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sexta-feira, 11 de novembro de 2022

12 de novembro - Dia Mundial da Pneumonia: saiba mais sobre a doença que é a maior causa infecciosa de óbitos em crianças, em todo o mundo 1

Em 2019, a pneumonia levou a óbito mais de 740 mil crianças menores de cinco anos, representando 14% de todas as mortes de crianças, nesta faixa etária, em todo o mundo. 1 

A vacinação é a principal forma de prevenção contra os agentes causadores da doença, mas a baixa cobertura vacinal preocupa. 3,14


 

A pneumonia é a infecção que mais leva crianças e adultos a óbito, ao redor do mundo. 1,6 Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), em 2019, a doença foi fatal em mais de 740 mil crianças menores de cinco anos, representando 14% de todas as mortes de crianças nesta faixa etária, em todo mundo. 1 Estima-se que seja uma pessoa morrendo a cada 13 segundos. 6 Em 2030, a pneumonia poderá vitimar quase 6 milhões de crianças. 15  

Com o objetivo de aumentar a conscientização sobre essa infecção, alertar sobre os riscos e formas de prevenção, no dia 12 de novembro comemora-se o Dia Mundial da Pneumonia. 2 Ana Medina (CRF-RJ 24671), farmacêutica, imunologista e gerente de assuntos médicos de vacinas da GSK, explica um pouco mais sobre a doença: 

“A pneumonia pode ser causada por diversos agentes infecciosos, incluindo vírus, bactérias e fungos, sendo o Streptococcus pneumoniae, conhecido como pneumococo, o mais comum entre as pneumonias bacterianas. Lembrando que o pneumococo também pode causar otite média, bacteremia e meningite”, ressalta a especialista, alertando sobre os sintomas e transmissão: 

“Os sintomas mais comuns são tosse produtiva, dor torácica, mal-estar geral e febre. A transmissão da doença, assim como a COVID-19, pode ocorrer através de gotículas contaminadas com estes microrganismos, liberadas ao tossir ou espirrar. As crianças são as principais transmissoras, mesmo quando assintomáticas. Estima-se que praticamente todas as crianças, em algum momento da fase pré-escolar, tenham sido transmissoras do pneumococo em pelo menos uma ocasião, assim como adultos que têm contato direto com elas. Em idosos, a doença também pode ser grave e levar a óbito”. 

A vacinação é a principal forma de prevenção da doença. Outras formas de prevenção incluem a lavagem das mãos e cobrir a boca ao tossir ou espirrar. A vacinação pneumocócica é capaz de prevenir a pneumonia causada pelo pneumococo, bactéria responsável por 60% dos casos de pneumonia. 3,7,8

 

Importância da vacinação contra a doença

A vacina pneumocócica conjugada 10-valente (VPC10) está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) desde 2010. 8  

O Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde (MS), recomenda duas doses da VPC10 aos 2 e 4 meses de idade, além de um reforço aos 12 meses. 9 Crianças que iniciaram o esquema primário após 4 meses de idade devem completá-lo, com intervalo mínimo de 30 dias entre as doses do esquema primário e mínimo de 60 dias entre a 2ª dose e o reforço, que deve ser aplicado aos 12 meses. 9 Crianças sem comprovação vacinal, entre 12 meses de idade e 4 anos, 11 meses e 29 dias, tem direito a receber uma dose única. 9 

Para os pacientes com indicação clínica especial, há a disponibilidade de imunizantes ou esquemas de doses diferentes para o pneumococo, incluindo VPC10, VPC13 e/ou VPP23, conforme as indicações dos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIEs) -- unidades públicas com infraestrutura e logística para atender indivíduos com quadros clínicos especiais, tais como imunodeficiências, doenças crônicas, transplantados, entre outras condições. 4 

A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) e a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) orientam que o uso das vacinas pneumocócicas conjugadas na infância siga um esquema de três doses primárias, aos 2, 4 e 6 meses de idade, com uma dose reforço entre 12 e 15 meses de idade. 10, 11

 

Baixa cobertura vacinal

Apesar da importância das altas coberturas vacinais, elas têm apresentado queda. 5 “Nos últimos anos temos acompanhado uma queda importante nas coberturas vacinais para a vacinação como um todo, incluindo a vacinação pneumocócica. Em 2019, a cobertura vacinal da vacina pneumocócica, englobando o esquema primário (primeira e segunda doses) e o reforço, ficou em 86,27%. Isso ainda no período pré pandêmico”, destaca Ana Medina, demonstrando preocupação com os dados: 

“Em 2020 e 2021, com a pandemia de COVID-19, a situação das baixas coberturas vacinais se agravou, nos deixando com apenas 76,42% e 69,47% de cobertura, respectivamente. Quando falamos especificamente do reforço, essencial para a proteção, a cobertura vacinal foi de apenas 65,4% em 2021, o que significa um terço da população pediátrica desprotegida contra a doença. Esse ano, os dados parciais atualizados no início de novembro, mostram uma cobertura vacinal preocupante: apenas 41,66%. É muito importante que os responsáveis fiquem atentos às cadernetas de vacinação das crianças e procurem os profissionais de saúde em caso de dúvidas”, alerta.

 

Pneumonia e outras doenças

A doença pneumocócica pode se apresentar nas formas invasivas, como a meningite, a sepse e algumas pneumonias, e formas não invasivas como a maior parte das pneumonias, a otite média aguda (OMA), sinusite e conjuntivite. 12 

“Além da prevenção das formas invasivas da doença pneumocócica, cujos exemplos incluem meningite e sepse, a vacinação pneumocócica protege também contra formas não invasivas. Essas últimas apresentam menor gravidade, mas têm grande importância pela alta frequência de acometimento na população e necessidade de uso de medicamentos, como a otite média aguda, por exemplo. Estima-se que mais de 80% das crianças com até 3 anos de idade tenham a doença pelo menos uma vez na vida. Os principais sintomas da otite média aguda são dor no ouvido, febre, irritabilidade e dificuldade de dormir”, explica Ana Medina. 

