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terça-feira, 21 de maio de 2019

Primeiro-sutiã: Existe idade certa para começar a usar?



O primeiro sutiã nunca se esquece, provavelmente a data em que a garota experimenta sua primeira peça sempre ficará marcada. Muitas se sentem empolgadas, envergonhadas ou as duas coisas. Porém, ou justamente por isso, é difícil saber quando é a hora certa de comprar o primeiro sutiã.

A idade média para a menina começar a usar sutiã é 11 anos. Algumas, porém, já precisam de um aos 8 anos, e outras não precisam usá-lo até os 14 anos. Cada menina é diferente. A designer de produto da marca Econfort Lingerie, Samantha Perim, explica que é ideal respeitar as fases do corpo da menina. “Cada pessoa tem uma desenvoltura diferente. O sutiã pode ser usado na idade que surgir vontade e isso não prejudica a formação da mama desde que seja escolhido no tamanho correto e que o modelo não atrapalhe a essência da criança”, disse. 

É durante o período da puberdade que os seios da menina começam a crescer, por isso, é importante que a mãe reconheça essas alterações no corpo da filha para ajudá-la com eventuais dúvidas que, com certeza, irão surgir. A designer de produto da Econfort, Samantha Perim, explica que uma boa ideia é sair com a sua filha para escolher o modelo que ela se sentir mais confortável. “No caso, se ela ainda tem vergonha de fazer esse tipo de compra, você pode presenteá-la. O mais importante é escolher uma marca e um modelo em que ela se sinta confortável”, disse.


Experimente tops no começo 

As meninas podem usar esse tipo de peça quando os mamilos começam a se destacar. “Ela é bem mais confortável e se parece com uma regata, portanto não vai ficar tão visível e deixará você com menos vergonha. Além disso, existem tops que estão super alta e que as meninas podem usar como bomb para incrementar o estilo”, disse Samantha Perim.





Econfort Lingerie


Além de aliviar, Pilates pode prevenir dores nas costas



As dores nas costas, na maioria das vezes, não são provocadas por uma condição médica, mas sim por maus hábitos como posturas inadequadas, excesso de atividades físicas ou até mesmo falta de exercícios.  

Por isso, a treinadora e diretora educacional da TC Pilates/Studio Metalife São Paulo, Ge Gurak, montou uma sequência especial que utiliza o método Pilates para aliviar e prevenir tais dores.

Confira:


1 – Pranchas e Quadrupedias



Com redução significativa de pressão interdiscal na coluna, estes movimentos são importantes para que o praticante tome consciência e seja desafiado na ativação dos músculos da parte central do corpo, o nosso CORE.  

Nossa sugestão é usar uma bolinha embaixo de um dos joelhos para que o controle seja exigido o tempo todo. As variações são para tentar estender um joelho, tirar uma mão do chão e recolher o apoio de um dos pés.

Procure fazer todos estes movimentos. Estimule a coluna parta que esteja alongada do crânio ao nosso quadril, além de mantê-la organizada enquanto movimentam-se braços ou as pernas;








 2 - Ponte



Este exercício, executado com alongamento axial, descarga de peso correta nos pés, escápulas, ombros e braços, além de controle, pode ser um aliado eficiente para as dores nas costas.

Sugestão: realize a atividade sem a barra de pés do reformer pisando sobre a plataforma extensora. Quando já existir controle e força, desafie deslizando o carro para trás e para frente. O ideal é manter o praticante na posição de isometria da prancha;











 3 - Alongamento do flexor do quadril


Voltado aos indivíduos que passam muito tempo sentados e têm toda a cadeia de músculos anteriores tensa, este movimento é um presente!

Deslize o carro para trás e mantenha uma boa distribuição de peso entre os dois pés. Incline a coluna a frente. O importante neste movimento é abrir o quadril e manter uma boa organização;





4 - Footwork em decúbito lateral



Exercitar-se de lado é uma das melhores posições para a coluna, se pensarmos em compressão dos discos. No entanto, existem alguns cuidados:

-       Mantenha a coluna neutra preservando as curvaturas;

-       Mantenha o centro ativado;

-       Cuide da organização do quadril.

