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O Governo Federal publicou, em 11 de novembro de
2025, o Decreto nº 12.712, uma atualização histórica do Programa de Alimentação
do Trabalhador (PAT) que moderniza o setor após décadas sem revisão
regulatória. A medida corrige distorções, amplia a concorrência e fortalece a
transparência em um mercado que atende mais de 22 milhões de trabalhadores e
movimenta bilhões de reais por ano.
O impacto no bolso do
trabalhador em 2026
Segundo o Ministério da Fazenda, as mudanças devem
gerar impacto econômico de cerca de R$ 8 bilhões ao ano, o que corresponde a
ganho médio de R$ 225 para cada trabalhador. O efeito resulta do fim de custos
invisíveis que reduziam o valor real do benefício, como taxas excessivas e
práticas comerciais pouco transparentes. Ao tornar o sistema mais equilibrado,
o decreto devolve poder de compra aos colaboradores, que passam a ter acesso a
refeições mais variadas e nutritivas com o mesmo saldo mensal. “O trabalhador
passa a ter mais comida com o mesmo saldo. É uma devolução silenciosa de poder
de compra que melhora a qualidade da alimentação e amplia as opções do dia a
dia”, afirma Fernanda Ferraz, Diretora Geral da Wiipo, fintech da Senior
Sistemas.
Entre as mudanças estruturais, o decreto fixa um
teto para a taxa cobrada dos estabelecimentos (MDR) e para a tarifa de intercâmbio,
além de determinar que o repasse dos valores seja feito em até 15 dias
corridos. As medidas reduzem a pressão financeira sobre restaurantes, padarias,
lanchonetes e mercados, criando um ambiente mais equilibrado e previsível. A
atualização também aproxima o Brasil das melhores práticas internacionais de
meios de pagamento aplicadas ao benefício alimentação.
Fim de rebates, deságios e
práticas que distorciam o benefício
O decreto reforça a proibição de acordos paralelos
como rebates, cashbacks e deságios — mecanismos que, historicamente,
desviavam parte do valor destinado à alimentação do trabalhador. Com a nova
regra, 100% do recurso investido pelas empresas deve ser direcionado
exclusivamente à compra de alimentos, fortalecendo a segurança alimentar e
devolvendo ao PAT seu propósito original.
Segundo Fernanda Ferraz, “ao eliminar essas
práticas, o governo corrige distorções antigas e garante que o benefício seja
usado integralmente para aquilo que realmente importa: a alimentação do
trabalhador”.
Competitividade,
interoperabilidade e liberdade de escolha
A modernização também incentiva a concorrência ao
prever a interoperabilidade plena entre as bandeiras de benefícios. Isso
significa que o trabalhador use o cartão em qualquer maquininha compatível,
independentemente da operadora. Na prática, a mudança amplia a rede de
aceitação, reduz deslocamentos e melhora a experiência do usuário, que passa a
ter liberdade real de escolha sobre onde se alimentar.
Para o setor, trata-se de um avanço defendido pela
Câmara Brasileira de Benefícios ao Trabalhador (CBBT), da qual fazem parte
Wiipo, Caju, Flash e Swile. A entidade reforça que a abertura de mercado tende
a reduzir custos sistêmicos e a estimular a inovação.
O que muda para os RHs e
empregadores
Para as empresas, o decreto proporciona mais
segurança jurídica, previsibilidade de custos e um ambiente mais transparente
para a contratação de benefícios. Os RHs passam a atuar em um ecossistema mais
confiável, com regras claras e fornecedores obrigados a manter conformidade
absoluta com o PAT.
A recomendação da Wiipo, fintech da Senior Sistemas
e pioneira em benefícios flexíveis, é que as organizações revisem fornecedores
e priorizem parceiros que garantam transparência total, operação sem rebates,
experiência digital consistente e integração de múltiplos serviços em uma única
plataforma.
Wiipo pronta para a nova era
do PAT
A estrutura da empresa já está totalmente alinhada
ao novo decreto, operando com um modelo digital eficiente e sem rebates. Seu
aplicativo reúne alimentação, saúde física e mental, educação financeira,
ponto, férias, holerite e outros serviços essenciais em um único ambiente,
antecipando tendências estimuladas pelo novo cenário regulatório.
“Este é o momento de reconstruir o setor com base
em transparência, inovação e bem-estar. Para os colaboradores, significa
recuperar liberdade e poder de compra. Para as empresas, representa a adoção de
políticas de alimentação mais eficientes e modernas. Para o setor, é a
oportunidade de corrigir distorções históricas e abrir espaço para um
ecossistema mais saudável e competitivo”, conclui Fernanda Ferraz.

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