Bulas, sites e orientações gratuitas com
farmacêuticos podem ajudar a prevenir efeitos adversosPexels.com
Você sabe como avaliar se um remédio comprado sem receita em qualquer farmácia,
pode interagir negativamente com algum medicamento que você já faz o uso? No
final do ano, quando bate aquela dor nas costas, depois de ficar muito tempo
dançando, ou mesmo, a implacável ressaca, muitas pessoas não param para medir o
tamanho do risco que é misturar certas substâncias.
Mas, a questão é
mais ampla do que se imagina. Um antibiótico, por exemplo, pode reduzir a
eficácia de anticoncepcionais orais. Outra informação: o uso de um
anti-inflamatório corriqueiro pode interagir com anticoagulantes, pois aumenta
o risco de sangramentos no paciente.
“Por isso é sempre
bom procurar a ajuda de um farmacêutico ou médico”, alerta o professor Bruno
Lemos, que ministra a unidade curricular Farmacoterapia do Serviço
Farmacêutico, no Centro Universitário IBMR, que integra o Ecossistema Ânima de
ensino no Brasil.
Ele explica que é
preciso cuidado ao tentar interpretar sozinho esses papeizinhos com letras
miúdas que vem nas caixas. “As bulas reúnem informações completas sobre os
medicamentos, porém muitos efeitos descritos ali podem aparecer ou não
dependendo do paciente. Já as interações são descritas de maneiras gerais,
podendo existir outras não descritas”, afirma.
Cuidado com
os naturais
E o alerta chega
até os medicamentos naturais que, de inofensivos, não têm nada. “Muitos
extratos de plantas e chás possuem interações medicamentosas descritas. Um
exemplo é a erva-de-São-João, utilizada no tratamento de depressão”, exemplifica
o professor. A planta pode causar efeitos graves se combinada com
antidepressivos e outros medicamentos.
Além das bulas, alguns sites ajudam a verificar interações medicamentosas.
Entre os mais usados estão Drugs.com, Medscape Drug Interaction Checker,
Micromedex e UpToDate. Bruno ressalta, porém, que mesmo ferramentas online
precisam de interpretação profissional.
Orientação gratuita
“Os farmacêuticos têm competências para interpretação das interações medicamentosas”, explica. Vale lembrar que a maior parte das farmácias possuem atendimento gratuito com esse profissional para orientar o público. Ao conversar com ele, informe se possui algum tipo de alergia e, principalmente se faz uso de algum medicamento de uso contínuo ou temporário.
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