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sábado, 19 de novembro de 2022

Mãe ainda é a figura principal no cuidado com crianças autistas

Unsplash
Levantamento com mais de 500 famílias traz detalhes de um cenário ainda pouco conhecido no Brasil

 

Segundo levantamento “Cuidando de Quem Cuida”, feito pela Genial Care, clínica multidisciplinar de cuidado e evolução de crianças autistas e suas famílias, o papel protagonista na hora de cuidar das crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) está focado na figura materna: 86% das entrevistadas na pesquisa afirmam que são as responsáveis por estes cuidados. Em muitas casas, a presença dos pais toma um lugar como coadjuvante nos cuidados das crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), representando apenas 10% das respostas. 

“Além de observar a forte presença das mães na educação das crianças, descobrimos também que a maioria das pessoas que cuidam possuem idades entre 35 e 44 anos. Além disso, já concluíram a formação superior ou pós-graduação. Uma escolaridade alta comparada à média brasileira. Para você ter uma ideia, no Brasil, 21% da população possui ensino superior e apenas 0,8% das pessoas entre 25 a 64 anos concluíram o mestrado (OCDE, 2019)”, menciona o CEO da health tech, Kenny Laplante. 

O estudo da Genial Care ainda mostra que o trabalho de cuidar pode justificar a ausência no trabalho formal. “Muitas pessoas perderam seus empregos no Brasil em 2020 e um dos grupos mais afetados foi o de mulheres mães. O "trabalho de criar" foi ressaltado pela pandemia e passou a ser em tempo integral – ocupando o lugar antes dividido por um trabalho formal. Para aquelas que mantiveram seus empregos, a jornada continuou dupla ou tripla: isso significa que, para todas, há sobrecarga e falta de tempo para descanso”, comenta a psicanalista Ana Tomazelli. 

 

A intervenção precoce é crucial

“O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um transtorno do neurodesenvolvimento caracterizado por prejuízos significativos na comunicação social e por padrões de comportamento restritos e repetitivos” detalha a Psicóloga Especialista em ABA e  Clinical Coach na Genial, Julia Amed.  

Um dos grandes esforços do momento é a detecção precoce de crianças de risco, pois está claro que quanto mais cedo se inicia uma intervenção adequada, melhor o prognóstico e menor a carga familiar e social. O diagnóstico de TEA ainda é exclusivamente clínico, feito pelo médico especialista com subsídio de avaliação de equipe multiprofissional. 

“Quanto mais cedo se inicia uma intervenção adequada, maiores as chances de desenvolvimento", reforça a Neuropsicóloga, coordenadora do Ambulatório de Autismo do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HC-FMUSP) e assessora científica do Instituto Pensi, Joana Portolese.


Comorbidades - 35% das crianças possuem comorbidade

Comorbidade é o nome dado a outras condições neurológicas que acompanham o diagnóstico de TEA, o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), com 46% das respostas, foi a comorbidade mais citada no estudo e se mostra a condição associada mais comum na vida das crianças e dos cuidadores. 

  

Ana Tomazelli - psicanalista e idealizadora do IPEFEM (Instituto de Pesquisa de Estudos do Feminino e das Existências Múltiplas). A profissional conta com 20 anos de experiência no mercado de Recursos Humanos e Gestão de Pessoas, com passagem pelas empresas KPMG, Dasa, UnitedHealth Group, Solera Holdings, entre outras. Pós-graduada em Gestão de Pessoas pela FGV, Administração e Gestão de Empresas pelo IBMEC, Psicanálise e Saúde Mental (IBCP). 

 

Genial Care


Praça da Sé recebe 2º Mutirão de atendimento à população em situação de rua

Na 1º edição, realizada em março deste ano, a SJC promoveu mais de 9 mil atendimentos


A partir da próxima segunda-feira, 21 de novembro, a Secretaria da Justiça e Cidadania (SJC) prestará diversos serviços para a população em situação de rua no 2º Mutirão do projeto “Pop Rua Jud Sampa”, desenvolvido pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3), na Praça da Sé, centro de São Paulo, das 9h às 15h.

Com duração de três dias, o evento será realizado até a próxima quarta-feira, 23 de novembro, e contará com 63 órgãos prestando serviços e apoiando essa força tarefa que envolve três eixos fundamentais: atendimento assistencial e de saúde; expedição de documentos necessários ao exercício da cidadania; atendimento jurídico por instituições parceiras e garantia de acesso à Justiça para ações e procedimentos, com especial atenção a questões assistenciais e previdenciárias.

O secretário da Justiça e Cidadania, Fernando José da Costa, informa que a SJC participa do evento por meio do Centro de Integração da Cidadania (CIC). A pasta vai distribuir aproximadamente 3 mil marmitex por dia, e prestará cuidados com saúde e beleza a partir da doação de itens de higiene e roupas pelo varal solidário, da vacinação contra a Covid-19, e da testagem rápida para HIV, sífilis, e hepatites B e C.

Além disso, o ônibus do Projeto Cidadania Itinerante estará estacionado na Praça da Sé durante todo o período da ação oferecendo para a população em situação de rua os seguintes serviços: emissão de 2ª via de certidões (nascimento, casamento e óbito), de CPF e de contas de consumo (água e luz); emissão de carteira de trabalho digital; atestado de antecedentes criminais; entrada no seguro-desemprego; elaboração de currículo; recebimento de denúncias; e prestação de orientação e encaminhamento para coordenadorias, programas e ouvidoria da SJC.

 

Serviço

Praça da Sé recebe 2º Mutirão de atendimento à população em situação de rua

Data: 21/11 até 23/11

Horário: 9h às 15h

Local: Praça da Sé


MSF pede apoio urgente para intensificar combate a cólera no Haiti

Casos e mortes avançam e centros de tratamento da doença estão lotados


O número de casos de cólera está subindo de maneira alarmante na capital do Haiti, Porto Príncipe, e em diversas áreas do país. O alerta está sendo feito pela organização Médicos Sem Fronteiras (MSF), que chama a atenção para a necessidade de uma intensificação imediata nas medidas de combate à doença. Mais organizações e doadores têm de ser mobilizados e instrumentos essenciais, como vacinas, têm de ser disponibilizados a equipes médicas e ao povo do Haiti.

