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quarta-feira, 11 de abril de 2018

Empresários dão os primeiros passos rumo à Indústria 4.0 no setor têxtil e de confecção


“A implementação começou”, disse presidente da Abit no lançamento do MBI em Indústria Avançada: Confecção 4.0, no Rio de Janeiro

Agora é para valer! Os primeiros projetos para a implantação da Indústria 4.0 no setor têxtil e de confecção brasileiro já estão em planejamento. CEOs, executivos e representantes do BNDES, da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), de unidades do SENAI, da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção e do Sindicato do Vestuário estiveram reunidos no último final de semana, 06 e 07, no Rio de Janeiro, para o primeiro encontro do MBI em Indústria Avançada: Confecção 4.0, oferecido pelo SENAI CETIQT.
“O sonho está se materializando com esse tiro de largada. O MBI proporciona um contato real com o que podemos trazer da teoria para a realidade. Começamos hoje a dar corpo a uma comunidade que pode construir na prática a fábrica do futuro. É preciso unir várias competências; por isso estamos aqui. Temos rodado continentes e estamos muito satisfeitos em constatar que caminhamos lado a lado com o que há de melhor no mundo em termos de Indústria 4.0. A implementação no setor têxtil brasileiro começou”, disse Fernando Pimentel, presidente da ABIT, na abertura do evento, ocorrido em um hotel da orla da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.
Já neste primeiro encontro se percebeu a pujança da iniciativa, com as diversas mesas redondas que se formaram com os representantes de 30 empresas de grande, médio e pequeno porte – Vicunha, Cataguases, Demillus, Karsten, Malwee, Coteminas, Guararapes, Renner, Grupo Soma, JGB, Altenburg, Lucitex, Sol da Terra e DellRio, entre outras; além de 15 representantes de instituições como SENAIs, ABIT (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecções) e Federação das Indústrias do Paraná. Todos foram instigados a falar das dificuldades e desafios que enfrentam e a trocar ideias entre si, já pensando na elaboração de projetos baseados nos parâmetros da Indústria 4.0.
Mas, para concretizar projetos, é preciso investimento e apoio financeiro. Por isso a importância da presença do Superintendente do BNDES, Cláudio Figueiredo Coelho Leal, que esclareceu aos participantes como o Banco pode financiar esses projetos.
“Aqui neste MBI estamos falando de projetos com características e risco tecnológico muito maiores do que os de um projeto convencional; por isso eles vão receber tratamento diferenciado e prioritário do BNDES. A inovação e o desenvolvimento das micro, pequenas e médias empresas são, explicitamente, as duas prioridades do BNDES. O apoio do banco a esse conjunto de empresas propõe condições de financiamento mais vantajosas no que diz respeito a custo, prazo e uma composição de garantias mais adequadas às características, ao porte e aos projeto dessas empresas”, pontuou.