Aqui, realizamos um footwork unilateral com nossa praticante para demonstrar todos os cuidados citados;

Faça o mesmo e tome os devidos cuidados, só que em outra posição;





5 - Alongamento do ciático e piriforme


Cruze uma perna, mantenha o quadril com descarga de peso e permita que, quando o carro retorna à base, promova o alongamento nas regiões solicitadas.
Se quiser intensificar, faça como a última imagem. Por intermédio da perna que está debaixo, você intensifica o alongamento subindo em meia-ponta. Mas, lembre-se: os glúteos não podem sair do carrinho, isto é bem importante!;




6 - E que tal um abdominal divertido?


Neste caso sugerimos a prancha de saltos com o apoio de cabeça um pouco elevado e uma carga leve (pode ser uma mola azul da Metalife). Com muita ativação de centro, experimente um salto diminuindo o impacto. Desafie seu corpo a sustentar as pernas no ar.





MetaLife Pilates
https://metalifepilates.com.br
Instagram: @metalifepilates



O que é Saúde Integrativa, afinal


 
Técnica de atendimento que inclui diversas ferramentas para ampliar resultados, a Saúde Integrativa tem se tornado uma aliada forte da saúde ampla, já que oferece recursos para cuidar do corpo, da mente e da rotina.


Para Sergio Bastos Jr, fisioterapeuta com formação em Microfisioterapia e outras técnicas complementares, a escolha por trabalhar com Saúde Integrativa surgiu da necessidade de ir além do atendimento em consultório: “muitas vezes, percebíamos que o problema do paciente não estava apenas na má postura, nas memórias traumáticas e nas crenças limitantes, mas também estava na alimentação, nas escolhas de leitura, de horários, de programação de vida. Claro que, muitas vezes, o próprio quadro de dor ou doença acabava impedindo escolhas mais saudáveis e ajudava muito, em casos assim, estar presente na hora de promover saúde em outras áreas da vida, inclusive encontrar uma carreira, por exemplo”, explica.

Apostar na Saúde Integrativa foi, então, um passo decisivo para ampliar atuação: “estar presente não apenas no momento da consulta, mas no dia a dia do paciente, ajudando a fazer escolhas mais conscientes e que estejam mais alinhadas com a sua saúde física, mental e emocional torna o trabalho ainda mais consistente”, enfatiza Sérgio. “Nossa formação, aqui na Biointegral Saúde, nos permite, como fisioterapeutas, trabalhar com o físico e com as emoções. Somos formados em Microfisioterapia, com os criadores da técnica, em Psych-K, em Terapia Manual e outras técnicas que usamos para encontrar fatores que estão além das queixas do paciente”, enfatiza.

Por isso, Sérgio e sua equipe atendem pessoas com depressão, crises de ansiedade, alergias as mais diversas, problemas de relacionamentos, que tenham distúrbio de sono e alimentação, entre muitos outros. E, ele revela, desses problemas, a maioria não tem apenas uma causa: “é preciso investigar, corpo e mente, memórias e rotina, para entender o que está causando dores, sintomas e perturbações. Somos seres complexos e ricos em estímulos e informação. Usar apenas uma forma de entender um problema pode não ser suficiente e por isso a Saúde Integrativa, para nós, é a melhor opção”.


Quando usar a Saúde Integrativa?

Sérgio explica que a Saúde Integrativa pode ser o caminho quando, além de tratar um sintoma, também queremos ganhar em qualidade de vida: “entender como é o seu funcionamento diante das decisões que precisam ser tomadas, das muitas opções a que somos apresentados todos os dias, permite que você entenda os propósitos de cada passo que dá. Ao invés de simplesmente seguir o que dita a sociedade e a família, por exemplo, você se permite fazer escolhas autorais e cheias de sentido e significado”.

Além disso, o especialista lembra que a Saúde Integrativa também é uma ótima opção para quem deseja ter uma alimentação mais saudável, incluir exercícios e meditação na rotina, entender quais os melhores horários pessoais para cada elemento e garantir que haja saúde de dentro para fora e de fora para dentro, no que pensamos e sentimos, e no que consumimos.

“Nós somos todos essa mistura de memórias, crenças e escolhas que interferem diretamente no nosso bem-estar e na maneira de olharmos o mundo. Se estivermos abertos para tratamentos que, muito além de medicação, possam inserir em nossa vida outras formas de perceber o que sentimos e como nos comportamos diante do novo, certamente, teremos resultados mais rápidos e duradouros. Na Saúde Integrativa, o foco não é a doença, mas o seu bem-estar em todos os âmbitos da vida”, finaliza Sérgio.