Além da vacinação, outras formas de prevenção da doença pneumocócica incluem lavar as mãos, não fumar, cobrir a boca ao tossir e espirrar e evitar aglomerações. 13


Material dirigido ao público em geral. Por favor, consulte o seu médico.

 

 

GSK

https://www.gsk.com.br


 

Referências:

  1. WORLD HEALTH ORGANIZATION. Pneumonia. Key Facts. Disponível em: <Link>. Acesso em: 17 out. 2022.
  2. SOCIEDADE BRASILEIRA DE PNEUMOLOGIA E TISIOLOGIA. Dia Mundial da Pneumonia: o que precisamos saber? Disponível em: <Link>. Acesso em: 17 out. 2022.
  3. PORTAL FAMÍLIA SBIM. Vacinas. Vacinas pneumocócicas conjugadas. Disponível em: <Link>. Acesso em: 17 out. 2022.
  4. BRASIL. Ministério da Saúde. Manual dos centros de referência para imunobiológicos especiais. Disponível em: <Link>. Acesso em: 17 out. 2022.
  5. Pesquisa realizada na base de dados do DATASUS. Utilizando os limites “Imuno” para Linha, “Ano” para Coluna, “Coberturas vacinais” para Medidas, “2014-2022” para Períodos Disponíveis e “Todos os imunos” para Imuno. Disponível em: <Link> Acesso em: 17 out. 2022.
  6. STOP PNEUMONIA ORG. Championing the fight to stop pneumonia. Disponível em: <Link>. Acesso em: 17 out. 2022.
  7. SOCIEDADE BRASILEIRA DE PNEUMOLOGIA E TISIOLOGIA. Notícias. 12 de novembro: Dia Mundial da Pneumonia. Disponível em: <Link>. Acesso em: 17 out. 2022.
  8. INSTITUTO DE TECNOLOGIA E IMUNOBIOLÓGICOS DE BIOMANGUINHOS. Notícias e Artigos. 10 anos da vacinação pneumocócica no Brasil. Disponível em: <Link>. Acesso em: 17 out. 2022.
  9. BRASIL. Ministério da Saúde. Calendário de Vacinação 2022. Disponível em: <Link>. Acesso em: 17 out. 2022.
  10. SOCIEDADE BRASILEIRA DE IMUNIZAÇÕES. Calendário de vacinação do nascimento à terceira idade: recomendações da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) - 2022/2023. Disponível em: <Link>. Acesso em: 17 out. 2022
  11. SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA. Calendário de vacinação da SBP 2022. Disponível em:
    <Link>. Acesso em: 17 out. 2022
  12. INSTITUTO DE TECNOLOGIA E IMUNOBIOLÓGICOS DE BIOMANGUINHOS. Doença pneumocócica: sintomas, transmissão e prevenção. Disponível em: <Link>. Acesso em: 17 out. 2022.
  13. FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ. Notícias. Pneumonia: especialista esclarece sintomas e formas de prevenção. Disponível em: <Link>. Acesso em: 17 out. 2022.
  14. Pesquisa realizada na base de dados do DATASUS. Utilizando os limites “Imuno” para Linha, “Ano” para Coluna, “Coberturas vacinais” para Medidas, “2019-2022” para Períodos Disponíveis e “Pneumocócica e Pneumocócica (1º ref)” para Imuno. Disponível em: <Link> Acesso em: 03 nov. 2022.
  15. STOP PNEUMONIA ORG. About us. The Every Breath Counts Coalition is the world’s first public-private partnership to support national governments to end pneumonia deaths by 2030. Disponível em: <link>. Acesso em: 19 out. 2022.

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Pessoas com diabetes tem o dobro de chance de desenvolver doenças reumáticas

Especialista em reumatologia Dra. Cláudia G. Schainberg cita seis doenças reumáticas que pessoas com diabetes podem desenvolver


Primeiramente, é importante entender o que é a Diabetes. O Diabetes Mellitus é uma síndrome do metabolismo, relacionada a falta de insulina e/ou a incapacidade dela exercer adequadamente seu papel. A insulina é o hormônio produzido pelo pâncreas responsável pela metabolização da glicose, e sua falta causa a doença, que se caracteriza por altas taxas de açúcar no sangue (hiperglicemia).

Dentre os diferentes tipos da doença, os mais conhecidos são o tipo 1, causado pela destruição das células produtoras de insulina decorrente de defeitos do sistema imunológico e o tipo 2 que é uma resistência à insulina e deficiência na sua secreção, que ocorre em cerca de 90% dos diabéticos.

A diabetes se tornou uma preocupação global e seu crescimento é impulsionado por fatores socioeconômicos, demográficos, ambientais e genéticos. O aumento do tipo 2 da doença se deve, em grande parte, ao estilo de vida das pessoas, consequente a maior ingestão de calorias, ao aumento do consumo de alimentos processados e ao sedentarismo.

De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil possui cerca de 16,8 milhões de diabéticos e ocupa a 5° posição no ranking dos países com maior incidência da doença. O que muitas pessoas não sabem é que sem o cuidado ideal a diabetes pode coincidir ou ser comum em pessoas com doenças reumáticas como aponta a reumatologista Dra. Cláudia G. Schainberg.

