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quarta-feira, 20 de maio de 2026

Dia Mundial das Abelhas: confira cinco benefícios do mel para a saúde

Rico em nutrientes e propriedades naturais, alimento pode fortalecer a imunidade, auxiliar na digestão e contribuir para o bem-estar quando consumido de forma equilibrada

 

Celebrado em 20 de maio, o Dia Mundial das Abelhas chama a atenção para a importância desses insetos para o equilíbrio ambiental, a biodiversidade e a produção de alimentos em todo o planeta. Responsáveis pela polinização de grande parte das culturas agrícolas, as abelhas desempenham papel fundamental na manutenção dos ecossistemas e também estão diretamente ligadas à produção do mel, alimento natural conhecido há séculos por suas propriedades nutricionais e medicinais.

Presente na alimentação de milhares de pessoas em diferentes culturas, o mel é muito mais do que um adoçante natural. Rico em antioxidantes, vitaminas, minerais e compostos bioativos, ele pode contribuir para o fortalecimento do organismo e auxiliar na promoção da saúde quando consumido de forma equilibrada. Além disso, o alimento é frequentemente associado a hábitos mais saudáveis, justamente por oferecer nutrientes importantes e propriedades terapêuticas naturais. 

De acordo com a médico nutróloga e docente do curso de Medicina da Afya Centro Universitário de Pato Branco, Dra. Fabiana Roloff, o mel reúne características que fazem dele um aliado do bem-estar e da prevenção de algumas doenças.

“O mel é um alimento natural com propriedades antioxidantes, antimicrobianas e anti-inflamatórias. Quando inserido em uma alimentação equilibrada, pode trazer benefícios importantes para a saúde e até auxiliar na prevenção de algumas doenças”, explica a Dra. Fabiana, médica nutróloga e docente da Afya de Pato Branco.

De acordo com ela, além de adoçar naturalmente alimentos e bebidas, o mel também é utilizado há séculos em tratamentos naturais e receitas caseiras. “Seu valor nutricional está relacionado à presença de compostos capazes de auxiliar no equilíbrio do organismo, melhorar a resposta imunológica e contribuir para mais disposição no dia a dia”, acrescenta a Dra. Fabiana.


Confira cinco benefícios do mel:

  1. Fortalece a imunidade
    O mel possui ação antioxidante e antimicrobiana, ajudando o organismo a combater vírus, fungos e bactérias. Seus compostos naturais auxiliam na proteção das células contra os danos causados pelos radicais livres, fortalecendo o sistema imunológico e contribuindo para a prevenção de doenças.
  2. Ajuda a aliviar sintomas de gripe e dor de garganta
    Muito utilizado em receitas caseiras, o mel ajuda a suavizar irritações na garganta e pode auxiliar no alívio da tosse, especialmente quando combinado com limão, gengibre ou própolis. Sua textura cria uma espécie de camada protetora na garganta, proporcionando sensação de conforto e bem-estar.
  3. É fonte natural de energia
    Por conter carboidratos naturais, como glicose e frutose, o mel fornece energia rápida ao organismo. Por isso, é bastante utilizado por atletas e pessoas que buscam alternativas mais naturais ao açúcar refinado. Consumido antes de atividades físicas, pode contribuir para melhorar a disposição e o desempenho.
  4. Auxilia na saúde digestiva
    Alguns compostos presentes no mel favorecem o equilíbrio da flora intestinal e podem ajudar no processo digestivo. O alimento também possui propriedades prebióticas, que estimulam o crescimento de bactérias benéficas no intestino, contribuindo para o bom funcionamento do sistema digestivo.
  5. Contribui para a saúde da pele
    Graças às propriedades cicatrizantes, hidratantes e anti-inflamatórias, o mel também é utilizado em tratamentos estéticos e cuidados com a pele. Máscaras e produtos à base de mel ajudam na hidratação, regeneração cutânea e até no controle de pequenas irritações e acne.

Apesar dos benefícios, a médica reforça que o consumo deve ser feito com moderação e sempre aliado a hábitos saudáveis.

“O mel não substitui tratamentos médicos e deve ser consumido com equilíbrio, especialmente por pessoas com diabetes. Também é importante lembrar que crianças menores de um ano não devem consumir mel devido ao risco de botulismo”, finaliza a Dra. Fabiana, médica nutróloga e docente do curso de Medicina da Afya de Pato Branco.

