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quinta-feira, 10 de novembro de 2022

Taxa de mortalidade por câncer de próstata sobe em 25 estados do Brasil nos últimos 14 anos

Os que mais registraram aumentos foram Pará, Amapá, Maranhão, Mato Grosso e Bahia


Dados são de levantamento do Observatório de Atenção Primária da Umane com base em dados do Ministério da Saúde que tem último levantamento feito em 2020. 

Confira nesta tabela os Estados que mais tiveram aumento por 100 mil homens:
 

UNID. FED.

2006

2020

Checagem

PA

4,4

9,3

111,36%

AP

4,9

9,7

97,96%

MA

6,9

12,6

82,61%

MT

9,4

15,6

65,96%

BA

11,9

19,5

63,87%


 









Fonte: Observatório da Atenção Primária à Saúde da Umane - observatoriodaaps. com br

 

A lista completa com as taxas de mortalidade de todos os estados abaixo 

  • Em 2020, 15.841 brasileiros morreram em decorrência da doença, uma taxa de 15,3 por 100 mil habitantes. Esse número aumentou 24% em relação a 2010.
  • 89% das mortes são de homens de 65 anos ou mais
  • 50% são brancos, 11% pretos e 36% pardos
  • Em 2021, o valor médio das internações no SUS para tratar este tipo de câncer foi de R3.257,00
  • Em 2008, foram 33.858 internações. Enquanto que, em 2021, foram 29.694, uma redução de 12%
     

UNID. FED.

2006

2020

Aumento Percentual

Aumento em Pontos percentuais

PA

4,4

9,3

111,36%

4,9

AP

4,9

9,7

97,96%

4,8

MA

6,9

12,6

82,61%

5,7

MT

9,4

15,6

65,96%

6,2

BA

11,9

19,5

63,87%

7,6

GO

8,6

13,8

60,47%

5,2

AM

5,4

8,2

51,85%

2,8

AL

8,2

12,4

51,22%

4,2

RO

7,5

10,9

45,33%

3,4

TO

9,6

13,5

40,63%

3,9

ES

12,3

16,8

36,59%

4,5

PB

11,8

16

35,59%

4,2

MG

11,6

15,2

31,03%

3,6

RN

13

16,9

30,00%

3,9

SC

11,3

14,5

28,32%

3,2

PE

13,8

17,6

27,54%

3,8

PI

11,1

13,7

23,42%

2,6

PR

14,5

17,6

21,38%

3,1

SE

13,2

15,9

20,45%

2,7

CE

12,9

15,5

20,16%

2,6

RR

6,7

8

19,40%

1,3

RS

17,7

21,1

19,21%

3,4

D F

9,7

11,4

17,53%

1,7

SP

12,1

13,9

14,88%

1,8

RJ

16

18

12,50%

2

MS

15,5

14,8

-4,52%

-0,7

AC

9,8

7,4

-24,49%

-2,4



O ovo é um grande aliado na prevenção do câncer de próstata


Novembro Azul é um mês de conscientização do homem sobre a importância do autocuidado e diagnóstico precoce do câncer de próstata. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de próstata é o segundo tipo de câncer mais comum entre os homens, ocorre, sobretudo, na faixa etária acima dos 65 anos e, por isso, é considerado um câncer da terceira idade. Ainda de acordo com o INCA, em 2020, foram 65.840 casos identificados apenas no Brasil (1). 

Além da idade, outros fatores são considerados de risco, como: histórico de câncer na família, com casos de pai ou irmão com câncer de próstata antes dos 60 anos; maus hábitos alimentares; excesso de peso, sedentarismo e exposição a substâncias como arsênico; utilização de produtos que contém em sua composição o petróleo; hidrocarbonetos policíclicos aromáticos e a dioxina, que estão relacionados a trabalhos nas indústrias eletrônicas e de PVC (2). 

Situações em que o homem tem dificuldade para urinar, apresenta demora no início e no término da micção, tem diminuição do jato, apresenta sangue na urina e necessidade de urinar mais vezes merecem cuidados e a necessidade de realização de exames clínicos, toque retal e a avaliação do PSA, que são estratégias para detecção do tumor na sua fase inicial para investigar o câncer de próstata. Na prática, significa aumentar o sucesso do tratamento (3). 

A adoção de hábitos saudáveis com a manutenção de peso adequado, a prática de exercícios físicos, ter alimentação balanceada, não fumar e não beber são fundamentais para prevenir doenças nas quais o câncer de próstata está inserido. 

Quando o assunto é prevenção, é necessário reduzir alimentos ultra processados como embutidos, que são ricos em gordura saturada e aditivos. Por outro lado, alguns alimentos apresentam uma proteção especial e devem ser levados em consideração na hora de compor a alimentação. 