“Pessoas que tem diabetes também podem ter doenças reumáticas. Uma explicação para isso e que ambas são doenças autoimunes, em que o sistema imunológico ataca a si mesmo, o que ocorre no tipo 1 da doença. Já a diabetes tipo 2 pode ocorrer em doenças reumáticas juntamente com a obesidade, quando a gordura abdominal produz adiopacinas, que são proteínas que em excesso causam inflamação associada ao processo inflamatório das cartilagens próximas aos ossos”.

De acordo com a especialista as principais doenças que mais comuns em pessoas que tem diabetes são:

  • Síndrome do Túnel do Carpo: dor e formigamento nas mãos, especialmente de madrugada e logo pela manhã. 
  • Contratura de Dupuytren: formação de nódulos e cordões nas palmas das mãos, que podem levar a contraturas fixas dos dedos, especialmente do quarto e quinto.
  • Dedo em gatilho: tendinite de flexores na região da palma da mão, próxima da base dos dedos. Pode haver formação de nódulo doloroso, dificuldade e estalidos ao estender os dedos.
  • Ombro congelado: retração da cápsula articular do ombro, provocando dor intensa e limitação transitória de mobilidade.
  • Escleredema do diabetes: redução da mobilidade para abertura total das mãos, por rigidez. Pode tornar incapaz o toque completo da palma da mão de uma contra a outra, na posição de prece.
  • Artropatia de Charcot: lesão destrutiva de articulações, especialmente dos pés e tornozelos, por perda da capacidade de perceber a pisada, por exemplo, decorrente da lesão de nervos periféricos. 

Contudo, o ideal é procurar um médico especializado para diagnosticar, tratar e nortear quanto ao tratamento correto. “A melhor forma de se cuidar é, sem dúvidas, seguindo as orientações do seu médico, praticar exercícios físicos, não fumar, manter uma boa alimentação, somada a um estilo de vida saudável”, conclui a especialista.

  

Dra. Cláudia Goldenstein Schainberg - especialista em Reumatologia e Reumatologia Pediátrica. Possui graduação em Medicina pela Universidade Federal da Bahia, mestrado e doutorado em Medicina (Reumatologia) pela Universidade de São Paulo, especialização nos EUA e Canadá. Atualmente é professora e mentora de novos profissionais na Universidade de São Paulo.

 

Oncologista do Grupo Hapvida Notredame Intermédica explica sobre os tratamentos mais comuns para o câncer de próstata

 Hormonioterapia e radioterapia são os tratamentos mais indicados contra a doença

 

O câncer de próstata é o mais comum entre os homens, perdendo apenas para o câncer de pele. Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), a previsão é de que sejam diagnosticados mais de 65 mil novos casos da doença em 2022. “A frequência do câncer de próstata é maior em pacientes com mais de 60 anos. Porém, há casos de diagnósticos em pacientes mais jovens, principalmente, se já ocorreram casos da doença na família. Isso pode gerar um grande transtorno para esse paciente, principalmente, na esfera sexual, quando é necessário que ele passe por um tratamento mais agressivo”, diz Francisco Miguel, oncologista da Medicina Preventiva do Hapvida Notredame Intermédica. 

O exame de PSA (Antígeno Prostático Específico) é o mais indicado para o controle e detecção da doença. “Trata-se de uma glicoproteína produzida pelas células epiteliais da próstata, encontrada em concentrações elevadas no líquido seminal e em menores concentrações no sangue de homens sem constatação da doença. Todos os homens possuem uma quantidade do antígeno no sangue, porém, em níveis baixos”, explica o oncologista do Hapvida Notredame Intermédica. 

O paciente ao apresentar sintomas urinários deve ser avaliado para a possibilidade de detecção precoce. “Os principais sintomas do câncer de próstata são: aumento da frequência urinária, diminuição do jato urinário e, inclusive, dificuldade para urinar. Mas estes sintomas ocorrer em tumor benigno (hiperplasia benigna da próstata). A partir daí, é iniciado o tratamento”, diz Dr. Francisco. 

O especialista ainda explica que, para pacientes mais idosos, pode ser realizado um acompanhamento do desenvolvimento do tumor, no qual o paciente fica em observação vigilante, sem a realização do tratamento. "Atualmente, outros tratamentos também são indicados, como a Hormonioterapia, que trata o tumor por meio de bloqueio do hormônio masculino, a testosterona. Há um avanço para esse tipo de tratamento. Nele, são aplicados medicamentos mais eficazes, que possuem a comprovação de que agem mais rápido. Na Medicina Preventiva do Hapvida Notredame Intermédica, podemos destacar o uso do Abiraterona, Enzalutamida e Apalutamida. Estudos recentes descobriram que, cada vez mais, a terapia hormonal possui agentes que reduzem a proliferação das células tumorais, aumentando a sobrevida do paciente, com melhor qualidade de vida, e diminuindo os riscos de efeitos colaterais, como problemas cardíacos e neurológicos", explica o especialista. 

Há também a possibilidade do tratamento ser feito por meio de cirurgia, em que é realizada a prostatectomia (retirada da próstata). Porém, quando a cirurgia é indicada, recomenda-se realizá-la de forma que não afete o paciente com o surgimento de efeitos colaterais, como a incontinência urinária e impotência sexual. 

A radioterapia também é uma opção e é feita com a finalidade de tratar a doença sem a remoção do órgão. “Essa forma de tratamento faz com que o tumor reduza o seu tamanho e sua agressividade. Após as sessões, é feito o controle com o PSA. Esse modelo de tratamento tem passado por modernizações, uma vez que, como a próstata está localizada próxima a órgãos como a bexiga e o reto, novas técnicas evitam que eles sejam atingidos”, diz o Dr. Francisco Miguel, que destaca que os tratamentos realizados na Medicina Preventiva do Hapvida Notredame Intermédica são realizados seguindo protocolos. 