“Os locais de atendimento que possuímos estão ficando cheios, e em breve vamos atingir a capacidade máxima”, afirma Mumuza Muhindo, diretor de MSF no Haiti, referindo-se aos 389 leitos que frequentemente estão lotados nos seis centros de tratamento de cólera montados por MSF desde que os primeiros casos surgiram, em 25 de setembro. “Desde o fim de outubro, temos tratado em média 270 pacientes em nossos centros”, explica Muhindo. “Nas duas primeiras semanas, eram cerca de 50. No total, admitimos mais de 8.500 pacientes e registramos 97 mortes. A evolução é muito preocupante”.  

MSF é uma das poucas organizações que atuam em parceria com as autoridades de saúde locais no combate a cólera, cujo ressurgimento é um sintoma da situação catastrófica do ponto de vista humanitário e de saúde vivida no Haiti. O surto ocorre em um contexto de uma crise política, econômica e de segurança sem precedentes. Porto Príncipe é hoje uma cidade cercada e sufocada, com as estradas principais que a conectam com o resto do país controladas por grupos armados.

O abastecimento de combustível após o desbloqueio do principal terminal de petróleo em 4 de novembro, depois de o local ter ficado sob o controle de um grupo armado durante várias semanas, não resultou em uma mudança significativa para o país. Os combustíveis são caros demais para grande parte da população, que enfrenta uma grave crise econômica, e o funcionamento de unidades de saúde continua sendo afetado, com serviços fechados e o tráfego de ambulâncias reduzido. O acesso à água limpa - elemento crucial no combate a cólera - também depende da circulação de caminhões-pipa, que por sua vez dependem do acesso a combustíveis e do contexto de segurança.  “A cidade está cheia de lixo que não tem sido coletado há meses”, afirma Muhindo. “E não há distribuição de água em bairros como Brooklyn em Cité Soleil, onde as vias estão bloqueadas por lixo e alagadas por canais e canos de esgoto entupidos.”

MSF é responsável sozinho por mais de 60% da capacidade de leitos para tratamento de cólera na capital. Equipes móveis compostas por especialistas em água e saneamento e promotores de saúde estão trabalhando nos bairros mais afetados para conscientizar a população sobre as medidas para impedir a expansão da doença. Eles também organizaram o tratamento com cloro de cerca de 100 pontos de água e a instalação de oito pontos de reidratação oral onde artigos básicos e água limpa são distribuídos.

Apesar destas atividades, MSF e as outras poucas organizações presentes na resposta não tem capacidade de lidar sozinhas com este surto de cólera. Outros atores humanitários e doadores deveriam somar-se a estes esforços, seja montando centros de tratamento ou ampliando as atividades para prover acesso à água e saneamento.

Adicionalmente, é extremamente importante que a vacinação seja usada como ferramenta fundamental no combate à doença. Diversas centenas de milhares de doses de vacina foram alocadas ao país pelo Grupo de Coordenação Internacional, o mecanismo multilateral de resposta com vacinas a epidemias. As autoridades já solicitaram oficialmente ao grupo a obtenção de uma quantidade de doses. MSF está pronto para começar a implementar uma campanha de vacinação em apoio às autoridades de saúde e para complementar outras atividades de água e saneamento e promoção de saúde.

À medida em que os casos de cólera aumentam em distintos bairros da capital, mas também em outras regiões administrativas do país, permanece difícil estimar a real extensão do surto. “A sobrecarga nos centros de tratamento, que impede que todos os pacientes sejam tratados, as dificuldades de deslocamento dos pacientes devido à falta de combustíveis e insegurança e o aumento do número de mortes registradas nas comunidades, difícil de estimar, são sinais preocupantes”, diz Michael Casera, epidemiologista de MSF. "Em vizinhanças muito inseguras, pacientes que tenham sintomas severos à noite frequentemente têm de permanecer em casa porque os moto-taxistas se recusam a levá-los a um centro de saúde.


Força feminina representa 34% de empreendedores no Brasil

 Percentual equivale a mais de 10 milhões de mulheres à frente de seus negócios


Segundo estudo do Sebrae feito a partir de dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua do IBGE (PNADC), o Brasil conta com 10,1 milhões de mulheres à frente de seus negócios, dados do quarto trimestre de 2021, representando 34% entre empreendedores no país.

Ainda no caminho pela igualdade e estando longe de ser um resultado a se comemorar, o empreendedorismo feminino ganha força para mostrar a sua importância tanto para a sociedade como também para a economia brasileira.
Com o intuito de oferecer cada vez mais oportunidade para as mulheres empreenderem, o Hinode Group, empresa detentora da marca Hinode, fundou em 2015 o Programa Pérolas.

Idealizado pela empresária Crisciane Rodrigues, presidente do Comitê de ESG do Hinode Group, o Programa Pérolas já transformou a vida de mais de 460 mil mulheres desde que foi criado, em 2015, oferecendo treinamento para que as elas conquistem independência financeira e emocional, além de se desenvolverem como empreendedoras.

“A informação é a maior ferramenta de libertação. O Pérolas visa fortalecer a liderança feminina não apenas no negócio, mas também no desenvolvimento pessoal, abrindo seus horizontes para que entendam que, por meio do trabalho, podem e devem sonhar mais alto. No Encontro Pérolas reforçamos o potencial de cada uma para que cada sonho se torne realidade”, explica Crisciane.

No Dia do Empreendedorismo feminino, comemorado em 19 de novembro, o Hinode Group celebra os 59% de mulheres dentro da sua potência de vendas, entre os seus 600 mil consultores, distribuídos pelos 8 países em que está presente, compartilhando histórias de 3 mulheres que transformaram as suas vidas empreendendo com a Hinode.

A primeira trajetória é da Camila Emiliano (Duplo Diamante), de 34 anos, que reside na Capital de São Paulo.

Iniciou suas atividades profissionais em uma feira livre aos 9 anos e foi nesta idade que teve a primeira experiência financeira, administrar os custos familiares de sua família de origem. Sempre com vontade de vencer, fixava metas profissionais, pensando em conquistar uma vida sem dificuldades financeiras.

“Lembro quando simulei a compra de um carro e uma casa. Fiquei alguns minutos calculando o tempo e os valores que precisava aportar para conquistar esses bens. Essa experiência, cravou uma mensagem em minha mente. Como posso diminuir esse tempo? Sem resposta, passei a estabelecer metas profissionais de como ser gerente aos 25 anos e ter um salário de 5 mil reais”, conta Camila.