Alimentos como o tomate, especificamente o molho, a goiaba vermelha e a melancia são ricos em licopeno, um carotenoide que possui uma potente ação antioxidante e protege contra o desenvolvimento tumoral(4). Couve-flor, brócolis e repolho são alimentos que apresentam o composto indol-3-carbinol, que oferece uma ação muito antioxidante, que protege o DNA.(4) 

Nessa gama de alimentos benéficos, o ovo se apresenta com uma fonte de proteína, composto de vitaminas e a colina é o destaque, minerais como o selênio com elevada capacidade antioxidante e protetora, carotenoides luteína e zeaxantina, com uma ótima digestibilidade. O ovo favorece a manutenção da massa muscular, evitando a sarcopenia, que é a perda de massa e força muscular tão comum em idosos.

 

Lúcia Endriukaite - Formada pela Faculdade de Nutrição-Universidade de Mogi das Cruzes, especialista em Fitoterapia pela ASBRAN com Pós-graduação em Fitoterapia Clínica (Faculdade do Litoral Paranaense), Bases Nutricionais para Atividade física (FMU), em Administração de Serviço de Nutrição e Dietética (São Camilo).

  

Referências bibliográficas: 

1 - INCA - Link Disponível em: acesso em 31/10/22

2 - INCA - infográfico -- câncer de próstata relacionado ao trabalho.

3 - Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva -- Cartilha Câncer de Próstata -- vamos falar sobre isso? / Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva -- 2º reimp. - Rio de Janeiro: Inca, 2019.

4 - Waitzberg, Dan L. Nutrição Oral, enteral e parenteral na prática clínica / Dan L. Waitzberg.- 5º ed. - Rio de Janeiro: Atheneu, 2017


Vamos falar sobre lúpus?

A doença entrou em destaque nas últimas semanas com a estreia do filme brasileiro “Depois do Universo”, do diretor Diego Freitas. O filme conta a história de Nina (interpretada pela atriz Giulia Be), uma pianista com diagnóstico de lúpus desde a infância e os desafios enfrentados por ela. Aborda a questão do rash malar (manchas no rosto no formato de asa de borboleta), dores articulares e acometimento dos rins. Com a doença, a protagonista enfrenta também o medo da morte, de perder a carreira e de se entregar à uma paixão. A envolvente história já é uma das mais assistidas na Netflix. História de paixão à medicina, à música, paixão, compaixão e superação! 


A Sociedade Paulista de Reumatologia, por meio da Dra. Emily Figueiredo Neves Yuki, médica reumatologista, membro da Comissão de Lúpus da SBR e assistente do Ambulatório de Lúpus Eritematoso Sistêmico do HCFMUSP (Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo), traz as principais informações sobre a doença:

 

O que é o lúpus?

Lúpus é uma doença autoimune, isto é, o seu corpo produz anticorpos que atacam a si próprio e cuja causa não é bem esclarecida. Existem dois tipos de lúpus, o lúpus cutâneo, com manifestações apenas na pele, e o lúpus eritematoso sistêmico que pode acometer a pele e os órgãos internos.

 

O que pode desencadear esta doença?

Fatores genéticos podem predispor ao desenvolvimento da doença, por isso é relevante saber se há histórico de doenças autoimunes na família do paciente. Infecções, especialmente virais, também podem desencadear a doença numa pessoa geneticamente suscetível.

 

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico do lúpus é feito a partir dos sintomas clínicos que o paciente apresenta e em achados laboratoriais que confirmem as alterações, associado à presença de autoanticorpos, tais como FAN, anti-DNA e dosagem baixa de complemento. Exames de sangue simples como hemograma e exame de urina podem ajudar, mas às vezes pode ser necessária uma investigação mais detalhada do rim ou da pele.

 

Afeta mais homens ou mulheres, jovens ou idosos?

O lúpus é muito mais comum em mulheres (de 7 a 10 vezes mais que em homens) e jovens (dos 20 aos 30 anos), mas pode acometer pessoas de qualquer idade, inclusive crianças! A doença acomete 150 pessoas a cada 100mil indivíduos e pode ser mais grave em mulheres não brancas (afrodescendentes e asiáticos).

 

Quais os principais sintomas?

Todos os órgãos do corpo podem ser acometidos pelo lúpus, mas os mais afetados são: pele, articulações, rins, sangue, coração e pulmão.

Na pele o achado mais característico é a mancha em formato de asa de borboleta. Além disso é frequente o aparecimento de manchas vermelhas ou com coloração mais escura em orelhas, V do decote, dorso e braços, todas áreas mais expostas, bem como aftas recorrentes na boca.

