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segunda-feira, 14 de novembro de 2022

Projeto Gauss abre processo seletivo de bolsa de estudos para jovens do ensino médio público

Pelo 8º ano consecutivo, a associação visa auxiliar, de forma integral, jovens de baixa renda a entrarem em universidades de excelência, por meio de bolsas de estudo em cursos preparatórios para o vestibular, auxílio financeiro, mentoria e apoio disciplinar

 

De 1o de Setembro a 30 de Novembro, os alunos já graduados na escola ou que estão cursando o 3º ano do ensino médio, em colégios públicas ou privados (desde que com bolsa integral), e comprovem renda familiar per capita de até 1,5 salários mínimos, poderão se candidatar no processo seletivo do Projeto Gauss para bolsas de estudos em cursos preparatórios de vestibular. 

 

A associação sem fins lucrativos acredita que investir em pessoas por meio da educação é a principal ferramenta de transformação social, o Gauss busca jovens com poucas oportunidades, mas grande potencial, que querem alavancar sua educação e terem a chance de ser aceitos nas principais universidades do Brasil.

 

"Reconhecendo que o contexto socioeconômico em que uma pessoa nasce, cresce e se desenvolve é determinante para o seu futuro, e que oportunidades são acompanhadas de responsabilidades, o Gauss une e mobiliza pessoas que desejam transformar vidas e, com isso, causar um impacto positivo na sociedade e país em que vivemos.", comenta Valéria Grossman, diretora administrativa no Gauss.

 

Com um processo 100% on-line e integrado para todas as localidades de atuação, o processo seletivo recebeu mais de 1.400 interessados em serem bolsistas em 2022. Para essa edição, serão oferecidas entre 37 e 140 vagas presenciais nas cidades de Brasília, Curitiba, Salvador, São Paulo e Sergipe, além de 10 a 30 vagas na modalidade EAD, para todo o Brasil.

 

Os requisitos obrigatórios são: (a) estar matriculado em 2022 no 3º ano do Ensino Médio em escola pública ou particular com bolsa integral; ou já ter cursado a integralidade do Ensino Médio em escola pública ou particular com bolsa integral; (b) ter renda média familiar mensal de até 1,5 (um e meio) salário mínimo por pessoa, contabilizados todos os rendimentos e benefícios sociais das pessoas que moram na mesma residência do candidato; e (c) dedicar-se exclusivamente aos estudos.

 

Os candidatos realizam provas on-line de linguagens, matemática e redação, no modelo ENEM, além de responderem um questionário de modelo mental, que visa identificar o potencial do jovem. A última etapa do processo inclui uma avaliação socioeconômica de vulnerabilidade e as entrevistas individuais, não só com os finalistas, mas também com suas famílias. "O engajamento dos pais e responsáveis é essencial, pois não fazemos nada sozinhos. Estamos todos jogando no mesmo time para incentivar esse jovem a alcançar grandes vôos", comenta Grossman.

 

O projeto, que iniciou em 2014 com bolsa de estudos para dois irmãos, hoje já conta com 97 jovens ativos e mais de 230 apoiados, em Aracaju, Brasília, Curitiba, São Paulo e EAD. Até o momento, 81 gaussianos foram aprovados em faculdades públicas, sendo 26 na USP (Universidade de São Paulo), 27 em faculdades particulares com bolsa integral e 51 em cursos de medicina.

 

Os estudantes de escolas públicas que pretendem fazer o pré-vestibular no próximo ano já podem concorrer a uma bolsa Gauss, que inclui como benefícios: 

  • bolsa de estudos integral em um cursinho pré-vestibular de ponta
  • mentoria individualizada
  • suporte psicológico e pedagógico
  • plataformas especializadas de redação e simulados
  • aulas de reforço escolar
  • auxílio financeiro (transporte, alimentação e internet/laptop)
  • rede de apoio e contatos

Para realizar a inscrição, 100% gratuita, basta ler o Edital de Seleção e preencher o Pré-cadastro disponível no site: https://gauss2023.trieduc.com.br/, e depois seguir as orientações recebidas.



Gauss
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Dia Nacional da Alfabetização: educadora do CEUB propõe medidas para fortalecer o ensino básico no Brasil

Com 14 milhões de analfabetos no Brasil, docente sugere a implementação de métodos que garantam a educação de qualidade


Em 14 de novembro é comemorado o Dia Nacional da Alfabetização no Brasil. De acordo com levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Brasil 14.194.397 milhões de adultos não foram alfabetizados. Desde 2018, a taxa de analfabetismo aumentou em cerca de 3 milhões. A docente do curso de Pedagogia do Centro Universitário de Brasília (CEUB), Ana Gabriella Sardinha, comenta a importância da data e alternativas para aumentar o desempenho da educação básica no país.

Segundo a pedagoga do CEUB, a alfabetização é a base da educação e a data é um momento para educadores e governantes refletirem sobre o analfabetismo e a importância da alfabetização para o desenvolvimento social e econômico mundial. “A alfabetização de adultos e idosos amplia as oportunidades, sejam elas educacionais ou profissionais. Amplia as possibilidades de se viver em sociedade com autonomia e liberdade. Quem não lê espera ajuda!”, destaca.