Além dos benefícios à saúde, o Dia Mundial das Abelhas também serve como um alerta sobre a importância da preservação desses insetos. A redução das populações de abelhas em diversas partes do mundo preocupa especialistas, já que elas são fundamentais para a biodiversidade, para o equilíbrio ambiental e para a produção de alimentos essenciais à humanidade.

 


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Saúde mental materna exige atenção além da depressão pós-parto e inclui quadros graves como a psicose puerperal

Especialistas alertam para sinais que vão do baby blues à depressão pós-parto e à psicose puerperal, condição rara e que demanda atendimento imediato
 

O nascimento de um bebê costuma ser cercado por expectativas de felicidade e plenitude, mas o puerpério também pode ser um período de intensa vulnerabilidade emocional. Alterações hormonais, privação de sono, exaustão física, adaptação à nova rotina, dificuldades na amamentação e a pressão social em torno da maternidade podem impactar de forma importante a saúde mental da mulher. Embora a depressão pós-parto seja o quadro mais conhecido, ela não é o único. O período após o nascimento também pode incluir manifestações como o baby blues, transtornos de ansiedade e, em situações mais graves, a psicose puerperal. A Organização Mundial da Saúde informa que cerca de 13% das mulheres no pós-parto apresentam algum transtorno mental, principalmente depressão.

Esse dado reforça que o tema precisa ser tratado como uma questão de saúde pública, com orientação qualificada, acolhimento e diagnóstico oportuno. Quando o sofrimento psíquico não é reconhecido, pode haver impacto sobre o bem-estar materno, o vínculo com o bebê, a rotina familiar e a capacidade de recuperação da mulher no pós-parto. Além disso, o atraso no diagnóstico pode agravar quadros que evoluem de forma rápida e necessitam de intervenção especializada.

Uma das manifestações mais frequentes após o parto é o chamado baby blues, condição marcada por choro fácil, sensibilidade aumentada, irritabilidade, oscilação de humor e sensação de sobrecarga nos primeiros dias depois do nascimento. Apesar de comum, ele costuma ser transitório e tende a melhorar em até duas semanas. O NHS destaca que sentir-se triste, ansiosa ou irritada por alguns dias após o parto é algo comum, mas que a persistência ou piora dos sintomas exige atenção.

“Durante muito tempo, o sofrimento emocional no pós-parto foi reduzido a uma ideia de fragilidade passageira, quando, na verdade, pode envolver quadros psíquicos importantes e que exigem acolhimento, escuta qualificada e acompanhamento profissional. É fundamental que a mulher encontre um ambiente seguro para falar sobre medo, angústia, tristeza, exaustão e desconexão, sem culpa e sem julgamento”, afirma Eduardo A. Amaro, psicólogo e coordenador do núcleo de Saúde Mental do Hospital e Maternidade Santa Joana

Já a depressão pós-parto é mais intensa, persistente e incapacitante. Entre os sinais mais relatados estão tristeza frequente, desesperança, irritabilidade, culpa excessiva, sensação de incapacidade, perda de interesse nas atividades do dia a dia, dificuldade para dormir mesmo quando há oportunidade de descanso, ansiedade constante e dificuldade de conexão com o bebê. Em casos mais graves, podem surgir pensamentos de autolesão ou de machucar o bebê, o que demanda busca imediata por ajuda.

“A depressão pós-parto não é sinal de fraqueza, ingratidão ou falta de vínculo com o bebê. Ela é um quadro de saúde mental que pode comprometer profundamente o bem-estar da mulher e de toda a dinâmica familiar. Quanto mais cedo os sinais são percebidos, maiores são as chances de cuidado adequado, recuperação e preservação da saúde materna”, diz Eduardo A. Amaro.

Outro ponto importante é que o sofrimento emocional no pós-parto nem sempre se apresenta apenas como tristeza. Há mulheres que desenvolvem quadros ansiosos importantes, com medo constante, hipervigilância, sensação de estar sempre em alerta, crises de choro, taquicardia, insônia e pensamentos repetitivos de que algo ruim vai acontecer com o bebê. Por isso, especialistas defendem que a escuta clínica no puerpério seja mais ampla e inclua diferentes manifestações da saúde mental materna. O NHS ressalta que a depressão pós-parto pode vir acompanhada de medo, ansiedade, irritabilidade e dificuldade para lidar com a rotina, o que ajuda a entender por que nem sempre o quadro se expressa apenas como tristeza.

