Conteúdos íntimos, pedidos sob medida e comunidades fechadas marcaram o consumo em 2025 e apontam o que deve orientar criadores em 2026
2025 foi o ano em que o público mudou definitivamente a forma de se relacionar com criadores digitais. Se antes superproduções eram percebidas como sinônimo de profissionalismo, neste ano a tendência se inverteu: conteúdos mais humanos, íntimos e personalizados conquistaram espaço, enquanto roteiros rígidos e formatos polidos demais perderam relevância. As criadoras Jess Freitas e Emme White, da comunidade da FanFever, ajudam a explicar o movimento que marcou o mercado e que deve orientar o próximo ciclo da economia criativa no país.
Autenticidade como padrão, não tendência
Para as duas criadoras, 2025 evidenciou o esgotamento
do público diante de conteúdos mecânicos. “A maior tendência foi o cansaço com
produções sem alma”, relata Emme White. A personalização, antes vista como um
diferencial, se tornou parte obrigatória do relacionamento com o assinante.
Jess Freitas reforça que a rejeição ao artificial
ficou evidente. Seus conteúdos mais amadores, mostrando sua rotina e bastidores,
tiveram desempenho muito superior ao esperado. “O público procurou vida real,
tesão espontâneo, rotina, bastidores. Narrativas de verdade”, diz.
Rotina, POV e interação direta se consolidam como formatos
líderes
Entre os formatos mais consumidos do ano estiveram os
que colocam o assinante dentro da experiência, como POVs, stories de rotina e
vídeos que simulam conversas reais.
Jess destaca que seus stories do dia a dia foram seu
conteúdo mais forte de 2025, pela identificação imediata. Já Emme aponta que
narrativas com imersão direta, como JOI personalizado, ganharam força
justamente por criar sensação de presença e exclusividade.
Em ambos os casos, a lógica é a mesma: conteúdo intimista
gera proximidade, proximidade gera fidelização, e fidelização gera receita.
Plataformas de assinatura fortalecem carreiras e garantem
estabilidade
O crescimento das plataformas de assinatura e
comunidades fechadas não foi acidental. Com redes sociais tradicionais impondo
bloqueios, instabilidade ou limites de alcance, criadoras avaliam que seus
espaços mais rentáveis e seguros passaram a ser justamente seus FanClubs.
“Na FanFever posso conversar com pessoas reais,
entender desejos e criar vínculos profundos”, afirma Jess. Para Emme, produzir
em ambiente seguro e estável permite criar experiências mais imersivas e
respeitosas: “É onde conseguimos construir uma comunidade de verdade”.
Profissionalização silenciosa: disciplina, gestão emocional
e planejamento
Embora 2025 tenha valorizado o “real”, bastidores
mais organizados se tornaram indispensáveis.
Jess precisou delegar tarefas para evitar burnout,
enquanto Emme reorganizou a vida pessoal e profissional para manter
consistência. Ambas destacam que planejamento mensal, séries contínuas,
monitoramento de fidelização e ajustes baseados no comportamento da base foram
essenciais para crescer.
“A métrica que mais me guiou foi a fidelização. Ver
os mesmos assinantes voltando”, afirma Jess. Emme reforça o papel da
personalização como fator de retenção: “Chamá-los pelo nome, entregar sob
medida, isso virou quase um padrão”.
Colaborações ganharam espaço, mas autenticidade segue como
ativo central
As duas criadoras avaliam que parcerias funcionaram
como impulsionadoras, acelerando alcance e experimentação. Mas ambas são
categóricas: nenhuma colaboração substitui a força de uma narrativa própria e
autêntica. “Elas ajudam a unir audiências, mas não sustentam carreira
sozinhas”, observa Jess.
O que vem para 2026: presença humana acima da automação
Se 2025 consolidou o desejo por verdade, 2026 promete
radicalizar esse movimento. Tanto Jess quanto Emme acreditam que criadores que
insistirem em conteúdos genéricos, automatizados ou distantes emocionalmente perderão
espaço para quem desenvolver comunidades, conversas reais e experiências
personalizadas.
“Quem continuar mecânico vai perder espaço”, afirma
Emme. Jess completa: “A vida real seguirá dominando, com histórias, rotinas e
narrativas que façam sentido para quem consome”.
FanFever
FanFever
Nenhum comentário:
Postar um comentário