Sobre o acesso ao ensino básico de qualidade no país, Ana Gabriella explica que, no Brasil, o conceito qualitativo se divide em sete dimensões: ambiente educativo, prática pedagógica, avaliação, gestão escolar democrática, formação e condições de trabalho dos profissionais da escola, espaço físico escolar e, por fim, acesso, permanência e sucesso na escola. “Tendo estes parâmetros como referência e os planos municipais, cabe dizer que ainda não estamos com bons resultados nos índices nacionais e internacionais, mas já conseguimos organizar e corrigir nossas rotas,” explica a educadora.

No combate às desigualdades sociais e educacionais, Ana Gabriella defende a necessidade de levar a educação para aqueles que não tiveram acesso, mas atender também com prioridade as classes populares, os pardos e negros, as mulheres, o idosos e os que passam por privação de liberdade.


Analfabetismo funcional


Outro desafio enfrentado na educação brasileira é o analfabetismo funcional. A escala de alfabetismo do Indicador Nacional de Alfabetismo Funcional (INAF) se subdivide em 5 níveis: analfabeto, rudimentar, elementar, intermediário e proficiente. Dentro dessa escala, é classificado como analfabeto funcional aquele que faz parte do nível analfabeto e rudimentar.

Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), 29% da população brasileira apresenta algum nível de analfabetismo funcional. Ana Gabriella Sardinha sugere a implementação de métodos e técnicas que façam todos alcançarem o domínio da leitura, ampliando o acesso aos gêneros textuais.

Para celebrar a data com efetividade, a professora sugere iniciativas de informação e busca ativa, para que cada estudante possa ser acolhido em instituições de ensino próximas às suas residências ou trabalho. Ela destaca a dificuldade do processo de matrículas pelos não alfabetizados e a escassez de transporte público em regiões de baixo IDH. “Muitas vezes aquela visita porta a porta feita pelos professores, aviso na rádio comunitária ou o carro de som tem mais alcance. A formação de professores também é um desses pilares, mas precisamos fortalecer a formação inicial e ampliar a formação continuada para atender as demandas atuais e futuras”, finaliza.

Como agir em casos de violência doméstica dentro de condomínios residenciais

Divulgação

No Mês Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres conheça histórias reais relatadas por síndicos e saiba como proceder legalmente diante dessas situações


“O morador de um dos apartamentos agredia bastante a esposa e ela se manifestava gritando e pedindo socorro. Imediatamente abordamos a situação e chamamos as autoridades policiais. Só veio a grande dificuldade depois porque a própria vítima tentou proteger o agressor. Aconteceu umas três vezes esse ciclo. O agressor foi embora e depois votou a morar com ela. Mas em todos os momentos chamamos as autoridades policiais. Em nenhum momento negligenciamos essa situação de violência doméstica”. Esse é um relato que, infelizmente, tem se tornado comum dentro dos condomínios residenciais. Caso esse contado pelo síndico Antônio Carlos Lopes da Silva, 53 anos, síndico profissional há oito anos.

Ouvimos crianças gritando e chorando muito de dentro de um dos apartamentos. Eu, como síndica, subi e comecei a bater na porta da moradora, mas ela não abria. Eu disse que iríamos arrebentar a porta, e ela não abriu de jeito nenhum. As duas crianças gritavam muito e a pessoa espancava demais, batia muito nelas. Eu e mais alguns moradores tentávamos fazê-la abrir a porta. Todos estávamos muito preocupados. A Polícia chegou rápido, as crianças estavam muito machucadas e foram levadas prontamente para os primeiros socorros.” Esse é mais um relato forte e triste, porém real contado pela síndica Maida Castaldi, que tem 64 anos e é síndica há 27 anos.

Histórias como essas têm se repetido cada vez mais e são transmitidas com frequência nas mídias jornalísticas e, que muitas vezes, resultam drasticamente na morte das vítimas. Casos esses que acontecem dentro de condomínios residenciais, bem ao lado de quem pode ser o responsável por salvar e proteger a vida das vítimas, sejam elas crianças, mulheres, idosos, deficientes, animais, enfim, pessoas vulneráveis e que necessitam do apoio e da denúncia de vizinhos, moradores, síndicos e administradoras dos condomínios.

Em relação à violência contra a mulher, de acordo com último dado divulgado pela Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos (ONDH), só no primeiro semestre de 2022, a central de atendimento registrou 31.398 denúncias e 169.676 violações envolvendo a violência doméstica e familiar contra a mulher. O Estado de São Paulo, seguido por Rio de Janeiro e Minas Gerais lideram o ranking de denúncias.

Nos casos relatados acima, no início desta reportagem, os pais das crianças agredidas foram conduzidos para a delegacia, e após processos judiciais envolvendo o caso, perderam a guarda dos filhos. E em relação à violência contra a mulher, o síndico conta que como o casal era inquilino, chegou ao ponto de solicitar ao proprietário da unidade que quebrasse o contrato de locação, após já ter aplicado advertências e multas, e assim o caso foi solucionado.

Os tipos de violência doméstica e familiar

Dra. Alessandra Bravo é advogada especialista em Gestão e Direito Condominial, Diretora da ANACON – Associação Nacional da Advocacia Condominial (Campinas/SP), ela explica que a violência doméstica e familiar pode ocorrer de cinco formas, juntas e/ou distintas:

  1. Violência Física: qualquer ação que comprometa a integridade física ou saúde corporal da vítima;
  2. Violência Psicológica: qualquer ação que traga dano emocional, prejudique ou perturbe o desenvolvimento psíquico da vítima;
  3. Violência Sexual: qualquer ação que coíba a liberdade sexual, reprodutiva, induza a prostituição ou mutilação genital da vítima;
  4. Violência Patrimonial: qualquer ação que demonstre retenção, subtração parcial ou total, destruição de bens e recursos econômicos da vítima;
  5. Violência Moral: qualquer ação que configure calúnia (imputar falsamente cometimento de crime), difamação (ofensa à honra e reputação) ou injúria (ofensa à moral – verbalmente ou por escrito) da vítima.