Diante dos tratamentos disponíveis, é importante que o especialista converse com o paciente, para que ele decida qual o melhor tratamento a ser seguido. “Em alguns casos, os efeitos colaterais afetam muito mais o paciente do que a própria doença. Portanto, é importante essa troca entre as partes, para que se decida qual o melhor protocolo a ser seguido”, lembra o médico. 

Por fim, há também a quimioterapia, indicada quando o tumor não responde mais a hormonioterapia. “Se após a castração química, quando é feito o bloqueio da produção de hormônios, ou cirúrgica, com a retirada dos testículos, o tumor continuar se desenvolvendo ou, até mesmo, causando a metástase, é indicada a realização da quimioterapia. Atualmente, os medicamentos mais utilizados são o Docetaxel e o Cabazitaxel, que agem na regressão do tumor, melhorando a qualidade de vida do paciente. Outras terapias são indicadas quando o paciente apresenta metástases ósseas quando progride com os tratamentos instituídos, como a aplicação do medicamento Xofigo (Rádio-223)”, finaliza Dr. Francisco Miguel, oncologista do Hapvida Notredame Intermédica.

 

Superação 

Embora o câncer de próstata seja um problema comum que atinge diversos homens, a descoberta da doença ainda causa certo impacto em alguns pacientes e os levam a enfrentar alguns desafios. “Descobri a doença após notar alguns sintomas típicos, como a diminuição do jato de urina e a necessidade de ir ao banheiro mais vezes no decorrer do dia e da noite para esvaziar a bexiga”, relata Flávio José da Silva, de 68 anos, paciente do Hapvida Notredame Intermédica. 

Quando descobriu a doença, o professor universitário tinha 62 anos, realizou a prostatectomia radical convencional (aberta) de próstata e o tratamento com radioterapia, que durou um ano e nove meses. Hoje, com a constatação da cura, Flávio faz o acompanhamento no Qualivida da Hapvida Notredame Intermédica e diz que precisou enfrentar alguns desafios. “Durante o tratamento, precisei fazer uso da bolsa de colostomia e conviver com alguns efeitos colaterais, como incontinência urinária, impotência sexual, diarreia, aumento da frequência urinária, ardor ao urinar e sensação de bexiga cheia. Porém, me mantenho otimista e mais preocupado com a saúde”, relata. 

Com relação ao tratamento realizado no Qualivida, Flávio enfatiza que foi muito bom, com uma equipe prestativa. “Os profissionais usaram de empatia e foram bastante cuidadosos, reservando uma sala para que pacientes como eu pudeshsem realizar os tratamentos. Além disso, se mostraram bastante qualificados e, o mais importante, bem-humorados”, lembra o professor universitário. 

Para os homens que descobriram ou enfrentam a doença, Flávio deixa uma mensagem: “Tenha calma e pense que você irá vencer a doença e não é ela que o vencerá. Faça o tratamento de forma responsável, sem se prender ao tempo. Cuide da sua saúde mental, pois o fator psicológico é muito importante e, muitas vezes, é o que nos faz perder para a doença”, indica.

 

Pessoas com diabetes têm 1,5 mais chance de ter um AVC, segundo especialista

Brasil é o 6º país em incidência de diabetes no mundo

 

No próximo dia 14 de novembro é celebrado o Dia Mundial da Diabetes, a principal campanha de conscientização global com foco nas diabetes mellitus. Além de reforçar a importância de hábitos saudáveis para evitar a doença, que acomete mais de 537 milhões de brasileiros com idade entre 20 a 79 anos, representando 10,5% da população mundial nessa faixa etária. 

O Brasil é o sexto país em incidência de diabetes no mundo e o primeiro na América Latina. No total, são 15,7 milhões de pessoas adultas com esta condição, e a estimativa é que, até 2045, a doença alcance 23,2 milhões de adultos brasileiros. 

Além disso, segundo especialistas, pessoas com diabetes têm um risco maior de sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC), aproximadamente 1,5 mais chances do que indivíduos sem a doença. O neurocirurgião Victor Hugo Espíndola alerta que a doença não tratada é um dos fatores de risco para o derrame. ‘’Altos níveis de açúcar no sangue, além de danificar os vasos sanguíneos e os nervos, contribuem para o depósito de gordura nas artérias (conhecidas como placas ateroscleróticas), o que torna o AVC com mais probabilidade de acontecer.” 

De acordo com dados da American Heart Association (AHA), cerca de 16% dos adultos com mais de 65 anos com diabetes morrem vítimas de um derrame (AVC). ‘’Quando o paciente tem ainda obesidade, pressão alta, é fumante e ainda não tem uma dieta saudável, a pessoa vira uma "bomba relógio" para um AVC’’, alerta Espíndola. 

A diabetes é uma doença crônica e sem cura, mas pode ser controlada. Embora possa ter um forte componente genético, um estilo de vida funciona como um gatilho para o seu desenvolvimento. 

