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quarta-feira, 11 de abril de 2018

Escola do Grande ABC incentiva guarda responsável e promove feira de adoção animal


Preocupado com o problema do abandono dos animais nas ruas, o Colégio Singular, com unidades no ABC Paulista, inseriu em sua grade pedagógica atividades ligadas à guarda responsável dos animais, por meio da ESPA - Equipe Singulariana de Proteção aos Animais.

Entre as atividades está a feira mensal de adoção de animais, cuja edição de abril acontecerá no sábado (14) a partir das 9 horas, no estacionamento da OAB Santo André, localizado na avenida Portugal, 233 – Centro. A entrada é gratuita e quem desejar adotar um pet precisará apresentar documentos pessoais, comprovante de residências e preencher alguns critérios como ser maior de 18 anos e  ter a concordância de toda a família. Nesse dia, também são fornecidas informações sobre guarda responsável e orientações jurídicas. Somente no último ano, mais de 130 animais ganharam um novo lar.

Além da feira, também promove ações lúdicas, campanhas de arrecadação de ração e de dinheiro, por meio de venda de camisetas ligadas à causa animal, para promover a castração e vacinação dos animais abandonados,

O tema guarda responsável é trabalhado com abordagem diferenciada para cada faixa etária. Na Educação Infantil, o assunto envolve jogos, histórias e entrevistas; a partir do Ensino Fundamental as atividades são intensificadas e as crianças aprendem sobre as necessidades básicas; cuidados e respeito; criam material para divulgação e conscientização como folders, panfletos, cartazes, blogs.

Outras atividades que complementam os trabalhos da ESPA são a tradicional Cãominhada – evento anual, em parceria com a ACISA – Associação Comercial e Industrial de Santo André, que reúne mais de 4 mil pessoas que levam seus animais para caminharem e campanhas de arrecadação de ração, arroz, vasilhas, casinhas, medicamentos entre outros itens, encaminhados para ONGs e cuidadores voluntários de animais.


Quem se lembra da Carrocinha?



Felizmente, com a Lei Feliciano, que está completando 10 anos de existência, o que sobrou da antiga Carrocinha são apenas tristes lembranças. Quem se lembra da caçada de cães e gatos pelas ruas de SP? De 1973 a 2008 o terror que percorria as ruas laçando brutalmente cães e gatos tinha o apelido de Carrocinha. Era um veículo, do tipo utilitário, com uma caçamba adaptada para receber os animais capturados por agentes da prefeitura. 

Em desespero, latindo e chorando, eles seguiam até o CCZ – Centro de Controle de Zoonoses para um cruel fim que podia ser em câmara de gás, de descompressão (que suga o ar e mata por asfixia), injeção letal, com choque e a pauladas. Só escapavam da morte os animais que fossem resgatados pelos donos no prazo de curtos três dias pagando uma multa.

Em 17 de abril de 2008, quando foi sancionada a Lei Feliciano (nº 12.916), do deputado Feliciano Filho, que passou a proibir a matança indiscriminada de animais de rua pelos canis municipais, a população paulista pode respirar aliviada, afinal, tinham sido mais de 30 anos de crueldade contra os animais fossem eles de rua, com donos, doentes ou saudáveis, filhotes ou até mesmo fêmeas gestantes.

A matança de animais de rua ou que simplesmente estavam na rua foi uma medida da prefeitura de SP para prevenir a raiva, mas mesmo com a doença erradicada no estado, o CCZ continuou capturando centenas de animais por dia e matando milhares todos os anos alegando controle populacional.

“A minha lei propiciou uma mudança de paradigma, por isso já está sendo implantada na maior parte dos estados brasileiros. O controle populacional de cães e gatos sem matança e por meio da castração é, aliás, a recomendação da OMS – Organização Mundial da Saúde”, comenta o deputado Feliciano.