“Diante de casos como esses descritos acima, a violência doméstica deve ser denunciada, caso haja flagrante ou suspeita através dos indícios básicos: lesão corporal, gritos, barulhos estranhos, solicitações de ajuda, choros, desaparecimento prolongado”, comenta Dra. Alessandra Bravo.

Violência dentro dos condomínios: como agir, na prática?

A advogada Alessandra Bravo, especialista em Gestão e Direito Condominial também lembra que a violência doméstica deve ser denunciada à Delegacia especializada quando a vítima for Mulher (ligar 180). Quando a vítima for criança – acionar o Conselho Tutelar da cidade - e se a vítima for idosa – acionar o Conselho Municipal do Idoso, caso haja.  Entretanto, para todos, pode e deve ser acionada a Policia Militar (ligar 190).

  • Violência doméstica contra crianças, mulheres, homossexuais, idosos, deficientes, incapazes, animais – ligar 190 (Polícia Militar)
  • Se a vítima for mulher – ligar 180 (Central de Atendimento à Mulher) - gratuita e sigilosa, funciona 24 horas todos os dias – a denúncia é anônima
  • Criança e adolescente - Conselho Tutelar do Município
  • Idoso – Conselho Municipal do Idoso
  • Animais – DEPA (Delegacia Eletrônica de Proteção Animal)

Assim como o “Disque 100”, ou Disque Direitos Humanos, é um canal de atendimento 24 horas que recebe, analisa e encaminha denúncias de violação dos direitos humanos para os órgãos responsáveis. As ligações são gratuitas (e anônimas) e podem ser feitas de qualquer telefone fixo ou celular.

O Governo Federal oferece os seguintes canais de denúncia:

  • Disque 100
  • Mensagem pelo WhatsApp no número: (61) 99656-5008
  • Telegram, no canal Direitoshumanosbrasil

Paulo Palma tem 50 anos, é gerente comercial, síndico e morador há oito anos de um condomínio de 200 unidades e cerca de 450 moradores. Ele conta que, infelizmente, já ocorreram casos de violência contra mulheres dentro do condomínio. E em todos eles acionou a Polícia imediatamente, registrou advertências e comunicação aos envolvidos:

 “Na maioria das vezes a denúncia é feita pelos moradores e sempre de forma anônima - há o receio de envolvimento e possíveis problemas ou retaliações. Os maiores questionamentos são primeiramente os barulhos gerados pela violência, gritos etc. Em seguida, há a preocupação com as mulheres, filhos envolvidos. Sempre agimos de forma assertiva, acionando imediatamente o Jurídico do condomínio e orientamos o morador/vítima a fazer o Boletim de Ocorrência e procurar as medidas protetivas cabíveis. O condomínio sempre fica em alerta para o caso e segue monitorando o agressor.”

O papel do profissional de portaria

Através do trabalho dos porteiros nos condomínios residenciais, muitos casos de violência doméstica são cessados. Profissão essa, enaltecida pelo síndico Antônio Carlos, por entender que existem situações que quando não são os próprios moradores que fazem a denúncia, o profissional de portaria tem um papel crucial:

“Obtivemos muito êxito através de denúncias de violência doméstica recebidas de imediato que partiram de uma chamada por interfone para o porteiro, e que esse agiu prontamente à situação – acionando o síndico, para tomar as medidas legais cabíveis.”

O papel do porteiro ao presenciar ou receber denúncias relacionadas à violência doméstica é tido como um olho que pode ser o guardião de vidas em um condomínio. A advogada Alessandra Bravo também afirma que é primordial realizar o treinamento de como agir nestes casos:

“Em caso de flagrante, o profissional de portaria deve ligar imediatamente 190. Quando o condomínio já tem a conscientização, pode utilizar-se das palestras informativas para montar um plano de ação e estratégia para os casos de violência doméstica.”

E ainda, se houver necessidade de monitoramento do agressor, impedido de se aproximar da vítima, através de medias protetivas, a advogada alerta:

“Medidas protetivas, levadas ao conhecimento do condomínio, devem ser repassadas aos profissionais da portaria. Em caso de tentativa do agressor querer ir até o apartamento, o porteiro deve chamar 190 e o síndico apresentar o documento para a autoridade policial, caso necessário.”

Omissão de socorro – quando a denúncia não é feita

Dra. Alessandra Bravo comenta que o síndico, como qualquer outro morador, pode ser responsabilizado pelo crime de omissão de socorro, previsto no Código Penal, se deixar de prestar assistência ou socorro, caso tenha ciência da agressão através de denúncias, flagrante ou imagens das câmeras internas.

O que diz o Código Penal:

Omissão de socorro - Art. 135 - Deixar de prestar assistência, quando possível fazê-lo sem risco pessoal, à criança abandonada ou extraviada, ou à pessoa inválida ou ferida, ao desamparo ou em grave e iminente perigo; ou não pedir, nesses casos, o socorro da autoridade pública. Pena - detenção, de um a seis meses, ou multa. Parágrafo único: a pena é aumentada de metade, se da omissão resulta lesão corporal de natureza grave, e triplicada, se resulta a morte.

