Ressecamento, coceira, descamação, radiodermite e
cicatrizes estão entre as manifestações dermatológicas que podem impactar o
conforto e a qualidade de vida de pacientes oncológicos
Durante o Outubro
Rosa, mês dedicado à conscientização sobre o câncer de mama, a atenção costuma
estar concentrada na prevenção, no diagnóstico e na importância do tratamento.
Mas, ao longo dessa jornada, existem efeitos que vão além daqueles mais
conhecidos, como a queda de cabelo, a fadiga e as náuseas. A pele também pode
ser afetada por diferentes tratamentos oncológicos e, muitas vezes, esse
impacto ainda é pouco discutido.
Quimioterapia,
radioterapia, terapias-alvo, hormonioterapia e imunoterapia podem estar
associadas a diferentes manifestações dermatológicas, como ressecamento intenso
(xerose), coceira, descamação, alterações de sensibilidade e radiodermite, além
de cicatrizes relacionadas a procedimentos cirúrgicos. Essas alterações podem
provocar desconforto e impacto psicossocial e, em determinados casos, interferir
na continuidade do tratamento.
Um comentário
publicado em 2025 na revista Supportive Care in Cancer chama
atenção para a importância de incorporar o cuidado dermatológico à jornada de
pacientes oncológicos. Segundo os autores, as toxicidades cutâneas associadas
aos tratamentos podem comprometer a qualidade de vida e, em alguns casos, levar
à redução, ao atraso ou até à interrupção da terapia anticâncer. O trabalho
defende uma abordagem multidisciplinar, envolvendo oncologistas,
dermatologistas, pacientes e cuidadores.
“Quando falamos
sobre os efeitos do tratamento contra o câncer, pensamos imediatamente em
manifestações como queda de cabelo, náuseas e fadiga. Mas a pele também pode
sofrer alterações importantes. Ressecamento, coceira, descamação e outras
manifestações podem causar desconforto e afetar a rotina do paciente. Por isso,
reconhecer essas alterações e buscar orientação adequada é parte importante de
um cuidado integral”, diz Fernanda Beltrão, head da Área Médica dos
Laboratórios Pierre Fabre no Brasil.
A pele
durante o tratamento oncológico
As manifestações
dermatológicas variam de acordo com o tratamento realizado, o medicamento
utilizado e as características de cada paciente. Entre elas, a xerose,
caracterizada pelo ressecamento, aspereza e, em casos mais intensos, fissuras
na pele, está entre as reações cutâneas associadas às terapias contra o câncer.
Um estudo
publicado no Dermatologic Therapy avaliou 319
pacientes adultos em tratamento contra o câncer que apresentavam xerose. Após
aproximadamente quatro semanas de uso de um emoliente contendo extrato de Aquaphilus
dolomiae, houve redução da gravidade da xerose em 62,7% dos
participantes. Os escores médios de sinais clínicos objetivos e
subjetivos também apresentaram redução, de 67,7% e 57,4%, respectivamente, enquanto o
índice de qualidade de vida dermatológica apresentou melhora média de 56,6%.
O estudo incluiu
pacientes submetidos a diferentes modalidades de tratamento, como
quimioterapia, radioterapia, terapias-alvo e hormonioterapia, reforçando a
diversidade de manifestações que podem ocorrer ao longo da jornada oncológica.
Já um estudo
internacional, observacional e multicêntrico, conduzido em sete países,
acompanhou 189 pacientes oncológicos com diferentes comprometimentos cutâneos:
54,5% com radiodermite grau 1, 31,8% com cicatrizes pós-cirúrgicas e 13,7% com
efeitos cutâneos associados à quimioterapia e a terapias-alvo.
Após três semanas
de uso diário de um creme reparador e protetor contendo o ativo pós-biótico
Aquaphilus dolomiae G2, complexo de cobre e zinco e Água Termal Avène, 74% dos
participantes relataram efeito de alívio já na primeira aplicação. Além disso,
92,3% classificaram o produto como “muito eficaz” ou “eficaz”, enquanto 97,9%
dos dermatologistas avaliaram sua tolerabilidade como “muito boa” ou “boa”.
Cuidado com a
pele também faz parte dessa jornada
Diante das
diferentes manifestações que podem surgir durante o tratamento, o cuidado com a
pele fragilizada ganha espaço como parte do suporte ao paciente. A orientação
dermatológica é fundamental para identificar cada alteração e definir os
cuidados adequados, já que as manifestações podem variar de acordo com o
tratamento e o quadro clínico de cada pessoa.
“A pele do
paciente oncológico passa por uma série de mudanças e precisa ser tratada com
cuidado e atenção. Nosso papel, enquanto marca dermatológica, é contribuir para
esse cuidado de suporte com soluções desenvolvidas para peles sensibilizadas,
além de ampliar o conhecimento sobre essas necessidades. Cicalfate+, por
exemplo, faz parte desse universo de cuidado da pele fragilizada, sempre como
complemento e seguindo a orientação dos profissionais de saúde”, explica a head
da Área Médica dos Laboratórios Pierre Fabre no Brasil.
A preocupação com
os efeitos dermatológicos dos tratamentos também integra o Act For
Skin, iniciativa internacional da Pierre Fabre voltada ao
cuidado de suporte de pacientes que apresentam manifestações cutâneas
relacionadas ao tratamento oncológico. O projeto reúne diferentes frentes de
atuação e soluções para necessidades como ressecamento, radiodermite,
cicatrizes e outras alterações da pele, considerando que a disponibilidade e as
indicações dos produtos podem variar de acordo com cada país.
Quando o
câncer de mama também deixa marcas na pele
No câncer de mama,
a relação entre tratamento e pele pode ser observada em diferentes momentos da
jornada. Cirurgias podem resultar em cicatrizes, enquanto a radioterapia pode
provocar alterações na região tratada, incluindo vermelhidão, ressecamento e
radiodermite.
“Cuidar do
paciente oncológico significa olhar para todas as dimensões que podem impactar
sua jornada. A pele é uma delas. Muitas vezes, alterações dermatológicas são
percebidas como uma consequência menor diante do tratamento do câncer, mas elas
podem gerar desconforto e afetar diretamente a qualidade de vida. Levar
informação sobre esses efeitos ajuda o paciente a reconhecer os sinais e
conversar com sua equipe de saúde”, pontua Fernanda.
Para pacientes em tratamento, alterações como ressecamento intenso, coceira persistente, descamação, dor, vermelhidão ou lesões devem ser comunicadas à equipe responsável pelo acompanhamento médico. A avaliação individualizada é importante para determinar a causa da manifestação e o cuidado mais adequado para cada situação.
Eau Thermale Avène é a marca nº 1 nas farmácias francesas e referência global no cuidado das peles sensíveis. Todos os produtos são formulados com a Água Termal Avène, ativo exclusivo com propriedades calmantes e alta tolerância para diferentes tipos de pele, desenvolvidos com rigor dermatológico e padrões farmacêuticos de excelência. Parte do grupo Pierre Fabre, a marca traz o equilíbrio entre ciência e cosmética para oferecer tratamentos eficazes, com segurança e inovação.
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