Álcool, refeições pesadas e a rotina desregulada aumentam riscos e exigem atenção especial durante o período festivo
Com as festas de fim de ano, a combinação de mesas
fartas, bebidas alcoólicas e horários irregulares costuma fazer parte da
celebração. No entanto, esses excessos podem gerar impactos importantes na
saúde cardiovascular, especialmente para quem já convive com fatores de risco,
como hipertensão, colesterol alto e histórico familiar de doenças do coração.
Por isso, o período exige um cuidado redobrado para não desencadear desde
sintomas leves até complicações mais graves.
O médico cardiologista e docente do curso de Medicina da Afya Centro Universitário de Pato Branco, Marcos Vieira, destaca que a sobrecarga causada pelo álcool e alimentos mais gordurosos pode trazer reflexos importantes para o corpo.
“O coração é muito sensível às mudanças bruscas na
rotina. Durante as festas, a ingestão elevada de sal, gordura e açúcar, somada
ao consumo excessivo de álcool, pode elevar a pressão arterial, causar
arritmias e aumentar o risco de eventos cardíacos”, afirma o Dr. Marcos, da
Afya Centro Universitário de Pato Branco.
Nestes momentos do ano, o consumo de álcool costuma
aumentar significativamente no período festivo — e seus efeitos no sistema
cardiovascular são muitas vezes subestimados. De acordo com o Dr. Marcos, mesmo
quem não tem doenças pré-existentes pode apresentar sintomas.
Isso porque o álcool altera o ritmo cardíaco e
facilita quadros de fibrilação atrial, principalmente quando associado à
desidratação e noites mal dormidas. O famoso ‘coração acelerado’ após beber não
deve ser ignorado.
O Dr. Marcos ressalta ainda que, para quem já
possui diagnóstico cardiovascular, a recomendação é ainda mais firme: moderação
absoluta.
Alimentação pesada
também exige atenção
A ceias festivas nesta reta final do ano,
tradicionalmente ricas em sódio, carboidratos simples e gorduras, embora façam
parte da cultura nacional podem representar um desafio para o coração.
“Alimentos muito salgados, como carnes defumadas, e
sobremesas ricas em açúcar provocam aumento súbito da pressão arterial e
sobrecarga metabólica”, comenta o cardiologista. Por isso, quem já tem doença
cardiovascular pode sentir inchaço, falta de ar ou desconforto no peito horas
após a refeição.
“Uma boa estratégia é montar o prato com equilíbrio,
priorizando saladas, frutas e alimentos menos processados, além de manter
intervalos adequados entre as refeições”, acrescenta o Dr. Marcos.
Para reduzir os riscos, medidas simples podem
ajudar: beber bastante água, dormir bem e evitar misturar diferentes tipos de
bebidas alcoólicas.
A hidratação adequada ajuda a manter o equilíbrio
do organismo e a evitar arritmias. Já o descanso é fundamental para regular o
ritmo cardíaco, que pode ficar mais instável quando estamos privados de sono.
Apesar dos cuidados necessários, o período festivo
não precisa ser sinônimo de restrições severas. O equilíbrio é a chave.
“Não se trata de proibir, mas de orientar. É
perfeitamente possível aproveitar as festas com alegria e segurança, desde que
haja consciência dos limites do corpo. Um pouco de atenção pode evitar
problemas sérios”, conclui o Dr. Marcos do curso de Medicina da Afya Centro Universitário
de Pato Branco.
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