Relatos de quem testemunhou as tristes décadas da Carrocinha

Um antigo filme de Mazzaropi chamado “Carrocinha de cachorro” retrata bem como a população reagia a esse método de controle populacional de cães e gatos https://www.youtube.com/watch?v=ci-zEmlUeag . Acompanhe também os depoimentos de quem viveu naquela época:

 “Eu chorava quando via eles pegando os bichinhos, nem dormia. Em Itaquera a Carrocinha passava direto e a gente xingava, tacava pedra e pedia pra Deus proteger os bichinhos. Graças a Deus agora tem lei proibindo aquilo” – Regina Célia da Silva

“Às vezes, na saída da escola, presenciava a Carrocinha pegando os cachorros. Eles gritavam! O cara tirava o cambão e arremessava o bichinho. Meu pai falava que eles faziam sabão deles. Que lembrança horrível meu Deus!” – Luciana Lanzillo

“Em 1990 estava grávida e vi a Carrocinha na Av Angélica capturando uma cachorra recém-parida com dois filhotes. Gritei, bati no veículo e um rapaz veio me ajudar. Salvamos os três. Ufa! Quase perdi meu bebê que estava pra nascer, mas valeu a pena!” – Luciana Brozzolin

“Tinha um vira-lata chamado Duque na rua que foi levado pela Carrocinha umas três vezes. Eu e meu pai íamos buscá-lo. Depois ele ficou tão esperto que quando a Carrocinha passava ele corria com a cabeça baixa para o laço não entrar nele e vinha se esconder em casa” – Fátima Antunes

 “Uma vez a Carrocinha pegou uma cachorrinha na frente da nossa casa. Do outro lado da rua tinha uma escola. Minha mãe gritava tanto que os alunos saíram pra rua e foram ajudar. Com o escândalo soltaram a cachorrinha que morreu velhinha” – Fátima Aguetoni

“Quando a Carrocinha apontava na rua todos nós começávamos a colocar os cachorros pra dentro. Certa vez laçaram o Neguinho, cachorro de casa. Entramos em pânico e a vizinhança em peso foi ajudar! Por fim o rapaz soltou o cachorro que acabou morrendo de velhice. Não gosto nem de pensar! Ainda bem que não tem mais!” – Miriam Almeida

“Eu era criança ainda quando um dia vi a carrocinha passando em frente de casa. Tomei coragem e pulei na porta sem que os homens vissem, pois, estavam tentando pegar um cachorro enorme. Tive a chance de soltar todos os cachorros. Minha mãe foi chamada na prefeitura pra pagar uma multa e fiquei de castigo um bom tempo. Mas nunca me arrependi!” – Jucimara Morais
 “Moro em Santo André e fui no CCZ duas vezes buscar cães comunitários. 

Quando cheguei lá foi uma tristeza só porque todos vinham nas grades abanando a cauda. Aquilo acabou comigo. Graças a Deus recuperei os cães, paguei a multa e trouxe os dois para casa, mas com o coração chorando  pelos que ficaram” – Vânia Couto

“Era criança e escondia muitos peludos na garagem na hora da Carrocinha porque, depois que eles laçavam de maneira estúpida e os jogavam pra dentro do veículo, nem mesmo os donos conseguiam tirá-los de lá. Época muito triste!” 

– Ivete D`Angelo

“A Carrocinha chegava bem cedo. A vizinhança saia as ruas de pijama espantando os cachorros para não serem pegos. Era um terror! Um dia, o cachorro do meu irmão foi pego. Naquele época se você não retirasse o animal em 3 dias, seria sacrificado. Meu pai foi no CCZ e trouxe nosso cachorro de volta. Eram cenas muito tristes” – Cassia Cristina

“Era muito triste, crianças e adultos corriam atrás dos cachorros para que não fossem laçados. Quando conseguiam pegar algum era uma gritaria e choradeira. Os laçadores eram homens cruéis, sem coração. Vi pegarem gato que estava no muro da casa onde o bicho morava” – Alice Moreira Marques

“Doei um casal de cães e depois a adotante alegou que tinham fugido. Visitava o CCZ de SP a cada três dias. Os cães que estavam na baia do terceiro dia sabiam que iriam morrer. Tinham um olhar distante. Chegavam muitos animais e os colocavam nos canis sem qualquer cuidado. Presenciei brigas e canis com animais doentes e saudáveis juntos. Aqueles olhares pedindo socorro me tiravam o sono.Tantas vidas perdidas sem a chance de defesa. Não encontrei o casal de cães  e jamais esquecerei cada carinha que vi na época” – Maria Cecílcia Bentini

“Minha vizinha tinha 20 cães e soltava todos na praça. Pagávamos os agentes para não pegarem os cães. Um dia mudou a equipe e 7 horas da manha eu saí de pijama e fui atrás da Carrocinha com meu carro. Fechei o veículo e quando vi que não era o agente conhecido comecei a gritar. Veio a rua toda me ajudar. 

