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terça-feira, 13 de outubro de 2026

Peso, altura e desenvolvimento: o que os pais devem observar na saúde dos filhos

Pediatra do Hospital Vitória Apart explica quais indicadores merecem acompanhamento, com que frequência as crianças devem ir ao consultório e por que nem toda consulta exige exames laboratoriais.

 

Entre brinquedos, brincadeiras e a expectativa pelos presentes, o Dia das Crianças também é uma oportunidade para lembrar dos cuidados com a saúde dos. Mesmo quando estão cheias de energia e não apresentam sintomas, as crianças precisam de acompanhamento pediátrico regular para que o crescimento e o desenvolvimento sejam monitorados de perto. 

A pediatra Patrícia Saraiva, do Hospital Vitória Apart, explica que as consultas de rotina vão muito além da avaliação de doenças. Elas permitem acompanhar medidas como peso e altura, observar o desenvolvimento motor, cognitivo e emocional, conferir a vacinação e orientar as famílias sobre alimentação, sono, atividade física, uso de telas e prevenção de acidentes. 

“Crianças saudáveis também precisam ir ao pediatra. O acompanhamento regular permite observar a evolução de cada uma, identificar precocemente possíveis alterações e orientar a família sobre os cuidados necessários em cada fase da infância”, explica Patrícia.
 

Avaliar a saúde infantil não significa fazer exames todos os anos 

Ao contrário do que muitas famílias imaginam, uma consulta de rotina não precisa terminar com uma lista de exames laboratoriais. Não existe uma bateria universal de exames de sangue que toda criança saudável deva realizar anualmente. A indicação depende da idade, do histórico pessoal e familiar, dos fatores de risco, da alimentação, do exame físico e dos achados clínicos. 

O pediatra avalia cada caso e solicita exames quando há indicação, evitando procedimentos desnecessários. O objetivo é investigar possíveis alterações e orientar a prevenção de maneira individualizada. 

Entre os principais pontos observados nas consultas estão cinco indicadores: peso, estatura, desenvolvimento neuropsicomotor, visão e audição, além do estado nutricional. A análise conjunta desses aspectos ajuda a identificar mudanças que merecem investigação. 

“No acompanhamento do crescimento, por exemplo, não basta verificar se a criança está mais alta ou mais pesada do que na consulta anterior. É importante observar o ritmo dessa evolução. A queda persistente na curva de crescimento, a redução da velocidade de ganho de estatura e as alterações significativas de peso podem indicar a necessidade de uma avaliação mais detalhada”, detalha a pediatra.
 

Nem toda diferença é um problema, mas alguns sinais merecem atenção 

Cada criança tem seu próprio ritmo, influenciado pela genética, pela alimentação, pelo sono e pelas condições de saúde. Ainda assim, mudanças persistentes no desenvolvimento precisam ser observadas. 

“Dificuldades na aquisição da fala, na interação social ou na coordenação motora, por exemplo, merecem avaliação quando não correspondem ao esperado para a idade. Alterações de visão e audição também precisam ser identificadas, já que podem interferir na comunicação, na aprendizagem e na socialização. Outros pontos que podem ser investigados durante o acompanhamento incluem alterações da tireoide ou do hormônio do crescimento, sinais de puberdade precoce ou tardia, problemas metabólicos e dificuldades emocionais ou comportamentais”, afirma. 

A recomendação é não esperar que os sinais se intensifiquem para procurar orientação. Quando a família percebe uma mudança importante no comportamento, no crescimento ou nas habilidades da criança, vale conversar com o pediatra.
 

Caderneta de vacinação e hábitos saudáveis também entram na conta 

O cuidado com a saúde infantil não se resume às consultas e aos exames. Manter a caderneta de vacinação atualizada é uma das medidas mais importantes para prevenir doenças e reduzir o risco de complicações. A rotina em casa também faz diferença. Alimentação equilibrada, sono adequado, brincadeiras ao ar livre, atividade física e uso moderado de telas contribuem para o desenvolvimento saudável. 

Para Patrícia Saraiva, o acompanhamento pediátrico deve ser visto como parte da rotina de cuidado, e não apenas como uma resposta quando a criança adoece. “A prevenção começa com a observação e o acompanhamento contínuo. Conhecer o padrão de crescimento e desenvolvimento da criança ajuda a perceber mudanças e a agir no momento adequado”, reforça a pediatra do Hospital Vitória Apart. 

Neste Dia das Crianças, além de celebrar a infância, vale incluir na lista de cuidados um compromisso que faz diferença durante todo o ano: manter as consultas em dia e acompanhar de perto cada nova descoberta, conquista e etapa do desenvolvimento.


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