Em relação às taxas de juros, Claudio afirmou ficar em torno de 11 a 12%, mas com três características importantes: “prazos de financiamentos mais longos, pouco comuns no mercado, uma vez que um  projeto de inovação, por ser arriscado, precisa de mais tempo para se mostrar viável e, portanto, de mais tempo para ser amortizado; a segunda são níveis de participação mais altos. Para micros, pequenas e médias empresas, é possível o banco financiar até 100% do projeto, lembrando que é muito raro um banco financiar mais de 40, 50% de um projeto. E a terceira diferença, em relação a projetos tradicionais, é a possibilidade de a empresa, dadas as características, ter um tratamento mais adequado do ponto de vista das garantias. Falando claramente, há possibilidade de haver dispensa de garantias reais, sob condições”, explicou Leal.
Na ocasião, a GS1 Brasil (Associação Brasileira de Automação), que também atua em parceria com o CETIQT, apresentou aos alunos-executivos a proposta de participação em uma missão técnica à Universidade de Aachen, na Alemanha. “Escolhemos a Alemanha porque este país é o berço da tecnologia 4.0. Lá temos uma gama de atividades voltadas à Indústria 4.0. Visitaremos um instituto voltado especificamente para a área têxtil, com todas as tecnologias e inovações já criadas e em implantação. Temos certeza de que para os participantes deste MBI, voltado para a tecnologia, conhecer o berço da Indústria 4.0 é um casamento perfeito”, comentou Renata Salvi, representante da GS1 Brasil.
“Este MBI está organizado para definir estratégias para fortalecer o setor e torná-lo protagonista na implantação do modelo 4.0 no Brasil. Da mesma forma que a indústria têxtil foi protagonista da 1ª Revolução Industrial, queremos ser também desta 4ª. Para fazer isso temos que nos organizar, reunir as grandes empresas e os grandes financiadores do país a fim de que possamos definir os próximos passos. Este é o pontapé inicial da 4ª Revolução Industrial no setor têxtil e de confecção”, comentou Robson Marcus Wanka, gerente de educação do SENAI CETIQT.
O MBI em Indústria Avançada: Confecção 4.0 seguirá por cinco eixos temáticos: Estratégias de Inovação e Posicionamento de Negócio; Materiais e Produtos; Processo Produtivo; Confecção 4.0 e Projeto e Análise de Viabilidade. E, para que a imersão nesses temas viabilize a modernização do parque fabril brasileiro, os participantes terão a orientação de grandes especialistas do Brasil e do exterior. E o que é inovador: de forma totalmente colaborativa, com todos os participantes compartilhando conhecimentos, trocando ideias e informações.
“É um curso pioneiro e nossa expectativa é muito positiva no sentido de alavancarmos todas as nossas ações de tecnologia da área de TI e de negócios. Queremos nos aperfeiçoar e evoluir para conseguirmos suportar todo esse caminho que temos a percorrer, nos mantendo sempre na vanguarda”, afirmou Clodoaldo Delgado de Freitas, gerente de TI da Guararapes Confecções, de Natal (RN).
Ao longo de toda a especialização, os alunos-executivos contarão com aulas, palestras, videoaulas e dinâmicas colaborativas com vários especialistas, profissionais conceituados em suas áreas de atuação, que compartilharão conteúdo e darão dicas e orientações para que os participantes incluam cada vez mais soluções tecnológicas em seus processos e possam aos poucos implantar em suas fábricas o modelo 4.0.
“Temos um processo todo vertical, desde a fiação até a confecção, e é na confecção onde temos a maioria dos processos manuais. Minha expectativa é conhecer aqui oportunidades de automatizar alguns processos, se modernizar, mas sem virar escravo da robotização”, disse Franciele Furlan, Coordenadora de Engenharia de Produto e Processo na Karsten, de Blumenau (SC).

