequado. Entre os cuidados recomendados estão: repouso, ingestão de bastante água e não se automedicar.

 

Confira orientações para o dia a dia, que ajudam a prevenir a reprodução do mosquito e combater a dengue:

 

- Não deixe água parada em reservatórios, vasos de plantas, calhas, pneus, garras plásticas, entre outros;

- Substitua água por areia nos pratos dos vasos de plantas;

- Mantenha caixas d’água e piscinas cobertas;

- Evite acúmulo de lixo no seu quintal, nos arredores da casa e mantenha lixeiras trancadas;

- Faça uma revisão semanal de quintais e áreas abertas que podem conter recipientes que acumulam água;

- Use roupas que minimizem a exposição da pele durante o dia, período em que os mosquitos estão mais ativos.


Dia Nacional de Combate à Tuberculose: Brasil é o 2º país do mundo em mortes pela doença, segundo a OMS

Após retrocessos causados pela Covid-19, erradicação segue como meta mundial e conta com as contribuições dos testes moleculares

 

Instituído como o Dia Nacional de Combate à Tuberculose, o próximo 17 de novembro traz uma reflexão sobre o atual panorama de disseminação da doença no país e levanta um dos maiores alertas às autoridades de saúde. Apontado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como a segunda nação do mundo em mortes pela doença, o índice de contaminados pela tuberculose no Brasil é motivo de preocupação. Segundo dados do Ministério da Saúde, em 2021 foram registrados mais de 68 mil novos casos, número bastante próximo aos diagnósticos de 2020, quando mais de 4,5 mil pessoas morreram em virtude da infecção.

Considerado um problema de saúde pública mundial pela própria OMS, as ações de erradicação da doença – com metas ousadas a serem cumpridas até 2030 – sofreram, de fato, um grande impacto por conta da recente pandemia. Casos subnotificados, redução na oferta e procura por diagnósticos e tratamentos podem ter ocultado os reais números da tuberculose, que saltaram de 1,2 milhão de óbitos em 2019 para 1,6 milhão em 2021 ao redor do planeta. O órgão estima que cerca de 30 mil pessoas adoecem no mundo, todos os dias, acometidas pela enfermidade.   

O desafio vai além do que se imagina. De acordo com o novo Report Global de Tuberculose da OMS, a pandemia da COVID-19 reverteu anos de progresso no fornecimento de serviços essenciais de TB e na redução da carga da doença. As metas globais de TB estão, em sua maioria, fora do caminho, embora existam algumas histórias de sucesso nacional e regional.

O impacto mais óbvio é uma grande queda global no número de pessoas recém-diagnosticadas com tuberculose e reportadas. Os números caíram de 7,1 milhões em 2019 para 5,8 milhões em 2020, um declínio de 18% que remete ao nível de 2012, muito abaixo dos aproximadamente 10 milhões de pessoas que desenvolveram a doença em 2020. Além disso, 16 países foram responsáveis por 93% desta redução, sendo a Índia, Indonésia e Filipinas as mais afetadas. Os dados provisórios até junho de 2021 mostram déficits contínuos.

“Uma das maneiras mais efetivas de conter essa transmissão e erradicar suas ocorrências se dá pelo diagnóstico e tratamento precoces da tuberculose ativa e da prevenção reativa da patologia, por meio do tratamento da Tuberculose Infecção (ILTB), quando ainda não apresenta sintomas”, destaca Paulo Gropp, vice-presidente da QIAGEN na América Latina, multinacional alemã, especialista em tecnologia para diagnósticos moleculares que apresenta, entre suas soluções, o teste IGRA QuantiFERON-TB Gold Plus, considerado um exame referência e o mais utilizado no mundo, também disponível à população brasileira pelo SUS (Sistema Único de Saúde) e em todos os planos de saúde.


