Check-up veterinário, vacinação em dia e atenção ao transporte são essenciais para garantir a saúde e o bem-estar dos animais durante as férias
As viagens de fim de ano, tão aguardadas por muitas
famílias, também demandam atenção especial quando envolvem animais de
estimação. Para evitar imprevistos e riscos à saúde dos pets, o planejamento
deve começar semanas antes da partida, incluindo cuidados veterinários,
documentação, prevenção de doenças e escolha adequada do transporte.
Segundo a professora de Medicina Veterinária da Universidade Veiga de Almeida (UVA) Carolina Aben Athar, a preparação correta é fundamental, especialmente em deslocamentos para regiões de praia ou períodos prolongados fora de casa.
De acordo com a especialista, viajar com animais
exige não apenas organização logística, mas também planejamento financeiro. Um
dos principais pontos de atenção é a prevenção de doenças, como a dirofilariose
- conhecida popularmente como verme do coração - transmitida por mosquitos e
mais comum em regiões litorâneas, como a Região dos Lagos e a Costa Verde. “A
prevenção deve ser feita com um vermífugo específico, pelo menos 15 dias antes
da viagem”, orienta.
A professora recomenda que, antes de sair de casa, é preciso levar
o pet ao veterinário para um check-up geral. “Animais idosos e braquicefálicos
- como buldogues, pugs e gatos persas - costumam precisar de exames mais
detalhados. O atestado de saúde, exigido em algumas situações, tem validade
média de dez dias. A vacinação também deve estar rigorosamente em dia e
aplicada com, no mínimo, 30 dias de antecedência, para garantir a proteção
adequada”, afirma.
Outros cuidados incluem a vermifugação, o uso de antiparasitários
contra pulgas e carrapatos e a aplicação de repelente específico para animais.
“Cães de pelagem clara, por exemplo, precisam de protetor solar veterinário,
aplicado em áreas com pouco pelo, como focinho, orelhas e barriga, além de
evitar passeios nos horários mais quentes”, recomenda a professora da UVA.
No transporte, a segurança é prioridade. O ideal é utilizar caixa
apropriada ou cinto de segurança específico para pets, manter o carro em
temperatura agradável e fazer paradas a cada duas ou três horas para
hidratação. “Jamais se deve deixar o animal sozinho dentro do carro com o
veículo desligado, pois isso pode causar hipertermia, quando o pet não consegue
trocar calor com o ambiente”, alerta a especialista.
Para quem opta por não viajar com o animal, os cuidados também variam conforme a espécie. No caso dos gatos, o mais indicado é mantê-los em casa, já que mudanças bruscas de rotina podem causar estresse intenso, levando à perda de apetite e até a quadros como a síndrome de Pandora, uma cistite idiopática associada ao estresse. A recomendação é contar com alguém de confiança para visitar o animal diariamente, garantindo alimentação e água fresca.
Já para os cães, além da opção de um cuidador, é possível recorrer a hotéis especializados. Nesse caso, a orientação é visitar o local previamente, verificar a estrutura, a rotina de cuidados e a confiança da equipe. “O importante é garantir que o animal fique em um ambiente seguro, confortável e com atenção adequada”, conclui a professora da Veiga.
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