Biointegral Saúde


Da infância à terceira idade: cinco atuações da fonoaudiologia



Geralmente conhecida por seus cuidados com a voz, a fonoaudiologia atua com diversos aspectos do desenvolvimento humano, envolvendo o conhecimento da estrutura neurológica e de cabeça e pescoço para a condução de atividades funcionais que devolvam ou potencializem o sistema comunicacional do indivíduo. 

“Do recém-nascido ao idoso, a fonoaudiologia compreende departamentos como o de motricidade orofacial, linguagem, neuro-aprendizagem e audição, somando em processos diagnósticos e tratamentos especializados, com grande ganho para a qualidade de vida dos assistidos”, declara Irene Marchesan, uma das principais referências da área no Brasil e no exterior, com mais de 40 anos de atividades.

Com a ajuda da profissional, listamos algumas das atribuições da fonoaudiologia no atendimento da população em todas as fases da vida: 

  1. No nascimento
Já no primeiro dia de vida do bebê a fonoaudiologia está presente para a avaliação tanto da audição, realizando o teste da orelhinha, quanto da avaliação do frênulo da língua, que identifica precocemente a língua presa. Neste último exemplo, a identificação permite a rápida correção do problema com apenas um corte do frênulo, que pode ser feito ainda na maternidade. Além de favorecer a amamentação, o tratamento permite o correto desenvolvimento da fala ao longo de toda a vida. 

  1. Na infância
Em um momento crucial do desenvolvimento da fala, leitura e escrita,podem ocorrer distúrbios causados tanto pelo desenvolvimento neurológico quanto estrutural da face, incluindo aspectos comuns em doenças como autismo, Síndrome de Asperger, dislexia ou dislalia, que dificultam a comunicação, socialização e aprendizagem da criança. Em todos esses processos a Fonoaudiologia tem papel fundamental para o diagnóstico e tratamento, incluindo a parceria com as escolas e seus educadores, assim como outras especialidades médicas. 

  1. Na adolescência
A adolescência é a fase de grandes transformações no corpo, que também se estendem à fala. Neste período é comum a mudança vocal, que em alguns casos, especialmente com meninos, pode ser trabalhada para a melhor condução de seus relacionamentos interpessoais. Ainda nesta etapa é comum a necessidade de correções ortodônticas, em que a fonoterapia pode somar com atividades respiratórias e vocais. 

  1. Na vida adulta e profissional
Embora a voz seja um elemento importante de apresentação de todo indivíduo, em algumas áreas ou atividades profissionais ela é ainda mais exigida, como no caso de professores, cantores, palestrantes ou simplesmente pessoas que tenham a demanda de se apresentar em público com frequência, como executivos. Aspectos como gagueira, rouquidão, entonação, entre outros, são analisados e trabalhados pelo fonoaudiólogo para a obtenção de maior clareza, fluidez e segurança no processo de comunicação profissional. Ela ainda atua para o correto uso do aparelho fonador, a fim de preservar a estrutura das pregas vocais. 

  1. Na terceira idade
Em meio a diversos processos degenerativos comuns nessa faixa etária, os fonoaudiólogos atuam direta e indiretamente no suporte de tratamento de doenças que afetam a audição (surdez), bem como a fala e deglutição. Câncer de cabeça e pescoço, mal de Parkinson, AVC (derrame), entre outras, tendem a deixar sequelas que afetam não apenas a fala, mas todo o processo de ingestão de alimentos, que se não tratados comprometem outras funções do idoso com sequelas graves. Em todas essas condições o tratamento fonoaudiológico tem como papel melhorar a qualidade de vida desses indivíduos, recuperando autonomia, sociabilidade e a saúde como um todo.

Não à toa, a atuação dos fonoaudiólogos vem sendo cada vez mais reconhecida e inserida às propostas de tratamento multidisciplinar em apoio a médicos em hospitais, clínicas, bem como em escolas e empresas.