Meire Bueno, diretora industrial da DellRio, de Fortaleza, enfatiza também a necessidade da área de confecção agregar maior tecnologia. “Na área têxtil, a automação está mais avançada, com módulos de gestão para acompanhar a eficiência, produtividade, níveis de qualidade, de ocupação de máquina. Já na área de confecção, esse processo está mais atrasado. Então vemos aqui neste MBI uma oportunidade de tornar realidade a Indústria 4.0 em nossa empresa, de crescer nessa área e fazer frente à Ásia, que é o nosso principal concorrente hoje”, lembra a executiva.

Angela Hirata, CEO da Japan House e ex-diretora de marketing da Havaianas – responsável por reposicionar a marca no Brasil e em mais de 50 países – falou sobre branding, inovação, novos conceitos e sustentabilidade das marcas. Para ela, não importa o tamanho da empresa, mas o que ela quer ser e fazer. “Inovação não é pensar somente no produto, mas na forma de comunicar. Buscar e criar um diferencial e transmitir isso. Copiar não é inovar. E com o diferencial bem definido, se ganha segurança e a partir daí é caminhar para transformar seu produto em branding”, declarou.
No segundo dia do MBI (07), os CEOs, diretores, superintendentes, consultores e gerentes das empresas, além de representantes do Sindvest, da ABIT, do SENAI Departamento Nacional, SENAI- SP, SENAI-SC e SENAI CETIQT visitaram a planta piloto da Confecção 4.0, na unidade Riachuelo do SENAI CETIQT. Todos ficaram entusiasmados ao verem de perto as várias etapas do processo automatizado. Na minifábrica 4.0, o sistema começa a funcionar a partir de um Espelho Virtual, no qual o cliente se posiciona para tirar suas medidas e escolher a peça que será fabricada. Em vinte minutos, a roupa está pronta e embalada. A visita às instalações do CETIQT contou também com uma presença ilustre. Bernardinho, que comandou a seleção brasileira de vôlei por mais de quinze anos, chegou de surpresa e falou sobre empenho e superação, assunto importante que permeia toda a proposta do MBI.
“Em muitas indústrias do Paraná – e acredito que em todo o país – temos muitas micro e pequenas empresas que acabam se formando de um modo informal, com métodos e processos antigos e caseiros. Vejo nesse MBI uma oportunidade de levar para essas empresas conhecimento em automação e mais tecnologia a fim de que consigam produzir melhor, com mais qualidade, aumentando sua competitividade. Seria uma forma delas serem automatizadas, sem precisar gastar tempo e dinheiro com processos demorados e retrabalho”, comentou Luciana Bechara, proprietária da Belittle Confecção Infantil e Diretora da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP).
“A indústria já está em um processo de pequenas automações, mas agora aprenderemos de fato a utilizar todas essas tecnologias para tornar o processo fabril mais confiável, com menos perdas e melhor garantia de qualidade. Como trabalhar essas informações, como implementar tudo isso, sem se atropelar, de forma a criar dentro de cada empresa uma coisa consolidada, aos moldes do modelo 4.0, é a minha grande expectativa!”, concluiu Thais Bryan, da Vicunha Têxtil, que tem várias unidades no Brasil e exterior.

Grandes invenções e o progresso


De vez em quando retornam as discussões sobre quais invenções, ou inovações, tiveram maior impacto sobre o aumento da produção, da produtividade (produto por hora de trabalho) e do bem-estar da população. Algumas são unanimidades. É o caso da agricultura, que, descoberta há 10 mil anos, libertou a humanidade da vida nômade (mudança constante de local em busca de alimentos) e ampliou enormemente as possibilidades de bem-estar social.

Outra ação humana revolucionária que impactou profundamente a produção e o comércio foi a domesticação do cavalo, ocorrida há 6 mil anos nas estepes da Ucrânia, sudoeste da Rússia e Cazaquistão. O cavalo viria a se tornar importante meio de transporte de homens e cargas, fazendo que a vida humana melhorasse substancialmente. Nessa galeria, outra invenção decisiva para o progresso foi o papel. Inventado por Cao Lun em torno do ano 105 antes de Cristo e feito com fibras vegetais, o papel teve enorme efeito no desenvolvimento econômico e social.

Em 1455, Johannes Gensfleisch zur Laden zum Gutenberg criou uma das maiores contribuições para o mundo: a imprensa. A tipografia tornou possível que os textos, antes manuscritos, fossem impressos por “tipos” – letras móveis produzidas em cobre e fixadas em uma base de chumbo, que recebiam a tinta e eram prensadas no papel. Esse invento, ao lado de outros, promoveu uma revolução tão grande que a essa época convencionou-se chamar de “Renascimento”. E a vida do homem nunca mais foi a mesma.

No mundo moderno, uma invenção genial foi a máquina a vapor, sobretudo por estar na base da Revolução Industrial (1760-1830) e no aumento expressivo da produtividade. A máquina a vapor deu os primeiros passos em 1698, quando Thomas Savery, engenheiro militar inglês, criou um motor para ser utilizado dentro das fábricas. Depois veio Thomas Newcomen, em 1712, com uma nova máquina que poderia ser utilizada dentro de minas de carvão.