Abaixo, o neurocirurgião lista algumas medidas que podem ser adotadas para a prevenção dessa doença: 

• Alimentar-se de forma mais saudável como alimentos ricos em fibras, vitaminas e sais minerais

• Praticar exercícios regularmente

• Manter um peso saudável

• Boas noites de sono

• Evitar álcool e cigarro

• Fazer avaliações médicas periodicamente

 

Consulta anual com urologista é vital para a prevenção de doenças masculinas graves, como câncer de próstata e de pênis

Novembro Azul é convite para que que os homens cuidem da saúde


Mais que um movimento de prevenção contra o câncer de próstata, o Novembro Azul também é uma oportunidade para que os homens se conscientizem da importância de cuidar da saúde.  Assim, além desse problema que merece total atenção, tendo em vista que o diagnóstico no estágio inicial da doença é sinônimo de cura para 90% dos casos, a visita anual ao urologista deve ser usada para detectar outras situações igualmente graves e que podem comprometer a qualidade de vida.

No entanto, segundo a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), 51% dos homens nunca foram ao urologista. Na realidade, muitos ainda chegam aos consultórios após um longo período de pressão do núcleo familiar ou acompanhados pela esposa. Para o médico urologista e coordenador do Programa de Residência Médica em Urologia do Hospital Evangélico de Belo Horizonte, Arilson Carvalho Jr., essa resistência tem diminuído com o tempo, também devido à campanha Novembro Azul, mas é necessário reforçar a necessidade.

“O início da prevenção ao câncer de próstata é a partir dos 45 anos. Geralmente, as consultas são adiantadas quando há casos na família, com pai ou irmãos.  Mas há outros momentos da vida do homem em que essa consulta é importante, como no início da puberdade ou quando ele começa a atividade sexual, e também para os exames pré-nupciais, para detectar a existência de infecções sexualmente transmissíveis (IST) e fazer o aconselhamento sexual para uma nova fase da vida”, ressalta.


Câncer de pênis

O temido câncer de pênis é outra doença que, diagnosticada no início, reduz as chances de uma amputação parcial ou total do órgão. Sintomas como mudanças na pele, alteração da cor, nódulo, ferida que sangra ou não cicatriza, erupção cutânea vermelha sobre o prepúcio, pequenas feridas escamosas ou aparecimento de manchas marrom-azuladas planas, fluido malcheiroso ou sangramento, inchaço na cabeça do pênis e nódulos na virilha, quando detectados, devem motivar a ida ao urologista.

Entre as causas da doença estão as condições inadequadas de higiene do pênis, o que resulta no acúmulo de secreções que podem causar a proliferação de bactérias e infecções, existência da fimose que não permita que a cabeça do órgão seja exposta para ser lavada com água e sabão, HPV (papilomavírus humano) e/ou antecedentes de infecções sexualmente transmissíveis como AIDS e tabagismo.


Impotência e outros

Apesar do risco que envolve o câncer de próstata, há uma lista de outros problemas urológicos que também demandam o acompanhamento do urologista. Um deles é a disfunção erétil, para a qual existe tratamento eficaz, como enfatiza o especialista do Hospital Evangélico, sem que a pessoa precise recorrer ao risco da automedicação.

Na mesma linha, a Hiperplasia Benigna da Próstata (HPB) caracteriza-se pelo aumento da glândula e atinge quase a metade da população masculina com mais de 50 anos, podendo atingir 90% com o avanço da idade. Com esse crescimento, o canal urinário é comprimido, o que pode gerar vários problemas como a obstrução da bexiga e a incontinência urinária. “O acompanhamento médico é fundamental para prescrever o tratamento no momento correto”, considera Arilson Carvalho Jr.

Além das doenças urológicas, há aspectos da saúde masculina que também podem ser avaliados pelo especialista. Entre eles estão obesidade, saúde sexual, detecção de cálculo renal, transtornos do sono, ansiedade e outros problemas psicológicos também podem ser abordados durante essa consulta. “Em tese, o urologista é o médico do homem”, define Arilson Carvalho Júnior.

 

 HE – Hospital Evangélico de Belo Horizonte

 

Distúrbios do sono predispõem ao glaucoma, diz estudo

Insônia, poucas ou muitas horas de sono aumentam em 13% a predisposição ao glaucoma. Sonolência diurna e roncar em 10%. Entenda.

 

A OMS (Organização Mundial da Saúde) estima que 40% da população global tem alguma alteração no sono. O mais grave é que uma pesquisa recém-divulgado pelo BMJ (British Medical Journal) revela que os distúrbios do sono aumentam o risco de glaucoma, maior causa de cegueira definitiva no mundo. Foi realizado com 409.053 participantes de 40 a 69 anos por pesquisadores do UK Biobank, maior banco de dados genéticos e de saúde do Reino Unido. 

Segundo o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto do Instituto Penido Burnier de Campinas o glaucoma geralmente surge a partir dos 40 anos e está em ascensão no Brasil por causa do rápido envelhecimento da população. A estimativa do IBGE é de que hoje 40% dos brasileiros estão nesta faixa etária. Em 2040 a projeção é de que 52% tenham 40 anos ou mais. O oftalmologista ressalta que o glaucoma degenera as células fotossensíveis da retina e do nervo óptico. Estas alterações são causadas pelo aumento da pressão interna do olho. “A pressão intraocular sobe por uma falha no escoamento do humor aquoso, líquido que é produzido constantemente e preenche o globo ocular”, explica. 

Para Queiroz Neto os distúrbios do sono desregulam a produção da adrenalina e cortisol, hormônios que nos mantêm em estado de alerta, e da melatonina, hormônio indutor do sono. Resultado: “Os distúrbios do sono elevam a ansiedade e a depressão, importantes gatilhos do aumento da pressão intraocular e da pressão arterial, outro fator de risco para o agravamento do glaucoma”, salienta.  Por isso, se você ronca, tem sonolência durante o dia, dorme pouco ou muito deve acompanhar a saúde de seus olhos com um oftalmologista e paralelamente passar por uma higiene do sono. 