Irene Marchesan - Diretora e fonoaudióloga do CEFAC – Clínica de Fonoaudiologia, possui graduação em Fonoaudiologia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1977), mestrado em Fonoaudiologia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1989) e doutorado em Educação pela Universidade Estadual de Campinas (1998). Título de Especialista em Motricidade Orofacial (MO) nº 01, concedido pelo Conselho Federal de Fonoaudiologia (CFFa). Membro da International Association Orofacial Myology (IAOM) desde 1995. Membro da American Speech-Language-Hearing Association (ASHA) desde 1995 e atual Presidente da AAMS – Academy of Applied Myofunctional Sciences. Irene possui experiência clínica desde 1978. Escreveu livros e capítulos de livros, além de ser membro do corpo editorial de periódicos científicos: Revista CEFAC de Atualização Científica; Distúrbios da Comunicação, Revista da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia.



Cresce preocupação com a saúde na terceira idade



Segundo pesquisa do Instituto Locomotiva, idosos estão mais preocupados com a saúde e tem medo de morrer. Para especialista, atividade física e convívio social diminuem riscos


A população idosa está crescendo no país. Segundo pesquisa publicada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2030, a quantidade de idosos no Brasil corresponderá a 1/5 de toda a população. Com esse crescimento, aumentou também a preocupação desse público com a saúde. Um estudo do Instituto Locomotiva detectou que 70% dos idosos afirmam estar mais preocupados do que há anos atrás, 34% tem medo de ficar doente e 26% afirmam ter medo de morrer.

Para Sandra Garaude Greven, geriatra do Solar Ville Garaude, as mudanças de estilo de vida e a seleção de hábitos saudáveis são a melhor forma de prevenir ou postergar o surgimento das doenças crônicas, e neurodegenerativas, que se tornam mais frequentes e se manifestam com mais intensidade com o avanço da idade. “Fazer exercício físico, manter relações sociais, ler, manter a mente ativa, procurar aprender coisas novas, ter desafios - sempre dentro das condições de cada um - estimulam o cérebro e o corpo para uma vida melhor e com mais qualidade”, pontua.  

Apesar de ser muito indicada nesse estágio da vida, Greven lembra que o exercício físico deve ser indicado individualmente, de acordo com a saúde e capacidade física de cada paciente. “O indicado é realizar atividades físicas com frequência superior a 3 vezes por semana. As atividades aeróbicas e de força muscular de intensidade moderada, além de exercício de resistência muscular são muito bem indicadas”, aconselha.

Para a especialista, os exercícios na água, como hidroginástica e hidroterapia são ótimas escolhas para a terceira idade. “A hidroterapia é um recurso fisioterápico baseado em condutas e exercícios personalizados para o tratamento ou reabilitação individual. Já a hidroginástica proporciona interação social, fortalecimento muscular, melhora o condicionamento físico geral, cardiovascular e respiratório, com menos risco de sobrecarga e estresse de articulações, coluna e desequilíbrios com risco de queda”, explica.


Corpo são, mente sã

Além da realização de atividade física e de uma alimentação balanceada, é preciso ficar atento também aos fatores mentais e emocionais para envelhecer com saúde. “É preciso manter o interesse pela vida”, relembra Sandra Garaude Greven, geriatra do Solar Ville Garaude.

O exercício físico e a alimentação saudável também atuam sobre o cérebro de forma benéfica tanto na parte cognitiva como na emocional, mas não são tudo, conforme detalha a especialista. “Manter pensamentos positivos, ser otimista, fazer cosas que gosta, se divertir, ter amigos, sonhos, objetivos, também são formas de prevenir problemas mentais e emocionais”.



Hipertensão é diagnosticada em 24,7% da população, segundo a pesquisa Vigitel



Os idosos com mais de 65 anos são os mais afetados pela hipertensão. Ao todo, 60,9% dessa população que vive nas capitais brasileiras  afirma ter o diagnóstico. Dados do SIM também mostram 388,7 mortes por dia em 2017
Em 2018, 24,7% da população que vive nas capitais brasileiras afirmaram ter diagnóstico de hipertensão. Os novos dados Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel 2018) mostram também que a parcela da sociedade mais afetada é formada por idosos: 60,9% dos entrevistados com idade acima de 65 anos disseram ser hipertensos, assim como 49,5% na faixa etária de 45 a 54 anos. Essa última edição da pesquisa foi realizada por telefone com 52.395 pessoas maiores de 18 anos, entre fevereiro e dezembro do ano passado.
No Dia Mundial da Hipertensão, celebrado nesta sexta-feira (17), o Ministério da Saúde novamente reforça o alerta: a prevenção contra essa doença, popularmente conhecida como “pressão alta”, está diretamente relacionada a hábitos de vida saudável (ver quadro mais abaixo); ou seja, grande parte dessas mortes é evitável.  A redução do consumo de sódio (principal componente do sal) é um fator preponderante para ficar livre dessa doença, já que seu consumo excessivo aumenta o risco de risco de hipertensão e outras doenças do coração.

