Pesquisar no Blog

quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Dia das Crianças: cinco cuidados para organizar a saúde dos filhos

Unsplash
Vacinas, alergias, medicamentos, exames e consultas formam um histórico que pode fazer diferença no acompanhamento médico e precisa estar acessível a todos os responsáveis

 

A rotina de saúde de uma criança costuma ficar espalhada entre caderneta de vacinação, receitas, exames, aplicativos de laboratórios, mensagens e orientações médicas. Com o passar dos anos, lembrar o que foi feito, quando um medicamento foi usado, quais tratamentos funcionaram ou qual profissional acompanhou determinado quadro pode se tornar cada vez mais difícil. Neste Dia das Crianças, a MYME, plataforma gratuita que centraliza o histórico de saúde do usuário e de seus dependentes, reúne cinco cuidados para ajudar pais e responsáveis a manter essas informações organizadas desde a infância. 

O acompanhamento infantil envolve diferentes etapas e profissionais ao longo do tempo. A Caderneta Digital da Criança, disponível no Meu SUS Digital, já permite consultar informações registradas no SUS sobre vacinação, crescimento, desenvolvimento, saúde bucal, consultas, atendimentos e procedimentos. Para Lucas Santiago, cofundador da MYME, organizar essas informações é uma forma de cuidado que pode fazer diferença tanto no dia a dia quanto em situações inesperadas. 

“Cuidar da saúde de uma criança também significa garantir que as informações sobre ela não dependam da memória de uma única pessoa. Se o pai ou a mãe não puder acompanhá-la em uma consulta ou em uma emergência, outro familiar ou responsável precisa conseguir acessar rapidamente informações como alergias, medicamentos em uso, doses, horários, vacinas e atendimentos anteriores”, afirma.
 

1. Mantenha o histórico de vacinação atualizado

A carteira de vacinação é um dos primeiros registros de saúde de uma criança e precisa acompanhar seu desenvolvimento. Além das doses recebidas, é importante manter organizadas informações sobre as próximas vacinas e eventuais atrasos no calendário. 

Na Campanha Nacional de Multivacinação de 2026, o Ministério da Saúde disponibilizou 20 imunizantes para crianças e adolescentes menores de 15 anos, reforçando a importância de revisar periodicamente a situação vacinal. O ideal é guardar tanto os registros físicos quanto digitais e conferir se as informações estão atualizadas nos sistemas oficiais.
 

2. Registre medicamentos, doses e horários

Quando uma criança precisa tomar antibióticos, antialérgicos, medicamentos de uso contínuo ou qualquer tratamento por alguns dias, não basta registrar apenas o nome do remédio. É importante anotar também dosagem, frequência, horário de administração, data de início e duração prevista do tratamento. 

Essa organização se torna ainda mais importante quando diferentes pessoas participam do cuidado. “Uma criança pode começar um tratamento na casa da mãe e passar os dias seguintes com o pai, com os avós ou outro cuidador. A informação sobre qual remédio está sendo usado, em qual dose e quando foi administrado pela última vez precisa acompanhar a criança, e não ficar restrita a uma das casas”, afirma Santiago.
 

3. Deixe alergias e condições de saúde fáceis de consultar

Alergias a medicamentos ou alimentos, doenças crônicas, cirurgias anteriores, internações e outras condições relevantes devem estar registradas de forma acessível. Em uma consulta com um novo profissional ou em um pronto-atendimento, essas informações podem ajudar a equipe médica a compreender rapidamente o histórico da criança. A MYME já permite organizar informações como sintomas, exames, consultas, medicação e vacinação em um mesmo perfil de dependente.
 

4. Reúna exames, laudos e prescrições em um só lugar

Exames realizados em laboratórios diferentes, laudos de imagem, receitas e relatórios médicos costumam se acumular ao longo da infância. Quando ficam espalhados entre papéis, e-mails e aplicativos, cresce a dificuldade de localizar um documento antigo justamente quando ele é necessário. Reunir esses registros em ordem cronológica ajuda a reconstruir a trajetória de saúde da criança, comparar resultados e mostrar a um novo médico o que já foi investigado ou tratado. 

A organização também evita que a família dependa apenas da memória para responder perguntas como quando determinado exame foi realizado ou qual medicamento já havia sido prescrito anteriormente.
 

5. Compartilhe o histórico com quem também cuida da criança

Pais separados, avós, familiares e outros cuidadores podem participar da rotina infantil em momentos diferentes. Por isso, informações importantes não devem ficar concentradas com apenas uma pessoa. A própria MYME foi desenvolvida para permitir a criação de perfis de dependentes e o compartilhamento da gestão com outros responsáveis. 

“Quando os pais são separados, por exemplo, o histórico de saúde não deveria ficar na casa do pai ou na casa da mãe. Ele precisa acompanhar a criança. Se houver uma consulta, uma mudança de medicamento, um sintoma na casa de um dos responsáveis ou um novo diagnóstico, os responsáveis precisam ter acesso à mesma informação atualizada”, diz Lucas. 

A mesma lógica vale para crianças que passam parte do dia ou da semana com avós e outros familiares. O objetivo não é substituir a orientação médica, mas garantir que quem participa do cuidado consiga acessar as informações necessárias no momento certo. 

“No Dia das Crianças, pensamos muito em presentes que serão aproveitados agora. Mas organizar o histórico de saúde também é uma forma de construir algo para o futuro. Essa criança vai trocar de médico, pode mudar de cidade e, quando crescer, vai assumir o próprio cuidado. Ter acesso ao que aconteceu com sua saúde desde a infância é um patrimônio de informação que os pais podem ajudar a preservar”, conclui Santiago.
  


MYME
Saiba mais aqui.


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Posts mais acessados