Engana-se quem pensa que dormir 12 horas é bom para a saúde. Os pesquisadores do UK Biobank concluíram na pesquisa que a insônia, dormir pouco ou muito aumentam em 13% o risco de glaucoma. Já a sonolência diurna e roncar aumentam em 10%. A pesquisa também aponta que o ideal para a saúde é dormir entre 6 e 7 horas/dia.

 

Tipos de glaucoma

Queiroz Neto afirma que casos de glaucoma na família também aumentam o risco de desenvolver a doença. Em 90% dos casos, o glaucoma é de ângulo aberto, considerado crônico, mais frequente entre afrodescendentes e totalmente assintomático. Por isso, mutas pessoas só descobrem em estágio avançado e acabam precisando usar vários colírios para manter a pressão intraocular sob controle. Outros 10% são glaucoma de ângulo fechado, caracterizado por uma forte dor súbita, vermelhidão, náuseas e vômito. É mais frequente em asiáticos que tem a câmara anterior do olho mais estreita, altos míopes e usuários contínuos de medicamentos que dilatam a pupila.

 

Prevenção

As orientações do oftalmologista para quem tem glaucoma ou casos na família são:

·         Pratique exercícios aeróbicos como natação, caminhada ou corrida pelo menos 3 vezes na semana.

·         Beba água com moderação.

·         Evite tocar o bico dosador do colírio nos olhos.

·         Use apenas uma gota de cada colírio.

·         Evite tocar instrumentos de sopro.

·         Mantenha a glicemia sob controle.

·         Faça o acompanhamento da pressão arterial.

·         Controle as noites de sono.

·         Desligue seus equipamentos à noite.

·         Não adie a cirurgia de catarata. Ela pode melhorar seu sono e lhe livrar dos colírios.



É possível curar o câncer de próstata? Conheça 7 mitos e verdades sobre a doença

Em alusão ao Novembro Azul, especialista esclarece os principais tabus relacionados à doença mais comum entre as pessoas com próstata


No Brasil, estima-se que 65 mil pessoas serão diagnosticadas com câncer de próstata no triênio 2020 a 2022, correspondendo a 62 novos casos a cada 100 mil pessoas, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA)[1]. Embora seja o câncer mais comum entre os que têm próstata, depois do câncer de pele não melanoma, o preconceito e a desinformação ainda fazem com que homens não procurem um médico e fiquem sem realizar exames periódicos, contribuindo para que 20% dos casos de câncer de próstata sejam diagnosticados em fase avançada[2].

Para incentivar a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de próstata, o oncologista Fernando Maluf, Diretor Médico Associado do Centro de Oncologia da BP, Membro do Comite Gestor do Centro de Oncologia do Hospital Albert Einstein, Co-fundador do Instituto Vencer o Cancer e Membro fundador do Grupo EVA, Autor de artigos científicos e de mais de uma dezena de livros publicados no Brasil e no exterior, Professor Livre Docente, pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, desmistifica os principais tabus relacionados à doença.


Não ter sintomas significa que eu não tenho câncer de próstata.

Mito – Em geral, o câncer de próstata é silencioso, ou seja, em estágio inicial não apresenta sintomas específicos². Por ter crescimento lento, sintomas como fluxo urinário fraco ou interrompido, vontade de urinar de noite, sangue na urina, disfunção erétil e dor no quadril, costas ou coxas podem demorar para se manifestar e significar que a doença já está em estágio avançado². Por isso, é imprescindível ter acompanhamento médico a partir dos 50 anos de idade.


O exame de toque retal é apenas um dos exames que preciso realizar para diagnóstico da doença.

Verdade – Os principais exames para diagnosticar câncer de próstata são o toque retal e dosagem de PSA (Antígeno Prostático Específico), um exame de sangue que indicará se há um aumento benigno da próstata ou de cancro. Caso um desses exames levante suspeita da presença de um tumor, deve ser realizada uma biópsia da próstata. É importante frisar que os exames são complementares e ambos devem ser realizados.


Só devo me preocupar em realizar os exames preventivos se um familiar próximo for diagnosticado com a doença.

Mito - É indicada a realização dos exames PSA e toque retal a partir dos 50 anos de idade, caso não tenha histórico familiar, pois existem outros fatores de risco para seu desenvolvimento, como: idade, raça, dieta, obesidade e síndromes genéticas². Já pessoas que tenham caso de pai e irmãos diagnosticados com câncer de próstata devem iniciar a investigação entre os 40 e 45 anos, devido ao maior risco de desenvolver a doença².


Investigar a mutação do câncer de próstata é importante para realizar um tratamento personalizado e pode contribuir para diagnóstico precoce de gerações futuras.

Verdade – A descoberta da mutação não só beneficia o paciente com a possibilidade de realizar um tratamento mais assertivo, reduzindo o risco de progressão da doença, o risco de morte e aumentando a sobrevida global, como pode contribuir para o diagnóstico precoce das gerações futuras. Nós sabemos que 15% dos pacientes com câncer de próstata apresentam mutação BRCA1, BRCA2 ou ATM, e, nesses casos[3], um tratamento personalizado, específico para essas mutações, pode trazer diversos benefícios aos pacientes. Para descobrir a mutação é necessário realizar um teste genético, conhecido como teste HRR, um exame realizado em amostra tumoral. Inclusive, pessoas com histórico familiar de mutação de BRCA2, gene também presente no câncer de mama, têm um risco elevado de desenvolver tumores de próstata mais agressivos e em idades mais jovens². Por isso, nesses casos, os homens devem começar a realizar os exames preventivos com 40 anos². Para descoberta da mutação em pacientes com câncer de próstata metastático, a AstraZeneca oferece teste genético de forma gratuita pelo programa ID.AZ, por meio do pedido médico. É preciso conversar com o especialista sobre essa possibilidade.