A especialista em Gestão e Direito Condominial, alerta:

“Casos ocorridos dentro do condomínio devem ser tratados com cautela e sigilo, pois o condomínio pode ser processado criminalmente, na pessoa do síndico, e/ou civilmente por danos morais, caso ocorra alguma exposição da(s) pessoa(s). Está em tramitação na Câmara dos Deputados em um estágio avançado o Projeto de Lei (PL) Nº 2510/2020, que obriga moradores e síndicos de condomínios a denunciarem às autoridades competentes casos de violência contra a mulher que ocorram nas dependências do condomínio. O projeto já foi aprovado pelo Senado Federal.

De acordo com a proposta, síndicos dos condomínios, bem como os moradores, têm a obrigação de denunciar os casos de violência contra mulheres, crianças, adolescentes, idosos e pessoas com deficiência. Em caso de descumprimento da norma, o síndico poderá perder o cargo e o morador poderá ter que pagar uma multa de até cinco vezes o valor da mensalidade do condomínio, além de estabelecer causa de aumento de pena do delito de omissão de socorro quando a omissão estiver relacionada à situação que configure violência doméstica contra a mulher.”

E ainda, se acontecer da denúncia feita por um morador ser negada pela vítima, Dra. Alessandra Bravo explica que desde meados de 2012, por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), a Lei Maria da Penha é passível de ser aplicada mesmo sem queixa da vítima, o que significa que qualquer pessoa pode fazer a denúncia contra o agressor, inclusive de forma anônima e gratuita:

“As ações penais referentes à violência doméstica são públicas incondicionadas, ou seja, são movidas pelo Ministério Público independentemente de representação ou negativa da vítima, portanto independem da vontade dela. Assim, qualquer pessoa pode denunciar o caso, a fim de repelir a continuidade da agressão que a vítima, por estar em um ciclo que se estabelece, e é constantemente repetido: aumento da tensão, ato de violência e ‘lua de mel’. Após passarem por inúmeros tipos de violência, as vítimas desenvolvem uma sensação de isolamento e ficam paralisadas, sentindo-se impotentes para reagir, e assim quebrar o ciclo da violência e sair dessa situação. A negativa é o mais forte indício.”

A importância do advogado especialista em Direito Condominial

É inegável a importância da orientação de um advogado especialista em Direito Condominial nos casos de violência doméstica para resguardar o condomínio e seus moradores, pois ele é o profissional que conhece o funcionamento e a forma de implantar e conscientizar todos os envolvidos: síndico, moradores, funcionários, prestadores de serviço, vítima:

 “Tendo em vista o dever de sigilo da profissão de advogado, ele também deve passar segurança para todos quando analisa o caso: ouvindo as testemunhas, verificando as imagens, fotos, documentos, e demais que envolvam o caso. O profissional consegue traçar um plano estratégico de informação e conscientização dos moradores sobre o assunto em toda sua amplitude, assim como treinar os funcionários para que saibam como agir nesses casos. Implantar Canais de Denúncia dentro do Condomínio, acolhendo, assim, a vítima, moradores que querem denunciar e terceiros, dando segurança e anonimato”, comenta Dra. Alessandra Bravo

Assim como relatam os síndicos que vivenciam na prática o dia a dia das questões complexas que envolvem um condomínio residencial:

É muito relevante para o síndico ter um advogado especialista em Direito Condominial para nos direcionar, porque agimos com mais segurança. Temos as orientações antes que os fatos ocorram. E quando eles ocorrem, sabemos como agir. Nós que estamos na condição de síndico e liderança, devemos agir de maneira correta e com equilíbrio necessário, porque o agressor sempre está descontrolado emocionalmente. E isso passa muito pela orientação do nosso especialista, advogado. Porque, do contrário, se formos agir de forma compulsiva, podemos trazer danos e riscos para nós mesmos como síndicos e para o próprio condomínio”, comenta o síndico Antônio Carlos.

O síndico Paulo Palma também é enfático:

“É importantíssimo ter um advogado(a) especialista em Direito Condominial, pois as medidas sempre serão assertivas, além do alto conhecimento da área, que é extremamente complexa, também gera uma segurança jurídica para o condomínio.”

Ajuda e amparo: o dever é denunciar

Alguns Estados já promulgaram Decretos e/ou Leis Estaduais sobre a obrigatoriedade de comunicação imediata às autoridades policiais, através do síndico ou representante do condomínio de casos de violência doméstica ou familiar.

Essas leis estaduais, na sua maioria, trazem em comum a obrigatoriedade do síndico ou gestor de informar, inclusive por escrito, no prazo máximo de 48 horas, em caso de suspeita de violência doméstica.

Algumas dessas leis estaduais ainda trazem a responsabilização do condomínio com advertência e/ou multa que pode variar de R$ 500 a R$ 10 mil, revertidos em favor de fundos e programas de proteção aos direitos da mulher, criança, idoso e vulnerável no caso de omissão do condomínio.

No caso do Estado de São Paulo, a Dra. Alessandra Bravo comenta que caso não exista nenhuma Lei Estadual ou Decreto específico, a regra é clara para todo o Brasil:

“Deve ser feito o Boletim de Ocorrência, inclusive para os Estados que já estão adequados de forma on-line, e as vítimas podem solicitar as medidas protetivas de urgência através da Defensoria Pública e/ou Ministério Público, por telefone ou on-line.

