
Foto: Vitor Zanfagnini
Calor e umidade favorecem a proliferação de parasitas
como pulgas, carrapatos e mosquitos
Mudanças de
rotina, calor intenso e deslocamentos longos exigem cuidados específicos
As férias de verão são sinônimo de descanso para
muitas famílias, mas podem representar riscos para cães e gatos se os
responsáveis não se atentarem aos cuidados necessários. Mudança de ambiente,
alterações na rotina, exposição prolongada ao calor e ausência dos responsáveis
exigem planejamento para garantir segurança e bem-estar aos animais.
“Um exame clínico completo antes da viagem ou da
hospedagem permite identificar condições que ainda não se manifestaram, mas que
podem comprometer a saúde do animal se forem ignoradas. Além disso, o check-up
garante a atualização de protocolos preventivos importantes”, explica a
médica-veterinária e consultora da rede de farmácias de manipulação veterinária
DrogaVET, Farah de Andrade.
Viagem ou hospedagem: cada
escolha exige uma preparação específica
Quando o pet vai acompanhar a família na viagem, é
essencial confirmar se o local de hospedagem aceita animais, bem como número de
pets, espécies e portes permitidos. Também é importante verificar quais são as
exigências sanitárias e a infraestrutura disponível para recebê-los. O
responsável deve ainda se informar sobre a incidência de doenças locais, como a
leishmaniose e a dirofilariose (verme do coração), que exigem prevenção
antecipada.
Nos casos em que o animal permanece sob cuidados de
terceiros, seja em hotéis especializados ou com pet sitters, a escolha deve ser
feita com antecedência. A orientação é permitir que o animal tenha contato
prévio com o ambiente ou o profissional, reduzindo o estresse. Para gatos e
cães com dificuldade de socialização, o atendimento domiciliar costuma ser mais
indicado.
“É importante deixar os contatos da clínica e do
veterinário que acompanha o animal. Em caso de emergência, esse histórico
clínico pode acelerar o atendimento e evitar complicações”, reforça Farah.
No trajeto, segurança e
conforto fazem a diferença
Durante o deslocamento, o veículo deve estar
climatizado e as paradas devem ser programadas para que o animal possa se
hidratar e fazer suas necessidades com tranquilidade. O uso de caixa de
transporte ou cinto de segurança preso ao peitoral é obrigatório e evita
acidentes. “Vale lembrar que porta-malas e caçamba de veículos não são lugares
para pets, e coleiras não são indicadas para uso com guia e cinto, pois se
houver impacto ou freada brusca, podem causar estrangulamento, asfixia ou
lesões na cervical. Deixe a coleira para colocar a identificação do pet e o
peitoral para segurança durante o transporte”.
Entre os itens indispensáveis para a bagagem do pet
estão: ração ou alimentação para todo o período, comedouros, bebedouros,
brinquedos e objetos familiares, cama ou manta de costume, coleira com
identificação atualizada, guia, peitoral, medicamentos de uso contínuo ou
preventivo, protetor solar veterinário, repelentes e antipulgas.
A especialista acrescenta que, durante a consulta preventiva, o médico-veterinário pode indicar medicamentos de suporte, como antieméticos, antialérgicos, antitóxicos e ansiolíticos, conforme o perfil clínico do animal, reduzindo os riscos durante o período fora de casa.
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| Foto Capuski Além de prevenir queimaduras, o protetor solar contribui para reduzir o risco de câncer de pele |
Altas temperaturas aumentam
riscos à saúde dos animais
O calor excessivo é um fator crítico para cães e
gatos, especialmente animais braquicefálicos, idosos, filhotes e portadores de
doenças crônicas. Por isso, os animais devem ser mantidos em ambientes frescos
e bem ventilados (a temperatura ideal é de aproximadamente 24 °C), com acesso à
sombra e a superfícies frescas. A hidratação deve ser incentivada com água
fresca trocada várias vezes ao dia. Para os gatos, fontes de água e pratos
largos são boas estratégias para estimular o consumo.
O uso de protetor solar veterinário também deve
fazer parte da rotina. A aplicação deve ser feita em áreas de pele mais
expostas, como focinho, pontas das orelhas e abdômen. “Além de prevenir
queimaduras, o protetor solar contribui para reduzir o risco de câncer de pele.
Recentemente, a DrogaVET lançou o protetor solar colorido em forma de bastão. A
forma farmacêutica facilita a aplicação e as cores, a visualização de quando o
produto precisa ser reaplicado, além de incrementar o visual dos pets”, comenta
Farah.
As patas também merecem atenção. O contato com o
chão quente pode provocar queimaduras e fissuras dolorosas. A orientação é
realizar o teste do tato: se o responsável não conseguir manter a palma da mão
no chão por mais de alguns segundos, o passeio deve ser adiado. Após o retorno,
é recomendada a limpeza das patas com lenços apropriados e a aplicação de
hidratante específico para pets.
Verão é período de atenção
redobrada à prevenção de parasitas
Calor e umidade favorecem a proliferação de
parasitas como pulgas, carrapatos e mosquitos, aumentando o risco de infecções.
Além de causarem desconforto e coceiras, esses vetores estão associados a
doenças graves como erliquiose, babesiose, dirofilariose e leishmaniose.
Manter os protocolos preventivos com
antiparasitários, vermífugos e repelentes é essencial. “A manipulação
farmacêutica permite ajustar a dose com precisão, combinar princípios ativos e
escolher formas que favorecem a administração, como biscoitos palatáveis ou
molhos saborizados. Isso melhora a adesão ao tratamento e reduz riscos ao longo
da temporada”, finaliza Farah.
A prevenção, mais do que um gasto, é um
investimento em bem-estar e segurança para que as férias sejam realmente um
período de descanso para todos.
www.drogavet.com.br

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