Conquistou a posição de gerência aos 25 anos, porém, com um salário de $3.500,00 e, após superar 10 vezes a meta da empresa, foi surpreendida com uma demissão.

A frustação levou Camila a conhecer o empreendedorismo junto à Hinode. De porta em porta, de amigo a amigo, hoje Camila gerencia uma equipe com mais de 700 mulheres, treinando e as apoiando em suas jornadas. “Eu iniciei esse projeto na Hinode há 9 anos, porque me garantiram que teria 100% de lucro, ganharia o dobro de tudo que vendesse. Como estava em busca de uma fonte multiplicadora das minhas rendas, decidi não ser apenas uma revendedora de catálogo, mas sim ser uma empresária no ramo de cosméticos. Gosto de compartilhar a minha história para que ela inspire outras pessoas a transformarem as suas vidas como eu transformei a minha”, finaliza Emiliano.

Lá do outro lado do Brasil, a trajetória da Thayene da Silva Costa (Safira), de Manaus é inspiradora. Ela conheceu a Hinode após um processo complicado de divórcio, de um relacionamento extremamente abusivo, deixando a sua autoestima muito baixa. Entrou no Pérolas, programa do Hinode Group que já impactou mais de 460 mil mulheres, logo no início, em 2015, que a ajudou a entender sobre sua capacidade, beleza e o poder que carrega para transformar sua vida. O Pérolas, que é signatário do WEPs (Women's Empowerment Principles) da ONU Mulheres, foi uma das ferramentas que a ensinou a superar as marcas do relacionamento abusivo que viveu, antes de conhecer a Hinode. Hoje, Thayene está totalmente engajada no projeto para acolher novas mulheres que precisam de ajuda. Atualmente vive um novo relacionamento e tem um filho com Transtorno do Espectro Autista. “O trabalho na Hinode me possibilita acompanhar o desenvolvimento do meu filho, além de custear alguns tratamentos necessários para o seu desenvolvimento e isso é o que mais me deixa feliz em trabalhar com a marca”, enfatiza a empreendedora.

Já Silvia Karla, de 60 anos, precisava “ocupar a cabeça”. Depois da perda de uma filha, ela e o marido saíram de Belém, onde moravam e se mudaram para o Macapá. Decididos a viver uma nova história, ambos psicólogos, deixaram o consultório onde atendiam e o emprego no Ministério Público, para ingressar no Hinode Group. “Conheci a empresa por causa de um primo em Belém, no Pará.

Quando eu vi que era uma empresa brasileira, isso me tocou profundamente e fiquei apaixonada. Voltei para Macapá e imediatamente nós começamos a trabalhar, sem esperar nada, nós simplesmente trabalhávamos. Em quatro meses e meio já estávamos com um rendimento em torno de 8 mil reais. Eu fiquei encantada com os resultados e começamos a trabalhar ainda mais forte. Conseguimos iniciar também nosso filho nos negócios e mudamos para a cidade dele, João Pessoa, e conquistamos um apartamento com vista para o mar como sempre sonhamos. Fizemos nosso primeiro milhão no ano passado e continuamos trabalhando firme e fortes, nada nos tira daqui”, comenta.


Além do Brasil, atualmente o Hinode Group está presente no Peru, Bolívia, Colômbia, Equador, México, Chile e Paraguai, levando suporte educacional, seja por treinamentos técnicos ou por apoio emocional aos seus 600 mil consultores que representam a marca nos países em atua.

 

Hinode Group

grupohinode.com

A LGPD aplicada às redes de franquia

Observamos atualmente um crescimento exponencial no uso da internet e da tecnologia no mundo dos negócios. Por outro lado, as empresas estão cada vez mais agressivas em suas ações de marketing e utilizando os dados pessoais para fins de promover as suas atividades. Ademais, verificamos, rotineiramente, a ocorrência de vazamentos de dados em todos os setores da sociedade, bem como hackers agindo na rede por motivos econômicos e outros tantos que nem podemos imaginar. 

A sociedade civil e alguns políticos perceberam a dinâmica acima, o que gerou a criação de leis visando regular estas questões, de modo a proteger os direitos fundamentais da privacidade, liberdade e livre formação da personalidade de cada indivíduo. 

O Brasil espelhou a legislação europeia e promulgou a nossa Nova Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) que elenca como seus princípios norteadores a finalidade, transparência, não discriminação, necessidade e limitação, segurança, prestação de contas, livre acesso, prevenção e exatidão, bem como determina que as companhias promovam medidas de adequação de suas atividades internas aos termos da legislação e outras providências. 

As principais mudanças referem-se à revisão dos procedimentos internos que tratam dados pessoais, cujo início se dá com o registro das operações (Record of Processing Activities, ROPA) o qual permitirá à organização visualizar as áreas mais sensíveis à incidência da Lei e adotar medidas, salvaguardas e mecanismos de mitigação dos riscos identificados. 

Ao final deste processo de risk assessment e risk management, a companhia deverá compilar tais dados no Relatório de Impacto (RIPD), documento este fundamental para se provar conformidade frente às autoridades públicas. Por fim, cabem às organizações a nomeação de um Encarregado (Data Protection Officer, DPO), bem como estruturar e estabelecer planos de resposta às solicitações de titulares e de incidentes de privacidade nos prazos legais. 

Cabe sempre lembrar que se entende por dados pessoais todas as informações suficientes para identificar uma pessoa natural, tais como os números de telefone e do Cadastro de Pessoais Físicas do Ministério da Fazenda (CPF/MF) ou uma imagem obtida por meio de câmera instalada em uma loja. Ademais, a LGPD denomina como “titular” a pessoa natural a quem se referem os dados pessoais que são objetos de tratamento, bem como “controlador” qualquer pessoa jurídica ou física que usa informações para fins econômicos e a quem compete às decisões sobre o tratamento de dados, existindo, ainda, a figura do “operador” que é quem realiza o tratamento de dados pessoais em nome do controlador. 

Nessa esteira, cumpre esclarecer que a LGPD dispõe sobre as regras acerca da responsabilidade dos agentes (controlador e operador) em cenários de incidentes e prevê penalidades administrativas diversas, quais sejam, advertência, multas, bloqueio de dados e publicização da infração. Em resumo, responderá o controlador em primeiro lugar, podendo ser incluído solidariamente o operador quando, em razão do tratamento de dados pessoais, descumprir as obrigações da Lei ou não seguir as instruções lícitas do controlador, conforme os artigos 42 e seguintes. 