Dra. Alessandra ainda relembra que existe um Projeto de Lei nº 3.179-A de 2019 em trâmite para acrescentar o artigo 10 na Lei Maria da Penha, que determinará a obrigatoriedade de comunicação pelos condomínios residenciais aos órgãos de segurança pública, sobre a ocorrência ou de indícios de violência, contra mulher, criança, adolescente ou idoso, ocorridos nas unidades condominiais ou nas áreas comuns, atribuindo responsabilidade direta aos síndicos, sujeitando-os às penalidades no caso de descumprimento.

“Como síndico acho muito importante essa obrigatoriedade de fazer a denúncia em casos de violência doméstica. Mesmo porque, muitos poderiam pensar que o ‘problema não é nosso’ e que não devemos ‘nos meter’, que é ‘problema de casal’, ‘pai educando a criança’, ou ainda em casos de violência contra idosos, deficientes, animais. Mas nós não podemos tolerar a violência. Isso é algo que deve estar em todo o ser humano. E essa obrigatoriedade apenas traz uma responsabilidade a mais para o síndico, porque podemos pagar pela própria negligência”, finaliza Antônio Carlos.

 

Evento Gratuito: “Assuntos Condominiais – Especial Mês do Síndico”

2° Encontro de Síndicos e Profissionais de Condomínios de Campinas e Região – Presencial.

Nos últimos meses, infelizmente, o noticiário nacional relata casos das mais variadas espécies de violência contra síndicos e síndicas. Tratar sobre esse assunto é extremamente primordial nos dias de hoje.

O evento gratuito, realizado no Centro de Convenções EasyOffice, em Campinas, será focado na comemoração do mês do síndico trazendo um tema de grande relevância no cenário atual e cotidiano condominial: “Gestão de Conflitos na Prática”.

O evento também conta com coffee break, sorteio de brindes, empresas expositoras com soluções para condomínios, além de integração entre profissionais de condomínios.

Palestrantes:

Dra. Alessandra Bravo - advogada especialista em Gestão e Direito Condominial, Membro efetivo regional da seccional da OAB do Estado de São Paulo; Diretora da ANACON – Associação Nacional da Advocacia Condominial (Campinas/SP)

Palestrante João Santos - Consultor em Segurança Condominial

Síndica Profissional Sandra Fernandes e Síndico Profissional Alain Angelo

Data: 29/11/22

Hora: 18h às 22h

Local: Centro de Convenções EasyOffice. Av. Orozimbo Maia, 430 - Vila Itapura. Campinas/SP

Inscrições pelo link:

encurtador.com.br/ajBHQ


Enem 2022: Veja 5 dicas de como descansar a mente e controlar a ansiedade para o segundo dia de prova

Especialista orienta a descansar a mente e fazer exercícios físicos para que o aluno(a) se sinta bem e esteja relaxado(a)


No próximo domingo (20), os estudantes inscritos para o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) terão que enfrentar o segundo dia do exame. Os candidatos terão 5 horas para resolver as questões das provas objetivas de Ciências da Natureza e Matemática e, faltando menos de uma semana, é normal sentir excesso de ansiedade e/ou busca por estudo exaustivo na intenção de fortalecer a preparação, o que não é aconselhado por especialistas. Segundo o Ministério da Educação, em 2022, são 238.639 estudantes na prova impressa e 4.726 na digital. 

“Muitos alunos(as), nesse momento, têm crises de ansiedade ou cansam a mente com estudos exaustivos, o que é um verdadeiro tiro no pé. Nesse intervalo de uma semana, o candidato pode até rever algumas fórmulas ou realizar pequenos estudos, mas o ideal é buscar descansar a mente e praticar uma caminhada ou algum outro exercício físico, pois o tempo de prova é longo e a cabeça deve estar preparada”, disse Augusto Jimenez, psicólogo e Diretor Nacional da Minds Idiomas. 

A crise de ansiedade ao estudar ou para passar por provas é mais comum do que se imagina, mas o que pouca gente não sabe é que o problema pode ser amenizado com atividades simples que possam relaxar a mente, mesmo com a continuidade dos estudos. “Com a rotina de estudos dos candidatos ao Enem, o ideal nesse momento é descansar para fazer o segundo dia de prova sem nenhum desgaste”, conclui Jimenez.

 

Pensando nisso, Augusto Jimenez, psicólogo e Diretor Nacional da Minds idiomas, lista 05 dicas para controlar a ansiedade e descansar a mente para o segundo dia do Enem:


01. Estipule um tempo diário para ficar nas redes sociais

Segundo a Fundação Getúlio Vargas, 41% dos jovens brasileiros têm sintomas como tristeza, ansiedade ou depressão decorrente do uso das redes sociais em excesso diariamente. O estudo é do ICD- indicador de Confiança Digital promovido pela FGV. Estipule um horário para checar as suas redes, e utilize o seu tempo para ver filmes ou fazer algo que goste;

 

02. Coma corretamente

Alimentos como peixe, aveia, abacate dão energia para o dia a dia. A banana, castanha do Pará e o Grão de Bico têm a função de controlar a ansiedade. Se possível, faça uma comida com uma receita na internet que nunca fez. Fazer algo novo é bom para desestressar;

 

03. Faça um atividade física

Alongamento ou caminhada, por exemplo, ajudam o corpo a relaxar e a se recuperar. Relaxar o corpo após a prática de atividade física é tão importante quanto fazer exercícios. O relaxamento é necessário para que os músculos possam se reparar, reconstruir e fortalecer, e é um ótimo aliado contra a ansiedade;