Utilizar testosterona pode potencializar o risco da doença.

Verdade – Apesar de a maioria dos estudos não apontar para uma relação direta entre o câncer de próstata e a reposição de testosterona entre os homens com níveis baixos do hormônio, existe um risco potencial de desenvolver câncer de próstata pelo uso indevido de anabolizantes².


A retirada da próstata torna o homem impotente.

Mito – A retirada da próstata, também conhecida como prostatectomia radical, é uma das opções de tratamento para o câncer de próstata². É válido pontuar que ela torna o paciente infértil, não realizando mais a ejaculação. Entretanto, o paciente não fica impotente e a sensação do orgasmo não é alterada².


É possível curar o câncer de próstata.

Verdade – O câncer de próstata quando rastreado em estágio inicial tem até 97% de chance de cura². Por isso, é extremamente importante vencer o medo e se informar em relação a esta doença, que já poderia ter uma baixa taxa de mortalidade, caso os homens cuidassem mais e melhor de sua própria saúde. 



AstraZeneca
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Instagram @astrazenecabr.



[1] Instituto Nacional de Câncer (INCA). Estimativa 2020. Disponível em: https://www.inca.gov.br/estimativa/sintese-de-resultados-e-comentarios. Acesso em: 17 de outubro de 2022.
[2] MALUF, Fernando Cotait. VENCER O CÂNCER DE PRÓSTATA. 2ª edição. São Paulo: Dendrix, 2020.
[3] Abida W. et al. PNAS 2019; 116:11428-436.


Entre razões e emoções na Black Friday, escolha o consumo consciente

Instituto Akatu dá dicas para o consumidor evitar pegadinhas e priorizar o que é saudável e sustentável nesta Black Friday
 

A Black Friday vem aí, com condições especiais e oportunidades únicas. Será mesmo? Apesar de em 2022 a data acontecer oficialmente na sexta-feira do dia 25 de novembro, as ações de marketing e campanhas publicitárias já estão a todo vapor, tentando atrair consumidores e consumidoras. Por isso, o Instituto Akatu, ONG referência quando o assunto é consumo consciente, convida todos à reflexão e a priorizarem escolhas mais saudáveis e sustentáveis, evitando pegadinhas nessa Black Friday. 

Emoções, hábitos e crenças podem nos influenciar a agir na empolgação nesse momento. Especialmente quando somos bombardeados por tantas propagandas. Mas, nessa Black Friday, podemos fazer diferente e buscar o consumo focado no que é necessário e suficiente”, afirma Bruna Tiussu, gerente de comunicação e conteúdos do Instituto Akatu. “Repensar ações e resistir a tentações, priorizando melhores escolhas de consumo, vale mais do que qualquer desconto”, completa. 

De acordo com uma pesquisa da Nielsen|Ebit realizada em parceria com a Bexspay, 78% dos brasileiros pretendem comprar produtos pela internet na Black Friday — entre os itens mais desejados estão eletrônicos e eletrodomésticos. Em um primeiro momento, ofertas podem ser convidativas. Mas se tornam gatilhos para gastos desnecessários, que podem representar impactos socioambientais negativos. Portanto, pense bem: você precisa mesmo adquirir uma TV nova, trocar o celular ou comprar uma peça de roupa da coleção verão 2023? 

“Nossas ações podem impactar positiva ou negativamente nós mesmos, o meio ambiente, a economia e toda a sociedade. Resistir a uma compra desnecessária é poupar recursos naturais que seriam gastos na produção desse item e evitar a emissão de gases poluentes durante a fabricação, transporte e armazenamento de um produto”, explica Bruna Tiussu. Isso é consumo consciente: priorizar o que é necessário para o seu bem-estar, sem excessos ou desperdícios.

 

Evite pegadinhas nessa Black Friday:

  • Administre bem o seu salário e a tentação das compras

A sensação de receber o salário do mês é muito boa, mas, neste momento, podemos ficar mais vulneráveis a adquirir algo novo, principalmente quando esse item aparentemente está mais barato. É importante refletir sobre a real necessidade de qualquer compra, organizar as finanças do mês e, sempre que possível, poupar uma quantia para um plano futuro ou para adquirir um item com potencial de contribuir efetivamente para a nossa saúde e bem-estar. Na dúvida, pense duas vezes sobre a real necessidade de adquirir algo novo.


  • Resista aos cupons de desconto

A estratégia dos cupons de desconto é utilizada pelas empresas para convencer o consumidor a agir pela emoção — não é à toa que eles possuem prazo limitado. Então, valem os questionamentos: Realmente estou economizando? Me programei para fazer essa compra nesse momento? Em vez de comprar, você pode fazer uma troca, reutilizar ou pegar emprestado. Peças compartilhadas e alugadas estimulam uma economia mais circular e geralmente têm um preço menor se comparados a peças novas — mesmo com o cupom de desconto. Se possível, dê preferência aos objetos de segunda mão.

  • Tome cuidado com os algoritmos

Nessa época do ano, é comum fazer aquela pesquisa básica para ver se o que gostaríamos está na promoção. Após pesquisar na internet, é comum receber uma enxurrada de anúncios de itens semelhantes, incentivando mais compras. Eletrônicos, por exemplo, são sucessos de venda durante esse período. Mas, antes de partir para a compra de um item novo, vale a pena cuidar bem do aparelho para estender a sua vida útil e, se ele apresentar problemas, procurar consertá-lo. Agora, se você realmente for necessário comprar algo novo, uma boa dica é vender o aparelho antigo, oferecer em feiras de trocas ou doá-lo. Equilibre o seu consumo!


