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sábado, 27 de dezembro de 2025

6 doenças do verão para ficar de olho e como evitá-las

Para se prevenir é preciso, antes de tudo conhecê-las

 

Nos dias mais quentes, especialmente no verão, é comum que tanto crianças quanto adultos sintam os efeitos do calor intenso. Para aproveitar essa estação de forma segura, é importante tomar alguns cuidados, mesmo em dias que não estão tão típicos de verão, para evitar problemas de saúde inesperados. A Dra. Simone Sena Fernandes, infectologista do dr.consulta, comenta sobre as principais condições que costumam fazer as pessoas procurarem hospitais nesta época do ano. Confira abaixo!

 

1. Arboviroses

O termo é usado para condições virais transmitidas por insetos, como o mosquito Aedes aegypti, responsável por transmitir o vírus causador da dengue, zika, chikungunya e febre amarela – enfermidades comuns nessa época do ano.

No Brasil, as chuvas e as temperaturas altas, típicas do verão, favorecem a reprodução do mosquito. A prevenção de todas essas doenças é a mesma: evitar ser picado pelo inseto. Algumas medidas que podem ajudar são:

  • Eliminar locais de reprodução de mosquitos, removendo recipientes com água parada;
  • Usar repelentes na pele exposta e/ou roupas de manga longa;
  • instalar telas mosquiteiras em janelas e portas;
  • Evitar práticas e passeios ao ar livre durante os horários de pico de atividade dos mosquitos (no amanhecer e ao anoitecer);
  • Considerar o uso de mosquiteiros para dormir, especialmente em áreas com foco de transmissão;
  • Certificar-se de estar vacinado contra a febre amarela e dengue. A zika e chikungunya ainda não têm imunizantes aprovados para uso na população.

2. Micose

A mistura de calor, suor, praia e piscina é um convite para fungos se instalarem na pele, unhas, couro cabeludo e mucosas. Além do aumento de umidade, atividades ao ar livre, piscinas, praias e vestir roupas mais leves geram contato direto maior com superfícies infectadas.Quando ocorre a proliferação desses fungos, pode haver lesões com coceira, vermelhidão, descamação e, em alguns casos, formação de bolhas.

Normalmente, as regiões mais afetadas pela condição são as virilhas, as axilas e entre os dedos dos pés. Por isso, durante o verão, é essencial manter as práticas de higiene pessoal, deixar as dobras do corpo sempre secas e limpas, além de evitar o compartilhamento de objetos pessoais.Ao primeiro sinal de infecção, é importante procurar um clínico geral ou um dermatologista para que a área seja examinada e o tratamento correto seja indicado.



3. Otite

  • As infecções no ouvido também são mais frequentes no verão. Isso acontece devido ao acúmulo de água no canal auditivo, que é muito comum em uma época tão propícia a mergulhos em praias e piscinas.
  • O desenvolvimento de bactérias no ouvido causa bastante incômodo, podendo provocar dor aguda, vermelhidão na região e febre alta.


Para minimizar as chances de uma infecção, a Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo recomenda:

  • Secar bem os ouvidos com lenço de papel ou papel higiênico;
  • Não usar hastes flexíveis para limpar o ouvido, pois podem empurrar secreções e cera para o interior do conduto auditivo;
  • Não exagerar no tempo dentro d’água (seja no mar, piscina, rio, banheira ou outros espaços).
  • Em caso de sintomas, é importante procurar atendimento médico. A automedicação não é recomendada, pois pode gerar complicações e riscos ao paciente.
  • O diagnóstico deve ser realizado através de avaliação médica e otoscopia (exame otológico) que permite verificar o interior do ouvido. Se necessário, o médico fará a prescrição de um antibiótico para tratamento da condição.

4. Desidratação

O corpo humano tem uma forma bastante eficiente de evitar o superaquecimento: o suor. Porém, se a perda de líquidos for excessiva, o organismo começa a apresentar sinais de desidratação. Os principais sintomas são: mal-estar e fraqueza, ressecamento de mucosas (como olhos, nariz e boca), longos períodos sem urinar e aumento da irritabilidade.

Para evitar que isso aconteça, a dica é bastante simples: beber água. Cuidar também da alimentação, consumindo muitas frutas e sucos, para garantir a hidratação e a energia necessária para enfrentar os dias de sol.

Além disso, é importante redobrar os cuidados com a prática de atividades físicas ao ar livre, optando pelos horários em que o sol e o calor não estão tão fortes para realizar seus exercícios.



5. Insolação

A exposição prolongada e inadequada ao sol resulta, segundo o Ministério da Saúde, em um aumento da temperatura corporal, o que pode levar a sintomas como tonturas, náuseas, dor de cabeça, pulso rápido, pele quente e seca, distúrbio visual e confusão mental.

Em quadros mais graves, a pessoa pode apresentar respiração rápida e difícil, extremidades arroxeadas, palidez, convulsões, temperatura muito elevada, aumento do ritmo cardíaco, coma e, em alguns casos, óbito.

Para prevenir a insolação, é essencial adotar medidas de proteção:

  • Optar por aproveitar os momentos de lazer na sombra, principalmente entre 10h e 16h;
  • Usar óculos de sol, chapéus, bonés e camisetas UV;
  • Aplicar protetor solar regularmente;
  • Manter-se hidratado.

Em casos de exposição prolongada ao sol e surgimento de sintomas, especialmente os mais graves, é fundamental procurar abrigo, resfriar o corpo e buscar assistência médica.



6. Intoxicação alimentar

As altas temperaturas diminuem o tempo de conservação dos alimentos que não são mantidos sob refrigeração adequada. A ingestão de comidas e bebidas contaminadas possibilita a ocorrência das chamadas doenças transmitidas por alimentos e água ou intoxicação alimentar.

Náusea, vômito, diarreia, dor abdominal, falta de apetite e febre são os principais sintomas, aponta o Ministério da Saúde. A prevenção dessa condição depende de:

  • Higienizar as mãos antes de comer e preparar as refeições, após ir ao banheiro, utilizar o transporte público, brincar com animais de estimação e antes/depois de trocar fraldas;
  • Manter alimentos bem refrigerados;
  • Cuidar para que as refeições fora de casa sejam feitas em estabelecimentos seguros e bem higienizados.

Em caso de manifestação dos sintomas, é importante ter cuidado com a desidratação e procurar atendimento médico para que seja indicado o melhor tratamento para o caso.


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