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quarta-feira, 11 de abril de 2018

Smart Cities: cidades cada vez mais inteligentes


 Seul

                                                                                                 Barcelona

Nas cidades inteligentes, o cidadão e os serviços essenciais estão conectados, utilizam energia limpa, reaproveitam a água, tratam o lixo, compartilham produtos, serviços e espaços, se deslocam com facilidade e usufruem de serviços públicos de qualidade. Além disso, a cidade inteligente cria laços culturais que une seus habitantes, propicia desenvolvimento econômico e melhoria da qualidade de vida.

Em busca do status de Smart City, cidades de todas as regiões do planeta irão investir entre US$ 930 bilhões e US$ 1,7 trilhões ao ano até 2025. Porém, mais do que investimentos, a cidade para ser inteligente, necessita de iniciativas inteligentes do poder executivo e legislativo.

A iniciativa privada tem se reunido em fóruns mundiais, como o SmartCity Business America, para apontar soluções e oportunidades de negócios no mercado das Smart Cities. Entre as adaptações, que seguem o desejo da população, estão a adoção de conceitos e tecnologias sustentáveis; inclusão urbana, ao contrário do isolamento das periferias; educação agregadora para evitar a radicalização; foco total na educação presencial e inclusiva até os 18 anos; e planejamento urbano que contemple os espaços para ensino e educação, que hoje não é apenas uma questão acadêmica.

Com essas novas características, as cidades inteligentes terão um aumento da oferta de emprego nos setores públicos, de hospitalidade e, principalmente, da economia criativa, área que tem crescido exponencialmente, tendo como processo principal o ato criativo e resultando, entre outros, na transformação da cultura local em riqueza econômica.

Essa evolução social e cultural promete gerar novo desejos, fazendo com que a cidade seja utilizada cada vez mais por prazer e promovendo ideais como inclusão, aproximação, conectividade, relacionamento e compartilhamento. O conceito aborda, também, a verticalização das cidades, com práticas sustentáveis e encurtando distâncias com soluções inteligentes de transporte, com o carro deixando de ser sonho de consumo; e uma transformação legislativa, que deverá possibilitar e encurtar caminhos para o desejo da maioria.

As novas tecnologias vão permitir, ainda, que as pessoas possam trabalhar em casa, além de não precisarem se deslocar para adquirir o básico ou resolverem problemas burocráticos. Não tem mais lógica as pessoas se dividirem diariamente entre dois ambientes (residencial e comercial). Assim como não existe lógica no horário comercial padrão. Por qual motivo a maioria das pessoas é obrigada a se deslocar nos mesmos horários? Veremos, em breve, o fim dos prédios comerciais como conhecemos. Já os prédios residenciais ganharão novos conceitos e funcionalidades.

Fica claro que os próximos anos serão de transformações intensas nos grandes centros urbanos. O conceito das Smart Cities tem ganhado força em todos os continentes e, em breve, seus benefícios estarão presentes em nossas vidas. Em um ambiente cada vez mais degradado e com dicotomias religiosas e políticas, as cidades inteligentes, apostando na inclusão, em soluções compartilhadas e em serviços públicos eficazes, podem representar a oportunidade de viver numa sociedade ideal.





Carlos Rodolfo Sandrini - arquiteto, urbanista e presidente do Centro Europeu (www.centroeuropeu.com.br).


Sua profissão está em risco? Reinvente-se!


Em 1º de Maio, o Dia do Trabalho (ou Dia do Trabalhador) é comemorado em muitos países. Há motivos para festa? Sim, porque é um dia dedicado a reafirmar a importância do trabalho na vida de cada pessoa e a repensar os direitos de milhões de trabalhadores, nem sempre respeitados, em especial dos mais pobres e das vítimas de migrações forçadas. E há motivos para reflexão? Muito mais. O avanço avassalador do uso de novas tecnologias está criando novas profissões, mas, principalmente, fazendo desaparecer quase que da noite para o dia milhões de postos de trabalho.

Você se considera seguro em sua profissão? Mais do que em qualquer outra época da história da humanidade, como ocorreu nas grandes descobertas que levaram à revolução industrial, o mundo vive hoje um período turbulento e de profundas transformações. Com uma visão futurista do mercado de trabalho, o autor japonês Ryuho Okawa deixa recado sintomático aos jovens profissionais em seu livro Trabalho e Amor: “Devem escolher intencionalmente trabalhos que os outros não querem fazer. Devem sentir prazer em navegar por mares desconhecidos e apostar seu futuro em áreas menos conhecidas.”

Tarefas que você está executando com muita dedicação, baseado no que aprendeu durante anos de formação e pela experiência, podem ser substituídas a qualquer momento por um robô ou um software. Há dezenas de exemplos. Quase ninguém mais recorda de funções como telefonista, alfaiate, costureira, sapateiro, arquivista, digitador, cobrador de ônibus e todas aquelas ligadas à indústria e substituídas por robôs. Nos serviços públicos, dezenas de funções burocráticas estão sendo engolidas pela informatização. E a automação dos serviços bancários já está eliminando milhares de empregos no setor. Até mesmo no campo, lavradores estão sendo substituídos por máquinas. 

Há mudanças mesmo em profissões criativas, consideradas quase intocáveis por exigir grande volume de conhecimento e experiência. Ninguém mais está totalmente protegido. É o caso do jornalismo, da advocacia e até da medicina. Alimentados por grande quantidade de dados, há computadores capazes de escrever um texto ou de montar um processo de defesa.