Depois da negociação soltei todos, até os cachorros que não eram da nossa rua” - Cristianne Tenerelli


Conheça a Lei Feliciano acessando http://felicianofilho.com.br/leis/lei-no-12-916-de-16042008-lei-feliciano-dispoe-sobre-o-controle-da-reproducao-de-caes-e-gatos-e-da-providencias-correlatas/ 



Por que trabalhar no mesmo coworking que concorrente pode ser boa opção


Ambientes de trabalho compartilhado são favoráveis para o convívio entre PMEs que atuam no mesmo segmento, avalia a especialista Bruna Lofego


Há quem prefira manter distância da concorrência, acreditando que quanto menos o concorrente souber sobre o negócio melhor. Mas será que essa é a melhor estratégia para ter sucesso? Pequenas e médias empresas estão notando que estar por dentro do que o outro faz, ou até mesmo atuar em parceria, pode alavancar as duas empresas.

Um exemplo disso são os coworkings especializados em um único mercado. Hoje já é possível encontrar profissionais das mais variadas áreas- como advogados, arquitetos, cabeleireiros, entre outros- que trabalham de forma conjunta e que muitas vezes indicam o concorrente, quando não podem atender a demanda. "Sendo o coworking um espaço compartilhado e aberto ao colaborativismo, muitas empresas sentem-se apoiadas quando conseguem trocar experiências, aprendizado, ou até mesmo compartilhar alguns clientes", explica a especialista em coworking e CEO da CWK Coworking, Bruna Lofego.

Os coworkings voltados para nichos específicos estão ganhando adeptos em várias cidades do Brasil. Segundo o Censo Coworking Brasil, a parcela desses profissionais chega a 50% dos publicitários e designers, 38% de advogados e 24% de vendedores que são adeptos de espaços de trabalho compartilhados.

Para eles, muitas vantagens podem ser observadas na convivência com profissionais do mesmo setor em um coworking. Conheça as principais:


Networking

Pesquisa realizada pelo Censo Coworking Brasil mostra que 82% dos coworkers acreditam que o ambiente oferece ótimas oportunidades de networking. Em um coworking, além das conexões que os clientes fazem entre si, existe também a oportunidade de conviver com as conexões que outro frequentador do mesmo espaço tem. "Independentemente da área de atuação, ter uma rede de contatos ampla é fundamental para o bom andamento dos negócios. Além das oportunidades abertas no dia a dia, existem ainda os dias mais propícios para um happy hour ou café de negócios", explica Bruna.


Crescimento

Ainda segundo o Censo, 76% dos adeptos de coworking acreditam que local é o ideal para o crescimento da empresa. "No dia a dia, os clientes presenciam o tempo todo as experiências de outros clientes da mesma área, e com a convivência e o networking feito entre eles, é bastante viável aprender com os erros e acertos de outros do mesmo ramo e evoluir em sua atuação", explica.


Parcerias

Em uma área profissional pode haver diversas frentes de atuação, por isso nem sempre profissionais de um mesmo setor oferecem exatamente os mesmos serviços. "Além disso, não é garantido que a empresa concorrente oferecerá igual desempenho em uma mesma função. É assim que as parcerias surgem nos ambientes de trabalho compartilhados", explica a especialista.

"Alguns profissionais muitas vezes utilizam o serviço do concorrente para complementar outro seu que já vendeu, estratégia muito usada por advogados, por exemplo, em busca de agregar valor para todas as partes envolvidas."


Compartilhamento

O compartilhamento faz parte da essência do coworking, seja em relação aos serviços disponibilizados ou ao espaço em si. Para usufruir ainda mais disso, empresas têm se interessado também por estratégias que tragam benefícios para ambas as partes envolvidas, como compartilhar fornecedores, por exemplo. "Nem sempre uma pequena empresa precisa de muito para funcionar, e, com essa estratégia, é possível conseguir descontos ou um upgrade nos serviços com fornecedores em comum", finaliza.




Bruna Lofego – Possui mais de sete anos de experiência em coworking. Atualmente é CEO e Founder da CWK Coworking, que conta com cinco espaços, localizados em Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. Considerada como uma especialista no segmento, lançou em 2016 o curso Como Montar seu Coworking, atraindo empreendedores e investidores de todo o Brasil interessados em abrir um espaço compartilhado.

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