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sexta-feira, 10 de janeiro de 2020
Saiba quais são as habilidades necessárias para o século 21
Este ano, 35% das competências mais demandadas para a maioria das ocupações devem mudar
Comunicação, colaboração, autoconhecimento, responsabilidade, criatividade, resolução de problemas, pensamento crítico e curiosidade são consideradas as principais competências do século 21. Essas habilidades também estão diretamente ligadas à estruturação do projeto de vida dos estudantes.
Segundo relatório do Fórum Econômico Mundial, este ano, 35% das habilidades mais demandadas para a maioria das ocupações devem mudar. O dado chamou a atenção de muitas escolas, que já reconhecem a necessidade e a importância de desenvolver essas habilidades para que os jovens tenham condições de enfrentar o mercado de trabalho de forma mais assertiva. Mas como fazer isso?
Para a coordenadora da Educação Infantil e do 1° Ano do Ensino Fundamental Anos Iniciais do Colégio Marista Asa Sul (Brasília-DF), Patrícia Deoti, desenvolver projetos que permitam vivenciar, na prática, diferentes experiências que auxiliem na escolha da profissão, no aprofundamento interdisciplinar e no desenvolvimento das habilidades do século 21 é essencial para ter sucesso não só no meio profissional, mas na vida de forma geral.
É importante que o aluno saiba desenvolver pensamento crítico, solucionar problemas, se comunicar, que seja colaborativo, criativo e inovador. Mas como desenvolver tantas habilidades de uma só vez? E como inserir esse desenvolvimento no contexto de sala de aula? Segundo estudo do National Research Council, as competências do século 21 podem ser divididas em três grupos: cognitivo, intrapessoal e interpessoal.
O primeiro envolve capacidades já conhecidas pelos educadores e que os métodos de ensino tradicionais já dão conta, como o poder de interpretação, alfabetização, habilidade de escutar, entre outros. O segundo diz respeito à forma como cada indivíduo trabalha com as próprias emoções. Autodidatismo, perseverança e flexibilidade são algumas das competências exigidas para ter esse domínio. E o último, mas não menos importante, compreende características que ajudam a lidar com outras pessoas. Saber passar informações, se comunicar e ter empatia são algumas das competências que o aluno tem quando o desenvolve bem.
Compreender o entrelaçamento dos três grupos, criando ambientes propícios para desenvolver cada uma das competências, tanto dentro quanto fora da sala de aula, é fundamental para obter bons resultados. Ao executar essa tarefa, a escola consegue, de fato, atingir a formação humana e preparar os estudantes para a vida.
Rede Marista de Colégios (RMC)
www.colegiosmaristas.com.br
Como economizar nas compras do material escolar
Itens importados tendem a ser
mais caros que os nacionais
Com
o início do ano, um dos principais gastos é com a compra do material escolar
para os filhos. Listas extensas, com diversos detalhes e quantidades, preocupam
os pais com o alto investimento necessário para adquirir os itens
solicitados.
Segundo
o economista e professor dos cursos de Administração de Empresas e Ciências
Contábeis da Universidade UNG, Carlos Darienzo, os materiais escolares importados
tendem a ser mais caros que os nacionais. "A desvalorização do real faz
com que o importador brasileiro tenha que desembolsar mais dinheiro para pagar
suas compras. Além disso, há os custos da logística de transportes e
distribuição", explica.
É
preciso considerar que material escolar é um produto sazonal, ou seja, é mais
demandado no início do ano letivo. Portanto, os preços costumam ser
inflacionados nesse período. As diferenças entre valores de um mesmo produto
podem variar em até 200% e há casos em que as diferenças alcançam 1000%.
Isso
acontece porque o comércio varejista tem dificuldade em formular preços com
base nos custos de aquisição e taxas de lucros esperadas, trata-se de um
problema técnico. As condições de negociações feitas pelos comerciantes com
seus fornecedores atacadistas também influenciam nos preços finais. Os produtos
com logomarcas famosas, principalmente bolsas e cadernos, precisam de licenças
dos detentores de suas marcas, que recebem royalties, aumentando o valor
final.
Se
o orçamento familiar estiver comprometido neste início de ano, é recomendável
negociar com as escolas as prioridades de materiais que serão utilizados apenas
no primeiro semestre letivo. Assim, será possível fracionar as compras ao longo
do tempo. Os responsáveis devem ter ciência que não devem comprar produtos de
higiene e limpeza ou arcar com custos de energia elétrica e água das
instituições de ensino, pois esses itens estão contemplados no pagamento das
mensalidades escolares, obviamente, no caso de escolas particulares. Sobretudo,
as escolas não podem determinar marcas ou lojas específicas para compra, a não
ser que a escola tenha produzido seu próprio material. Em caso de dúvidas,
deve-se consultar o PROCON da sua cidade.