Este ponto é sensível às redes de franquia, uma vez existindo compartilhamento de dados entre as empresas franqueadora e franqueada, prática esta corriqueira. Vale ressaltar que as penalidades previstas são pesadas, incluindo, conforme acima, a publicização do evento, o que pode representar severo prejuízo à imagem da marca e da rede como um todo. 

Na relação franqueado – franqueador podemos verificar um cenário em que ambos são co-controladores para determinados dados e não para outros (por exemplo, quando há o tratamento em conjunto de dados pessoais dos clientes). Ou ainda uma situação em que o franqueador é operador dos dados controlados pelo franqueado (por exemplo, quando existe o compartilhamento dos dados dos colaboradores dos franqueados com os franqueadores). 

Nessa linha, cabe a franqueadora adaptar os seus contratos de franquia e definir as políticas de privacidade da rede sobre a gestão e tratamento dos dados pessoais, além de promover as medidas de segurança da informação compatíveis. Dentro deste escopo, há a necessidade de a franqueadora exigir e viabilizar o respeito dos franqueados acerca de sua política de governança sobre o assunto. Do lado dos franqueados, estes também devem seguir o estipulado na legislação, igualmente considerando as suas características. 

Por fim, importante destacar que a conformidade com a LGPD está intimamente relacionada ao processo de “transformação digital”, na medida em que, a partir do avanço tecnológico das organizações, cuidados com a privacidade devem ser intensificados para garantir que os processos internos ocorram de forma sustentável e dentro da legalidade. Frisa-se que os riscos à privacidade dos indivíduos aumentam quando existe a prática de atividades que envolvam a computação em nuvem, internet das coisas, automação e big data.

 

Daniel Cerveira - advogado, sócio do escritório Cerveira, Bloch, Goettems, Hansen & Longo Advogados Associados, autor do livro "Shopping Centers - Limites na liberdade de contratar", São Paulo, 2011, Editora Saraiva. “Franchising”, São Paulo, 2021, Editora Thomson Reuters Revista dos Tribunais, prefácio do Ministro Luiz Fux, na qualidade de colaborador, Consultor Jurídico do Sindilojas-SP e atuou como professor de Pós-Graduação em Direito Imobiliário do Instituto de Direito da PUC-RJ, MBA em Gestão em Franquias e Negócios do Varejo da FIA – Fundação de Instituto de Administração e pós-graduação em Direito Empresarial da Universidade Presbiteriana Mackenzie.


Não aceite o lixo de ninguém

Inicialmente, é preciso estabelecer, para este contexto, de que lixo estou falando. Por óbvio, não estou aqui a escrever sobre a possibilidade de o seu vizinho colocar o lixo na porta da sua casa. Eu não precisaria dizer para você rejeitá-lo. Você já sabe fazer isso, também sabe as razões que sustentam a sua decisão. Contudo, vou registrar aqui algumas delas: lixo cheira mal, atrai animais nocivos, como ratos; e insetos nojentos, como baratas. E, afinal, se você não o produziu, não há qualquer razão para que este seja depositado na sua porta, não é mesmo?

O lixo a que me refiro aqui não é o doméstico, nem o nuclear. Mas, os comportamentos agressivos com os quais nos deparamos nas nossas relações diárias cujo efeito é tão nefasto quanto o lixo em si na porta da nossa casa. Estamos por aí vivendo a vida e, de repente, os encontramos. Eles brotam, às vezes, até naqueles que amamos. Acontecem em qualquer lugar, na rua, no ônibus, no bar, na reunião de família, na escola ou no ambiente de trabalho. Enfim, não há como viver neste mundo sem encontrá-los, ao menos uma vez por semana. Parece que ficam ali, bem perto, e quando menos se espera, descarrega-se um caminhão de lixo lotado.

Sei que você sabe do que estou falando. Ainda assim, vamos ver se estamos na mesma página. Aposto que você, ao ler, lembrou do seu irmão, da vizinha da frente, do atendente do banco, do garçom, do seu colega de trabalho ou do seu chefe, não foi? Então, devo lhe dizer que, na verdade, estou falando de mim e de você.

Como assim? Isso mesmo, de mim e de você. Sempre há uma boa justificativa para o “descarregamento de lixo” por meio de atitudes ou de palavras ríspidas. Isso pode ser fruto de um sentimento de frustração, de doença ou de dor, de mal humor, de estresse, de falta de amor, enfim, de se estar em um dia de fúria. Todos esses motivos são plausíveis e certos. Acontece, desse jeito, comigo e com o outro.

Portanto, não aceitar o lixo de ninguém é mais profundo que agir com arrogância ou que se calar diante de grosserias, falta de polidez ou desrespeito. O que quero dizer com isso é que primeiro precisamos ampliar nosso ponto de vista quando olhamos para nossas atitudes justificadas. Não fazemos por mal, é claro, ninguém o faz. Nessa perspectiva, quando perdemos as estribeiras não somos grosseiros, mas estamos grosseiros por alguma razão. Às vezes até sabemos o porquê, mas, às vezes, nem mesmo nós conseguimos entender por que agimos desta ou daquela forma.

Com esse olhar fica mais fácil olhar as situações de conflito que nos colocam como coitados ou como algozes. E, a partir dessa visão, voltada não apenas para o acontecimento, mas para toda a rede que se constrói para que o momento desagradável aconteça, torna-se possível observar o agressor e deixá-lo com o seu lixo. Pela mesma razão que rejeito o lixo doméstico de outro na porta da minha casa. Aceitar o dejeto dos outros é nocivo à saúde mental e emocional.

Entretanto, para conseguir deixar cada um com o que é seu, faz-se necessário enxergar os insultos e a rudeza como componentes da natureza humana que só podem ser enfrentados com harmonia, esta, sim, a melhor arma, porém acessível somente àqueles que aceitam o desafio de se conhecerem e de serem melhores a cada dia.

E assim, aceitar sair da dicotomia vítima/agressor e ir para um lugar da consciência na qual somos apenas seres humanos. Uma vez neste espaço, podemos escolher vibrar em harmonia com tudo e com todos, apesar das opiniões diferentes e das contrariedades. Em outras palavras, estar em um estado no qual reciclamos nosso próprio lixo e ainda deixamos cada um com o que lhe pertence.

Ser a diferença que você deseja ver no mundo, isso sim é viver sem coitadisse.

