Pesquisar no Blog

terça-feira, 13 de outubro de 2026

Outubro Rosa: além da queda de cabelo, como o tratamento contra o câncer também afeta a pele

Ressecamento, coceira, descamação, radiodermite e cicatrizes estão entre as manifestações dermatológicas que podem impactar o conforto e a qualidade de vida de pacientes oncológicos
 

Durante o Outubro Rosa, mês dedicado à conscientização sobre o câncer de mama, a atenção costuma estar concentrada na prevenção, no diagnóstico e na importância do tratamento. Mas, ao longo dessa jornada, existem efeitos que vão além daqueles mais conhecidos, como a queda de cabelo, a fadiga e as náuseas. A pele também pode ser afetada por diferentes tratamentos oncológicos e, muitas vezes, esse impacto ainda é pouco discutido. 

Quimioterapia, radioterapia, terapias-alvo, hormonioterapia e imunoterapia podem estar associadas a diferentes manifestações dermatológicas, como ressecamento intenso (xerose), coceira, descamação, alterações de sensibilidade e radiodermite, além de cicatrizes relacionadas a procedimentos cirúrgicos. Essas alterações podem provocar desconforto e impacto psicossocial e, em determinados casos, interferir na continuidade do tratamento. 

Um comentário publicado em 2025 na revista Supportive Care in Cancer chama atenção para a importância de incorporar o cuidado dermatológico à jornada de pacientes oncológicos. Segundo os autores, as toxicidades cutâneas associadas aos tratamentos podem comprometer a qualidade de vida e, em alguns casos, levar à redução, ao atraso ou até à interrupção da terapia anticâncer. O trabalho defende uma abordagem multidisciplinar, envolvendo oncologistas, dermatologistas, pacientes e cuidadores. 

“Quando falamos sobre os efeitos do tratamento contra o câncer, pensamos imediatamente em manifestações como queda de cabelo, náuseas e fadiga. Mas a pele também pode sofrer alterações importantes. Ressecamento, coceira, descamação e outras manifestações podem causar desconforto e afetar a rotina do paciente. Por isso, reconhecer essas alterações e buscar orientação adequada é parte importante de um cuidado integral”, diz Fernanda Beltrão, head da Área Médica dos Laboratórios Pierre Fabre no Brasil.
 

A pele durante o tratamento oncológico

As manifestações dermatológicas variam de acordo com o tratamento realizado, o medicamento utilizado e as características de cada paciente. Entre elas, a xerose, caracterizada pelo ressecamento, aspereza e, em casos mais intensos, fissuras na pele, está entre as reações cutâneas associadas às terapias contra o câncer.

Um estudo publicado no Dermatologic Therapy avaliou 319 pacientes adultos em tratamento contra o câncer que apresentavam xerose. Após aproximadamente quatro semanas de uso de um emoliente contendo extrato de Aquaphilus dolomiae, houve redução da gravidade da xerose em 62,7% dos participantes. Os escores médios de sinais clínicos objetivos e subjetivos também apresentaram redução, de 67,7% e 57,4%, respectivamente, enquanto o índice de qualidade de vida dermatológica apresentou melhora média de 56,6%.

O estudo incluiu pacientes submetidos a diferentes modalidades de tratamento, como quimioterapia, radioterapia, terapias-alvo e hormonioterapia, reforçando a diversidade de manifestações que podem ocorrer ao longo da jornada oncológica. 

Já um estudo internacional, observacional e multicêntrico, conduzido em sete países, acompanhou 189 pacientes oncológicos com diferentes comprometimentos cutâneos: 54,5% com radiodermite grau 1, 31,8% com cicatrizes pós-cirúrgicas e 13,7% com efeitos cutâneos associados à quimioterapia e a terapias-alvo.

Após três semanas de uso diário de um creme reparador e protetor contendo o ativo pós-biótico Aquaphilus dolomiae G2, complexo de cobre e zinco e Água Termal Avène, 74% dos participantes relataram efeito de alívio já na primeira aplicação. Além disso, 92,3% classificaram o produto como “muito eficaz” ou “eficaz”, enquanto 97,9% dos dermatologistas avaliaram sua tolerabilidade como “muito boa” ou “boa”.
 

Cuidado com a pele também faz parte dessa jornada

Diante das diferentes manifestações que podem surgir durante o tratamento, o cuidado com a pele fragilizada ganha espaço como parte do suporte ao paciente. A orientação dermatológica é fundamental para identificar cada alteração e definir os cuidados adequados, já que as manifestações podem variar de acordo com o tratamento e o quadro clínico de cada pessoa. 

“A pele do paciente oncológico passa por uma série de mudanças e precisa ser tratada com cuidado e atenção. Nosso papel, enquanto marca dermatológica, é contribuir para esse cuidado de suporte com soluções desenvolvidas para peles sensibilizadas, além de ampliar o conhecimento sobre essas necessidades. Cicalfate+, por exemplo, faz parte desse universo de cuidado da pele fragilizada, sempre como complemento e seguindo a orientação dos profissionais de saúde”, explica a head da Área Médica dos Laboratórios Pierre Fabre no Brasil. 

A preocupação com os efeitos dermatológicos dos tratamentos também integra o Act For Skin, iniciativa internacional da Pierre Fabre voltada ao cuidado de suporte de pacientes que apresentam manifestações cutâneas relacionadas ao tratamento oncológico. O projeto reúne diferentes frentes de atuação e soluções para necessidades como ressecamento, radiodermite, cicatrizes e outras alterações da pele, considerando que a disponibilidade e as indicações dos produtos podem variar de acordo com cada país.
 

Quando o câncer de mama também deixa marcas na pele

No câncer de mama, a relação entre tratamento e pele pode ser observada em diferentes momentos da jornada. Cirurgias podem resultar em cicatrizes, enquanto a radioterapia pode provocar alterações na região tratada, incluindo vermelhidão, ressecamento e radiodermite. 

“Cuidar do paciente oncológico significa olhar para todas as dimensões que podem impactar sua jornada. A pele é uma delas. Muitas vezes, alterações dermatológicas são percebidas como uma consequência menor diante do tratamento do câncer, mas elas podem gerar desconforto e afetar diretamente a qualidade de vida. Levar informação sobre esses efeitos ajuda o paciente a reconhecer os sinais e conversar com sua equipe de saúde”, pontua Fernanda. 

Para pacientes em tratamento, alterações como ressecamento intenso, coceira persistente, descamação, dor, vermelhidão ou lesões devem ser comunicadas à equipe responsável pelo acompanhamento médico. A avaliação individualizada é importante para determinar a causa da manifestação e o cuidado mais adequado para cada situação. 

Eau Thermale Avène é a marca nº 1 nas farmácias francesas e referência global no cuidado das peles sensíveis. Todos os produtos são formulados com a Água Termal Avène, ativo exclusivo com propriedades calmantes e alta tolerância para diferentes tipos de pele, desenvolvidos com rigor dermatológico e padrões farmacêuticos de excelência. Parte do grupo Pierre Fabre, a marca traz o equilíbrio entre ciência e cosmética para oferecer tratamentos eficazes, com segurança e inovação.



Nenhum comentário:

Postar um comentário

Posts mais acessados