 

04. Se for estudar, que seja por pouco tempo

Se for estudar, que seja por pouco tempo. Nada que se aproxime de uma carga horária exaustiva. Tente resolver questões ou apenas rever algumas fórmulas, por exemplo. A mente precisa descansar para conseguir enfrentar 5 horas de prova no próximo domingo;

 

05. Ouça músicas

Parece clichê, mas ouvir músicas acalma a mente e faz com que estejamos relaxados. A ansiedade é o grau de incerteza quanto ao futuro elevado. Ou seja, com a prática de esvaziar a mente é possível minimizar os efeitos da ansiedade, o que pode ser feito com meditação. Há vários aplicativos gratuitos que guiam os que querem aprender a meditar.


domingo, 13 de novembro de 2022

Copa Mundo: como aproveitar a competição com os cães sem estresse?

 Fogos de artifício e outros artefatos típicos da comemoração podem causar uma série de transtorno aos animais

 

Ao redor do mundo, os apaixonados por futebol estão ansiosos para o início da Copa do Mundo, que neste ano será realizada no Catar. Mas, você sabia que o evento que é marcado pela competição entre as melhores seleções mundiais pode ser um desafio para os tutores de cães?

Assim que a bola começa a rolar pelos campos é comum ouvir fogos de artifício, biribinhas, rojões e bombinhas que são utilizados pelos torcedores durante a transmissão dos jogos. “Os cães têm uma audição quatro vezes mais potente que a dos humanos. Por isso, sons altos, como o estrondo dos artefatos ou mesmo as cornetas, são extremamente incômodos para eles e causam uma série de reações de fobia no animal”, detalha a médica-veterinária e gerente de produtos da Unidade de Pets da Ceva, Nathalia Fleming.

Os sons intensos dos fogos ou demais artefatos são associados pelos cães como um acontecimento anormal e isso desperta a sensação de medo que, por consequência, desencadeia uma de desconfortos como, taquicardia, tremores, vocalização excessiva, micção involuntária, entre outros. “A intensidade dos sintomas irá depender do grau de fobia do cão. Alguns apresentam comportamento de fuga ou tentam se esconder no ambiente, comportamentos que podem gerar acidentes, especialmente se o animal estiver sozinho no ambiente. Em casos de fobia extrema o medo pode levar o animal a óbito”, explica Nathalia.

Além dos impactos ao bem-estar do animal, existem outros riscos envolvidos com a explosão dos artefatos que podem, por exemplo, causar danos à audição dos cães. “O estrondo dos fogos muito próximo ao animal é capaz de proporcionar ruptura ou laceração do tímpano. Por isso, é fundamental manter os cães protegidos e distantes destes tipos de itens”, conta Nathalia.

Algumas medidas, como alocar o cão em um local aconchegante e seguro e oferecer brinquedos e petiscos, podem ajudar a minimizar o problema, pois são medidas que irão desviar a atenção do animal do barulho. “É importante que neste momento o tutor tente distrair o animal levando seu foco a outra atividade, como uma brincadeira ou momento de interação entre eles”, explica Nathalia.

Outra dica importante é fazer associações positivas com o som. O ideal é que o processo seja feito ao longo da vida do animal. “Quando o animal é filhote ele está mais aberto a novas descobertas. É nesta fase que o tutor pode começar a criar as associações positivas com os sons de fogos, desta forma o jovem animal entenderá o barulho como algo “normal” dentro da rotina”, explica.

Os tutores também podem utilizar um análogo sintético do odor materno canino, como o Adaptil®. O item auxilia na adaptação dos cães em situações adversas do dia a dia, trazendo a sensação de segurança, conforto e bem-estar. O produto pode ser utilizado no ambiente para auxiliar o cão durante esse momento desafiador e é recomendado por veterinários e especialistas em comportamento animal.

 

 

Ceva Saúde Animal

www.ceva.com.br 


Peixes ornamentais: saiba curiosidades sobre esses pets



Mais de 11 milhões de brasileiros possuem aquários em casa, veja como cuidar melhor dos animais 

 

Quando se fala em animais de estimação, logo vem à cabeça os cachorros e os gatos, que são muito populares. Mas o brasileiro também nutre uma paixão pelos peixes ornamentais, o que é chamado de aquarismo. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 11 milhões de pessoas mantêm aquários em casa no Brasil.

“Alguns peixes podem exigir uma menor interação com o tutor e o ambiente. Ao contrário de gatos e cachorros, por exemplo, estes são silenciosos, tem um espaço delimitado e em alguns casos demandam menos recursos financeiros para sua manutenção”, opina o médico veterinário do curso de Medicina Veterinária da Faculdade Anhanguera, Douglas Evandro dos Santos.

Segundo evidências científicas, os primeiros peixes surgiram há cerca de 530 milhões de anos e, atualmente, existem mais de 23 mil espécies deles na natureza. Por muito tempo, foram importantes para a subsistência humana, alimentando populações durante a história da humanidade até os dias atuais, onde além da subsistência, o nicho de aquarismo tem se tornado bastante evidente.


COMO SURGIU O AQUARISMO?

Os egípcios antigos podem ser considerados os pais do aquarismo. Para estudar o nado e o comportamento dos peixes – e assim prever cheias ou secas no Rio Nilo – esse povo construía uma espécie de tanque de argila e vidro. Assim, criou-se a base para os aquários modernos.