Porém, a mais fantástica revolução nos processos produtivos veio com a invenção, por volta de 1870, da energia elétrica tal qual a conhecemos hoje. E a humanidade seguiu fazendo maravilhas com sua inteligência. O telefone (1876), o rádio (1920), a telefonia celular (1973), a internet (1989), além de muitos outros em várias áreas, sobretudo na cura de doenças. Atualmente, há milhares de invenções e inovações em curso, das quais quase nada sabemos, que vão revolucionar radicalmente a vida humana nas próximas décadas.

Enquanto tantas inovações estão acontecendo no mundo, nós, no Brasil, passamos os dias bombardeados por uma avalanche de notícias e desgraças morais produzidas nas estruturas e nas instituições de Estado, instituições essas que deveriam cuidar das bases para o progresso da ciência, da moral e do bem-estar social. Com tanta evolução ocorrendo no exterior, fora no campo da ciência e da tecnologia, o Brasil está gastando tempo, energia e dinheiro do povo com desmandos e as misérias do poder e da política.

Nos estudos comparativos internacionais, o desempenho do Brasil na educação, na ciência e na tecnologia é pífio, fraco. E as últimas estatísticas mostram algo pior: o Brasil nem gasta pouco com educação; gasta absurdamente mal. Isto é, o país faz as coisas malfeitas ou por falta de dinheiro ou, quando põe dinheiro, por ineficiência, corrupção e inchaço de burocracias estatais. Há momentos em que cabe perguntar: será que, se o sistema estatal brasileiro tivesse 50% a mais de dinheiro, a educação básica, a saúde e a pesquisa não continuariam sendo quase tão ruins quanto são hoje? A questão está aberta, em busca de resposta.





José Pio Martins - economista, é reitor da Universidade Positivo.


Número de inadimplentes acelera pelo sexto mês seguido e primeiro trimestre fecha com 62,1 milhões de negativados, apontam SPC Brasil e CNDL


 Mesmo com alta no número de consumidores inadimplentes, volume de dívidas apresenta uma leve queda de -0,38%. Setor de telecomunicações e bancos lideram alta, mas dívidas retraem no comércio e com contas básicas


O volume de consumidores com contas em atraso e registrados em cadastros de inadimplentes acelerou pelo sexto mês seguido e cresceu 3,13% no último mês de março na comparação com o mesmo período do ano passado. Na comparação mensal, isto é, entre março e fevereiro deste ano, o crescimento foi mais modesto, com alta de 0,85%. Em termos absolutos, aproximadamente 62,1 milhões de brasileiros encerraram o primeiro trimestre de 2018 com restrições no CPF para fazer compras a prazo ou obter empréstimos e financiamentos, por exemplo. Os dados foram apurados pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).




Na avaliação do presidente da CNDL, José Cesar da Costa, o crescimento da inadimplência reflete o quadro de dificuldades econômicas que as famílias ainda enfrentam, apesar do fim da recessão, como aumento do desemprego e queda da renda. “Embora o número de inadimplentes tenha crescido neste primeiro trimestre, o ritmo de alta é menor do que o verificado em momentos mais agudo da crise financeira. Mesmo com a lenta recuperação econômica em curso, as famílias seguem enfrentando dificuldades para honrar seus compromissos em dia. A reversão desse quadro passa pela continuidade da melhora econômica e, em especial, daquilo que diz respeito ao bolso do consumidor, como emprego e renda, que são variáveis que têm apresentado uma tímida melhora”, explica o presidente.

Outro fator que precisa ser levado em conta para explicar esses números é que no final do ano passado foi revogada a legislação no Estado de São Paulo que exigia por parte dos empresários o envio de uma carta com Aviso de Recebimento (AR) antes de efetivar o registro de atraso. “Com a reversão da lei, muitas das negativações que estavam represadas entraram na base de dados de forma mais abrupta, contribuindo para um aumento na totalização de negativados”, explica Costa.



