Com pequenos ajustes e decisões inteligentes, é possível economizar, reduzir desperdícios e adotar hábitos mais sustentáveis no consumo de energia
Entrar em 2026 com o pé direito pode significar
mais do que fazer novas promessas: é também uma boa oportunidade para repensar
a forma como se usa e se consome energia.
Os últimos anos deixaram isso bem claro. Entre
2010 e 2024, o custo da energia no mercado cativo saltou 177%, enquanto a
inflação no período ficou em 122%, segundo a Abraceel.
Em 2025, o cenário continuou pressionado com
reajuste acima da inflação, conforme o Boletim Focus do Banco Central, e seis
meses de bandeira vermelha, o que estendeu por mais tempo os custos extras na
conta. Por isso, o fim do ano é um momento estratégico para agir.
Segundo o engenheiro Alan Henn, CEO da Voltera
Energia, o primeiro passo é entender que energia não é apenas um insumo, mas um
recurso estratégico, tanto para empresas quanto para residências. “A forma como
consumimos energia reflete nossos hábitos, nossa cultura e até nossos valores.
Reduzir custos é uma consequência natural de quem adota práticas mais
conscientes e sustentáveis”, explica.
A seguir, Alan compartilha dicas
para começar o ano economizando e consumindo melhor a energia. Confira:
1. Diagnóstico: saiba de onde vem o seu consumo
Antes de cortar gastos, é preciso entender como a
energia está sendo usada. Empresas podem fazer um mapeamento de consumo,
identificando horários de pico, desperdícios e equipamentos ineficientes. Já no
ambiente doméstico, vale observar os vilões silenciosos, como: ar-condicionado
mal regulado, lâmpadas antigas, aparelhos em stand-by e chuveiros
elétricos usados por longos períodos.
2. Mercado livre de energia:
previsibilidade e economia real
Para pequenas e médias empresas, migrar para o
mercado livre de energia é uma das decisões mais eficazes para reduzir custos
em 2026. Nessa modalidade, o consumidor pode escolher seu fornecedor e negociar
preços, obtendo tarifas mais competitivas e previsíveis. “O mercado livre
permite planejar, fugir da volatilidade das bandeiras tarifárias e, ainda,
optar por fontes renováveis”, comenta Henn.
3. Mercado livre de energia: economia e
sustentabilidade a longo prazo
Cada vez mais empresas estão aderindo ao mercado livre também
pela oportunidade de alinhar o consumo às metas ESG. Ao comprar energia
diretamente de fontes renováveis, como solar, eólica ou biomassa, a empresa
reduz custos, melhora sua performance ambiental e reforça seu compromisso com
práticas sustentáveis. Essa liberdade de escolha cria um ciclo virtuoso: menos
gasto, menos impacto e mais valor para o negócio.
4. Pequenas atitudes que fazem diferença
Trocar lâmpadas por modelos LED, aproveitar a luz natural, desligar equipamentos fora do uso e regular o termostato de refrigeradores são ações simples que podem reduzir até 20% da conta de energia. “Economizar não é só gastar menos, é usar melhor. Cada quilowatt economizado é um passo em direção a um futuro mais sustentável”, completa Henn.
Começar 2026 reduzindo custos é, acima de tudo, evoluir. Com tecnologia, planejamento e escolhas mais conscientes, é possível crescer gastando menos energia e evitando desperdícios.
Alan Henn - Engenheiro Eletricista e CEO da Voltera - Crédito: Pri Lippert
Voltera
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