Com o passar do tempo, a prática se desenvolveu na China e no Japão, chegando depois à Europa, e o aquarismo virou um hobby que se espalhou pelo mundo. Os amantes dos peixes passaram a realizar o cruzamento de espécies para chegar às diversas cores e formas dos peixes ornamentais que vemos hoje.

A seguir, o médico veterinário elencou algumas curiosidades sobre esses animais que encantam tantas pessoas.


1.   Peixe morre pela boca?

O ditado popular diz que devemos tomar cuidado com o quê e para quem falamos algo - e os peixes morrem ao abrir a boca para pegar uma isca e são puxados para fora da água pelo anzol.

Os peixes se alimentam na natureza quando estão com fome e quando há alimento disponível. Quando disponível, podem se alimentar várias vezes ao dia, mas depende do hábito alimentar da espécie, se é herbívora, onívora ou carnívora.

A alimentação em excesso dos peixes ornamentais pode causar problemas de saúde, assim como o acúmulo de sobras de ração no fundo dos aquários. Essa sobra de alimento pode modificar a química da água, aumentar os níveis de toxinas e ser muito prejudicial à saúde dos peixes. Por isso, o tutor deve tomar cuidado em não oferecer alimento em excesso ao animal.


2.   Peixes têm pálpebras e ouvidos?

A maioria dos peixes não tem pálpebras. É por isso que existe a lenda de que eles não dormem: sem pálpebras, eles não podem fechar os olhos, parecendo estar sempre acordados. Para descansar, eles buscam um local mais “aconchegante”, que pode ser uma estrutura de pedras na natureza; ou uma determinada parte do aquário.

Outra curiosidade é que eles não dormem profundamente como os mamíferos terrestres, parecem mais reduzir sua atividade e metabolismo enquanto permanecem em estado de alerta, tendo funções restauradoras similares à atividade de dormir dos humanos.

Esses animais também não têm um pavilhão auditivo externo (orelha externa), mas em compensação, possuem orelha interna que os torna capazes de captar sons e vibrações vindos da água. No ambiente doméstico, o barulho da casa pode irritá-los, deixando-os estressados – e isso pode atrapalhar seu apetite, crescimento e reprodução.


3.   Peixes podem ter falta de ar?

Por incrível que possa parecer, sim. Assim como acontece com nós humanos, eles precisam trocar oxigênio com o ambiente. O peixe Betta, por exemplo, possui um órgão chamado labirinto que permite a respiração fora da água. Assim, ele pode subir até a superfície para respirar. Caso a água do aquário esteja com pouca disponibilidade de oxigênio ou encontre algum empecilho para emergir, ele pode sim morrer sufocado. Por isso, é importante que os tutores fiquem atentos com a troca de água.


4.   Peixes bebem água?

Sim! Os peixes absorvem água através da pele e brânquias num processo chamado de osmose ou osmorregulação. Assim, regulam a quantidade de sais no interior de seu organismo. É uma espécie de troca de fluidos com o ambiente. Exemplo: um peixe sem essa capacidade, se for colocado no mar, perderia água de seu corpo por osmose, podendo desidratar e morrer. Isso também ocorreria se um peixe de água doce fosse colocado em água salgada.

Assim, o peixe de água doce tem mais sais em seu organismo do que a água do meio externo: a água entra em seu corpo naturalmente, e ele não precisa beber água. Já os peixes de água salgada precisam absorver muita água para garantir o equilíbrio do organismo, pois eles têm menos sais do que o ambiente externo e a água sai continuamente do seu corpo.

Outra curiosidade: os peixes fazem bastante xixi, e a urina do peixe de água salgada é mais concentrada do que a do peixe de água doce. Além disso, eles também fazem fezes na água, por isso é importante manter a limpeza do aquário.


5.   Peixes sentem frio?

Sim! Os peixes são animais ectotérmicos, cuja regulação da temperatura do corpo depende de fontes externas, como a luz do sol ou superfícies quentes. Dependendo da espécie envolvida, os aquários precisam ter fontes térmicas. Expostos a temperaturas baixas, o metabolismo desses animais pode desacelerar, reduzindo até o apetite dos bichinhos.

Douglas acrescenta alguns pontos de atenção para quem está pensando em ter peixes em casa. “É importante conhecer a espécie, para evitar, por exemplo, de criar no mesmo aquário um peixe mais tranquilo e outro mais agitado. Além disso, é preciso ter bastante atenção à limpeza da água e oferecer apenas alimentos indicados para a espécie adquirida”, finaliza Douglas.

 

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Kroton - www.kroton.com.br

 

Castração não previne câncer de próstata

Câncer de próstata se manifesta na maioria das vezes em cães castrados e seu tratamento exige cirurgia e quimioterapia.

 

Um tema polêmico, porém, necessário. Diferente do que acontece com a castração das fêmeas, que, o quanto antes passarem pelo procedimento, menor as chances de desenvolverem o câncer de mama, já em machos, o câncer de próstata se manifesta na maioria das vezes em cães castrados.

Ainda há uma confusão e desencontro de informações quando o assunto é a próstata do animal. Existem dois problemas semelhantes, porém com consequências e tratamentos completamente diferentes – A hiperplasia prostática e o câncer de próstata. A hiperplasia, um tipo de tumor benigno, pode ser evitada com a castração, já o câncer de próstata (tumor maligno), se desenvolve em animais e seu tratamento exige cirurgia e quimioterapia.