Brasileiro na faixa dos 30 anos é quem mais está com contas atrasadas

O indicador também revela que é na faixa etária entre 30 e 39 anos que se observa a maior incidência de brasileiros negativados: mais da metade da população compreendida nesta faixa etária (51%) possui contas em atraso, totalizando aproximadamente 17,6 milhões de inadimplentes em número absoluto. Para a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, a liderança da faixa etária dos 30 anos se explica pelo fato de que “geralmente, nessa idade as pessoas já são chefes de família e têm um número maior de compromissos a pagar, como aluguel, água, luz, entre outras despesas domésticas”, explica.

Também merece destaque o fato de que quase metade da população com idade entre 40 e 49 anos (49%) está negativada, totalizando 13,8 milhões de consumidores com contas em atraso. Entre os mais jovens, com idade entre 25 e 29 anos, o percentual também é elevado: 46% deste grupo está inadimplente, somando mais de 7,9 milhões de devedores.

Entre os consumidores que possuem de 50 a 64 anos, a proporção de inadimplentes é de 40%, o que totaliza 12,7 milhões de devedores. Na população idosa, considerando-se a faixa etária entre 65 a 84 anos, a proporção é de 31%, o que representa, em termos absolutos, 5,2 milhões de pessoas que não conseguem honrar seus compromissos. Na faixa da população mais jovem – de 18 a 24 anos -, os inadimplentes representam 20% e formam um contingente de 4,8 milhões de devedores.


Sudeste concentra maior número de negativados, mas Norte tem mais inadimplentes proporcionalmente à população

A análise do indicador por região mostra que o Sudeste concentra o maior número de negativados, com 26,94 milhões de inadimplentes. Em seguida, aparecem o Nordeste (16,58 milhões), o Sul (8,12 milhões), o Norte (5,54 milhões) e o Centro Oeste (4,97 milhões). Já analisando o número de inadimplentes como proporção da população de cada região, o destaque é da região Norte, com 46% da população adulta negativada. A menor proporção é a da região Sul (36%).


Ao contrário do número de devedores, dívidas em nome de pessoas físicas caem -0,38% em março

Outro indicador mensurado pelo SPC Brasil e pela CNDL é o de dividas em nome de pessoas físicas. Nesse caso, ao contrário do número de devedores, houve uma pequena retração de -0,38% no último mês de março na comparação com o mesmo mês do ano passado. Já na comparação mensal, sem ajuste sazonal, entre março e fevereiro, houve uma alta de 1,08%.

Para a economista Marcela Kawauti, a queda do número de dívidas a despeito do crescimento de inadimplentes mostra que os consumidores iniciaram o pagamento de suas pendências, ainda que de forma gradual. “Como em média, cada consumidor tem duas dívidas em aberto, se ele paga uma conta, a outra ainda fica pendente, o que não retira o seu CPF do cadastro de negativados. Ainda assim, é algo positivo porque mostra a disposição do brasileiro se recuperar seu crédito, mesmo que lentamente, dentro de suas condições”, afirma a economista Marcela Kawauti.


Setor de telecomunicações e bancos lideram alta, mas dívidas retraem no comércio e com contas básicas

Os dados por setor credor mostram que as dívidas que mais cresceram em março são as contas de telefone, TV por assinatura e internet, cuja alta observada foi de 7,76% na comparação anual. Em segundo lugar, estão as dívidas bancárias, com crescimento de 4,83%, que englobam cartão de crédito, empréstimos, financiamentos e seguros. Os setores que mostraram queda em março são as contas de água e luz (-0,55%) e os crediários no comércio (-7,55%).

Em termos de participação, mais da metade (51%) das dívidas em atraso registradas no Brasil são com bancos ou demais instituições financeiras. Em seguida surgem o comércio (18%), contas com companhias de telefonia, TV por assinatura e internet (14%) e atrasos com as concessionárias de água e luz (8%).


Metodologia

O indicador de inadimplência do consumidor sumariza todas as informações disponíveis nas bases de dados às quais o SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) e a CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) têm acesso. As informações disponíveis referem-se a capitais e interior das 27 unidades da federação. A estimativa do número de inadimplentes apresenta erro aproximado de 4 p.p., a um intervalo de confiança de 95%.


 

 

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