Em relação às articulações, dor e inchaço podem ocorrer principalmente nas mãos, punhos e joelhos, limitando as atividades do dia a dia. Também pode ocorrer febre, ínguas aumentadas no pescoço, perda de peso, queda acentuada do cabelo e um cansaço fora do normal. Inchaço nas pernas, inchaço no rosto ao acordar, aumento da pressão e urina com espuma são achados sugestivos de que os rins podem estar acometidos pelo lúpus.

 

Como é o tratamento?

O tratamento inclui fotoproteção com uso de protetor solar, camisetas de manga comprida, evitar exposição ao sol mais forte, cessar tabagismo. Também são necessárias medicações, incluindo corticoide na fase inicial, hidroxicloroquina e imunossupressores para o controle do quadro. Controle da pressão também é fundamental para evitar progressão da doença nos rins.

 

Tem cura?

Em geral, a doença responde adequadamente ao tratamento, permitindo uma vida bastante satisfatória e mesmo totalmente normal, entretanto por ser uma doença crônica não se fala em cura, mas sim em controle adequado da doença.

 

O que a Dra. diria para quem já foi diagnosticado com o lúpus?

Se você foi diagnosticado com lúpus, minha dica é cuide bem da sua doença desde o começo. Se você seguir as orientações médicas adequadamente, sua chance de ficar bem é grande. Cuide do seu físico e do seu emocional, os dois são complementares.


Psicoterapia pode melhorar a saúde mental de pessoas com demência


Pessoas que vivem com demência podem se beneficiar de psicoterapias, se sofrem de ansiedade ou depressão, segundo um novo estudo liderado por pesquisadores da UCL. 

Problemas de saúde mental, como depressão e ansiedade, são muito comuns em pessoas com demência, e estudos anteriores estimam que 38% das pessoas com demência leve são afetadas por essas condições. No entanto, o novo estudo publicado na eClinicalMedicine é o primeiro a avaliar se as psicoterapias podem ser úteis para aliviar os sintomas mentais. 

Os pesquisadores examinaram dados de 2.515.402 pessoas que apresentavam ansiedade ou depressão e que concluíram um curso de tratamento por meio do serviço nacional "Improving Access to Psychological Therapies" (IAPT) na Inglaterra entre 2012 e 2019. 

O IAPT é um serviço gratuito e oferece terapias baseadas em evidências para o tratamento de ansiedade e depressão, incluindo TCC (terapia cognitivo-comportamental), e aconselhamento, com sessões realizadas individualmente, em grupo ou on-line. 

Para serem incluídos no estudo, os participantes tinham que ter: 

- Níveis clínicos de sintomas depressivos medidos usando um questionário padrão que considerou fatores como falta de interesse em fazer as atividades, problemas com o sono e sentimentos de mau humor; 

- Níveis clínicos de ansiedade com base em uma medida padrão com perguntas aos pacientes sobre o quanto eles se preocupavam ou tinham problemas para relaxar. 

Para examinar os resultados de pessoas que apresentam demência, os pesquisadores analisaram todos aqueles que tiveram um diagnóstico de demência antes de iniciar o tratamento IAPT, que foi de 1.549 pessoas. 

Os pesquisadores descobriram que entre as pessoas com demência, o tratamento provou ser clinicamente benéfico e 63% delas viram uma redução nos sintomas de depressão e ansiedade após a IAPT. Enquanto isso, aproximadamente 40% se recuperaram completamente. 

Autora principal, Georgia Bell (UCL Psychology & Language Sciences), disse: "A ansiedade e a depressão são muito comuns em pessoas portadoras de demência. Este é o maior estudo já realizado para investigar os resultados de terapias psicológicas em pessoas com demência”. 

"Nossas descobertas sugerem que, embora as pessoas com demência sejam menos propensas a melhorar ou se recuperar do que aquelas sem demência, as terapias psicológicas oferecidas nos serviços de saúde mental da atenção primária podem ser benéficas para elas. Consequentemente, nossas descobertas apoiam o uso da IAPT para tratar ansiedade e depressão em pessoas com demência”, declarou. 

Anteriormente, havia evidências limitadas de que as terapias de fala eram eficazes para pessoas com demência, mas uma revisão de evidências liderada por pesquisadores da UCL confirmou sua eficácia no início deste ano. 

Dr. Richard Oakley, diretor associado de Pesquisa da Alzheimer Society, disse: "Muitas pessoas que vivem com demência também têm depressão e ansiedade, tornando ainda mais difícil para elas e seus cuidadores lidar com os sintomas e para algumas pessoas até mesmo levando a um declínio mais rápido em problemas de memória e pensamento. Apoio de saúde mental consistente e acessível após um diagnóstico é vital".  

