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A rotina de saúde de uma criança
costuma ficar espalhada entre caderneta de vacinação, receitas, exames,
aplicativos de laboratórios, mensagens e orientações médicas. Com o passar dos
anos, lembrar o que foi feito, quando um medicamento foi usado, quais
tratamentos funcionaram ou qual profissional acompanhou determinado quadro pode
se tornar cada vez mais difícil. Neste Dia das Crianças, a MYME, plataforma
gratuita que centraliza o histórico de saúde do usuário e de seus dependentes,
reúne cinco cuidados para ajudar pais e responsáveis a manter essas informações
organizadas desde a infância.
O acompanhamento infantil envolve
diferentes etapas e profissionais ao longo do tempo. A Caderneta Digital da
Criança, disponível no Meu SUS Digital, já permite consultar informações
registradas no SUS sobre vacinação, crescimento, desenvolvimento, saúde bucal,
consultas, atendimentos e procedimentos. Para Lucas Santiago, cofundador da
MYME, organizar essas informações é uma forma de cuidado que pode fazer
diferença tanto no dia a dia quanto em situações inesperadas.
“Cuidar da saúde
de uma criança também significa garantir que as informações sobre ela não
dependam da memória de uma única pessoa. Se o pai ou a mãe não puder
acompanhá-la em uma consulta ou em uma emergência, outro familiar ou
responsável precisa conseguir acessar rapidamente informações como alergias,
medicamentos em uso, doses, horários, vacinas e atendimentos anteriores”,
afirma.
1. Mantenha o
histórico de vacinação atualizado
A carteira de vacinação é um dos
primeiros registros de saúde de uma criança e precisa acompanhar seu
desenvolvimento. Além das doses recebidas, é importante manter organizadas
informações sobre as próximas vacinas e eventuais atrasos no calendário.
Na Campanha Nacional de Multivacinação
de 2026, o Ministério da Saúde disponibilizou 20 imunizantes para crianças e
adolescentes menores de 15 anos, reforçando a importância de revisar
periodicamente a situação vacinal. O ideal é guardar tanto os registros físicos
quanto digitais e conferir se as informações estão atualizadas nos sistemas
oficiais.
2. Registre
medicamentos, doses e horários
Quando uma criança precisa tomar
antibióticos, antialérgicos, medicamentos de uso contínuo ou qualquer
tratamento por alguns dias, não basta registrar apenas o nome do remédio. É
importante anotar também dosagem, frequência, horário de administração, data de
início e duração prevista do tratamento.
Essa organização se torna ainda mais
importante quando diferentes pessoas participam do cuidado. “Uma criança
pode começar um tratamento na casa da mãe e passar os dias seguintes com o pai,
com os avós ou outro cuidador. A informação sobre qual remédio está sendo
usado, em qual dose e quando foi administrado pela última vez precisa
acompanhar a criança, e não ficar restrita a uma das casas”, afirma
Santiago.
3. Deixe alergias
e condições de saúde fáceis de consultar
Alergias a medicamentos ou alimentos,
doenças crônicas, cirurgias anteriores, internações e outras condições
relevantes devem estar registradas de forma acessível. Em uma consulta com um
novo profissional ou em um pronto-atendimento, essas informações podem ajudar a
equipe médica a compreender rapidamente o histórico da criança. A MYME já
permite organizar informações como sintomas, exames, consultas, medicação e
vacinação em um mesmo perfil de dependente.
4. Reúna exames,
laudos e prescrições em um só lugar
Exames realizados em laboratórios
diferentes, laudos de imagem, receitas e relatórios médicos costumam se
acumular ao longo da infância. Quando ficam espalhados entre papéis, e-mails e
aplicativos, cresce a dificuldade de localizar um documento antigo justamente quando
ele é necessário. Reunir esses registros em ordem cronológica ajuda a
reconstruir a trajetória de saúde da criança, comparar resultados e mostrar a
um novo médico o que já foi investigado ou tratado.
A organização também evita que a
família dependa apenas da memória para responder perguntas como quando
determinado exame foi realizado ou qual medicamento já havia sido prescrito
anteriormente.
5. Compartilhe o
histórico com quem também cuida da criança
Pais separados, avós, familiares e
outros cuidadores podem participar da rotina infantil em momentos diferentes.
Por isso, informações importantes não devem ficar concentradas com apenas uma
pessoa. A própria MYME foi desenvolvida para permitir a criação de perfis de
dependentes e o compartilhamento da gestão com outros responsáveis.
“Quando os pais
são separados, por exemplo, o histórico de saúde não deveria ficar na casa do
pai ou na casa da mãe. Ele precisa acompanhar a criança. Se houver uma
consulta, uma mudança de medicamento, um sintoma na casa de um dos responsáveis
ou um novo diagnóstico, os responsáveis precisam ter acesso à mesma informação
atualizada”, diz Lucas.
A mesma lógica vale para crianças que
passam parte do dia ou da semana com avós e outros familiares. O objetivo não é
substituir a orientação médica, mas garantir que quem participa do cuidado
consiga acessar as informações necessárias no momento certo.
“No Dia das
Crianças, pensamos muito em presentes que serão aproveitados agora. Mas
organizar o histórico de saúde também é uma forma de construir algo para o
futuro. Essa criança vai trocar de médico, pode mudar de cidade e, quando
crescer, vai assumir o próprio cuidado. Ter acesso ao que aconteceu com sua
saúde desde a infância é um patrimônio de informação que os pais podem ajudar a
preservar”, conclui Santiago.
MYME
Saiba mais aqui.
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