  • Use a ‘lei do merecimento’ com itens saudáveis e sustentáveis

Todo mundo já pensou em comprar um item novo como forma de merecimento, principalmente após um ano tão conturbado! Mas uma boa opção é praticar a “lei do merecimento” se dedicando mais às experiências e menos aos bens materiais, como dedicar um tempo de qualidade para si, com a família ou com os amigos. E, sempre que possível, refletir: que recursos naturais foram exigidos para um novo produto? Qual impacto isso pode gerar? Essa marca ou empresa atua com transparência e responsabilidade socioambiental? Isso realmente vai me fazer bem ou só trará uma satisfação passageira? Na dúvida, abra a sua mente para o consumo consciente. 


Instituto Akatu

https://www.akatu.org.br/


Os 7 principais desafios das médias empresas, segundo pesquisa


Uma pesquisa realizada pela Mid, vertente para médias empresas da Falconi, mostrou que os principais desafios das médias empresas são Processos, Estratégia, Metas, Profissionalização e Governança e Controles. Os dados foram coletados a partir de um questionário enviado para 1185 pessoas da base de Mid ainda no 1º semestre deste ano. 

Atualmente, o Brasil conta com 120 mil médias empresas -- negócios que faturam de R 4,8 milhões a R 300 milhões. Criada em 2020, a Mid acaba de completar dois anos e já conta com uma base de mais de 120 clientes em praticamente todo o país. 

Mid nasceu com o propósito de democratizar a gestão, posicionando-se como uma aceleradora do middle market. Temos orgulho em permear do estratégico ao operacional, com pessoas e tecnologia, na formação de um ecossistema que visa a geração de resultados consistentes”, afirma Marina Borges, diretora-geral da Mid.

Abaixo, confira os sete principais desafios das médias empresas no Brasil:

 

1.Processos

O desafio de processos está muito relacionado ao fato de que, nas médias empresas, o fundador ou CEO conquistou o crescimento do seu negócio na sua própria habilidade, na “raça”. Ou seja, muitos dos processos da operação estão individualizados nas habilidades das pessoas, o que gera variabilidade de performance. Por exemplo, turnos ou equipes mais produtivos do que outros. Isso se torna insustentável ao longo do tempo, visto que na falta de processos bem definidos, os times não sabem exatamente o que e como fazer. O líder acaba tendo que "apagar incêndios" diariamente. Institucionalizar processos é a melhor forma para resolver problemas de forma orgânica, sustentado pelo treinamento das equipes.


2. Estratégia

A estratégia é um passo a ser dado ainda antes dos processos, porque serve para a empresa definir as prioridades. Normalmente, este perfil de empreendedor não consegue dar conta e nem tem capacidade de investimento para estruturar todos os processos do dia para noite. Então, aí é hora de definir a estratégia: depois de crescer, quais são os objetivos dessa empresa? Quer desenvolver novos produtos? Quer ser a maior do Brasil, da América Latina? Normalmente, o empreendedor não tem clareza disso, e suas equipes também não. Alinhar essa visão de médio e longo prazo aumenta a produtividade e direciona esforços de maneira estruturada, visando o bem do negócio.


3. Metas

Estabelecida a estratégia, vem a questão das metas. É preciso atribuir metas não só na alta liderança, o que é muito comum em empresas desse perfil. Metas globais de lucro, de venda, por exemplo. Só que é importante que todas as pessoas tenham suas metas bem definidas, para entender sua contribuição dentro do todo. Sem metas, as pessoas perdem autonomia, porque não sabem o que precisam entregar. Isso demanda uma aproximação forçada das lideranças com seus times e logo sobrecarga destas, gerando menos produtividade simplesmente pela falta de desdobramento das metas.

4. Profissionalização

A necessidade de profissionalização é um desafio das médias empresas. Se um time não tem o conhecimento necessário de gestão, ele vai exigir uma orientação mais próxima, muitas vezes colocando os líderes no dia a dia dos times de operação, os afastando dos processos, da estratégia e da governança.


5. Governança

Os pontos anteriores estão relacionados ao planejamento. Mas se nada disso sair do papel, nada acontece. É aí que entra a questão da governança e da profissionalização. O desafio entra aqui com o objetivo de estruturar todos os pontos anteriores de forma que o plano de ação definido na estratégia seja acompanhado de perto. Nas médias, essa é uma forma da liderança estar mais próxima dos níveis abaixo, acompanhando de perto a execução do plano de ação.


6. Controles.

O desafio de controle está diretamente relacionado ao de governança. Sem medidas de controles do que foi estabelecido, como indicadores, fica improvável saber se suas metas estão sendo atingidas. O plano de ação é um norte para o alcance da meta, mas somente os controles de resultados dirão se estão na rota correta ou não, evidenciando quando esta precisa ser "corrigida". Sem isso, muitas empresas ficam “no escuro” e e alta liderança, baseada somente nos resultados gerais da organização, podem recorrer a medidas mais drásticas, como demissões.


7. RH/Gente

A questão do RH/Gente pode se desdobrar em diversos temas. O primeiro deles é no desenvolvimento de pessoas por meio do desdobramento de metas, dando autonomia e suporte para essas pessoas executarem seu trabalho. Outro exemplo é dar ferramentas para elas, por meio de estabelecimento de um plano de carreira, análise de skills necessárias para cada desafio, incentivos de longo prazo (como remuneração variável, por exemplo), gerando engajamento, satisfação e diminuindo turnover.


Marina Borges - diretora-geral de Mid


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