Falta de ar ao realizar tarefas simples do dia a
dia, e a dependência de outras pessoas são as principais reclamações apontadas
pelos pacientes
A
MSD realizou duas pesquisas com médicos e pacientes do Brasil, Argentina,
Colômbia e México para avaliar questões relacionadas à qualidade de vida e à
jornada de tratamento dos pacientes que sofrem com a Hipertensão Arterial
Pulmonar (HAP), uma doença rara, progressiva e potencialmente fatal,
caracterizada pelo aumento da pressão na circulação pulmonar. No total,
participaram das pesquisas mais de 246 pneumologistas e cardiologistas, que
acompanharam seus pacientes com HAP de 2020 a 2021. Os resultados foram
apresentados no congresso anual do American College of Chest Physicians.
De
maneira geral, os primeiros sintomas notados pelos pacientes foram falta de ar
(78%), fadiga (65%) e dor ou pressão no peito (33%). O clínico geral foi o
primeiro profissional de saúde a ser procurado (44%), seguido pelo
cardiologista (32%). No Brasil, o cenário foi um pouco diferente, com o
cardiologista sendo o primeiro especialista procurado por 49% dos pacientes. Em
média, os pacientes relataram esperar entre 7 a 12 meses para procurar um
médico após o aparecimento dos primeiros sintomas da HAP. Contudo, o tempo
médio para o correto diagnóstico da doença foi de quase dois anos, resultado
que demonstra um atraso significativo desde o início dos sintomas.
Esse
atraso se deve especialmente às altas taxas de erros de diagnóstico,
verificadas em todos os países pesquisados. A Argentina foi o país em que mais
pacientes relataram ao menos um diagnóstico incorreto (57%), seguida pelo
México (55%), Colômbia (51%) e Brasil (44%). Esse cenário é preocupante porque
atrasos no diagnóstico adequado podem comprometer o tratamento, promovendo a
progressão da doença, que pode ser fatal.
A
sobrevida de pacientes com HAP, caso não recebam tratamento adequado, é de
aproximadamente três anos.
O impacto da HAP em mulheres
A
Hipertensão Arterial Pulmonar tem uma ocorrência de 2 a 4 vezes maior entre
mulheres comparadas aos homens, especialmente entre aquelas em idade fértil e
durante o período de criação de filhos. Essa condição traz riscos
significativos durante a gravidez, incluindo mortalidade materna de até 56% e
mortalidade neonatal de até 13%.
Em
uma pesquisa qualitativa realizada pela MSD em cinco países diferentes —
Estados Unidos, Alemanha, Canadá, Itália e Reino Unido — com mulheres entre 21
e 50 anos acometidas pela HAP, constatou-se que as pacientes sofrem um elevado
impacto da doença independentemente da região em que vivem. O impacto negativo
na maternidade e na saúde mental foi alto em todas as regiões analisadas. Cerca
de 80% das mulheres participantes indicaram a depressão como um dos principais
desafios enfrentados no tratamento da HAP.
MSD no Brasil
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