Com o exame se aproximando, professora orienta estudantes surdos com meios para se destacar
A inclusão segue como uma crescente no Brasil e na educação não é
diferente. Segundo dados mais recentes do Instituto Nacional de Estudos e
Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o Brasil tem cerca de 62.192 estudantes
com deficiência auditiva matriculados na educação básica. Com esse cenário,
desde 2017, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio
Teixeira (Inep), implementou o formato do Enem em Libras para comunidade.
Pensando nesse cenário, a intérprete e professora de Libras da
Faculdade Anhanguera, Deise Alves Cassiano, orienta dicas para auxiliar na
preparação e aumentar a confiança desses alunos. “A organização é o primeiro
passo. É fundamental criar um cronograma de estudos, distribuindo as
disciplinas ao longo da semana e reservando mais tempo para os conteúdos que
apresentam maior dificuldade”.
A professora aponta que materiais acessíveis fazem diferença. “Livros em Libras, vídeos de intérpretes em plataformas como Youtube para verificar a variação linguística de acordo com cada localidade. Neste sentido, o aplicativo não representa a língua em si, sendo utilizado por ouvintes que estão começando a adquirir conhecimentos sobre a língua, ajudam na compreensão e fixação do conteúdo. O estudante deve procurar videoaulas em Libras e revisar os conteúdos com glossários visuais. Isso potencializa o aprendizado.”, acrescenta.
Praticar com provas anteriores também é indicado. Resolver questões de outras edições permite que o estudante se familiarize com o formato do exame e aprenda a administrar melhor o tempo. “É uma estratégia que reduz a ansiedade no dia da prova”, afirma Patricia.
Segundo Alves, formar grupos de estudo com outros estudantes surdos pode potencializar o aprendizado. “Discutir conteúdos em Libras, explicar conceitos para colegas e tirar dúvidas juntos ajuda a fixar a matéria e desenvolve habilidades de comunicação que também são cobradas indiretamente no Enem. Esse tipo de interação permite praticar a expressão do formato, organizar ideias e treinar a argumentação, aptidões que auxiliam tanto em interpretação de textos quanto em redação”, explica.
Por fim, a docente alerta para a importância do bem-estar físico e emocional. “Um boa noite de sono, alimentação equilibrada e momentos de lazer contribuem para um desempenho melhor. A saúde mental é tão importante quanto o estudo. Estudantes surdos muitas vezes enfrentam barreiras de comunicação, então o autocuidado é essencial”, conclui.
Anhanguera
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