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domingo, 28 de dezembro de 2025

Entre malas e coleiras: os cuidados que antecedem a viagem com animais

Check-up veterinário, vacinação em dia e atenção ao transporte são essenciais para garantir a saúde e o bem-estar dos animais durante as férias


As viagens de fim de ano, tão aguardadas por muitas famílias, também demandam atenção especial quando envolvem animais de estimação. Para evitar imprevistos e riscos à saúde dos pets, o planejamento deve começar semanas antes da partida, incluindo cuidados veterinários, documentação, prevenção de doenças e escolha adequada do transporte.

Segundo a professora de Medicina Veterinária da Universidade Veiga de Almeida (UVA) Carolina Aben Athar, a preparação correta é fundamental, especialmente em deslocamentos para regiões de praia ou períodos prolongados fora de casa.

De acordo com a especialista, viajar com animais exige não apenas organização logística, mas também planejamento financeiro. Um dos principais pontos de atenção é a prevenção de doenças, como a dirofilariose - conhecida popularmente como verme do coração - transmitida por mosquitos e mais comum em regiões litorâneas, como a Região dos Lagos e a Costa Verde. “A prevenção deve ser feita com um vermífugo específico, pelo menos 15 dias antes da viagem”, orienta. 

A professora recomenda que, antes de sair de casa, é preciso levar o pet ao veterinário para um check-up geral. “Animais idosos e braquicefálicos - como buldogues, pugs e gatos persas - costumam precisar de exames mais detalhados. O atestado de saúde, exigido em algumas situações, tem validade média de dez dias. A vacinação também deve estar rigorosamente em dia e aplicada com, no mínimo, 30 dias de antecedência, para garantir a proteção adequada”, afirma. 

Outros cuidados incluem a vermifugação, o uso de antiparasitários contra pulgas e carrapatos e a aplicação de repelente específico para animais. “Cães de pelagem clara, por exemplo, precisam de protetor solar veterinário, aplicado em áreas com pouco pelo, como focinho, orelhas e barriga, além de evitar passeios nos horários mais quentes”, recomenda a professora da UVA. 

No transporte, a segurança é prioridade. O ideal é utilizar caixa apropriada ou cinto de segurança específico para pets, manter o carro em temperatura agradável e fazer paradas a cada duas ou três horas para hidratação. “Jamais se deve deixar o animal sozinho dentro do carro com o veículo desligado, pois isso pode causar hipertermia, quando o pet não consegue trocar calor com o ambiente”, alerta a especialista. 

Para quem opta por não viajar com o animal, os cuidados também variam conforme a espécie. No caso dos gatos, o mais indicado é mantê-los em casa, já que mudanças bruscas de rotina podem causar estresse intenso, levando à perda de apetite e até a quadros como a síndrome de Pandora, uma cistite idiopática associada ao estresse. A recomendação é contar com alguém de confiança para visitar o animal diariamente, garantindo alimentação e água fresca. 

Já para os cães, além da opção de um cuidador, é possível recorrer a hotéis especializados. Nesse caso, a orientação é visitar o local previamente, verificar a estrutura, a rotina de cuidados e a confiança da equipe. “O importante é garantir que o animal fique em um ambiente seguro, confortável e com atenção adequada”, conclui a professora da Veiga.

 

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