A psicose puerperal, embora rara, é o quadro mais grave da saúde mental pós-parto e pode surgir nas primeiras semanas após o nascimento, com sintomas como delírios, alucinações e perda de contato com a realidade, exigindo atendimento imediato. Especialistas reforçam que qualquer alteração emocional significativa no puerpério, seja um baby blues prolongado, ansiedade intensa, sinais de depressão ou manifestações psicóticas, deve ser reconhecida e tratada o quanto antes. Ao menor sinal de sofrimento acentuado, é fundamental buscar ajuda profissional para proteger a mãe e o bebê.

  

Grupo Santa Joana
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Frio e doenças respiratórias: quando nebulização e lavagem nasal podem ajudar

País enfrenta alta de síndromes respiratórias graves neste outono; otorrinolaringologista explica papel da nebulização e da lavagem nasal
 

O avanço dos casos de síndrome respiratória aguda grave em grande parte do Brasil preocupa especialistas de saúde neste outono. Segundo dados recentes divulgados pela Fiocruz, o país vive um aumento importante das hospitalizações por vírus respiratórios, principalmente entre crianças e idosos.

Com a queda da temperatura, ambientes mais fechados e pouca circulação de ar favorecem a transmissão de vírus respiratórios, aumentando os casos de gripe, resfriado, bronquiolite, sinusite, crises alérgicas e pneumonias.

Para Dra. Roberta Pilla Otorrinolaringologista e Otorrinopediatra da ABORL-CCF, o frio exige atenção redobrada principalmente com os sintomas respiratórios persistentes.

“A gente percebe um aumento importante dos quadros respiratórios nessa época do ano porque as pessoas permanecem mais tempo em locais fechados e com pouca ventilação. Isso facilita muito a circulação dos vírus”, explica.

Segundo a especialista, além das infecções virais, o clima seco e as oscilações de temperatura também favorecem crises de rinite, sinusite e agravamento da asma.

Entre as medidas mais utilizadas para aliviar os sintomas respiratórios estão a nebulização e a lavagem nasal. A nebulização funciona por meio de um aparelho que transforma soluções líquidas em partículas muito finas, formando uma névoa que é inalada diretamente pelas vias respiratórias. O método ajuda na umidificação da via aérea e na fluidificação das secreções.

“A nebulização ajuda a deixar a secreção mais fluida, facilitando sua eliminação e promovendo alívio de sintomas como tosse, congestão nasal, coriza e desconforto respiratório”, afirma Dra. Roberta.

Ela destaca que, em muitos casos, a nebulização pode ser feita apenas com soro fisiológico, sem necessidade de medicações. “O soro fisiológico sozinho já ajuda bastante na hidratação das vias aéreas e no conforto respiratório, principalmente em crianças pequenas”, explica.

A especialista alerta, porém, que o uso de medicamentos inalados deve sempre ser orientado por um médico.

Outro ponto importante é a escolha do nebulizador. Atualmente, os modelos de rede vibratória são os mais recomendados para uso domiciliar por serem silenciosos, portáteis e mais práticos para crianças e idosos.

Além da nebulização, a lavagem nasal também ganhou destaque nos últimos anos como uma medida importante de higiene respiratória.

Indicada tanto para adultos quanto para crianças, a lavagem ajuda a remover secreções, hidratar a mucosa nasal e reduzir processos inflamatórios.

“A lavagem nasal não serve apenas quando a pessoa está doente. Hoje ela é considerada uma medida preventiva e pode fazer parte da rotina de higiene respiratória”, ressalta Dra. Roberta.

A médica explica que a prática pode ajudar na prevenção de complicações após quadros virais, reduzindo o risco de sinusites e piora das crises alérgicas.

Nas crianças, o procedimento exige ainda mais cuidado e adaptação.

“O ideal é transformar esse momento em algo tranquilo e acolhedor. Explicar para a criança o que será feito e respeitar a adaptação dela faz diferença na efetividade da lavagem nasal”, orienta.

A especialista também reforça que o volume de soro e a pressão utilizada devem variar conforme a idade, o quadro clínico e a orientação médica.

Entre os cuidados essenciais para evitar o agravamento das doenças respiratórias durante o frio, Dra. Roberta destaca a importância de manter os ambientes ventilados, reforçar a hidratação, evitar exposição à fumaça e manter a higiene correta dos dispositivos utilizados em nebulização e lavagem nasal.

