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quarta-feira, 11 de abril de 2018

Uma luz no fim do túnel. Será?


O Ministério da Educação anunciou dias atrás o congelamento de vagas de medicina no País. A partir de agora, pelos próximos cinco anos, será estancada a abertura irresponsável de faculdades médicas, que ocorria há quase três décadas sem quaisquer critérios.
       
Lamentavelmente a medida não revoga a criação de 37 cursos aprovados pela ex-presidente Dilma Rousseff, na esteira do Programa Mais Médicos. De qualquer maneira, se olharmos somente o aspecto positivo, é um alento para o Brasil e para nossos pacientes.

         Todos sabemos que um lobby poderoso transformou o campo da medicina em filão atraente para um grupo de empresários mercantilistas.  As mensalidades giram em torno de R$ 7 mil a R$ 13 mil. Assim, seguidos governos entraram no jogo, fazendo opção pela quantidade em vez da qualidade. Apenas nos últimos quatro anos, o número de vagas saltou de 19 mil para 31 mil.

         No Brasil até nasceu a “profissão” de criador de projetos para abrir cursos médicos. Para ter uma ideia da consequência desta irresponsabilidade, hoje temos 307 escolas para 207 milhões de habitantes. A China, com cerca de 1,4 bilhão de habitantes, possui 150 faculdades de medicina, o suficiente para resolver bem os problemas da assistência em saúde.

         Não haveria nada a temer, caso nossos cursos médicos colocassem na linha de frente de atendimento profissionais com capacitação de excelência. O problema é que, ano a ano, o nível da graduação piora, conforme atestam as seguidas edições do Exame do Cremesp para recém-graduados.
O mais recente, realizado em 2017, teve seus resultados divulgados em fevereiro de 2018. A despeito de a prova ser considerada de nível intermediário, 88 % não souberam interpretar o resultado de um exame de mamografia e erraram a conduta terapêutica de uma paciente.

Entre tantas estatísticas desalentadoras, registro mais duas que deixam bem claro que estamos formando profissionais que no máximo servem para cuidar de gripe. Mais da metade dos novos médicos avaliados, ou melhor, exatos 54% não conseguiram analisar o comportamento da frequência cardíaca e da pressão arterial durante a gravidez. Outros 50% não souberam respeitar a autonomia do paciente.
Faculdades sem condições e estrutura adequada à boa formação, como hospital-escola e corpo docente competente, são risco à saúde e à vida da população.

Portanto, também é necessário ressaltar que o decreto do MEC deixa perigosa lacuna. Falo sobre as dezenas, talvez até centenas, de cursos que atualmente funcionam à margem de fiscalização rigorosa e repleto de insuficiências.

É imprescindível que as faculdades de medicina passem por controle de qualidade. Aquelas que não atingirem o padrão, tem de ser fechadas, se não solucionarem suas falhas.
Médico é para tratar de gente, jamais se pode esquecer disto. Seriedade na graduação é o mínimo que podemos exigir das escolas. Já quanto aos nossos políticos, a eleição se aproxima.



Antonio Carlos Lopes - presidente da Sociedade Brasileira de Clínica Médica

Fatura do cartão de crédito consome um terço do orçamento


Número está bem acima do recomendado por especialistas; entre os principais gastos estão compras e transporte

Nos últimos tempos, os gastos excessivos com o cartão de crédito entraram no foco do Banco Central e de entidades de defesa do consumidor. Em 2017 chegou-se a lançar uma campanha pelo "uso consciente" do cartão, e houve mudança nas regras do pagamento do crédito rotativo, uma forma de diminuir os juros pagos pelo consumidor. Mesmo assim, o pagamento da fatura do cartão ainda consome cerca de um terço do orçamento de quem usa o "dinheiro de plástico".  

Segundo dados da plataforma de finanças pessoais Guia Bolso, em média, 33,22% dos ganhos foram usados para quitar a conta do cartão em janeiro - número até um pouco maior que o observado seis meses antes (32,81%). O número está bem acima do recomendado por especialistas - para Bruno Poljokan, diretor da fintech de crédito Just, o ideal seria algo em torno de 10%. Entre os principais gastos dentro da fatura do cartão estão as compras, que vão desde roupas e utensílios a jogos online, (26,93%); mercado (12,86%) e transporte (12,05%).

Gastos com serviços e mercado - além das famosas "parcelinhas" - são as principais contas da fatura do editor de vídeo João Vitor Albuquerque. O saldo final das contas corrói 60% do orçamento todo mês. O número é alto porque é no cartão que ele concentra todos os gastos - até a recarga do bilhete único. Ele justifica que adota essa estratégia para obter vantagens oferecidas pelas instituições financeiras como a conversão em milhas aéreas. A peleja de todo mês é organizar as parcelas para não comprometer ainda mais o fluxo de caixa e acabar caindo na ciranda de juros da dívida mais cara do mercado: o rotativo.

