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sexta-feira, 14 de julho de 2017

Saúde em viagens - como prevenir trombose



Viagens podem atrapalhar a circulação e causar trombose, alerta cirurgião vascular que deixa dicas essenciais


As longas horas viajando de carro, ônibus ou avião pode colaborar com o surgimento de trombose venosa profunda, uma vez que a pressão venosa aumenta quando estamos parados pela diminuição da drenagem venosa da panturrilha. As meias elásticas podem ser a solução para evitar as varizes e melhorar a circulação no período.


Considerada a 14ª causa de afastamento do trabalho em todo o mundo, durante o período de férias os sintomas de varizes podem se agravar por conta do tempo que as pessoas passam na mesma posição durante as viagens. Dr. Caio Focássio, cirurgião vascular de SP, explica que passar longas horas viajando de carro, ônibus ou avião pode colaborar com o surgimento de trombose venosa profunda, uma vez que a pressão venosa aumenta quando estamos parados pela diminuição da drenagem venosa da panturrilha.
 
“Quando estamos nessa posição, as pernas ficam paradas para baixo, favorecendo o edema por redução do fluxo venoso, podendo levar a um quadro de oclusão venosa (trombose venosa) que levará a insuficiência venosa crônica e surgimento de varizes a médio prazo”, diz o médico.

Mais comum em mulheres (acometem elas na proporção de 4 para cada homem), os problemas vasculares costumam ser predispostos pela hereditariedade, idade, raça, obesidade, gestação, uso de anticoncepcionais e, claro, pela postura. A doença, todavia tem tratamento e pode ser prevenido. No caso das viagens, além de fazer uso de medicamentos – se necessário - também é possível usar meias elásticas para ajudar no retorno venoso dos membros inferiores e, preferencialmente, fazer algumas pausas durante o percurso para se movimentar (no caso do transporte aéreo, vale dar uma voltinha pela aeronave) e, assim, ajudar a manter a saúde e a beleza das pernas.






FONTE: Dr. Caio Focássio - Cirurgião vascular formado pela Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo e Membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular. Pós graduado em Cirurgia Endovascular pelo Hospiten – Tenrife (Espanha). Médico assistente da Cirurgia Vascular da Santa Casa de São Paulo.





quinta-feira, 13 de julho de 2017

Por que a alergia e ressecamento da pele pioram no inverno?



Dermatologista da Clinica Fares explica a causa do ressecamento e como é possível cuidar da pele no frio 




A dermatologista da Clinica Fares , Mayra Matos, explica que é muito comum nessas estações o ressecamento da pele e que ele é atribuído devido a algumas mudanças no ambiente e também de comportamento.  

Segundo a dermatologista, nas estações de baixa temperatura a umidade do ambiente é menor. Além disso, passamos mais tempo no banho, com a temperatura da água bem quente.

“O uso de roupa de lã e sintéticas com frequência podem irritar a pele e piorar o ressecamento.”, explica. 
  
Para ajudar nos cuidados, a dermatologista listou onze dicas simples, mas que podem ajudar a pele no inverno.

1.   Limpe sua pele com sabonetes e tónicos para peles sensíveis, livres de sabão.

2.   Tome banhos curtos e mornos, evite se ensaboar demais e usar buchas.

3.   Aplique um hidratante diariamente, pelo menos 1x ao dia, logo após o banho! Prefira cremes a loções! 

4.   Evite cremes altamente perfumados e coloridos, eles podem irritar a pele.

5.   Use roupas de algodão diretamente em contato com a pele, em vez de produtos sintéticos ou lã.

6.   No frio temos tendência a diminuir a ingestāo de água, entāo fique atento para beber mais líquido.

7.   Produtos antienvelhecimento contendo alfa-hidroxiácidos e retinóides podem piorar o ressecamento. Se isso ocorrer, diminua a frequência e o volume da aplicação. 

8.   Evite produtos para pele a base de álcool e gel, podem causar irritaçāo.

9.   O protetor solar é essencial durante o inverno. O índice UV pode ser alto, mesmo em um dia nublado.

10.               As condições comuns da pele como eczema, dermatite seborreica e psoríase podem piorar durante o inverno. Isto é devido ao ressecamento da pele e à maior freqüência de infeções respiratórias. Manter um estilo de vida saudável é fundamental para evitar essa situaçāo.

11.               Os lábios podem ressecar muito no inverno. Use hidratantes específicos para essa região para evitar rachaduras.





Silicone com chip é revolução na cirurgia de prótese de mama



Microchip pode armazenar informações importantes sobre a prótese de silicone como data da fabricação, além do número de série, formato, modelo, volume e data de colocação na paciente


Há 55 anos foi realizada a primeira cirurgia mamária de aumento relacionada à estética, nos Estados Unidos. Desde então, o número de cirurgias para colocar silicone só cresceu. Segundo dados da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (Isaps), divulgados no segundo semestre de 2016, no ano de 2015 foram realizadas mais de 2.577.810 cirurgias no mundo. Já no Brasil foram cerca de 358.655 mil intervenções cirúrgicas relacionadas à estética com objetivo de aumentar, suspender, corrigir a flacidez ou diminuir os seios.

“O Brasil avançou bastante em relação aos outros países, não apenas no aprimoramento técnico por parte dos cirurgiões mais na assimilação de tecnologias de ponta. Atualmente, contamos com duas grandes novidades no setor de cirurgia plástica, são elas: o Silicone com microchip e o Scanner 3D. Ambas têm finalidades diferentes, mas estão inseridas no contexto da plástica mamária”, explica o cirurgião plástico responsável pelo Centro de Referência em Cirurgia Mamária do Hospital Moriah, Dr. Alexandre Mendonça Munhoz (CRM 81.555).

O Silicone com chip é um implante inteligente, o microchip armazena informações como número de série da prótese, tamanho, volume e data de colocação na paciente. Esta inserido no conceito de segurança presente na maioria dos hospitais acreditados que é a segurança, identificação e rastreabilidade dos implantes/órteses. Isso evita problemas futuros como, por exemplo, a troca da prótese.

“As mulheres ficam anos com uma prótese, e os modelos mais modernos pode chegar a quase duas décadas. No momento da troca ela não se lembra de informações básicas para o cirurgião fazer o correto planejamento, ou as mesmas foram extraviadas, como volume, marca, tamanho. O microchip serve para esses casos que se perdem em nossa memória com o tempo, pois o chip agrupa e guarda esses dados, dentro da prótese, e acessíveis por meio de um leito externo a qualquer momento.”, completa Prof. Munhoz.

O Chip, com 4 mm, conta com um armazenamento com longa duração, fica localizado dentro da prótese e permite a rastreabilidade de muitas referências. Após a cirurgia, esses dados são acessados por meio de radiofrequência, com um leitor externo. “Essa prótese é a primeira do mundo com revestimento construído por meio da nanotecnologia. Estudos relacionados a ela demonstram maior durabilidade, resultados melhores a longo prazo, redução nos níveis de contratura muscular, entre outros benefícios”, detalha o cirurgião.

O Dr. Alexandre Munhoz também adianta que há pesquisas em andamento com microchips que fornecem informações como temperatura, pressão interna do implante e alterações químicas referentes ao silicone.




Hospital Moriah




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