Neste Dia dos Pais, confira como
recepcionar e garantir a saúde e bem-estar do seu cão ou gato
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O Dia dos Pais é uma oportunidade para celebrar o cuidado em suas
diversas formas — e isso inclui os pais de pet, especialmente os de primeira
viagem. Quem acabou de acolher um cão ou gato, pode comemorar a data com a
adoção de medidas essenciais para a saúde e o bem-estar do novo membro da
família.
O mais importante é realizar, o quanto antes, uma consulta com o
médico-veterinário, indispensável tanto para animais resgatados, que nem sempre
possuem histórico de saúde conhecido, quanto para aqueles adquiridos em pet
shops e canis, para validação das informações existentes. "Muitas pessoas
acreditam que a visita ao veterinário somente é necessária quando o pet
apresenta algum problema evidente, mas esse raciocínio pode atrasar o
diagnóstico de doenças congênitas, alterações nutricionais e até enfermidades
infecciosas e contagiosas. Além disso, a primeira avaliação é a oportunidade de
estabelecer um protocolo preventivo individualizado, considerando idade e
fatores de risco específicos, e orientar o responsável sobre alimentação e
necessidades individuais", explica Dr.Thiago Prescinotto,
médico-veterinário odontologista do Veros Hospital Veterinário.
O especialista destaca alguns cuidados fundamentais para quem está
prestes a se tornar pai de pet pela primeira vez:
1. Adapte a casa para evitar acidentes
Antes da chegada do animal, faça uma vistoria no
ambiente. Fios elétricos, produtos de limpeza, medicamentos, plantas tóxicas e
objetos pequenos devem ficar fora do alcance. No caso dos gatos, também é importante
instalar telas de proteção em janelas e sacadas para prevenir quedas.
2. Proporcione um espaço confortável
O pet se sente mais seguro quando tem um espaço fixo
para o descanso, com cama, brinquedos e potes de água e comida. Pais de felinos
devem prestar atenção a um detalhe: gatos são animais extremamente higiênicos e
têm um olfato muito apurado. Colocar a caixa de areia ao lado da comida ou da
cama causa estresse e pode fazer com que ele rejeite o alimento ou faça as
necessidades fora da caixa.
3. Estabeleça uma rotina
Horários definidos para alimentação, descanso,
brincadeiras e passeios ajudam cães e gatos a compreenderem a dinâmica da sua
nova vida em família. A previsibilidade reduz o estresse e favorece uma
adaptação mais tranquila.
4. Priorize o enriquecimento ambiental
Problemas comportamentais como destruição de móveis,
latidos ou miados constantes e xixi fora do lugar nem sempre são
"pirraça", mas sim sinais de um pet entediado ou estressado. Para
manter o animal mental e fisicamente ativo, transforme a casa em um ambiente
estimulante: invista em brinquedos recheáveis com petiscos, tapetes de lamber e
mordedores de diferentes texturas. Para os felinos, inclua arranhadores,
prateleiras em locais altos, varinhas e caixas de papelão. Fazer um rodízio
semanal desses itens ajuda a manter a novidade.
5. Invista em uma alimentação adequada
Cada fase da vida apresenta necessidades nutricionais
específicas. Filhotes, adultos e idosos devem receber alimentos formulados para
sua idade e condição de saúde. Também é importante manter água fresca e limpa
disponível durante todo o dia.
6. Observe
mudanças de comportamento
Fique alerta se o novo morador passar o dia
escondido, demonstrar inquietação exagerada, lamber compulsivamente as
patinhas, chorar na ausência dos tutores ou reagir com agressividade ao toque.
Por trás dessas atitudes, podem estar desde dores articulares e desconfortos
abdominais até ansiedade de separação e quadros infecciosos.
Com planejamento e acompanhamento veterinário, a experiência de
ser pai de pet pela primeira vez tende a ser muito mais tranquila "Criar
um vínculo saudável começa com informação e prevenção. Quando o tutor entende
as necessidades do animal desde o início, consegue oferecer mais qualidade de
vida ", finaliza Dr. Thiago.
7. Cuide da saúde bucal desde os primeiros meses
A prevenção das doenças bucais deve começar ainda na
fase de filhote. Acostumar o pet à manipulação da boca e à escovação dentária
facilita a criação do hábito e reduz o risco de doença periodontal, a
enfermidade bucal mais comum em cães e gatos adultos. Também é importante
incluir a avaliação odontológica nas consultas de rotina a partir dos 4 meses
de idade, período em que se inicia a troca dos dentes decíduos (de leite) pelos
permanentes. Esse acompanhamento permite identificar precocemente alterações,
como dentes decíduos persistentes, problemas de oclusão e outras mudanças no
desenvolvimento da dentição. “A saúde começa pela boca. Quando o tutor cria o
hábito da higiene oral desde cedo e acompanha essa fase de transição dentária
com o médico-veterinário, aumentam significativamente as chances de o pet
chegar à vida adulta com dentes saudáveis, menos dor e melhor qualidade de
vida”, explica Dr. Thiago.
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