“A limpeza inadequada dos aparelhos pode favorecer contaminações e piorar os quadros respiratórios. Higiene é parte fundamental do tratamento”, finaliza. 

 

Dra. Roberta Pilla - Otorrinolaringologia Geral Adulto e Infantil. Laringologia e Voz. Distúrbios da Deglutição; Via Aérea Pediátrica. Médica Graduada pela PUCRS- Porto Alegre/ Rio Grande do Sul (2003). Pesquisa Laboratorial em Cirurgia Cardíaca na Universidade da Pensilvania – Philadelphia/USA (2004). Título de Especialista em Otorrinolaringologia pela Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (2009). Mestrado em Cirurgia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS- Porto Alegre/RS) (2012-2016). Membro da Diretoria da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico Facial (ABORLCCF) (2016). Membro do Comitê de Educação Médica Continuada da ABORLCCF (2017-2022). 2019-2020: Presidente do Comitê de Educação Médica Continuada da ABORLCCF. 2021- 2022: Secretaria Comitê de Educação Médica Continuada da ABORLCCF. Médica do Grupo de Otorrinolaringologia e Via Aérea Pediátrica do Hospital Infantil Sabará (SP/São Paulo). Médica do Grupo de Otorrinolaringologia e Via Aérea Pediátrica dos: Hospitais do Grupo Maternidade Santa Joana e Pró-Matre (SP/ São Paulo); Médica do Grupo de Otorrinolaringologia do CDB Diagnósticos; Médica Otorrinolaringologista do Hospital Moriah (SP/São Paulo); Médica Otorrinolaringologista do Ambulatório da Rede Record de Televisão (SP/ São Paulo)




21.05 Dia de Proteção do Aleitamento Materno: especialista explica benefícios da amamentação para mães e bebê

No Dia Mundial de Proteção do Aleitamento Materno (21/05), especialista destaca os impactos da amamentação no desenvolvimento infantil e compartilha orientações nutricionais para gestantes e lactantes 

 

O aleitamento materno é amplamente reconhecido como uma das estratégias mais eficazes para a promoção da saúde infantil e materna. Seus benefícios vão além da nutrição, com impactos significativos no desenvolvimento cognitivo das crianças, na prevenção de doenças e na redução dos custos para os sistemas de saúde pública. Por isso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância  (UNICEF) recomendam que a amamentação seja iniciada ainda na primeira hora após o parto, mantida de forma exclusiva até os seis meses de vida e continuada, juntamente com a introdução alimentar adequada, até os dois anos ou mais.

Os efeitos positivos do aleitamento materno são amplos e duradouros, beneficiando tanto o bebê quanto a mãe. Para os pequenos, o leite materno representa a principal fonte de proteção imunológica nos primeiros meses de vida, reduzindo comprovadamente o risco de infecções respiratórias, diarreias, otites, obesidade, asma, diabetes tipo 1 e até a síndrome da morte súbita infantil (SIDS), além de promover melhorias no desempenho cognitivo e no desenvolvimento emocional. 

Para as mães, amamentar diminui o risco de câncer de mama e ovário, diabetes tipo 2, hipertensão e síndrome metabólica, além de auxiliar na recuperação pós-parto e fortalecer o vínculo afetivo com o bebê. Diante de tantos benefícios, a amamentação deve ser entendida não apenas como uma escolha individual, mas como uma prática que precisa ser incentivada, protegida e apoiada por toda a sociedade. 

Segundo a Dra. Marcelo Reges, médica e professora de Nutrologia na Afya Goiânia, garantir que mães recebam orientação adequada e apoio durante o pré-natal e o pós-parto é essencial para o sucesso do aleitamento. “O leite materno é um recurso natural, completo e acessível, com potencial de salvar vidas e transformar o futuro de milhares de crianças. Ele é considerado o alimento mais completo para o bebê nos primeiros meses de vida, pois contém todos os nutrientes necessários, anticorpos que fortalecem a imunidade e é de fácil digestão”.

Além disso, a especialista destaca a importância na promoção do vínculo afetivo entre mãe e filho, que reduz riscos de doenças respiratórias, diarreias e até obesidade no futuro. “Nosso papel como profissionais de saúde é oferecer informação de qualidade e apoio contínuo para que mais mulheres possam amamentar de forma segura, tranquila e com confiança”, afirma a médica.