 

Carmen Hornick – Mestre em Estudos de Linguagem (UFMT). Licenciada em Letras Português/Inglês e suas respectivas Literaturas (UNEMAT). Bacharel em Direito (UNIC). Pós-graduada em Linguística Aplicada (UFMT). MBA em Direito do Trabalho (Faculdade Pitágoras). Pós-graduada em Direito: Administração Pública e Controle Externo (FGV). Personal and Executive Coach (ICI - Integrating Coaching Institute). Pós-graduada em Direito Sistêmico (Faculdade Innovare/Hellinger Schule). Certificada no MPP Training and Certification Program pelo (Human Being Institute) e no Curso de Introdução à Análise Transacional (União Nacional de Analistas Transacionais do Brasil). Foi professora de ensino fundamental, médio e superior. É membro da Comissão de Direito Sistêmico da OAB/MT e colaboradora no projeto Aprender Sistêmico. Autora do livro “Como viver sem coitadisse”, pela Literare Books International. Instagram: @carmen_hornick | e-mail: carmen_hornick@hotmail.com


Pela primeira vez, Brasil atinge nível moderado em proficiência em inglês em ranking internacional elaborado pela EF Education First

EF EPI é realizado há 11 anos em 111 países que não possuem o inglês como língua nativa; Brasil ocupa a 58ª posição do ranking, duas acima da colocação em 2021

 

Pela primeira vez em 11 anos, o Brasil atingiu o nível moderado em proficiência em inglês. O país alcançou a 58ª posição, duas acima da colocação de 2021, quando figurava no 60º lugar e seu nível era classificado como baixo. Divulgado nesta terça-feira em todo o mundo, 15/11, o Índice de Proficiência em Inglês (EPI) é realizado pela gigante global de educação EF Education First. Este ano, o teste foi aplicado em 111 países e contou com a participação de 2,1 milhões de pessoas que não têm o inglês como língua nativa.

 

A média dos brasileiros foi de 505 pontos, 8 a mais do que em 2021. Com esse nível de conhecimento, segundo o estudo, é possível participar de encontros e reuniões no trabalho em inglês, escrever e-mails profissionais e compreender textos e notícias. Disponibilizado pelo site efset.org, o teste classifica os participantes de acordo com o Quadro Comum Europeu de Referência para Línguas (CEFR, sigla em inglês). A prova tem pontuação máxima de 800 pontos.

 

Para o Diretor-Geral da EF Education First Eduardo Santos, a melhora do Brasil pode estar relacionada a políticas públicas e privadas de incentivo ao estudo do idioma. O Paraná, onde a EF fechou parceria com o governo estadual para qualificar professores da rede pública e reforçar o aprendizado dos alunos, foi o estado com o índice mais alto do país, ao lado do Rio Grande do Sul, ambos com 551 pontos.

 

“O resultado é motivo de comemoração, pois prova que o brasileiro está buscando aprimorar seu aprendizado no idioma. Muitas empresas brasileiras estão investindo no desenvolvimento dos seus colaboradores, pois perceberam que é uma forma de qualificar suas habilidades pessoais e impulsionar o crescimento dentro das empresas. Governos, como o do Paraná e do Mato Grosso, fecharam parceria com a EF e o avanço já é significativo. No Mato Grosso, a média de pontos no teste foi de 473, com nível baixo. No ano passado, no entanto, o estado estava em última colocação, com 440 pontos e nível considerado muito baixo”, explica Santos.

 

O EF EPI correlaciona a proficiência em inglês ao PIB, renda per capita e outros indicadores socioeconômicos. Países com níveis de proficiência mais elevados apresentam, por exemplo, menor desigualdade de renda, de gênero e maior mobilidade entre as classes sociais. O inglês é visto, ainda, como habilidade fundamental na formação de uma força de trabalho moderna. O estudo mostra que a proficiência no idioma facilita o comércio internacional e melhora a prestação e exportação de serviços. Aponta, ainda, que um profissional fluente em inglês é mais inovador, colaborativo e capaz de solucionar problemas em diferentes culturas.

 

“O inglês é determinante para reduzir as desigualdades sociais, pois contribui para a qualificação do profissional e facilita a inserção no mercado de trabalho, seja no ambiente local ou no global e, sobretudo, dá autonomia às pessoas”, resume Santos.


 

Inglês pelo mundo


O primeiro lugar do ranking é ocupado pela Holanda, seguida por Cingapura e Áustria. Os três piores países, com nível muito baixo, são: Iêmen, República Democrática do Congo e Laos, com 364 pontos. Os resultados globais também mostram que a Europa é o único continente que apresenta média regional muito alta, apesar de Espanha, Itália e França ainda continuarem com nível moderado. Na Ásia, a média dos países é moderada; África e América Latina, baixa; e Oriente médio é muito baixa.

 

A média de pontos do Brasil está acima da pontuação da América Latina (495). No entanto, o país teve desempenho abaixo da maioria de seus vizinhos na América do Sul. A Argentina teve a maior pontuação, garantindo a 30ª posição geral e a manutenção no nível considerado alto. O país foi seguido de Paraguai (43ª); Bolívia (44ª); Chile (45ª); Uruguai (49ª); e Peru (51ª). Embora o Brasil ocupe cada vez mais a posição de hub na América Latina, a colocação no ranking mostra que o país ainda precisa desenvolver sua força de trabalho, especialmente os jovens talentos (18 a 20 anos), geração que têm o menor nível no idioma.

 

No mundo, a média masculina (511, moderada) foi maior do que a feminina (495, baixa). Já a média por faixa etária revelou que jovens entre 18 e 20 anos têm nível considerado baixo.

 

“O estudo aponta que no Brasil, assim como no mundo, homens falam mais inglês do que as mulheres. Esse dado mostra que é necessária uma política que também leve em consideração o aprendizado de acordo com o gênero, de modo que todos estejam igualmente preparados para oportunidades globais”, ressalta o Country Manager da EF English Live do Brasil, Wagner Domingues, divisão da EF focada no ensino de idiomas e em intercâmbios culturais.

 



Sobre a EF Education First
Fundada na Suíça em 1965, a EF oferece uma imersão cultural através do ensino de idiomas, viagens intercâmbio e programas acadêmicos em mais de 100 países ao redor do mundo. Com mais de 600 escolas e escritórios, temos uma missão verdadeiramente global: mudar o mundo através da educação.

