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segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Lavagem seminal permite que homem com vírus HIV não contamine mulher e filhos



Técnica da reprodução assistida é aplicável a outras doenças virais e separa espermatozoides infectados, possibilitando tratamentos seguros 


Uma tecnologia da Medicina Reprodutiva permite que doenças virais, como o HIV (AIDS) e as Hepatites B e C, não sejam transmitidas aos filhos ou ao parceiro não infectado. A técnica, chamada lavagem seminal, centrifuga e filtra o sêmen, isolando os espermatozoides não contaminados do restante do líquido seminal. A técnica possibilita que os espermatozoides sadios sejam utilizados em procedimentos de reprodução assistida, sem risco de contaminação.

“A técnica é utilizada há 15 anos e possibilita a gravidez sem que existam riscos de contaminação aos envolvidos sem o vírus, a mulher ou ao futuro bebê”, explica o Dr. Paulo Serafini, especialista em reprodução humana e sócio-diretor do Grupo Huntington. “Apesar do procedimento não ser recente, poucos sabem de sua existência e até se surpreendem com a possibilidade. É uma oportunidade aos casais que têm o sonho de construir uma família saudável”.

Como é feita a lavagem seminal?
  1. O monitoramento da infecção do HIV é realizado. O esperma do paciente, que é coletado e submetido a processos de centrifugação e lavagem, é analisado;
  2. Ocorre a separação do plasma seminal, que contém o vírus dos espermatozoides;
  3. Uma amostra é enviada para analise da quantidade de vírus presente, garantindo a não contaminação da parceira nos casos de inseminação intrauterina ou FIV. A outra parte é congelada e mantida separada;
  4. Caso os testes apontem a ausência completa dos vírus, os espermatozoides congelados serão utilizados. 
A andrologista Livia Barroso Cremonesi, uma das responsáveis pelo procedimento no Grupo Huntington, explica que o paciente colhe uma amostra seminal no dia do tratamento, assim que é liberado pelo infectologista. “Se a qualidade dessa amostra for boa, aplicamos um procedimento chamado Swim-Up, logo depois da centrifugação, para garantir ainda mais a não contaminação”.

O Dr. Paulo justifica a realização destes exames, que “são importantes para avaliar a saúde como um todo. O sucesso no tratamento depende de fatores interligados, como a qualidade e a quantidade de espermatozoides antes e depois do processo de lavagem seminal”.

Mulher infectada dificulta tratamento 
Existem três possibilidades entre os casais, que variam de acordo com quem está infectado pelo vírus. No caso de ser a mulher, há possibilidades de tratamento, mas com mais cuidados:

Homem infectado e mulher não
Ambos infectados
Mulher infectada e homem não
É o quadro mais comum e simples. O procedimento adotado é a lavagem seminal. A separação dos espermatozoides infectados dos sadios permite a reprodução assistida. “É o quadro mais comum. Após chegar à gravidez, não existem contra-indicações, por se tratar de uma mulher sem carga viral”, explica o Dr. Serafini.
O estado clínico de saúde da mulher é o principal. Se a carga viral positiva for baixa em ambos e as condições clínicas da mulher forem satisfatórias, há possibilidade de que o vírus não seja transmitido ao bebê e o tratamento é realizado.
É o quadro clínico mais complicado. Nos casos de HIV, medicamentos podem diminuir a chance de infecção da mãe ao bebê, além da opção pela cesárea seletiva – sem esses cuidados, a chance de contaminação chega a 25%. No caso das hepatites, o risco de transmissão está diretamente relacionado à carga viral materna e pode chegar a 6%. Neste quadro, há um alto risco para outras doenças sexualmente transmissíveis e, consequentemente, maiores possibilidades de danos às tubas uterinas. Em casos de sucesso na gravidez, a amamentação deve ser evitada.

“Enquanto a quantidade de vírus não for reduzida com os medicamentos disponíveis, as técnicas de reprodução assistida são contraindicadas, pois os indutores de ovulação, que fazem parte do tratamento, podem interferir na função hepática. Também não recomendamos o tratamento quando há alto risco de contaminação por conta da mulher”, analisa o especialista. Quando as condições clínicas são ideais, a inseminação intrauterina e a Fertilização In Vitro são os procedimentos mais indicados.



Huntington Medicina Reprodutiva - www.huntington.com.br

Mães que amamentam: conheça os tratamentos de beleza liberados durante essa fase



 
Procedimentos estéticos durante a amamentação podem ser um forte aliado para a autoestima das mulheres, mas cuidado porque nem tudo está liberado. Especialista tira dúvidas e dá dicas  

Olhar a barriguinha mais flácida, perceber algumas estrias e notar manchas na pele, que aparecem em até 80% das gestantes, são consequências comuns na mulher após o período da gravidez. São aproximadamente quarenta semanas com restrições na rotina e novos cuidados. Porém, o período pós-parto carrega também preocupações com a beleza e muitas mamães se esquecem que a fase da amamentação também requer atenção.  

Para quem pretende reconquistar a boa forma ou o viço da pele, recorrer aos tratamentos estéticos pode ser uma boa opção. De   acordo com a especialista Renata Guidi – pesquisadora e fisioterapeuta dermatofuncional da Ibramed – alguns tratamentos corporais já podem ser realizados pelas mamães após 30 ou 40 dias do parto; já para os tratamentos faciais não há restrição de tempo. 

