Com taxa de letalidade média de 20% e
risco de sequelas graves entre 20% e 37% dos sobreviventes, prevenção vacinal é
fundamental1
A doença meningocócica é uma infecção bacteriana grave, de
evolução rápida e com potencial devastador. De acordo a Sociedade Brasileira de
Imunizações (SBIm)1, a enfermidade apresenta uma alta taxa de
letalidade média de 20% no Brasil, índice que pode ser ainda maior em cenários
de surtos. Além do risco de óbito, a SBIm alerta que cerca de 20% a 37% dos
sobreviventes sofrem com complicações e sequelas graves e permanentes, como
amputação de membros, perda auditiva (surdez) e danos neurológicos1.
Diante de uma enfermidade que pode evoluir para quadros críticos
em poucas horas, a imunização é reconhecida como a forma mais eficaz de
prevenção2. No entanto, o Brasil enfrenta desafios para atingir as
metas ideais de proteção na infância. Dados do Ministério da Saúde3
mostram que a cobertura vacinal média nacional contra o meningococo está atualmente
em 88,94%, ainda abaixo da meta de 95% estipulada pelo Programa Nacional de
Imunização (PNI)4. O cenário exige atenção especial em estados que
registram índices abaixo da média nacional, a exemplo do Amapá, Pará, Roraima e
Maranhão1.
A necessidade de manter altas taxas de vacinação é confirmada por
evidências científicas: estudos no país apontam que períodos de elevada
cobertura vacinal chegam a reduzir em 57% as hospitalizações por infecção
meningocócica em crianças de zero a quatro anos5, demonstrnado que
vacinar reduz diretamente a ocorrência de casos graves e internações.
A relevância de proteger precocemente contra múltiplos sorogrupos
ganha força diante do dinamismo da bactéria, que pode apresentar variações de
circulação ao longo do tempo. Para especialistas em infectologia pediátrica, a
conscientização sobre as formas de prevenção e o conhecimento das opções
vacinais disponíveis são passos fundamentais1.
“A meningite é uma doença grave e que pode evoluir rapidamente,
podendo levar à morte e deixar sequelas importantes nos sobreviventes. Por
isso, é fundamental conhecer as formas de prevenção e estar atento aos sinais e
sintomas da doença. Entre as medidas preventivas estão a vacinação, o
diagnóstico precoce e, nos casos indicados, a quimioprofilaxia para os contatos
próximos. A informação é uma ferramenta importante para que essas medidas sejam
conhecidas e adotadas de forma adequada”, afirma Dra. Rosana Richtmann, médica infectologista do Instituto
de Infectologia Emílio Ribas.
Para
mais informações sobre o calendário, acesse: Link
Ampliação da indicação de MenQuadfi® vacina
meningocócica conjugada da Sanofi
Nesse contexto de conscientização e busca por manter a proteção
infantil em dia, o mercado passa por mais um avanço: a ampliação da indicação
da vacina quadrivalente MenQuadfi®6 (Sanofi), que protege contra os
sorogrupos A, C, W e Y e agora passa a ser mais uma opção aprovada para
administração em bebês a partir de 6 semanas de vida, com os esquemas
imunológicos 2+1 e 3+1. Cabe esclarecer que o calendário vacinal geral e as
recomendações de faixa etária no país não sofrem alteração, e essa indicação
ampliada traz mais uma opção para a imunização.
A eficácia e a segurança dessa nova indicação são sustentadas por
um amplo programa de desenvolvimento clínico global, que avaliou a MenQuadfi®
em mais de 6.000 lactentes em 11 países7. Os ensaios clínicos
demonstraram respostas imunológicas robustas contra os quatro sorogrupos
testados8, acompanhadas de um perfil de segurança consistente e favorável
para essa faixa etária.
“A ampliação da indicação da MenQuadfi® oferece aos médicos e às famílias mais uma opção aprovada de imunização para proteger os lactentes a partir das 6 semanas de vida. Nosso compromisso é disponibilizar alternativas preventivas robustas e seguras contra os quatro sorogrupos da doença, auxiliando na proteção dos bebês nos primeiros meses de vida”, destaca Guillaume Pierart, Diretor Geral de Vacinas da Sanofi Brasil.
Sanofi
[1] Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm). Doença
meningocócica (DM). Portal Família SBIm. Disponível em: https://familia.sbim.org.br/doencas/doenca-meningococica-dm.
Acesso em: 22/09/2026.
[2] Anvisa.
Notícia: Anvisa autoriza ampliação de uso de vacina contra meningite.
08/09/2026. Disponível em: Anvisa. Acesso em: 22/09/2026
[3] MINISTÉRIO
DA SAÚDE (BRASIL). Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS). Painel
de Ocorrência: Cobertura Vacinal Infantil. Doses aplicadas até 01/08/2026 (Atualização
do painel em 24/09/2026). Disponível em: link. Acesso em: 24/09/2026.
[4] Conselho
Federal de Medicina (CFM). Notícia: Vacinação precisa
avançar para que seja alcançada a meta urgente de cobertura vacinal acima de
95%. Disponível em: link. Acesso em: 24/09/2026.
[5] Zaleski CL,
et al. Impact of meningococcal C vaccination on
hospitalizations and deaths from meningococcal infection in Brazil (2000–2022).
Braz J Infect Dis. 2026
[6] Anvisa. Notícia: Anvisa autoriza ampliação de uso de
vacina contra meningite. 08/09/2026. Disponível em: Link.
Acesso em: 22/09/2026
[7] Sanofi.
Press Release: Sanofi’s MenQuadfi approved in the EU for use in infants from
age six weeks. 04/08/2026. Disponível em: Sanofi
– press release. Acesso em: 22/09/2026
[8] Martinón-Torres
F, et al. Immunogenicity and Safety of a Quadrivalent
Meningococcal Conjugate Vaccine (MenACYW-TT) Administered with Routine
Pediatric Vaccines. Infect Dis Ther. 2025
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