A pesquisa Vigitel 2018 destaca ainda que as pessoas com menor escolaridade são as mais afetadas. Do público com menos de oito anos de estudo, 42,5% disse sofrer com a doença; dos com 9 a 11 de estudo, 19,4%; e 12 ou mais, 14,2%.  
As capitais com maior prevalência são Rio de Janeiro (31,2%), Maceió (27,1%); João Pessoa (26,6%); e Vitória (25,2%). E as com menores índices: São Luís (15,9%); Porto Velho (18,0%); Palmas e Boa Vista (18,6%).
Dados preliminares do Sistema de Informações de Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, também mostram que, em 2017, o Brasil registrou 141.878 mortes devido a hipertensão ou a causas relacionadas a ela. Esse número revela uma realidade preocupante: todos os dias 388,7 pessoas se tornam vítimas fatais da doença, o que significa 16,2 óbitos a cada hora. Grande parte dessas mortes é evitável e 37% dessas mortes são precoces, ou seja, em pessoas com menos de 70 anos de idade.
A hipertensão arterial ou pressão alta é uma doença crônica caracterizada pelos níveis elevados da pressão sanguínea nas artérias. Acontece quando os valores máximo e mínimo são iguais ou ultrapassam os 140/90 mmHg (ou 14 por 9), fazendo com que o coração exerça um esforço maior do que o normal para fazer a distribuição do sangue no corpo.  A doença é um dos principais fatores de risco para a ocorrência de acidente vascular cerebral (AVC), enfarte, aneurisma arterial e insuficiência renal e cardíaca. A prevenção está ligada a uma dieta equilibrada e a realização de atividades físicas.

Sal de cozinha e a hipertensão

Um dos principais vilões da doença é sódio, principal componente do sal de cozinha. Presente em alimentos industrializados e adicionado voluntariamente em pratos comuns no dia a dia, ele potencializa as chances de um indivíduo sofrer com pressão alta. Por isso, a recomendação é reduzir o consumo excessivo de sal, já que os brasileiros ingerem atualmente 12 gramas de sódio por dia, mais que o dobro do máximo sugerido (5g) pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Conheça o Guia Popular para a População Brasileira, publicação do Ministério da Saúde, traz recomendações para promover a saúde e evitar enfermidades
Desde de 2011, o Ministério da Saúde possui um acordo com a Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (ABIA) para reduzir a quantidade de sódio nos alimentos industrializados. Por meio dessa ação, até 2017, 17 mil toneladas de sódio foram retiradas de 30 tipos de produtos alimentícios.
A maior redução foi observada nos temperos, com queda de 16,35% seguida pela margarina com 7,12%. Outras categoriais também registram queda: cereais matinais (5,2%), caldos e cubos em pó (4,9%), temperos em pasta (1,77%), tempero para arroz (6,03%). Caldos líquidos e em gel é a única categoria que teve aumento na concentração de sódio (8,84%).
Atualmente, há um outro acordo vigente com a ABIA que tem por meta, até 2020, retirar, voluntariamente, 28,5 mil toneladas de sódio dos alimentos industrializados. A primeira fase tem como foco pães, bisnaguinhas e massas instantâneas.

Ingrid Castilho
Agência Saúde


Inseminação Artificial ou Fertilização in Vitro? Qual o melhor método para realizar o sonho da maternidade?


Especialista em Reprodução Humana explica o passo a passo dos dois procedimentos mais buscados por mulheres que desejam engravidar


Muitas mulheres que sentem dificuldade para engravidar naturalmente buscam ajuda médica e são aconselhadas a partirem para um tratamento de reprodução assistida. É neste momento que chegam as dúvidas: a qual tratamento devo me submeter? Fertilização in Vitro ou Inseminação artificial? Qual a diferença entre eles?

Basicamente, o que difere os dois métodos é a forma como os óvulos serão manipulados e fecundados pelo espermatozoide.

A Inseminação Artificial, ou intrauterina, é indicada para os casos mais simples de infertilidade, como mulheres com Síndrome dos Ovários Policísticos, endometriose leve e casais nos quais os homens apresentam pequenas alterações no sêmen (baixa mobilidade ou dificuldade de movimentação). Casais homoafetivos femininos e mulheres q querem engravidar por produção independente também podem optar pela técnica, com sêmen de doador.