Sobre a Hult EF Corporate Education
A Hult EF Corporate Education é uma organização mundial de educação coorporativa, fruto da união de dois dos maiores players globais da área. A nova companhia combina a expertise da EF Corporate no ensino de idiomas por meio de trocas de experiências pessoais e culturais com a experiência da Hult Ashridge Excecutive Education em educação corporativa. No Brasil, a Hult EF Corporate Education já nasce com um portfólio de mais de 130 clientes empresariais, como Bradesco, Ambev, EY e Coca-Cola, e uma carteira de aproximadamente 420 mil alunos de clientes corporativos.

Sobre a EF English Live
Com 25 anos de história, sendo 20 deles com atuação no Brasil, a EF English Live é a maior escola de inglês online do mundo. Fundada em 1996, tem sido pioneira na utilização da tecnologia para ministrar cursos de inglês online, oferecendo ensino de alta qualidade por meio do acesso a professores de inglês de todo o mundo. A escola tem aulas individuais e em grupo disponíveis 24 horas por dia, 7 dias por semana, com professores certificados. Pertencente ao grupo EF Education First, líder mundial em educação internacional, possui um legado de 55 anos de excelência acadêmica e mais de 20 milhões de alunos atendidos.

4 em cada 5 apostadores brasileiros colocam Brasil como campeão no Catar

  • Relatório da Betfair ainda mostra que 41% dos apostadores em todo o mundo escolhem o Brasil como favorito; Argentina é a segunda opção, com 17%
  • Confiança dos brasileiros na Seleção subiu de 51% para 80% na comparação com 2018

As expectativas pelo hexa nunca foram tão grandes. A esperança no título da Seleção Brasileira está tão viva que se reflete diretamente no mercado mundial de apostas. De acordo com levantamento da Betfair, uma das maiores casas de apostas do mundo, 41% dos apostadores acreditam no título do Brasil em 2022. O relatório mostra também que Argentina e França aparecem logo atrás, com 17% e 11% das apostas para campeão, respectivamente.

O levantamento da Betfair analisou o comportamento dos seus apostadores no Brasil e no mundo comparando a relação das apostas durante a Copa da Rússia em 2018 e a Copa do Catar em 2022.

Para gringos e brasileiros, Brasil é favorito no Catar

O hexacampeonato brasileiro já é quase um consenso entre os apostadores brasileiros e estrangeiros da Betfair. Segundo o relatório, 41% dos apostadores de todo o mundo colocam o Brasil como campeão em 2022. 

E todo esse otimismo em ver Neymar erguer a tão sonhada taça é ainda maior quando se trata do mercado nacional. O estudo da Betfair revelou que 4 a cada 5 brasileiros apostam no Brasil como campeão - 80% dos apostadores brasileiros. 

A odd em caso de vitória brasileira na final da Copa do Mundo é de 4.5, ou seja, para cada R$1 apostado, o retorno será de R$4,50.

"Nossos especialistas em análises e probabilidades esportivas consideram uma série de variáveis na hora de calcular as quotas e probabilidades implícitas e com a Copa do Mundo não é diferente. O Brasil aparece como grande favorito para o torneio no Catar devido à qualidade da atual equipe recheada de estrelas, a campanha feita nas eliminatórias da Copa, o retrospecto positivo e a liderança no ranking mundial da FIFA, além da sua tradição em Copas do Mundo sendo o maior campeão de todos os tempos. Esses são só alguns dos fatores considerados”, informou a casa de apostas.

Confira a relação da quantidade de apostas em cada seleção:




Após 4 anos, mercado brasileiro de apostas se solidifica

Desacreditados após a dura eliminação na Copa de 2014, em 2018 os brasileiros viram a seleção cair nas quartas-de-finais para a Bélgica. De lá para cá, muita coisa mudou, inclusive o comportamento do apostador. O relatório da Betfair analisa os dados relacionados à Copa da Rússia e mostra um desalinho nas preferências por campeões entre os apostadores brasileiros e estrangeiros.

Embora os perfis acreditassem no título do Brasil em 2018, os apostadores do mundo colocavam Alemanha, França e Espanha como as outras favoritas nesta sequência. Enquanto no Brasil, as apostas se direcionavam à Espanha, Alemanha e Uruguai. Naquele ano, a grande vencedora foi a seleção francesa após vitória por 4 a 2 contra a Croácia.



Com o mundo de apostas cada vez mais popular no Brasil, o volume de apostas feitas em 2022 cresceu exponencialmente quando comparado a 2018, tornando os dados ainda mais fidedigno sobre a confiança do brasileiro e dos apostadores do mundo todo no hexacampeonato.

 

Betfair

www.betfair.com

 

Millennials gastam acima da média com eletrônicos e artigos de moda

Beyond Age: Para além da idade, novo estudo global produzido pela divisão de mídia da Kantar, mostra que, de 26 categorias analisadas, geração apresenta gastos acima da média em 12

 

Nascidos entre 1981 e 1996, os Millenials correspondem à faixa mais numerosa da população nacional – 31% dos brasileiros. Por conta de sua relevância e representatividade, a geração que hoje possui entre 26 e 41 anos recebe um enfoque especial no estudo Beyond Age: Para além da idade, novo relatório global produzido pela divisão de mídia da Kantar baseado em informações do Target Group Index – pesquisa sindicalizada presente em 45 mercados ao redor do mundo –, que visa explorar diferentes facetas das gerações brasileiras, desde valores e atitudes, até escolhas de marcas e comportamentos de mídia. 

Os dados aferidos pela Kantar IBOPE Media no Brasil apontam que a renda pessoal mensal dos Millennials é 11% maior que a média nacional. Eles representam 34% da fatia da população com orçamento acima de R$ 15 mil. 

Entre os gastos com 26 categorias analisadas pelo levantamento, os Millennials gastam acima da média em 12 delas – maior quantia quando comparados a Baby Boomers (1946-1964), Geração X (1965-1980) e Geração Z (1997 em diante). Os desembolsos acima da média são principalmente direcionados a filtros e purificadores de água (17% maior que a média), computadores (11% maior que a média), perfumes (10% maior que a média), relógios de pulso (9% maior que a média) e tênis e calçados esportivos (6% maior que a média). 