Cobertura pelo SUS e planos de saúde

Pelo fato de apresentar uma fase inicial assintomática, que pode se estender por um longo período até que o paciente tenha uma queda de imunidade, a testagem da Tuberculose Infecção (ILTB) é indicada principalmente para pessoas que compõe o chamado grupo de risco da doença. Estão cobertos nos planos de saúde os pacientes que vivem com o vírus HIV, usuários de biológicos e candidatos a imunossupressão. Já no SUS, o teste está disponível para crianças com contato de tuberculose ativa, candidatos ao transplante de medula óssea e pacientes que vivem com o vírus HIV.

No último dia 9 de novembro de 2022, na 114ª Reunião Ordinária da Conitec, esta fez a recomendação final de ampliação de uso do teste IGRA em pacientes imunocomprometidos por uso de terapia imunossupressora, devido a doenças inflamatórias imunomediadas ou receptores de transplante de órgãos sólidos.

Após sua fase latente, a tuberculose pode evoluir de forma grave e rápida. Entre os principais sintomas estão a tosse crônica e persistente, febre, perda inexplicada de peso e, quando grave, sudorese noturna. Aos primeiros sinais de suspeita de contato ou sintomas, é recomendada a busca por ajuda e orientação médica. A tuberculose é uma doença tratável e curável, mas o sucesso da cura depende da rapidez do diagnóstico e tratamento.


H.Olhos orienta sobre os principais sinais que os olhos revelam sobre a saúde do corpo

A consulta anual com oftalmologista auxilia com diagnóstico de problemas oculares que podem indicar doenças como pressão alta, diabetes, hipertireoidismo, entre outras e até mesmo tumores

 

“Os olhos são o espelho da alma”. Esta conhecida frase poderia muito bem ser adaptada para “os olhos são o espelho do corpo”, por conta das indicações que eles podem dar quando algo não está bem com a saúde, mas o corpo ainda não deu sinais.

“Algumas manifestações nos olhos, como coloração amarelada ou vermelha e manchas na parte branca, conhecido como esclera, podem sugerir problemas de saúde. Não significa dizer que impreterivelmente estão associadas a alguma doença, mas a prevenção é muito importante. Vista embaçada e alterações na visão também necessitam de uma investigação mais minuciosa, pois são problemas que podem evoluir inclusive para a perda da visão quando não tratados”, explica a Dra. Myrna Serapião dos Santos, oftalmologista, especialista em doenças da superfície ocular e córnea e diretora médica da Vision One, detentora do H. Olhos.

 

Espelho do corpo

É importante não menosprezar qualquer sinal anormal nos olhos e procurar um oftalmologista para uma investigação mais detalhada. Por este motivo, as consultas regulares são indicadas.

“O check-up oftalmológico deve ser realizado pelo menos uma vez por ano. Com um diagnóstico precoce e mais preciso conseguimos sanar problemas oculares e, quando necessário, orientar o paciente a procurar auxílio de outros profissionais médicos”, salienta Dra. Myrna.

 

Atenção para casos de:

Visão embaçada/borrada -- O principal problema associado à visão embaçada ou borrada é o diabetes. O excesso de glicose no sangue causa alterações nos vasos sanguíneos localizados na retina (fundo do olho), podendo levar ao comprometimento da visão. Visão borrada também pode ser indício crise hipertensiva, bem como de esclerose múltipla, pois o nervo óptico é afetado pela inflamação do sistema nervoso causado por essa doença autoimune.

Olho amarelado -- A parte branca dos olhos (esclera) quando ganha um tom mais amarelado (icterícia) pode indicar problemas no fígado, como as hepatites.

Olho vermelho -- Pode estar associado a quadros alérgicos, infecciosos ou inflamatórios, que podem estar afetando também outros órgãos.

Manchas vermelhas - Mancha vermelha na conjuntiva (membrana transparente que recobre a parte branca dos olhos), causada por ruptura de pequenos vasos sanguíneos, pode indicar hipertensão arterial.

Olho saltado (exoftalmo) - Pode indicar problemas com a glândula tireoide, como hipertireoidismo. Vale destacar que algumas pessoas têm olhos saltados como característica e não apresentam qualquer tipo de problema.

Olho azulado - Quando a esclera sofre afinamento e assume uma tonalidade azulada, pode ser indicativo de um problema ósseo, denominado osteogênese imperfeita.

 

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