 

Rubens de Fraga Júnior - professor de Gerontologia da Faculdade Evangélica Mackenzie do Paraná (FEMPAR) e é médico especialista em Geriatria e Gerontologia pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG).

Fonte: Effectiveness of primary care psychological therapy services for the treatment of depression and anxiety in people living with dementia: evidence from national healthcare records in England, eClinicalMedicine (2022). DOI: 10.1016/j.eclinm.2022.101692

 

Pressão por passar no Enem pode desencadear ansiedade, depressão e transtornos alimentares

Psicóloga dá 5 dicas para combater o estresse antes da prova


Nos próximos dias 13 e 20 de outubro serão realizadas as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A avaliação é uma das principais formas de ingresso no ensino superior brasileiro e o medo de não alcançar a nota necessária para aprovação passou a ser gatilho para uma intensa carga emocional para os adolescentes e jovens adultos que realizam a prova. É comum surgirem sentimentos e comportamentos ligados ao estresse, como tensão, irritabilidade, insegurança, inquietação, dúvidas, dificuldade de concentração, problemas no sono e na alimentação e, certamente, muita ansiedade. A depender do nível de maturidade e resiliência de cada pessoa, pode chegar a quadros depressivos ou de outros transtornos como os alimentares. 

De acordo com Luciene Bandeira, psicóloga e diretora de saúde mental da Conexa, maior player de saúde digital da América Latina, não há um padrão único de sintomas, mas o estresse que antecede a prova pode incluir cansaço físico e mental, apatia e desânimo, preocupação excessiva, tiques nervosos (como roer as unhas, arrancar peles dos dedos), alterações de humor, irritabilidade excessiva, taquicardia, sentimento de solidão e isolamento, alergias, queda de cabelo, problemas de pele, comportamento de fuga das responsabilidades e busca de relaxamento por meio de substâncias. “Esses sintomas podem atrapalhar a performance na prova, já que afetam a memória e concentração, além dos desconfortos físicos como dor de cabeça, de barriga, tontura e náuseas. Quando geram sofrimento psicológico é importante buscar o apoio de um profissional de psicologia, que pode ser muito útil para o desenvolvimento de estratégias de enfrentamento”. 

Confira 5 dicas da psicóloga para amenizar a ansiedade e o estresse antes da prova: 

1 – Para que se preparou, mas está tenso com a proximidade do Enem: identifique sentimentos e situações que geram a ansiedade e questione se correspondem à realidade. É importante compreender que a ansiedade e o estresse fazem parte do processo, e buscar se concentrar no fato de estar preparado. 

2 – Evite especulações improdutivas: “será que?”, “e se?”, “como vai ser?”, não ajudam pois não há como saber o que ainda não aconteceu. Rebata todas essas especulações se mantendo focado no aqui e agora;  

3 – Faça um plano de estudos: dirija seu foco ao processo de preparação para a prova. Organize seu espaço de estudos, pois um local desorganizado favorece a ansiedade. 

4 – Descanse e cuide da sua saúde: Estabeleça intervalos e momentos de descanso, se distraia com outras atividades, faça caminhadas e exercícios, procure relaxar da maneira que você preferir. Uma boa sugestão é praticar a meditação. Cuide de ter uma boa alimentação e qualidade de sono. Estes dos fatores interferem muito na disposição e concentração. 

5 – Seja gentil consigo mesmo e não se cobre tanto: Imprevistos acontecem, e não temos controle sobre todas as coisas. A parte que você controla é sua preparação para o exame. Se manter positivo e confiante durante a preparação e a realização da prova pode contribuir para um melhor desempenho. Mesmo que o exame seja longo e complexo, manter a leveza é uma excelente alternativa para reduzir a tensão. 

 

Conexa    

 

Número de pessoas com diabetes cresceu 61,8% nos últimos dez anos

Em 1991, a Federação Internacional do Diabetes (IDF), com a Organização Mundial da Saúde (OMS), criou o Dia Mundial do Diabetes para conscientizar a população sobre o reflexo da doença na saúde e mortalidade no mundo. A partir de 2006, por meio da resolução n.º 61/225 da OMS, a data passou a ser celebrada todo dia 14 de novembro, por ser o dia do aniversário de Sir Frederick Banting, que codescobriu a insulina com Charles Best em 1922. A cor azul foi escolhida representando as cores da ONU, lembrando que o diabetes está presente em todo o mundo.  