 

Hábitos alimentares saudáveis favorecem o aleitamento materno 

Durante a gravidez e o período de amamentação, a alimentação materna e a hidratação adequada também desempenham papel importante para a saúde da mãe e o desenvolvimento do bebê. A recomendação é priorizar uma dieta equilibrada, rica em proteínas magras, frutas, legumes, verduras, carboidratos integrais e gorduras saudáveis, além da ingestão de cerca de 2,5 a 3 litros de água por dia. Em alguns casos, pode ser necessária a suplementação de nutrientes como ferro, cálcio, vitamina D, ômega-3, iodo e vitamina B12, sempre com orientação médica. Especialistas também alertam que este não é o momento ideal para dietas restritivas ou perda de peso acelerada, já que a produção de leite exige aporte adequado de energia e nutrientes. “A qualidade da alimentação materna influencia diretamente o bem-estar da mulher nesse período e contribui para que o organismo tenha condições adequadas para a produção de leite”, explica Dra Marcela;

Outro cuidado importante é limitar o consumo de alimentos ultraprocessados, bebidas açucaradas, cafeína em excesso e evitar bebidas alcoólicas durante a amamentação. A orientação é realizar pequenas refeições ao longo do dia e observar possíveis reações do bebê a determinados alimentos, sem excluir itens da dieta de forma preventiva ou sem recomendação profissional. Além disso, médicos reforçam a necessidade de cautela com o uso de “chás milagrosos” e receitas caseiras, pois algumas ervas podem não ser seguras nesse período. “Muitas mulheres recebem orientações sem embasamento científico durante a amamentação, por isso é fundamental buscar acompanhamento profissional antes de restringir alimentos ou utilizar substâncias que possam trazer riscos para a mãe e o bebê”, ressalta a especialista. 



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Obsolescência por trás das telas: exílio e exclusão digitais dos 60+


Imagine a seguinte situação: dona Maria, brasileira de 74 anos, vai à agência do INSS para realizar a prova de vida, como já fez várias vezes. Ao ser chamada ao guichê, ouve que agora o procedimento deve ser feito digitalmente, caso contrário o benefício será automaticamente bloqueado. O atendente começa a explicar os passos: “senhora, é preciso se cadastrar no gov.br, depois fazer o reconhecimento da biometria por meio de uma selfie, então acessar o app Meu INSS …”. Atônita, aflita, ela tenta acompanhar as instruções, mas não consegue entender o que está sendo dito. Percebe que, de certa forma, está diante de uma tela que se tornou um obstáculo em sua vida atual e se sente tão obsoleta quanto o velho celular que carrega na bolsa.
 

Dona Maria faz parte, segundo a PNAD Contínua de 2023 do IBGE, de um contingente de 11,6 milhões de brasileiros com 60 anos ou mais que permanecem desconectados, seja pela falta de conhecimento, seja por não verem necessidade em usar a internet. Embora o uso da internet por esse público no Brasil tenha aumentado 21,2 pontos percentuais (em relação aos dados de 2019), ainda há inúmeros desafios. Ao contrário de seus filhos e netos, Dona Maria não cresceu com computadores e telas, tampouco compreende jargões técnicos como “login”, “nuvem”, “QR Code” e tantas outras palavras que agora integram o cotidiano. Assim, além de ter dificuldade prática para usar um app no celular, ela também se sente excluída de conversas, antiga, deslocada diante das notícias que apresentam palavras que ela nem faz ideia do que significam. Esse distanciamento emocional é completado pela ansiedade e medo: a fobia de apertar o botão errado, de “estragar o aparelho” ou cair em um golpe digital.
 

Do ponto de vista geracional, esses dados reúnem as gerações caracterizadas como Fundadores (também denominados de Tradicionalistas, nascidos antes de 1946) e Baby Boomers (nascidos entre 1946-1964, decorrente do crescimento populacional pós-guerra). São pessoas que construíram a sociedade atual e promoveram mudanças socioeconômicas e culturais, tendo à sua disposição tecnologias como rádio, cinema, telefone, televisão e fita cassete. Viveram guerras, viram o homem chegar à Lua e a consolidação dos meios de comunicação de massa, mas a internet, os smartphones e aplicativos só se tornaram relevantes no cotidiano quando muitos deles já tinham saído do mercado de trabalho.
 

