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segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Saúde SP orienta sobre formas de prevenção à Leishmaniose

Medidas incluem limpeza de quintais, uso de telas e repelentes e proteção dos cães contra o mosquito-palha 

 

A Semana Nacional de Controle e Combate à Leishmaniose, que começa nesta segunda-feira (10), chama a atenção para os cuidados capazes de reduzir o risco de transmissão da doença. A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) mantém ações permanentes de vigilância e orienta a população sobre medidas de proteção dentro e fora de casa.  

A leishmaniose visceral é uma doença infecciosa grave, que pode atingir pessoas e cães. A transmissão ocorre pela picada da fêmea de um flebotomíneo infectado, inseto conhecido popularmente como mosquito-palha. Não há transmissão direta do cão para a pessoa nem de uma pessoa para outra pelo convívio  

No ambiente urbano, o cão é o principal reservatório do parasito. O mosquito-palha pode se infectar ao picar um cão com leishmaniose e transmitir o parasito posteriormente ao picar uma pessoa ou outro animal. Cães sem sintomas também podem infectar o vetor.  

De acordo com dados do Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo (CVE-SP), o estado registrou 336 casos e 37 óbitos por leishmaniose visceral entre 2021 e 2025. Em 2026, até maio, foram contabilizados 17 casos e um óbito. 

 

Como evitar a doença

O mosquito-palha encontra condições favoráveis para se desenvolver em locais úmidos, sombreados e com acúmulo de matéria orgânica. Por isso, a prevenção envolve cuidados com a casa e o ambiente ao redor.  

Mantenha quintais e terrenos limpos, retirando folhas, frutos, fezes de animais e outros resíduos orgânicos;

Use telas de malha fina em portas e janelas e, quando necessário, mosquiteiros; 

Use repelentes devidamente regularizados, especialmente em áreas com transmissão; 

Evite exposição ao ar livre no fim da tarde e à noite, períodos de maior atividade do vetor, principalmente em áreas endêmicas; 

Mantenha limpos os locais onde os animais permanecem, evitando acúmulo de matéria orgânica e umidade. 

Em humanos, os principais sinais da leishmaniose visceral incluem febre prolongada, aumento do fígado e do baço, perda de peso, fraqueza e anemia. Diante desses sintomas, a orientação é procurar um serviço de saúde para avaliação. O diagnóstico e o tratamento precoces são fundamentais para evitar complicações. 

 

Como proteger os cães 

Em áreas com transmissão, a recomendação é reforçar a proteção dos cães contra a picada do mosquito-palha, com o uso de inseticidas repelentes próprios para cães, como coleiras e outras apresentações, conforme indicação do médico veterinário. 

 

Os sinais que podem levantar suspeita de leishmaniose em cães incluem:

descamação ou feridas na pele, principalmente ao redor dos olhos, nas orelhas e nas extremidades;

caroços embaixo da mandíbula, na frente dos ombros e atrás dos joelhos;

perda de pelos;

emagrecimento ou perda de massa muscular;

crescimento exagerado das unhas;

alterações nos olhos;

apatia;

sangramento nasal ou fezes com sangue. 

Como alguns cães infectados podem não apresentar sintomas, a avaliação veterinária é importante, principalmente em áreas onde há transmissão da doença. Em caso de suspeita ou diagnóstico, o tutor deve procurar um médico veterinário e seguir as orientações sanitárias para definição da conduta adequada. 

 

Vigilância Epidemiológica

A SES-SP mantém ações permanentes de vigilância e controle da leishmaniose visceral em articulação com os municípios. As estratégias incluem monitoramento dos casos humanos e caninos, investigação das áreas de transmissão, diagnóstico precoce, orientação aos serviços de saúde, vigilância do mosquito-palha e medidas de manejo ambiental e controle vetorial. 

Entre as medidas recomendadas estão a limpeza e o manejo de áreas com acúmulo de matéria orgânica e umidade, o monitoramento de cães em áreas de transmissão e, quando tecnicamente indicado, o controle químico do vetor. A SES-SP também atua na capacitação dos profissionais para identificação dos casos, diagnóstico, manejo clínico e prevenção da doença.

 

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