Um dos tratamentos contraindicados é a carboxiterapia para o combate das estrias e celulite. “A técnica pode promover alteração de sensibilidade, edema e certo desconforto local. Além disso, por se tratar de um procedimento com agulhas pode causar ansiedade, tensão e um certo grau de estresse, podendo interferir nas taxas de liberação hormonal, como da prolactina, que tem a função de estimular a produção do leite materno”, explica a profissional. 

Para tirar dúvidas sobre quais tratamentos estão liberados durante a fase de amamentação, a especialista traz algumas dicas para tranquilizar as mães que pretendem investir em tratamentos estéticos. Confira. 


Flacidez facial – Liberado com cautela 
A radiofrequência é uma técnica bastante utilizada no tratamento da flacidez da pele do rosto e do corpo, porém deve ser utilizada com cautela durante esse período. O equipamento gera um calor intenso, o que em algumas pessoas pode gerar tensão, prejudicando a produção do leite materno. A dica é evitar esse tratamento durante o período de amamentação e procurar outras técnicas que possibilitam resultados também eficazes. A estimulação por microcorrente é indicada para o tratamento da flacidez de pele com ótimos resultados, sem causar desconforto ou qualquer tensão na paciente. 

Tratamento para as estrias – Evitar 
No caso das estrias, os tratamentos estéticos que apresentam melhores resultados envolvem procedimentos minimamente invasivos que utilizam agulhas, como a técnica de carboxiterapia e o eletrolifting, não sendo adequados para mulheres no período de lactação, pois o procedimento pode gerar ansiedade e tensão nas pacientes, principalmente em pessoas com aversão a agulhas.  

Gordura localizada e celulite – Liberado  
Sessões com ultrassom terapêutico de alta potência associado à Corrente Aussie é uma terapia confortável e apresenta excelentes resultados no tratamento da gordura localizada e celulite associado a tonificação muscular ou drenagem linfática. A radiofrequência também pode ser utilizada para este propósito, porém com cautela.

Seu filho ouve bem? Problemas auditivos podem ser detectados em bebês e crianças com idade de 0 a 4 meses




O atraso da fala ou a falta de diálogo são sinais que sugerem a presença de perda auditiva nas crianças. Veja as indicações que os pais e cuidadores devem reconhecer nas crianças e os exames que confirmam o problema


Sabemos que a boa audição na infância é fundamental para o desenvolvimento e comunicação de todas as crianças. Para garantir esse benefício, é necessário que os pais estejam sempre atentos ao menor sinal de perda auditiva.

Segundo a Profa  Dra. Tanit Ganz Sanchez - Otorrinolaringologista com doutorado e livre-docência pela USP, Diretora-Presidente do Instituto Ganz Sanchez, a identificação de problemas auditivos em crianças de 0 a 4 anos é mais fácil quando o caso é grave, mas pode passar despercebida quando o problema é menor.

Atualmente, ainda na maternidade, o bebê deve fazer o teste da orelhinha (emissões otoacústicas). Ele é simples, rápido e eficiente como triagem auditiva, mas não dá ideia de quantidade da perda auditiva. Por isso, além da consulta médica com otorrinolaringologista para avaliação completa dos ouvidos, nariz e garganta, o diagnóstico pode ser confirmado com a Audiometria Infantil Condicionada com Reforço Visual.  “Nessa idade, o exame requer mais prática e habilidade profissional. Deve ser feito por um ou dois fonoaudiólogos em conjunto. O bebê/criança fica sentado/deitado no colo dos pais, dentro de uma cabina com isolamento acústico, usando ou não fones de ouvido. São oferecidos sons com técnicas lúdicas para envolver o bebê/criança durante a testagem. O reforço visual da informação sonora ajuda bastante na confirmação do nível de audição.” 

Segundo a especialista, o exame, quando bem feito, dá informação confiável para o médico otorrinolaringologista e o fonoaudiólogo acompanharem a criança. “É possível verificar o desenvolvimento normal da audição, da fala e da linguagem, detectar a deficiência auditiva, mesmo que seja de grau leve, o mais precocemente possível, comparar o resultado da cirurgia para colocação de tubo de ventilação nos ouvidos, que é usado para tratar da otite secretora ou ‘catarro no ouvido’ e, como ponto principal, ajudar na reabilitação auditiva”,  complementa a Otorrinolaringologista, que também é especialista em zumbido no ouvido.



Seu filho ouve bem?
Dra. Tanit Ganz Sanchez ainda lista uma série de “sinais” que são encontrados em crianças com problemas auditivos: 
  • Demoram a falar ou quase não conversam
  • Não respondem rapidamente às perguntas
  • A TV fica com volume mais alto que o necessário
  • Responde ou fala com frequência “o quê? hã?”
  • A criança projeta ou se posiciona com um dos ouvidos para a frente quando está ouvindo
  • Rendimento escolar pode ser pior
  • Crianças menores parecem desatentas
  • Os pequenos não respondem visualmente, ou seja, não olham para os adultos quando são chamados
  • Na dúvida, investigue a mais, não a menos! Isso é um ato de amor.


Profa  Dra. Tanit Ganz Sanchez -  Otorrinolaringologista com doutorado e livre-docência pela USP, Diretora-Presidente do Instituto Ganz Sanchez, criadora da Campanha Nacional de Alerta ao Zumbido (Novembro Laranja) e do Grupo de Apoio Nacional a pessoas com Zumbido (GANZ). Assumiu a missão de desvendar os mistérios do zumbido e é pioneira nas pesquisas no Brasil, sendo reconhecida por sua didática, objetividade e compartilhamento aberto de ideias. É especialista em Zumbido, Hiperacusia, Misofonia e Distúrbios do Sono.

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