Apesar de compartilharem características generalizadas, classificar os Millennials como um grupo homogêneo não é assertivo. Como abrangem a ampla faixa etária entre 26 e 41 anos, incluem desde aqueles que estão iniciando a vida de maneira independente até os que já atingiram fases mais maduras, tanto pessoais quanto profissionais, começando a estabelecer relacionamentos duradouros e eventualmente famílias. Na produção do estudo, a Kantar IBOPE Media descobriu que esse momento familiar é determinante no poder de compra.

 

Fases da vida 

Segmentar os Millennials de acordo com fases da vida revela percepções sobre preferências de consumo. “Casais sem filhos”, por exemplo, estão entre os que mais ingerem álcool, principalmente tequila, aperitivos e rum. Enquanto isso, “Solteiros que trabalham” preferem outras bebidas, como cachaça, vinho e conhaque. 

“Famílias com filhos em idade pré-escolar”, por sua vez, são as principais compradoras de cereais matinais e sucos prontos para beber. Já “Famílias com filhos de diferentes idades” apresentam maior afinidade para consumir refrescos em pó e macarrão instantâneo. 

Essa diferença também é sentida no consumo de mídia. “Famílias com filhos na escola”, por exemplo, destacam-se pela TV, pelo rádio e pelo cinema. “Famílias com filhos em idade pré-escolar”, por sua vez, possuem maior afinidade para uso de redes sociais, vídeos online e streaming de música. 

Ainda é válido ressaltar que “Casais sem filhos” são mais propensos a consumir jornais e revistas online. Por fim, “Famílias com filhos de diferentes idades” são mais inclinadas para rádio e internet simultaneamente. 

 

Kantar IBOPE Media

www.kantaribopemedia.com


Sistema Positivo de Ensino prepara gabarito comentado do segundo dia de Enem 2022

Assim que for permitido sair das salas de aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2022 com o caderno de questões no domingo, 20 de novembro, os especialistas do Sistema Positivo de Ensino passarão a resolver as 90 questões de Matemática e Ciências da Natureza. Todas as respostas de cada um dos cadernos de prova serão disponibilizadas no site do Sistema Positivo, em um gabarito extraoficial resolvido por professores e assessores de área que são responsáveis pela produção do material didático utilizado por mais de 500 mil alunos em todo o Brasil.

Além do gabarito extraoficial, os estudantes poderão acompanhar comentários nas redes sociais e resolução das questões médias e difíceis a partir do dia seguinte à prova. De acordo com a coordenadora do Ensino Médio do Sistema Positivo de Ensino, Milena Lima, essa correção comentada é fundamental para que os estudantes compreendam não apenas o que acertaram ou erraram, mas também os motivos desses acertos ou erros. "O Enem é corrigido pela teoria de resposta ao item (TRI), de modo que não é só o número de acertos que define a nota final. As questões são separadas entre fáceis, médias e difíceis e o nível de dificuldade das questões que o candidato acertou também é muito importante”, explica. Dessa forma, compreendendo melhor do que se trata cada uma das perguntas cobradas, fica mais fácil ter uma noção do próprio desempenho. 

Esse tipo de correção, com comentários feitos por especialistas de cada uma das áreas do conhecimento, também é importante para os estudantes que vão prestar o Enem nos próximos anos. Afinal, essa é uma das dicas mais importantes para os candidatos: refazer provas anteriores. “Sempre recomendamos que quem vai prestar o Enem dê uma olhada nos exames já aplicados porque, assim, eles podem ter uma ideia mais concreta de como a prova é estruturada. A correção comentada é mais uma maneira de garantir que essa revisão seja proveitosa”, ressalta Milena.

O gabarito comentado pode ser acessado por meio do link: https://sistemapositivo.link/lpenempositivo2022ai  


Veja os 5 segmentos com maior expectativa de crescimento para o empreendedorismo feminino em 2023

19 de novembro é o Dia Mundial do Empreendedorismo Feminino, e os setores mais apostados foram alimentação, beleza, estética e moda.

 

19 de novembro é o Dia Mundial do Empreendedorismo Feminino. A data foi criada em 2014 e faz parte de uma campanha das Organizações das Nações Unidas (ONU) contra a desigualdade de gênero no mercado de trabalho. Entretanto, já existem milhares de mulheres que comemoram esse dia tendo seu próprio negócio. No Brasil, elas são mais de 30 milhões, em um universo de 52 milhões de empreendedores, segundo dados do Global Entrepreneurship Monitor (GEM), principal pesquisa sobre empreendedorismo do mundo, feita em parceria com o Sebrae. 

Diariamente, muitas mulheres tentam se reinventar no mercado de trabalho e descobrir novas fontes de renda para que possam ter o seu sustento garantido. Um exemplo de sucesso é o da Luzia Costa, que hoje é CEO da maior rede de estética facial da América Latina, a Sóbrancelhas, com mais de 200 unidades. 

De acordo com levantamento do Instituto Rede Mulher Empreendedora (IRME), a quantidade de representantes femininas na função cresceu 40%. Assim sendo, atualmente, o gênero feminino constitui 48% deste mercado no país. Outro dado importante aponta que a maior parte das novas empresárias têm idade entre 22 e 35 anos, e os setores mais apostados para o empreendedorismo feminino foram alimentação, beleza, estética e moda, se mantendo em 2023. 

Luzia, antes de se consolidar no mercado do segmento da estética, passou por várias situações de aperto, onde teve carrinho de lanche, pizzaria, vendeu biscoitos caseiros, e mesmo perdendo tudo, não desistiu. Ela começou a adentrar esse mundo com uma tenda de massagem na praia, em Ubatuba-SP. “Depois de muita luta, paguei as minhas dívidas dos negócios que não estavam dando certo, e foi onde decidi abrir uma sala para atender as clientes. A partir daí, foi degrau por degrau, até me tornar quem sou hoje. Meu maior objetivo como empreendedora é transformar a vida das mulheres pelo mundo” ressalta a CEO. 

Mesmo com o movimento feminino crescendo no empreendedorismo, existe uma triste realidade no Brasil, onde muitas enfrentam dificuldades no mercado de trabalho, sobretudo com a questão da remuneração. De acordo com uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as mulheres recebem cerca de 22% a menos do que homens, mesmo que executem as mesmas funções e com o nível de escolaridade seja superior. 