O tema do Dia Mundial do Diabetes 2021-2023 é “Acesso aos Cuidados com Diabetes”. Dessa forma, visa conscientizar a população que milhões de pessoas em todo o mundo não têm acesso aos cuidados necessários com a doença, bem como a falta de apoio contínuo aos pacientes para gerenciar sua condição e evitar complicações. Estima-se que mais de 1 bilhão de pessoas, em mais de 160 países, convivem com doença. 

O termo diabetes se refere a um grupo de distúrbios metabólicos caracterizados e identificados pelo excesso de glicose no sangue, quando o organismo se torna incapaz de produzir insulina ou produz quantidade insuficiente para suprir a demanda interna do metabolismo. Os tipos de diabetes mais frequentes são: 

- O diabetes mellitus tipo 1 (DM1), que é considerado autoimune e compreende cerca de 5 a 10% do total de casos. 

- Diabetes mellitus tipo 2 (DM2), que é representado pela resistência a insulina e compreende cerca de 90% do total de casos, e o diabetes gestacional (DG), que também é preocupante, pois cerca de 80% das gestantes com esse distúrbio desenvolverão a doença ao longo da vida. 

No Brasil, o número de pacientes com diabetes cresceu 61,8% nos últimos dez anos. Segundo dados do Atlas IDF 2019, são cerca de 17 milhões de brasileiros com o diagnóstico. 

Níveis elevados de glicose no sangue podem contribuir para a formação de depósitos de gordura nos vasos sanguíneos, reduzindo o fluxo sanguíneo e aumentando o risco de aterosclerose ou endurecimento dos vasos sanguíneos, com consequente aumento da pressão arterial e possível acidente vascular. 

Além de problemas cardiovasculares, o diabetes afeta o funcionamento dos rins, diminui a sensibilidade em extremidades como os pés, aumentando o risco de infecções, úlceras e até mesmo amputação, lesões na retina que podem levar a cegueira, entre outros desfechos negativos. 

A prevenção da doença está diretamente relacionada com uma alimentação mais saudável, práticas regulares de atividade física, emagrecimento, assim como ter momentos reservados para a diminuição do estresse acarretado pela vida moderna. Os componentes fundamentais do tratamento do diabetes incluem o acesso a insulina e a medicamentos orais, automonitoramento glicêmico, educação e apoio psicológico, acesso a alimentos saudáveis e lugares seguros para se exercitar. Refletir e incentivar políticas públicas que facilitem o acesso ao tratamento do diabetes são os principais objetivos a serem alcançados pela campanha de 2021 a 2023. Se não agora, quando? 

 

Patrícia Carla de Oliveira - professora da Escola Superior de Saúde Única do Centro Universitário Internacional Uninter.

 

Parkinson: pesquisa revela que inteligência artificial tem sido usada para diagnosticar a doença

Freepik 
Especialistas explicam ainda sintomas, diagnóstico, diferença da enfermidade para o tremor essencial e possíveis tratamentos 

 

Uma pesquisa publicada em outubro de 2022, na revista Gait & Posture, mostrou que algoritmos de aprendizado de máquina podem auxiliar na identificação dos casos de Parkinson por meio da análise de parâmetros espaço-temporais do andar da pessoa. Cientistas do Laboratório de Pesquisa do Movimento Humano (Movi-Lab), sediado no campus de Bauru da Unesp (Universidade Estadual Paulista), usaram inteligência artificial para ajudar no diagnóstico e na identificação do estágio da doença.  

A Doença de Parkinson ocorre por causa da degeneração das células situadas numa região do cérebro chamada substância negra. Essas células produzem a substância dopamina, que conduz as correntes nervosas (neurotransmissores) ao corpo. A falta ou diminuição da dopamina afeta os movimentos provocando tremores, lentidão de movimentos, rigidez muscular, desequilíbrio, além de alterações na fala e na escrita. 

O neurologista do Instituto de Neurologia de Goiânia,Vicente Mamede, conta que com o avanço da tecnologia é possível que no futuro o diagnóstico da doença possa ser melhor padronizado de forma que os algoritmos possam mapear e identificar possíveis sintomas de características marcantes do Parkinson. Ele explica que hoje a identificação da enfermidade é feita de forma clínica.

“Os sintomas motores da doença de Parkinson podem ser sutis no começo e o diagnóstico é através da avaliação dos principais sintomas, passando por alguns exames para excluir outras doenças que cursam com sintomas semelhantes. Objetivando dados como a caminhada (e possivelmente outros parâmetros) através de algoritmos, podemos ter uma avaliação futura mais fidedigna e universal”, explica o especialista.   


Tremor essencial x Parkinson  

Vicente chama a atenção para que as pessoas não confundam o tremor essencial com a Doença de Parkinson e diz que é preciso ficar alerta aos sintomas e, em caso de anormalidades, procurar um neurologista.  