Na área médica, equipamentos com finalidade diagnóstica já são vendidos com programas baseados em algoritmos que podem ajudar, por exemplo, um ortopedista a detectar alguma anormalidade em um raio-X ou em outros exames de imagem, como aqueles que mapeiam a retina em busca de degenerações. A Inteligência Artificial pode se igualar e até superar o homem quando o assunto é saber quem é doente e quem não é (Folha de S.Paulo, 22/2/2018). Cada vez mais, o médico divide sua rotina com o computador.

Nós trabalhadores devemos ficar de olhos abertos, nunca deixar de estudar e ter a consciência de que precisamos constantemente nos reinventar e apostar em áreas que ainda não tenham alcançado o pleno desenvolvimento. É impensável em um mercado de trabalho em constante evolução achar que teremos 30 ou 40 anos de profissão sem enfrentar tropeços. Ainda de acordo com Okawa, uma das condições para o sucesso neste novo mundo dominado pela tecnologia é “progredir num campo absolutamente desvinculado de qualquer coisa que tenha sido feita, e então combinar o novo com o velho para criar algo totalmente original”. Para ele, a tendência atual é o fortalecimento de profissões e trabalhos capazes de trazer felicidade ao ser humano, com menos consumismo e mais sustentabilidade – uma reação aos excessos da economia atual.

As tendências do futuro são voltadas para coisas que brotam de uma diferente maneira de pensar. Crianças e jovens precisam ser conscientizados dessa realidade desde o início de sua formação. Como líderes da sociedade do futuro, deverão ser capazes de guiar a humanidade por caminhos desconhecidos. Que o Dia do Trabalho seja um momento de festa, de reivindicar direitos, mas acima de tudo de reflexão.





Milton Nonaka - consultor de novos negócios da editora IRH Press do Brasil, que publica em português as obras de Ryuho Okawa. Um dos autores mais prestigiados no Japão, Okawa tem mais de 2.300 livros publicados, ultrapassando 100 milhões de cópias vendidas, em 29 idiomas.  (www.okawalivros.com.br)


Entenda a diferença entre protesto e intimação


Instituto de Protesto – MG esclarece as dúvidas sobre esses dois procedimentos e explica como agir em ambos os casos


Quando o assunto é protesto extrajudicial, muitas pessoas confundem a intimação com o protesto propriamente dito. Assim, para esclarecer, o Instituto de Protesto-MG mostra a diferença desses dois procedimentos e explica como agir em cada circunstância.

“Uma intimação é uma espécie de aviso enviado pelo cartório para o devedor, entregue pessoalmente por um funcionário do cartório para comunicá-lo sobre uma dívida ou por meio de carta com Aviso de Recebimento (AR). Quando esse procedimento não é possível, a intimação é publicada em edital público eletrônico. A intimação também funciona como um alerta para que a pessoa pague em até três dias úteis seu débito, visto que, caso contrário, ela será protestada”, diz Carlos Londe, tabelião e representante do Instituto de Protesto – MG.

Londe ressalta ainda que a intimação é expedida antes da concretização do protesto e não quando ele é realizado, ou seja, quando alguém recebe a intimação, ela ainda não foi protestada. Logo, há um período para que o devedor possa negociar ou quitar a dívida com o credor, ou mesmo entrar com ação judicial.  “O protesto é efetivado apenas se a pessoa não quitar o débito no prazo e, no Estado de Minas Gerais, os três dias passam a valer a partir do recebimento da intimação”, destaca.

Se a dívida for negociada diretamente com o credor, o devedor deve pedir a desistência do protesto. Porém, se a dívida não for paga mesmo após a negociação, o protesto poderá ser novamente solicitado. 

Depois da efetivação do protesto, para regularizar a situação, basta que o devedor efetue o pagamento junto ao credor, que lhe entregará o próprio título, o instrumento de protesto ou uma carta de anuência, documentos que permitem o cancelamento do protesto junto ao cartório. Caso o devedor não tenha mais os dados do credor, o mesmo tabelionato que efetuou o protesto pode fornecer uma certidão positiva, com os dados do credor.

A partir disso, o Tabelionato enviará uma certidão de cancelamento aos órgãos de proteção ao crédito que, ao receberem a certidão, providenciarão a baixa do registro nos seus bancos de dados.


Segurança

Carlos Londe reforça que, se houver dúvida ao receber uma intimação, a pessoa deve telefonar para o cartório de protesto antes de adotar qualquer atitude para confirmar se a intimação que recebeu procede. Os telefones dos cartórios estão disponíveis no site protestomg.com.br, do Instituto de Protesto - MG.

“Lembrando que não é recomendado ligar para o número que consta na cobrança da dívida, porque se for golpe, o telefone certamente será falso”, enfatiza. Ele acrescenta que, se a pessoa receber uma ligação ou um e-mail cujo conteúdo seja uma intimação de protesto, ela pode ter a certeza de que se trata de um golpe, uma vez que esses meios não são utilizados pelos cartórios em questão.

No protestomg.com.br, o internauta também pode consultar, gratuitamente, a existência de protestos em um CPF ou CNPJ. A pesquisa é feita em cartórios de todos os estados brasileiros. Além disso, é possível emitir uma certidão que detalha os dados dos protestos existentes do documento pesquisado. Caso não existam protestos, será expedida a certidão negativa que comprova que a pessoa não possui dívidas protestadas em cartório.
 

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