Especialista reforça que até os seis meses o leite
materno ou fórmula infantil garante toda a água de que o bebê precisa mesmo nos
dias mais quentes
Manter o bebê bem hidratado nos primeiros seis meses de vida é um cuidado
básico e que ganha ainda mais importância nos dias de calor. Nessa fase, o
organismo ainda está em adaptação, com menor reserva hídrica e maior sensibilidade
às perdas por suor e altas temperaturas. Mesmo assim, a recomendação das
autoridades de saúde no Brasil é direta: bebês em aleitamento materno exclusivo
não devem receber água, chás ou outros líquidos até os seis meses, mesmo em
regiões quentes ou secas. O leite materno, reforçam especialistas, já supre a
hidratação necessária.
“É muito comum que, em dias quentes, a família associe a sede do adulto à necessidade de oferecer água ao bebê. Mas, até os seis meses, quando o aleitamento é exclusivo, o leite materno dá conta da hidratação. A melhor conduta é manter as mamadas em livre demanda, sem introduzir outros líquidos”, afirma a Dra. Débora Passos, pediatra e neonatologista da Maternidade Pro Matre Paulista.
Para enfrentar temperaturas elevadas, a orientação é apostar em medidas de conforto térmico: ambiente ventilado (ou ar-condicionado em temperatura segura), roupas leves e claras, menos camadas e nada de exposição direta ao sol nos horários mais críticos geralmente entre 10h e 16h. Pais e cuidadores também devem ficar atentos a sinais de desconforto, como irritabilidade, choro persistente, pele muito quente e redução das mamadas.
“O
foco deve ser ajudar o bebê a se manter confortável: ambiente mais fresco,
roupas adequadas e oferta mais frequente do peito. Se ele estiver mamando menos
ou muito irritado, é importante observar e buscar orientação”, diz Débora.
A atenção precisa ser redobrada quando há sintomas que aumentam o risco de desidratação. Febre, vômitos e diarreia exigem avaliação médica, assim como sonolência excessiva, diminuição importante do número de fraldas molhadas ou perda de peso.
“Febre, vômitos e diarreia mudam completamente o cenário, porque aumentam a perda de líquidos e podem levar à desidratação mais rapidamente. Nessas condições, a orientação é procurar o pediatra e não oferecer água ou chás por conta própria”, alerta a especialista.
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