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segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Calor intenso exige atenção redobrada à hidratação dos bebês

Especialista reforça que até os seis meses o leite materno ou fórmula infantil garante toda a água de que o bebê precisa mesmo nos dias mais quentes


Manter o bebê bem hidratado nos primeiros seis meses de vida é um cuidado básico e que ganha ainda mais importância nos dias de calor. Nessa fase, o organismo ainda está em adaptação, com menor reserva hídrica e maior sensibilidade às perdas por suor e altas temperaturas. Mesmo assim, a recomendação das autoridades de saúde no Brasil é direta: bebês em aleitamento materno exclusivo não devem receber água, chás ou outros líquidos até os seis meses, mesmo em regiões quentes ou secas. O leite materno, reforçam especialistas, já supre a hidratação necessária.
 

“É muito comum que, em dias quentes, a família associe a sede do adulto à necessidade de oferecer água ao bebê. Mas, até os seis meses, quando o aleitamento é exclusivo, o leite materno dá conta da hidratação. A melhor conduta é manter as mamadas em livre demanda, sem introduzir outros líquidos”, afirma a Dra. Débora Passos, pediatra e neonatologista da Maternidade Pro Matre Paulista. 

Para enfrentar temperaturas elevadas, a orientação é apostar em medidas de conforto térmico: ambiente ventilado (ou ar-condicionado em temperatura segura), roupas leves e claras, menos camadas e nada de exposição direta ao sol nos horários mais críticos geralmente entre 10h e 16h. Pais e cuidadores também devem ficar atentos a sinais de desconforto, como irritabilidade, choro persistente, pele muito quente e redução das mamadas. 

“O foco deve ser ajudar o bebê a se manter confortável: ambiente mais fresco, roupas adequadas e oferta mais frequente do peito. Se ele estiver mamando menos ou muito irritado, é importante observar e buscar orientação”, diz Débora.

A atenção precisa ser redobrada quando há sintomas que aumentam o risco de desidratação. Febre, vômitos e diarreia exigem avaliação médica, assim como sonolência excessiva, diminuição importante do número de fraldas molhadas ou perda de peso. 

“Febre, vômitos e diarreia mudam completamente o cenário, porque aumentam a perda de líquidos e podem levar à desidratação mais rapidamente. Nessas condições, a orientação é procurar o pediatra e não oferecer água ou chás por conta própria”, alerta a especialista.

 

Grupo Santa Joana
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