Para adentrar no mercado, é necessário ver qual segmento mais se encaixa no seu perfil e que gere bons frutos. Pensando nisso, Luzia Costa, CEO da Sóbrancelhas, cita 5 segmentos que são tendências para o empreendedorismo feminino em 2023. Confira abaixo:

 

1- Beleza / Estética: Com o Brasil, sendo o 4º maior mercado de beleza do mundo, fica fácil entrar nesse mercado e ter uma carreira de sucesso. Basta escolher a área que você mais se encaixa.

 

2- Clube de assinatura: Está super em alta esse modelo de negócio, pela comodidade e experiência de compra diferenciada. Ele funciona da seguinte forma: uma empresa entrega produtos todo mês para seus associados mediante o pagamento periódico;

 

3- Bem-estar: Entre as áreas que podemos destacar para este tipo de negócio, estão: nutrição, delivery fitness, yoga, personal trainer, grupos de atividades físicas, academias somente para mulheres e muito mais. Vai de acordo com o perfil e escolha da empreendedora;

 

4- Moda: Um mercado que não é novidade para o público feminino é o da moda. Com o mercado se reinventando todos os dias, são várias áreas que a empresária pode escolher para dar início ao seu negócio;

 

5- Alimentação: Uma área que sempre é certeira com as estratégias certas é a alimentícia. Se você tem um certo talento na cozinha, é legal investir num negócio no formato delivery para começar.

 

O mercado para as mulheres empreenderem não é um trajeto fácil, pois são muitos os desafios enfrentados diariamente, mas mesmo assim, elas fazem a diferença e se destacam nos seus segmentos.

 

Feliz dia para todas as grandes empreendedoras do Brasil!

Saiba mais sobre Sóbrancelhas aqui!


76% dos brasileiros planejam comprar online presentes de fim de ano

Pesquisa realizada pela Criteo aponta que a temporada de festas deve ser mais longa e digital 


Com a chegada das festas de final de ano se aproximando, os consumidores já começaram a fazer compras para essa temporada. Para entender melhor as mudanças nas tendências de consumo da população, a Criteo, empresa de Commerce Media, realizou uma pesquisa online com 1.000 pessoas.  

De acordo com o estudo, o digital prevalecerá como o método favorito de compras dos brasileiros em 2022, em detrimento das compras em lojas físicas – uma grande mudança em relação às festas de fim de ano, época em que os sites de varejo funcionavam como catálogos online e as compras aconteciam presencialmente nas lojas. Neste ano, 76% dos brasileiros planejam comprar presentes por meio de sites, aplicativos de lojas, marketplaces e até mesmo por redes sociais. Desse total, 65% pretendem comprar diretamente pelos seus celulares e 24% devem utilizar notebooks e computadores como meio para adquirir produtos. 

Esses números são levemente mais altos na região Centro-Oeste, onde 72% dos entrevistados afirmam que devem fazer compras por meio de seus smartphones, seguidos pelo Nordeste (68%) e pelo Norte (67%). Em relação às pessoas que devem fazer compras por meio de notebooks, o destaque é para o Sudeste, com uma porcentagem superior à média nacional (28%). 

Segundo Tiago Cardoso, gerente geral da Criteo na América Latina, os hábitos de compras de fim de ano mudaram drasticamente, principalmente com o início da pandemia em 2020. "No passado, os consumidores preferiam comprar em lojas físicas, mas com base em nossos dados, vemos agora que o online tem tido mais prioridade. Devido a isso, podemos esperar que o setor de comércio eletrônico ganhe ainda mais força nas festas de fim de ano e em 2023”. 

Enquanto mais da metade dos clientes dizem que vão comprar online, o estudo da Criteo também descobriu que ainda há um subconjunto de consumidores que vão fazer compras na loja – 22% deles vão manter a tradição e adquirir itens nas lojas físicas. O número de pessoas que moram no Norte do país e que pretendem comprar produtos de forma presencial é maior e chega a 31%, em oposição às regiões Sudeste (21%) e Centro-Oeste (19%), que estão um pouco abaixo da média nacional. 


Consumidores vão comprar mais cedo para economizar dinheiro 

Conforme a pesquisa da Criteo, os brasileiros vão começar a planejar as suas compras com um mês de antecedência (45%), em novembro, o que coincide com a Black Friday e o Cyber Month, e 23% pretendem comprar dois meses antes, em outubro.  

"Antes, era muito comum os brasileiros esperarem para fazer a maioria de suas compras de fim de ano na Black Friday, mas a combinação de mais promoções de varejistas ao longo do quarto trimestre e o crescimento do e-commerce no Brasil têm atraído os consumidores e feito eles comprarem mais cedo do que o habitual. Isso se alinha ainda com as tendências globais de compras que temos acompanhado”, afirma Cardoso. 

Descontos e promoções também vão desempenhar um papel importante na forma como os consumidores decidem fazer compras. Segundo os dados da Criteo, eles vão optar por comprar um produto online se ele for mais barato do que em uma loja física (66%) e se houverem promoções ou cashback disponíveis nos aplicativos (54%).

 

Profissionais de marketing precisam entender a tendência do Commerce Everywhere 

A Criteo também aponta para o crescimento de uma tendência que ganha cada vez mais força: o Commerce Everywhere. Quando perguntados por que preferem fazer compras na Internet, 57% dos entrevistados disseram que estão muito ocupados para fazer compras pessoalmente e 69,5% disseram que preferem evitar multidões.  

“Sabendo que os consumidores não podem ou não querem ir em suas lojas físicas, os profissionais de marketing devem entender que cada segundo que um consumidor passa online agora é um momento de compra e planejar assim as suas estratégias para a temporada de vendas de final de ano com essa mentalidade”, aconselha. 

Além disso, essa época de 2022 será impactada e ainda mais prolongada por um grande evento que movimenta o Brasil a de quatro em quatro anos: a Copa do Mundo. “A janela de compras de fim de ano começa agora antes da Black Friday, o que significa que os varejistas devem adotar uma abordagem mais ágil e orientada por dados para atrair consumidores e obter melhores resultados no último trimestre”, acrescenta Cardoso. 


Metodologia  

A pesquisa da Toluna foi realizada entre os dias 22 de agosto e 02 de setembro, com 1000 pessoas das classes A, B e C, segundo critério de classificação de classes utilizado pela ABEP – Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa, onde pessoas da classe C2 tem renda média domiciliar de R$ 4500 por mês. O estudo foi feito com pessoas acima de 18 anos, de todas as regiões brasileiras, com 3 pontos percentuais de margem de erro e 95% de margem de confiança. 

 

Criteo
www.criteo.com


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