Celebrada em 11 de outubro, data reforça a importância de reconhecer precocemente uma doença que atinge cerca de um em cada quatro adultos brasileiros
O ganho progressivo de peso, o aumento
da circunferência abdominal e o efeito sanfona muitas vezes são encarados
apenas como questões estéticas. No entanto, esses sinais podem indicar o
desenvolvimento da obesidade, uma doença crônica e multifatorial que aumenta o
risco de diabetes tipo 2, hipertensão, doenças cardiovasculares, apneia do
sono, dores articulares e perda de mobilidade.
Celebrado em 11 de outubro, o Dia
Nacional de Prevenção à Obesidade chama a atenção para a
importância de reconhecer o problema antes do aparecimento de complicações.
Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde, do IBGE, 25,9% dos adultos brasileiros
viviam com obesidade, o equivalente a aproximadamente 41,2 milhões de pessoas.
O excesso de peso atingia 60,3% da população adulta.
“A prevenção não deve começar somente
quando a obesidade já comprometeu a saúde ou a qualidade de vida. Quanto mais
cedo identificamos uma trajetória contínua de ganho de peso e suas causas,
maiores são as possibilidades de intervir de maneira segura e evitar
complicações”, afirma o Dr. Joaquim Menezes, médico especialista em
emagrecimento e longevidade e fundador do Instituto Evollution, em Alphaville.
Com a experiência de quem já enfrentou
pessoalmente a obesidade, chegando a pesar 137,8 quilos, e acompanhou mais de 2
mil pacientes em tratamentos com medicamentos da classe dos GLP-1, o médico
destaca sete sinais que indicam a necessidade de uma avaliação especializada.
1. O peso continua
aumentando ao longo dos meses
Oscilações pontuais podem acontecer,
mas o ganho contínuo, mesmo que lento, merece atenção. De acordo com o Dr.
Joaquim, esperar que o problema se resolva espontaneamente pode permitir que
alterações metabólicas avancem silenciosamente.
“Não é necessário aguardar um grande aumento
de peso para buscar ajuda. Ganhar dois ou três quilos repetidamente, ano após
ano, pode representar uma mudança importante na composição corporal e no risco
metabólico”, explica.
2. A
circunferência abdominal aumentou
Mais do que o número indicado pela
balança, o acúmulo de gordura na região abdominal pode estar associado a maior
risco de resistência à insulina, diabetes, hipertensão e doenças
cardiovasculares. Roupas que deixam de servir ou o aumento progressivo da
cintura são sinais simples que não devem ser ignorados.
“O peso isoladamente não conta toda a
história. Duas pessoas com o mesmo peso podem apresentar quantidades muito
diferentes de gordura visceral e massa muscular. Por isso, a avaliação precisa
ir além do IMC”, afirma o médico.
3. A fome parece
difícil de controlar
Fome persistente, dificuldade para
perceber a saciedade, episódios de ingestão exagerada e pensamentos frequentes
sobre comida podem indicar alterações nos mecanismos que regulam o apetite.
Esses sintomas não devem ser interpretados automaticamente como falta de
disciplina.
“A regulação da fome envolve hormônios,
cérebro, sono, estado emocional, ambiente e diversos outros fatores. Culpar o
paciente tende a aumentar a frustração e não ajuda a tratar as causas do
problema”, ressalta.
4. Surgiram
cansaço excessivo, ronco ou sono não reparador
Acordar cansado, apresentar sonolência
durante o dia, roncar intensamente ou ter pausas respiratórias durante o sono
são sinais que podem estar relacionados à apneia obstrutiva do sono, condição
frequentemente associada à obesidade.
Dormir mal também pode interferir nos
hormônios ligados à fome e à saciedade, contribuindo para um ciclo de cansaço,
menor disposição para atividades físicas e maior dificuldade para controlar o
peso.