“O tremor essencial é classicamente um tremor que acontece em ação, quando o indivíduo vai pegar algo, alcançar algo, ou mesmo quando estende suas mãos. Ao contrário, o tremor da doença de Parkinson é um tremor de repouso, de baixa amplitude, que ocorre quando os membros estão relaxados”, explica Mamede.


Tratamento  

Vicente explica que, mesmo ainda não tendo cura e por ser uma doença que provoca a falta do neurotransmissor da dopamina, o uso de medicação é a forma mais utilizada para o controle dos sintomas. Segundo ele, o uso de medicação pode controlar os sintomas por vários anos. 
“O tratamento envolve medicamentos que aumentam a quantidade da substância nas transmissões entre os neurônios, associados a medidas não farmacológicas essenciais, como a fisioterapia. Em casos selecionados, também há a cirurgia com implante de eletrodo profundo que estimula determinadas regiões do cérebro”, detalha o neurologista. 

Já a fisioterapeuta do Instituto de Neurologia de Goiânia Gleisiely Santana explica que a fisioterapia também tem um papel fundamental no tratamento dos pacientes, pois busca diminuir a disfunção física e permitir ao indivíduo realizar atividades de seu dia a dia com a maior eficiência e independência possível.  

“A fisioterapia auxilia na força e flexibilidade dos músculos, melhorando a mobilidade e aliviando eventuais dores no corpo. A fisioterapia também trabalha a parte respiratória que pode ser afetada pela doença. A eficácia da atividade depende do nível da doença e de como era a rotina do paciente antes da enfermidade”, finaliza a especialista. 

 

Infertilidade masculina: obstetra explica a necessidade da presença dos homens no processo de tentante

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A Dra. Carolina Curci, ginecologista e obstetra, fala sobre a importância da presença do casal em consultas para compreender as causas da infertilidade


De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a estimativa é de que cerca de 80 milhões de homens ao redor do mundo sejam inférteis. No Brasil, cerca de 40% dos casos de infertilidade conjugal estão relacionados exclusivamente à infertilidade masculina, enquanto outros 40% decorrem de causa feminina e 20% são casais em que tanto o homem quanto a mulher apresentam a doença.

A ginecologista e obstetra, Carolina Curci, que atua com reprodução humana ressalta que a infertilidade masculina pode estar ligada a diversas causas além da genética. “Podemos elencar alguns casos como dilatação anormal das veias testiculares, obesidade, disfunções hormonais, alcoolismo, tabagismo, má alimentação, uso de anabolizantes e infecções”, comenta a médica.

A especialista alerta que ao decidir buscar pela gravidez e iniciar as tentativas da gestação, é importante o casal conversar abertamente e ambos estarem dispostos para a realização de exames. “Sabemos que toda expectativa gira em torno da mulher, ela que busca primeiro a orientação. Mas, é extremamente importante que o companheiro participe das consultas, justamente para entender todo o processo para uma gestação, e se o caso for infertilidade, saber qual o tratamento ideal, se é para o homem ou mulher”, ressalta a Dra. Carolina.

A médica sugere, que o homem realize acompanhamento anula com urologista para realização de check-up e para que todas as dúvidas possam ser esclarecidas.

Se o casal for jovem e estiver a mais de um ano tentando engravidar de forma natural, sem sucesso, é possível que seja necessário fazer algum ajuste, e isso inclui exames para ambos. “Nesses casos, podemos ter baixa qualidade de óvulos para mulheres ou espermatozoides de má qualidade. Claro, que tudo depende de investigação e orientação para o melhor caminho para a realização do sonho desse casal”, comenta Dra. Carolina.

A ginecologista e obstetra, especialista em reprodução humana, indica algumas forma que podem colaborar para a qualidade dos espermatozoides como alimentação saudável, não exagerar no álcool, cigarro e praticar atividades físicas.

 

Dra. Carolina Curci - Ginecologia, Reprodução Humana e Obstetrícia, formada pela universidade de Marília no Conjunto Hospitalar Mandaqui, cursou Dermatologia Estética na ISMD e Reprodução Humana no Gera/UNIP. Suas especializações sempre foram voltadas a áreas relacionadas à saúde da mulher, desde estética ao pré-natal. Hoje é diretora técnica da Clínica Curci, onde atende gestantes de 18 a 55 anos, mulheres tentantes e que buscam acompanhamento ginecológico.


