7 cuidados com o
novo membro da família
Neste Dia dos Pais, confira como recepcionar e garantir a saúde e bem-estar do seu cão ou gato
O Dia dos
Pais é uma oportunidade para celebrar o cuidado em suas diversas formas — e
isso inclui os pais de pet, especialmente os de primeira viagem. Quem acabou de
acolher um cão ou gato, pode comemorar a data com a adoção de medidas essenciais
para a saúde e o bem-estar do novo membro da família.
O mais
importante é realizar, o quanto antes, uma consulta com o médico-veterinário,
indispensável tanto para animais resgatados, que nem sempre possuem histórico
de saúde conhecido, quanto para aqueles adquiridos em pet shops e canis, para
validação das informações existentes. "Muitas pessoas acreditam que a
visita ao veterinário somente é necessária quando o pet apresenta algum
problema evidente, mas esse raciocínio pode atrasar o diagnóstico de doenças
congênitas, alterações nutricionais e até enfermidades infecciosas e
contagiosas. Além disso, a primeira avaliação é a oportunidade de estabelecer
um protocolo preventivo individualizado, considerando idade e fatores de risco
específicos, e orientar o responsável sobre alimentação e necessidades
individuais", explica Dr.Thiago Prescinotto, médico-veterinário
odontologista do Veros Hospital Veterinário.
O
especialista destaca alguns cuidados fundamentais para quem está prestes a se
tornar pai de pet pela primeira vez:
1. Adapte a casa para evitar acidentes
Antes da chegada do animal, faça uma vistoria no ambiente. Fios elétricos,
produtos de limpeza, medicamentos, plantas tóxicas e objetos pequenos devem
ficar fora do alcance. No caso dos gatos, também é importante instalar telas de
proteção em janelas e sacadas para prevenir quedas.
2. Proporcione um espaço confortável
O pet se sente mais seguro quando tem um espaço fixo para o descanso, com cama,
brinquedos e potes de água e comida. Pais de felinos devem prestar
atenção a um detalhe: gatos são animais extremamente higiênicos e têm um olfato
muito apurado. Colocar a caixa de areia ao lado da comida ou da cama causa
estresse e pode fazer com que ele rejeite o alimento ou faça as necessidades
fora da caixa.
3. Estabeleça uma rotina
Horários definidos para alimentação, descanso, brincadeiras e passeios ajudam
cães e gatos a compreenderem a dinâmica da sua nova vida em família. A
previsibilidade reduz o estresse e favorece uma adaptação mais tranquila.
4. Priorize o enriquecimento ambiental
Problemas comportamentais como destruição de móveis, latidos ou miados
constantes e xixi fora do lugar nem sempre são "pirraça", mas sim
sinais de um pet entediado ou estressado. Para manter o animal mental e
fisicamente ativo, transforme a casa em um ambiente estimulante: invista em
brinquedos recheáveis com petiscos, tapetes de lamber e mordedores de
diferentes texturas. Para os felinos, inclua arranhadores, prateleiras em
locais altos, varinhas e caixas de papelão. Fazer um rodízio semanal desses
itens ajuda a manter a novidade.
5. Invista em uma alimentação adequada
Cada fase da vida apresenta necessidades nutricionais específicas. Filhotes,
adultos e idosos devem receber alimentos formulados para sua idade e condição
de saúde. Também é importante manter água fresca e limpa disponível durante
todo o dia.
6. Observe mudanças de comportamento
Fique alerta se o novo morador passar o dia escondido, demonstrar inquietação
exagerada, lamber compulsivamente as patinhas, chorar na ausência dos tutores
ou reagir com agressividade ao toque. Por trás dessas atitudes, podem estar
desde dores articulares e desconfortos abdominais até ansiedade de separação e
quadros infecciosos.
Com
planejamento e acompanhamento veterinário, a experiência de ser pai de pet pela
primeira vez tende a ser muito mais tranquila "Criar um vínculo saudável
começa com informação e prevenção. Quando o tutor entende as necessidades do
animal desde o início, consegue oferecer mais qualidade de vida ",
finaliza Dr. Thiago.
7. Cuide da saúde bucal desde os primeiros meses
A prevenção das doenças bucais deve começar ainda na fase de filhote. Acostumar
o pet à manipulação da boca e à escovação dentária facilita a criação do hábito
e reduz o risco de doença periodontal, a enfermidade bucal mais comum em cães e
gatos adultos. Também é importante incluir a avaliação odontológica nas
consultas de rotina a partir dos 4 meses de idade, período em que se inicia a
troca dos dentes decíduos (de leite) pelos permanentes. Esse acompanhamento
permite identificar precocemente alterações, como dentes decíduos persistentes,
problemas de oclusão e outras mudanças no desenvolvimento da dentição. “A saúde
começa pela boca. Quando o tutor cria o hábito da higiene oral desde cedo e
acompanha essa fase de transição dentária com o médico-veterinário, aumentam
significativamente as chances de o pet chegar à vida adulta com dentes
saudáveis, menos dor e melhor qualidade de vida”, explica Dr. Thiago.
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