Para Nicola Tingas, economista da Acrefi (Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento), as pessoas abusam do cartão de crédito pela falta de informação e pela necessidade de complementar a renda. "Muita gente não tem noção de que está com um produto tão caro e, quando vê, já está afundada em dívidas", observa. Além disso, lembra, em fase de recuperação da economia, as pessoas começam a voltar a cometer pequenas "extravagâncias". 


DÍVIDAS 
 
Para Poljokan, o grande vilão do cartão são as compras parceladas. "Quando parcela o valor da compra, a pessoa perde a noção de fluxo de caixa e vai comprometendo a conta até chegar ao limite e não conseguir pagar, acabando no rotativo", explica.

Uma regra geral de finanças que ele recomenda é a 50-15-35, em que 50% do orçamento são destinados a gastos essenciais, como aluguel e contas da casa; 15% para juros de financiamentos, como carros, apartamento ou empréstimo pessoal; e 35% para gastos com estilo de vida. O primeiro passo para se organizar, segundo Poljokan, é evitar parcelar compras atreladas ao estilo de vida - como salão de beleza e viagens -, deixando essa facilidade para gastos maiores.

Além da comodidade de contratação e da popularização do cartão de crédito, Marianne Hanson, economista da CNC (Confederação Nacional do Comércio), explica que o cartão toma tanto espaço no orçamento porque vem substituindo outras modalidades de dívida mais utilizadas no passado, como o cheque pré-datado e o carnê de loja.

No início de 2010, quando teve início a Peic (Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor), medida pela CNC, o cheque pré-datado era apontado como a principal dívida por 4% dos entrevistados. Já em março de 2018, essa modalidade foi apontada como a maior por apenas 1,2%. No caso do carnê de loja, era o principal responsável pelas dívidas para 30% dos entrevistados em 2010, tendo caído para 16% em março. Já a dívida do cartão de crédito hoje é apontada como a principal por 76,4% das famílias endividadas, de acordo com a CNC. 


REGRAS 
 
Há um ano o governo mudou as regras do rotativo. Agora, os bancos são obrigados a transferir, após um mês, a dívida do rotativo do cartão para a modalidade parcelada, a juros mais baixos. A intenção era permitir que a taxa de juros para o rotativo recue, já que o risco de inadimplência, em tese, cai com a migração para o parcelado. O juro médio total cobrado no rotativo, entretanto, subiu 5,9 pontos porcentuais de janeiro para fevereiro, segundo o Banco Central. Com isso, a taxa passou de 328% em janeiro para 333,9% ao ano em fevereiro.




Fonte: Folha de Londrina (Blogue)



Mais de 2,5 bilhões de dados roubados ou comprometidos em 2017


O Breach Level Index da Gemalto destaca os riscos que mais cresceram neste ano: a frágil segurança implementada em algumas bases de dados na nuvem e ameaças internas


Amsterdã  - Gemalto (Euronext NL0000400653 GTO), líder mundial em segurança digital, lançou hoje as mais recentes descobertas do Breach Level Index, revelando que 2,6 bilhões de dados foram roubados, perdidos ou expostos mundialmente em 2017, um aumento de 88% em relação a 2016. Enquanto os incidentes de violação de dados diminuíram 11%, 2017 foi o primeiro ano de divulgação pública em que as violações superaram mais de 2 bilhões de registros de dados comprometidos desde que o Breach Level Index começou a rastrear as violações de dados em 2013.

Para saber mais sobre as estatísticas e tendências de 2017, inscreva-se no nosso próximo webinar "Novas descobertas sobre violação de dados: o ano de ameaças internas e dados perdidos"

Durante os últimos cincos anos, quase 10 bilhões de registros foram perdidos, roubados ou expostos, com uma média de 5 milhões de registros comprometidos a cada dia. Dos 1.765 incidentes de violação de dados em 2017, a fraude à identidade representou o principal tipo de violação de dados, contabilizando 69% de todas as violações. Intrusos mal intencionados continuam sendo a principal ameaça à segurança cibernética no último ano, com 72% de todos os incidentes de violação. Empresas dos setores de saúde, serviços financeiros e de varejo foram os principais alvos de violação no último ano. Entretanto, as instituições governamentais e educacionais não estiveram imunes aos riscos cibernéticos em 2017, com 22% de todas as violações.
O Breach Level Index* serve como um banco de dados global que rastreia e analisa violações de dados, o tipo de dados comprometido e como foi acessado, perdido ou roubado. Com base nos registros de violação de dados coletados no Breach Level Index, os destaques principais de 2017 incluem:

  • Erro humano, um grande problema de gestão de riscos e segurança: perda acidental, consistindo em descarte inadequado de dados, bases de dados mal configuradas e outros problemas de segurança não intencionais, levaram 1,9 bilhão de registros a serem expostos. Um aumento considerável de 580% no número de registros comprometidos em relação a 2016.
  • Fraude à identidade ainda é o tipo principal de ameaça a dados: a fraude à identidade representou 69% de todos os incidentes de violação de dados. Mais de 600 milhões de registros foram afetados resultando em um aumento de 73% em relação a 2016.
  • Aumento de ameaças internas: o número de incidentes de pessoas mal intencionadas com informações confidenciais diminui levemente. Entretanto, a quantidade de registros roubados aumentou para 30 milhões, um aumento de 117% em relação a 2016.
  • Perturbação: o número de dados violados por ataques do tipo que causa transtornos apenas (nuisance attack) aumentou 560% em relação a 2016. O Breach Level Index define uma violação de dados como um transtorno quando os dados comprometidos incluem informações básicas como nome, endereço e/ou número de telefone. A maior ramificação deste tipo de violação muitas vezes é desconhecida, uma vez que os hackers utilizam estes dados para orquestrar outros ataques
"A manipulação de dados ou ataques à integridade de dados representam uma ameaça possivelmente mais desconhecida para organizações combaterem mais que uma simples ameaça a dados, uma vez que pode permitir os hackers alterarem tudo, desde volumes de vendas até propriedades intelectuais. Por natureza, as violações à integridade de dados são com frequência difíceis de identificar e em muitos casos, onde este tipo de ataque ocorreu, temos ainda que ver o real impacto", disse Jason Hart, vice-presidente e diretor de tecnologia para proteção a dados na Gemalto. “No caso da violação de confidencialidade, ou privacidade, dos dados, uma organização deve controlar, por criptografia, a gestão das chaves e de acessos de usuários no local a fim de assegurar que a integridade dos dados não esteja adulterada e que pode ser ainda confiável. Independentemente de quaisquer preocupações em torno da manipulação, estes controles iriam proteger os dados no local, os tornando inúteis no momento em que são roubados."


Violações de dados por tipo

A fraude à identidade foi o principal tipo de ameaça a dados, representando 69% de todos os incidentes e constituindo 26% de dados ameaçados em 2017. 

O segundo tipo que mais prevalece foi o acesso a dados financeiros (16%). O número de dados perdidos, roubados ou comprometidos aumentou, sendo o principal tipo de transtorno por violação de dados (560%), que constitui 61% de todos os dados comprometidos. Acessos a contas e violações do tipo existencial diminuíram tanto em incidentes como em registros em relação a 2016.


Violações de dados na indústria

Em 2017, as indústrias que experimentaram o maior número de incidentes de violação de dados foram de saúde (27%), serviços financeiros (12%), educação (11%) e governo (11%). Em termos de quantidade de dados perdidos, roubados ou comprometidos, os principais setores alvo foram governamentais (18%), setores financeiros (9,1%) e de tecnologia (16%).


Violações de dados na origem

Intrusos mal intencionados foram a principal origem de violações de dados, representando 72% das violações, com apenas 23% de todos os dados comprometidos. Enquanto a perda acidental foi a causa de 18% das violações de dados, contabilizou 76% de todos os dados comprometidos, um aumento de 580% em relação a 2016. Violações de informações confidenciais por conta de pessoas mal intencionadas representam 9% do número total de incidentes, entretanto esta origem de violação experimentou uma significativa diminuição (117%) no número de dados comprometidos ou roubados em relação a 2016.

"As empresas podem reduzir o risco em torno de uma violação através de uma abordagem de 'segurança por design', incorporando protocolos de segurança e arquitetura no início", disse Jason Hart, vice-presidente e diretor de tecnologia para proteção de dados na Gemalto. “Isto será especialmente importante, considerando que em 2018 novas regulamentações governamentais como a Regulamentação Geral Europeia de Proteção a Dados (GDPR) e a Lei Australiana de Privacidade (APA) entrarão em vigor. Estas regulamentações requerem que as empresas se adaptem a uma nova mentalidade quanto à segurança, protegendo não apenas seus dados sensíveis, mas também a privacidade dos dados de clientes que armazenam ou gerenciam."
 
*O Breach Level Index é um banco de dados global que rastreia as violações de dados e mede sua gravidade com base em múltiplas dimensões, incluindo o número de registros comprometidos, o tipo de dados, a origem de violação, como os dados foram utilizados e se os dados foram criptografados ou não. Ao atribuir uma pontuação de gravidade a cada violação, o Breach Level Index fornece uma lista comparativa de violações, distinguindo violações de dados que não são graves diante daquelas que são realmente impactantes (pontuações de 1 a 10).




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