Novembro Azul além da próstata: é preciso falar sobre doenças que acometem o sistema reprodutivo masculino

Câncer é o alvo da campanha neste mês, mas o fator masculino é responsável por 40 a 50% das causas de infertilidade conjugal. Especialista da Origen BH ressalta a importância dos exames preventivos nos homens


Cerca de 15% dos casais em idade reprodutiva sofrem com problemas para gerar filhos, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Em 40% a 50% desses casos, a dificuldade está com os homens. Isso ocorre porque eles enfrentam algum problema de fertilidade, o que não necessariamente significa a impossibilidade de ter um bebê, pois hoje há várias formas de tratamento. Neste mês de Novembro Azul, quando as sociedades de urologia fazem conscientização sobre a prevenção ao câncer de próstata, falar sobre fertilidade masculina é uma oportunidade de informação à população.

No Brasil, estimam-se 65.840 casos novos de câncer de próstata, por ano. O número corresponde a um risco estimado de 62,95 casos novos a cada 100 mil homens, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca). O rastreio de câncer de próstata, feito via exame de sangue e exame clínico, segundo as diretrizes da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) é indicado a partir dos 50 anos de idade mesmo sem sintomas, já nos homens que fazem parte do grupo de risco (raça negra ou com parentes de primeiro grau com câncer de próstata) devem começar seus exames mais precocemente, a partir dos 45 anos.  

Para o andrologista Rodrigo Spínola, médico na clínica Origen BH, a campanha de prevenção ao câncer da próstata é uma oportunidade que o médico tem de avaliar a saúde do homem como um todo, e não somente a próstata, uma vez que diferentemente da mulher, que geralmente se cuida muito mais com exames de rotina e prevenção, o homem, muitas vezes, não tem essa prática. 

Nos exames de rotina, o (a) médico (a) tem a possibilidade de detectar diversas outras alterações, tais como diabetes, hipercolesterolemia, disfunção erétil, nódulos em testículos, fimose, hidrocele, doenças sexualmente transmissíveis, entre elas o HPV, sífilis e outras. Além disso, é uma boa oportunidade de avaliarmos a saúde reprodutiva do homem.


Sistema reprodutor masculino - De acordo com Rodrigo Spínola, muito pouco se fala sobre as doenças que acometem o sistema reprodutor masculino. “Precisamos vencer esse tabu. Quando o assunto é fertilidade, geralmente, todos os olhares recaem sobre a mulher, mas grande parte da dificuldade do casal engravidar está ligada ao sistema reprodutivo do homem e o casal acaba perdendo muito tempo tentando engravidar sem uma correta avaliação da fertilidade masculina”, explica o especialista em reprodução humana.

A infertilidade masculina é definida pela existência de alterações nos parâmetros do sêmen, diagnosticados no exame de espermograma. São necessárias duas amostras com intervalo de pelo menos 15 dias, onde o especialista vai observar vários critérios, como volume de sêmen; número e concentração de espermatozoides; motilidade e forma dos espermatozoides.

“Numa consulta com o andrologista, que é um urologista especialista em fertilidade masculina, para avaliação da fertilidade, também pode ser necessário a realização de uma ultrassonografia com doppler dos testículos, a dosagem dos hormônios: Testosterona total e livre, SHBG, Estradiol, FSH, LH, TSH, T4 livre e prolactina; E em casos específicos exames genéticos como o cariótipo e a pesquisa de microdeleção do cromossoma Y.


Fatores que afetam a fertilidade masculina - Existem diversos fatores que podem influenciar na fertilidade do homem. Desde hábitos de vida como tabagismo, uso de drogas e sedentarismo até condições clínicas que levem a alguma infecção e podem causar uma disfunção testicular temporária; além disso, outros fatores importantes são: os níveis hormonais; alterações genéticas; algumas comorbidades como o Diabetes mellitus, uma vez que a doença pode levar à ejaculação retrógrada ou à ausência da emissão seminal; cirurgias vesicais, pélvicas, retroperitoneais e transuretrais.

“Entre os problemas mais comuns que podem afetar o sistema reprodutivo masculino estão a varicocele, dilatação anormal das veias dos testículos, que aumenta a temperatura local e influência na formação dos espermatozoides, sendo considerada a principal causa de infertilidade masculina; e a orquite, um processo inflamatório e doloroso que envolve os testículos, além de várias infecções no sistema reprodutor masculino”, enumera Spínola.

Há ainda casos de criptorquidia, que são quando um ou dois testículos não desceram para a bolsa escrotal, e podem afetar o sistema reprodutor dos homens; A torção testicular, que pode resultar em isquemia do testículo afetado e afetar a produção de espermatozoides, e câncer testicular. Pacientes que foram tratados com quimioterapia, radioterapia, cirurgia retroperitoneal ou uma combinação dessas técnicas, podem também ter sua fertilidade comprometida em quantidade e/ou qualidade dos espermatozoides.