Já a FIV (Fertilização in Vitro) é o método indicado em casos mais complexos de infertilidade, como endometriose profunda, mulheres com baixa reserva ovariana por causa da idade avançada ou outro motivo, obstrução nas tubas uterinas, alteração genética que possa afetar o bebê e, no caso dos homens, quando o sêmen apresenta baixa concentração ou mobilidade, ausência de espermatozoides ou em casos de reversão da vasectomia. 

Pensando em sanar algumas dúvidas comuns, a médica Rosane Rodrigues, especialista em Reprodução Humana da Clínica Invita e do Instituto Crispi São Paulo, explica o passo a passo dos dois procedimentos:


Inseminação Artificial

Para as mulheres, começamos o processo no início do ciclo menstrual, prescrevendo alguns hormônios específicos para a indução da ovulação e formação de folículos (contendo óvulos). Por meio de ultrassonografias seriadas conseguimos acompanhar o crescimento desses folículos. No momento exato da ovulação (detectado pela ultrassonografia), partimos para a etapa de transferência dos espermatozóides para o interior do útero. O parceiro deve fazer a coleta de sêmen, que posteriormente será preparado e selecionado em laboratório. Num procedimento simples (parecido com um exame ginecológico), realizado em clínica de reprodução assistida, inserimos um cateter bem fininho por onde passam os espermatozoides que serão depositados cuidadosamente o mais próximo possível das trompas, com a finalidade de encontrar os óvulos e fertilizá-los, formando assim o embrião. O procedimento dura alguns minutos e no dia seguinte a mulher está liberada para voltar às suas atividades normais, porém sem muitos esforços. O teste de gravidez pode ser feito após 12 dias.


Fertilização in Vitro

Já o processo da FIV é um pouco mais longo que o da Inseminação Artificial. O procedimento é feito em etapas, o que requer mais tempo de tratamento. Na etapa 1, fazemos a estimulação dos ovários com medicamentos específicos para induzir uma maior produção de folículos (contendo os óvulos). Através de ultrassons seriados, podemos acompanhar o crescimento desses folículos e determinar o momento certo de entrarmos com outro hormônio, que ajudará a romper esses folículos, ocasionando então a liberação dos óvulos. Feito isso, partimos para a etapa da Punção de Óvulos. Este é um procedimento cirúrgico, que deve ser feito numa clínica de reprodução assistida, via vaginal e sob efeito de anestesia. Ao final do procedimento, a mulher deve ficar na clínica por algumas horas, sendo liberada no mesmo dia e devendo manter mais alguns dias de repouso em casa. A etapa seguinte da FIV é fertilização dos óvulos puncionados com os espermatozoides que foram coletados e previamente selecionados. Este método é realizado por um embriologista. Nesta fase, o material fecundado é colocado em uma incubadora em condições adequadas para a formação do embrião. No dia seguinte já é possível verificar quantos embriões se formaram e selecionar os melhores para permanecerem na incubadora em fase de desenvolvimento por três a seis dias. Depois deste tempo de incubadora já é possível selecionar os melhores embriões e partir para a última etapa: a transferência de embriões. Este é um procedimento indolor, feito por um cateter bem fininho e que não necessita de anestesia. Os embriões selecionados são depositados cuidadosamente em local estratégico para que possam se fixar no útero. Após a transferência a mulher deve ficar em repouso em casa por um dia e fazer poucos esforços por 15 dias. O exame de gravidez pode ser realizado 10 a 12 dias após a transferência. Se houver o tão sonhado positivo damos início ao acompanhamento pré-natal da gestação. 

De acordo com as estatísticas, a taxa de sucesso da Inseminação Artificial  é de 20% a 30%  e a de FIV varia entre 40% e 60%. 

"Nos dois métodos a chance de sucesso é grande, porém só um médico especialista em Reprodução Humana é capaz de saber qual é o melhor para cada paciente. Para isso são feitos exames, consultas, acesso ao histórico do casal e só depois de um diagnóstico de infertilidade traçado é que partimos para o procedimento mais adequado", finaliza Rosane. 