Ambos apresentam os mesmos sintomas:

  • Urinar várias vezes em pequenas quantidades;
  • Presença de sangue na urina;
  • Mudança no formato das fezes (em formato de fita ou esmagado);
  • Apatia;
  • Retenção de fezes e urina.

Embora os sinais sejam exatamente iguais, os protocolos de atendimento e tratamentos são totalmente diferentes, assim como as consequências. Só é possível detectar se a próstata está aumentada e se é um tumor benigno (Hiperplasia prostática) ou maligno (Câncer de próstata), por meio de alguns exames que, na grande maioria são indolores e não invasivos.

Por se tratar de um câncer extremamente agressivo que, em grande parte só se manifesta em animais acima dos dez anos e possui um potencial de crescimento muito rápido, a prevenção é de extrema importância. O indicado é o animal faça acompanhamento a partir dos 09 anos.

Caso o cão apresente qualquer um dos sintomas é recomendado ir imediatamente ao médico veterinário, quanto mais precocemente diagnosticado, mais chances de sucesso no tratamento.

 

 

Fonte:

Renata Setti – Médica veterinária.  Atuação em oncologia veterinária no hospital veterinário WeVets.

Mestre em ciências com ênfase em Oncologia pelo AC Camargo Câncer Center. Aperfeiçoamento em oncologia clínica no Veterinary Cancer Center – USA, Membro ativo VCS (Veterinary Cancer Society) e Membro do Grupo Psiconvet.


Diabete Mellitus: entenda melhor como essa enfermidade pode afetar seus pets

A médica veterinária do Veros Hospital Veterinário, Alessandra Martins Vargas, comenta sobre riscos, sintomas e diagnóstico do Diabetes Mellitus em cães e gatos

 

Dia 14 de novembro é o dia Mundial do Diabetes Mellitus. Doença que, segundo a American Diabetes Association, inclui um conjunto de transtornos metabólicos de diferentes etiologias, caracterizados por hiperglicemia crônica resultante da diminuição da sensibilidade dos tecidos à ação da insulina e/ou da deficiência de sua secreção. Apesar de não se tratar de uma doença rara, poucos tutores possuem conhecimento sobre os sintomas e o risco para os seus bichinhos.

Os sintomas são diferentes entre os pets. Existem sintomas exclusivos em cães, como é o caso do desenvolvimento da catarata diabética. E exclusivos em gatos, como a posição plantígrada secundária à neuropatia diabética (condição em que o felino passa a apoiar a articulação tíbio-társica no chão). Porém, existem também os sintomas clássicos do Diabetes, observados tanto em cães como em gatos, como poliúria, polidpsia, polifagia e emagrecimento.

Caso perceba alguns desses sintomas em seu pet não é preciso se desesperar. “A qualidade de vida dos animais diabéticos não difere da qualidade de vida dos animais não diabéticos, graças ao desenvolvimento de estudos e fármacos. Por exemplo, em se tratando do DM em cães temos uma insulina exclusiva de uso veterinário.” explica Alessandra Martins Vargas, médica veterinária do Veros Hospital Veterinário.

Porém, para manter a qualidade de vida do paciente é necessário que os tutores, ao identificarem uma ou mais manifestações clínicas compatíveis com o diabetes mellitus, procurem um médico veterinário especializado em endocrinologia. Uma vez que, o mau controle da glicemia aumenta o risco de desenvolvimento de complicações decorrentes da doença. Algumas complicações são comuns a cães e gatos, tais como a hipertensão arterial sistêmica e a nefropatia diabética. Outras podem ser exclusivas dos cães como a catarata diabética ou exclusiva dos gatos como a neuropatia diabética. Em casos graves, os animais diabéticos podem desenvolver a cetoacidose diabética (CAD), complicação que apresenta alta mortalidade e por isso deve-se realizar a internação imediata.

Idade, sexo, status reprodutivo e escore de condição corporal, são alguns dos fatores que influenciam o surgimento da doença nos pets. Porém, é importante ter em mente que, assim como os sintomas e complicações, tais fatores diferem entre os bichinhos. Gatos, por exemplo, em 85% dos casos desenvolvem o Diabetes do tipo 2, tendo como sua principal causa a obesidade. Além disso, o risco de desenvolvimento de DM é maior em machos e animais mais idosos e castrados, independentemente do sexo. Na espécie canina as fêmeas são mais predispostas do que os machos e ao contrário do que acontece nas gatas, a castração das cadelas diminui o risco do desenvolvimento de DM.

O diagnóstico baseia-se na presença das manifestações clínicas clássicas e na constatação de hiperglicemia (glicemia em jejum acima de 200mg/dL) e de glicosúria persistentes.

Atualmente, para monitorar o diabetes mellitus, tem sido utilizado o sistema de monitorização continua de glicose FreeStyle Libre. Com ele, existe uma menor carga de estresse durante a mensuração das glicemias do paciente, uma vez que a leitura das glicemias é realizada por um sensor e com o auxílio de um aplicativo específico no celular do tutor. “É indolor, e após o período de 14 dias basta remover o sensor da pele do pet. Uma outra facilidade é o compartilhamento das informações entre tutores e médico veterinário.” acrescenta Alessandra.

Fique alerta com os sintomas. Caso o paciente apresente anorexia e/ou vômito deve-se procurar um médico veterinário o mais rápido possível.

  

Veros Hospital Veterinário

Av. Brigadeiro Luís Antônio, 4643, Jardim Paulista -- São Paulo, SP.


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