“O uso de testosterona como forma anabolizante, uso de alguns medicamentos (finasterida, alfa bloqueador etc.). Problemas anatômicos ou funcionais que impeçam o adequado depósito do sêmen no interior da vagina ou problemas de ereção podem igualmente favorecer a infertilidade masculina. Por isso, é fundamental que exames regulares sejam feitos para verificar sua saúde como um todo e que em caso de infertilidade conjugal o homem também seja avaliado em conjunto com a parceira”, complementa o médico.


Clínica Origen de Medicina Reprodutiva

 

 

Novembro azul: Câncer de próstata pode causar infertilidade? Especialistas abordam o assunto

O mês de novembro, conhecido mundialmente como “Novembro Azul”, tem o objetivo de ajudar na conscientização e prevenção do câncer de próstata, o segundo tipo de câncer mais incidente em homens no Brasil. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer, o INCA, entre os anos de 2020 a 2022, 65.840 novos casos poderiam surgir no país. 

A próstata é uma glândula que fica localizada na parte abaixo do abdômen, na frente do reto e embaixo da bexiga urinária. Ela ajuda na produção do fluido seminal que ajuda na nutrição e transporte do esperma. 

Caso o homem descubra a doença em estágio inicial, as chances de cura chegam a 90%. Vale lembrar que a doença não possui sintomas no início, mas em estágio avançado, pode causar disfunção erétil, sangue na urina ou no sêmen, micção frequente e entre outros. 

“Quando esses sintomas se manifestam , 95% dos homens já estão com a doença em estágio avançado, com pouca chance de cura. Por isso, embora ainda exista muito preconceito, a melhor forma de se proteger é realizar os exames preventivos e procurar um urologista periodicamente para acompanhar a saúde de forma global,” afirma Dr. João Paladino, urologista da Nilo Frantz Medicina Reprodutiva. 

Exames preventivos, como o de toque retal e o exame de PSA, ajudam a encontrar a presença de corpos estranhos na glândula. Por esse motivo, é necessário que os homens busque um profissional especializado para a realização do exame. 

 

O câncer pode causar infertilidade? 

De acordo com o especialista em reprodução humana, Dr. Nilo Frantz, os homens que irão se submeter a tratamentos oncológicos podem ficar inférteis. 

A explicação para isso é que dependendo do estágio de descoberta da doença e o tipo de tratamento utilizado pode prejudicar a capacidade fértil do homem, como por exemplo, a quimioterapia, tratamento mais comum nesses casos. 

A reprodução assistida possui alguns tipos de procedimentos que podem colaborar nos casos de tratamentos oncológicos para homens que preferirem preservar a sua fertilidade antes de iniciarem a quimioterapia.

 

Congelamento de sêmen  

“O congelamento de sêmen é a alternativa para a preservação da fertilidade masculina. Nesse sentido, a técnica bastante segura e simples é uma opção para conservar a qualidade dos espermatozoides e assim postergar a paternidade”, afirma Frantz. 

O sêmen não possui prazo de validade depois de congelado, ele será criopreservado em uma temperatura de -190º. A técnica possui quatro passos: coleta, processamentos, congelamento e armazenamento. 

“A coleta do esperma normalmente é feita por meio de masturbação, preferencialmente com 2 a 3 dias de abstinência sexual. Para não haver contaminação exterior, o procedimento é realizado em uma sala privada da clínica de reprodução humana”, explica Frantz. 

Após esse passo, os espermatozoides colhidos são levados para análise, para avaliação da qualidade do material colhido e ver se estão em condições de serem congelados.

 

Fertilização in vitro 

De acordo com o Dr. Nilo Frantz, o congelamento de sêmen é um procedimento complementar às técnicas de Reprodução Assistida, desta forma, o material preservado pode ser descongelado e utilizado posteriormente em tratamentos de Fertilização In Vitro (FIV) ou Inseminação Artificial (IA). 

Na fertilização in vitro, a fecundação do óvulo com o sêmen é feita em laboratório. Os embriões serão selecionados e transferidos ao útero da paciente. Essa alternativa é utilizada por casais que têm dificuldade de engravidar de maneira natural, além de também ser utilizado por casais homoafetivos.

 

Inseminação Artificial 

Diferentemente da FIV, a inseminação não é feita em ambiente laboratorial. Ela consiste na introdução dos espermatozoides no trato genital feminino, após uma série de etapas. A técnica é muito usada e possui poucos efeitos colaterais.


 

Nilo Frantz Medicina Reprodutiva

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Telefone: (11) 3060-4750

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