 Fonte: Dra Rosane Rodrigues - médica especialista em Reprodução Assistida  da Invita Medicina Reprodutiva, em Moema, SP e do Instituto Crispi de Cirurgia Minimamente Invasiva. Mestre em Tocoginecologia pela Santa Casa de São Paulo e professora da Pós-Graduação em Reprodução Humana Assistida do Instituto Sapientiae, SP. CRM110.213



Conheça os 5 principais fatores de risco para degeneração macular relacionada à idade (DMRI)


Doença é a principal causa de cegueira irreversível em pessoas com mais de 50 anos nos países desenvolvidos



A degeneração macular relacionada à idade (DMRI) é uma das causas de cegueira irreversível depois dos 50 anos. A doença, que progressivamente vai comprometendo a mácula (área central da retina), é classificada em dois tipos: não-exsudativo ou seco (90%) e exsudativo (10%). Na forma exsudativa, que é a principal responsável pelos casos de cegueira, vasos sanguíneos anormais se formam sob a mácula – área responsável pela percepção de detalhes. Se não contida, com o tempo o paciente perde toda a visão central. Para a forma seca, que é bem mais comum, alguns tratamentos têm alcançado êxito. Na opinião do oftalmologista Renato Neves, diretor-presidente do Eye Care Hospital de Olhos, é fundamental conhecer os fatores de risco de DMRI não só para evitar a doença, como para adiar o seu avanço e evitar perda de visão.

“Os cinco fatores de risco mais importantes da degeneração macular relacionada à idade são: 1) obesidade; 2) fumo; 3) hipertensão; 4) histórico da doença na família; e 5) ter mais de 50 anos. A DMRI é causada por depósitos de restos celulares que formam as drusas, destroem os fotorreceptores e provocam proliferação anormal de vasos sanguíneos sob a retina. Como consequência, surgem cicatrizes que comprometem a visão central e a capacidade de distinguir cores. Além desses fatores de risco, a doença está estreitamente associada à exposição aos raios ultravioleta, ingestão de gorduras vegetais em excesso e dietas pobres em frutas, verduras e zinco”, diz Neves.

De acordo com o especialista, pessoas com dois ou mais fatores de risco combinados deveriam fazer check-up oftalmológico pelo menos uma vez ao ano. “Se o indivíduo notar perda rápida de visão ou perceber um aumento de distorção nas imagens, formando ondulações, é necessário investigar a forma úmida de DMRI – que é bem mais agressiva. O exame de fundo de olho faz parte de um primeiro diagnóstico, mas a confirmação depende de exames muito mais específicos, como a retinografia e a angiofluoresceinografia – que utiliza contraste injetável no braço antes de tirar uma série de fotografias da retina com máquina especialmente desenvolvida para essa finalidade.”

Quanto mais cedo o diagnóstico for estabelecido, maiores são as chances de o tratamento ser bem-sucedido. De todo modo, o paciente também pode contribuir no sentido de evitar os fatores de risco, como passar a se alimentar de forma saudável, diminuindo a quantidade de sal ingerido diariamente, parar de fumar, aumentar a prática de exercícios regulares e manter a pressão sanguínea sob controle, ainda que recorra a medicamentos específicos e devidamente prescritos. De acordo com o Ministério da Saúde, mais de 30 milhões de brasileiros sofrem de hipertensão arterial, mas somente 10% deles fazem controle adequado. Como mais da metade da população adulta está acima do peso considerado saudável – sendo que uma em cada cinco pessoas sofre de obesidade – os cuidados com a visão não devem ser negligenciados de forma alguma.

As injeções intravítreas, que em anos recentes começaram a ser utilizadas para tratar a DMRI (Lucentis, Eylia e Macugen), têm se mostrado eficientes, dando mais esperança aos pacientes. “O principal ganho desse tratamento é a interrupção da perda de visão”, diz o médico. “Embora nem todo paciente recupere a visão perdida, só o fato de interromper a progressão da doença e evitar que o paciente fique cego já é extremamente importante. Após dilatar a pupila e anestesiar o local, a injeção é aplicada diretamente no vítreo – camada gelatinosa localizada entre a retina e o cristalino, no fundo do olho. O paciente não sente dor e o procedimento precisa ser repetido em intervalos regulares para que os efeitos sejam duradouros”.






Fonte: Prof. Dr. Renato Neves - médico oftalmologista, diretor-presidente do Eye Care Hospital de Olhos, em SP – www.eyecare.com.br


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