Outra dica é que os responsáveis dos alunos de uma mesma
turma podem se unir para comprar em conjunto, ou seja, em maior quantidade,
trazendo a possibilidade de descontos significativos nos preços. Também é
possível fazer uso de clubes de trocas de livros comuns aos estudantes, modalidade
de economia tem expandido em anos recentes. Nesses clubes, trocam-se, além de
livros, mochilas, lápis de cores, réguas, colas e tesouras. Os pais devem fazer
um orçamento do material a ser comprado, ou seja, pesquisar nas lojas, comparar
os preços e decidir pelas melhores opções. O uso da internet para pesquisas de
preços e compras não deve ser descartado, porém, se efetuada alguma compra,
deve-se considerar o custo do frete.
Aprendizado e diversão, a importância de balancear as atividades extracurriculares dos pequenos
São muitos os motivos para envolver os filhos em atividades extracurriculares: elas favorecem o desenvolvimento e habilidades complementares que vão bem além do mínimo exigido por um currículo escolar. De quebra, ajudam a organizar a agenda de toda a família, sobretudo quando os pais trabalham fora e não contam com um auxílio doméstico para supervisionar as crianças. Mas mesmo para aqueles que estejam em escolas de período integral, podem ter atividades apropriadas para sua fase de desenvolvimento e em equilíbrio com o tempo livre.
É interessante que ao menos
parte das atividades extracurriculares não sejam conteudistas e que abram
espaço para o lazer e o desenvolvimento de outras habilidades e valores, como
convivência social, desenvolvimento motor, sensibilização artística e mesmo
diversão pura: o lúdico, o aprender a brincar e se divertir também são
importantes na formação de um ser humano emocionalmente pleno, saudável e
responsável.
Para os menores, até os seis
anos, o fator lúdico deve ser preponderante. Seja em esportes, cursos de
idiomas, musicalização infantil, dança e outras atividades, não é hora ainda de
submeter os pequenos a regras complexas e competitividade. É o momento de
expandir repertório, fortalecer o autoconhecimento do corpo e desenvolver
habilidades básicas. Atividades mais livres e flexíveis, que deixem espaço para
a experimentação, são ricas e agradáveis. Tempo de recreação precisa ocupar uma
boa parte da agenda nessa fase.
Em outras faixas etárias as
atividades extracurriculares podem ser mais direcionadas, coordenando variáveis
como o interesse das crianças, o cardápio de cursos e atividades disponíveis e
a possibilidade de formar uma agenda razoável, que não deixe essa segunda
jornada excessivamente desgastante. Mesclar algo que se afaste do currículo,
como oficinas de culinária, marcenaria ou arte, desde que dentro do campo de
interesses, pode ser uma forma de relaxar de exercícios de performance mais
mensurável. Os especialistas em educação recomendam atividades no máximo três
vezes por semana - caso a própria criança queira, peça e esteja confortável, um
aumento na frequência é possível.
A inserção de atividades
recreativas não deve ser deixada de lado: são aquelas que promovem bem estar e
satisfação pessoal, flexibilidade e aliviam o estresse. Os pais devem estar
atentos em um equilíbrio entre apresentar novas possibilidades e respeitar
gostos e escolhas pessoais dos filhos, já que talentos e pendores naturais
começam a se tornar evidentes, assim como a tendência de preferir atividades que
possam ser feitas junto com os colegas de classe.
É importante tratar o tempo
livre como um elemento tão importante e digno de atenção na agenda quanto o
conteúdo curricular e extracurricular. É o momento de descansar, de aprender a
lidar com o ócio, de processar internamente todas as informações das atividades
semanais ede buscar outras não programadas.
As atividades
extracurriculares são importantes e prazerosas para as crianças e, dada a
rotina profissional atribulada dos pais, tornam-se uma necessidade para muitas
famílias. No entanto, não se pode sobrecarregar a criança com excesso de
compromissos, tornando sua agenda semelhante à de um executivo. Pais e filhos
podem trabalhar juntos para construir uma rotina funcional para todos, mas que
não deixe de incluir uma boa dose de tempo livre, sem atividades dirigidas.
Gislene Maria Magnossão Naxara - Coordenadora Pedagógica da Educação Infantil
e 1° ano do Colégio Salesiano Santa Teresinha, atua na área de educação há 32
anos. Formada em Pedagogia e pós-graduada em Psicopedagogia pela Mackenzie,
cursou especializações em didática de 1ª a 4ª série, semiótica e aprendizagem
cooperativa com novas tecnologias na Rede Salesiana. Atualmente realiza
mestrado na PUC-SP na área de Educação e Currículo.
Colégio Salesiano Santa
Teresinha
Rua Dom Henrique Mourão, 201
– Santa Terezinha
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