5. Os exames
começaram a apresentar alterações
Elevação da glicemia, resistência à
insulina, aumento dos triglicerídeos, alterações no colesterol, gordura no
fígado e pressão arterial elevada podem surgir antes de sintomas evidentes.
“Muitas pessoas se sentem bem e
acreditam que o excesso de peso ainda não trouxe consequências. Os exames,
porém, podem revelar que o organismo já está sob sobrecarga metabólica. Esse é
um momento importante para intervir”, observa o Dr. Joaquim.
6. Dores e limitações
passaram a atrapalhar a rotina
Falta de fôlego em atividades
habituais, dificuldade para subir escadas, dores nos joelhos e nas costas ou
redução da mobilidade indicam que o peso pode estar afetando a capacidade
funcional. A perda de condicionamento também favorece o sedentarismo e
dificulta ainda mais a recuperação.
Segundo o especialista, o tratamento
deve buscar não apenas a redução de gordura, mas também a preservação ou
recuperação da massa muscular, essencial para a mobilidade, a autonomia e a
saúde metabólica.
7. O efeito
sanfona tornou-se frequente
Perder peso com dietas muito
restritivas e recuperá-lo pouco tempo depois não representa apenas falta de
força de vontade. A obesidade é uma condição crônica e pode exigir
acompanhamento prolongado, com ajustes na alimentação, atividade física, sono,
saúde emocional e, quando houver indicação, tratamento medicamentoso.
“Se a pessoa consegue emagrecer, mas
não sustenta os resultados, isso não significa necessariamente que ela falhou.
Pode significar que a estratégia não considerou os mecanismos biológicos
envolvidos na recuperação do peso nem ofereceu suporte para a manutenção”,
explica o médico.
Tratamento deve
ser individualizado
O avanço dos medicamentos da classe dos
GLP-1 mudou o tratamento da obesidade e ampliou as possibilidades para
pacientes com indicação clínica. Entretanto, o Dr. Joaquim alerta que essas
medicações não devem ser utilizadas por conta própria ou tratadas como uma
solução isolada.
“A medicação pode ser uma ferramenta
muito importante, mas precisa fazer parte de um plano individualizado. É
necessário avaliar histórico de saúde, composição corporal, exames, hábitos,
contraindicações e possíveis efeitos adversos. Também é fundamental acompanhar
a ingestão de proteínas e estimular exercícios de força para reduzir o risco de
perda muscular durante o emagrecimento”, explica.
Para o especialista, o Dia Nacional de
Prevenção à Obesidade também deve servir para combater o preconceito que ainda
cerca a doença.
“Durante muito tempo, a pessoa com obesidade foi responsabilizada integralmente por sua condição. Hoje sabemos que se trata de uma doença complexa, influenciada por fatores genéticos, metabólicos, hormonais, ambientais e emocionais. Prevenir também significa oferecer informação, acolhimento e acesso a tratamento baseado em ciência, sem julgamentos”, conclui o Dr. Joaquim.
Dr. Joaquim Menezes - Médico especialista em Emagrecimento definitivo, longevidade, performance física e mental. Após transformar sua própria saúde emagrecendo mais de 30 kgs, transformou a vida de mais de 12000 mil pessoas a recuperarem vitalidade, composição corporal, energia e presença. Já tratou e acompanhou mais de 2.000 pacientes com emagrecimento definitivo que utilizaram como estratégia medicamentosa o uso do Mounjaro, a tirzepatida. Atua a partir de uma visão integral — metabolismo, performance e longevidade trabalhando em sinergia — para resultados que ultrapassam o físico e devolvem energia, clareza, autoestima e presença. Sua atuação ao lado de atletas, executivos e pessoas que buscavam reencontrar vitalidade consolidou uma filosofia de cuidado profundo, preciso e humano.
Instagram: https://www.instagram.com/dr.joaquimmenezes/
YouTube: https://www.youtube.com/@DrJoaquimMenezes
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