Esse cenário é agravado por experiências digitais negativas. Muitas aplicações apresentam problemas de interface (letras pequenas, excesso de etapas para a realização de tarefas, símbolos que não são intuitivos), tornando essa barreira ainda maior para quem muitas vezes já enfrenta limitações visuais, motoras ou cognitivas. Por isso, tornam-se fundamentais as iniciativas de letramento digital para o público acima dos 60 anos; caso contrário, estaremos, dia a dia, instituindo uma invisibilidade digital crescente.
 

Neste sentido, é necessário promover iniciativas para desmistificar conceitos, esclarecer significados e oferecer ferramentas para a aprendizagem deste universo digital. Afinal, mais do que “usar a internet”, trata-se de estabelecer uma ponte para a inclusão digital real, para a autonomia de acesso aos serviços públicos, para o contato com a família, para a participação na sociedade contemporânea. Em um cenário em que a migração para o digital é cada vez maior, é fundamental impedir que milhões de ‘donas Marias’ fiquem num exílio digital, presas atrás de uma tela que as tornam invisíveis à sociedade.

 

*O conteúdo dos artigos assinados não representa necessariamente a opinião do Mackenzie.

 

Profa. Dra. Pollyana Notargiacomo é docente dos cursos de Fundamentos de Ciência da Computação e Metodologia da Pesquisa em Computação e lidera o JAS3 lab. – Laboratório de Jogos, Aprendizagem, Simulação, Sistemas e Sinais – da Faculdade de Computação e Informática (FCI) da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM).


Cartórios de Notas registram quase 30 mil manifestações de doação de órgãos em dois anos no Brasil

Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos (AEDO) em Cartório completa dois anos, registra crescimento contínuo nas solicitações e amplia acesso da população à manifestação formal de vontade para doação de órgãos. Cerca de 48 mil pessoas aguardam em filas para transplantes


Quase 30 mil brasileiros já formalizaram digitalmente o desejo de doar órgãos no país enquanto mais de 48 mil pessoas aguardam atualmente por um transplante no Brasil. Criada há dois anos pelos Cartórios de Notas e regulamentada nacionalmente pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos (AEDO) vem ampliando o acesso da população à autorização oficial para doação e fortalecendo a cultura da doação no país.

Desde seu lançamento, a plataforma já contabiliza 29.745 manifestações formais de intenção de doação de órgãos realizadas de forma totalmente eletrônica. O crescimento das solicitações demonstra a consolidação da ferramenta como um importante instrumento de apoio ao sistema nacional de transplantes e de conscientização sobre a importância da doação de órgãos no país.

Somente em 2024, primeiro ano completo de funcionamento da AEDO, foram registradas 18.659 solicitações. Em 2025, outras 8.886 manifestações foram realizadas pela plataforma. Já em 2026, até o início de maio, o sistema soma mais 2.200 autorizações eletrônicas, mantendo o ritmo de adesão da população ao serviço.

Os números ganham ainda mais relevância diante da realidade enfrentada pelo sistema de transplantes brasileiro. Dados do Ministério da Saúde apontam que mais de 48 mil pessoas aguardam atualmente por um transplante de órgão no Brasil. Apenas em 2026, mais de 3 mil transplantes já foram realizados no país, dando sequência ao crescimento observado nos últimos anos. Entre os mais frequentes estão os de rim e fígado, que seguem concentrando a maior demanda nacional.

“A Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos representa um avanço importante ao permitir que a população manifeste oficialmente sua vontade de forma simples, segura e totalmente digital”, afirma Eduardo Calais. “Ao longo desses dois anos, a AEDO se consolidou como uma ferramenta de cidadania, conscientização e apoio direto à política pública de transplantes no Brasil, uma vez que a conversa que antes era somente familiar agora pode ser formalizada oficialmente pela internet”, completa.

Criada pelo Colégio Notarial do Brasil – Conselho Federal (CNB/CF), por meio da plataforma e-Notariado, e regulamentada nacionalmente pelo CNJ por meio do Provimento nº 164/2014, a AEDO permite que qualquer cidadão realize gratuitamente sua autorização de doação de órgãos pela internet, com validação jurídica realizada pelos Cartórios de Notas.

Além do avanço tecnológico, iniciativas legislativas também passaram a incentivar a adesão ao sistema. No Paraná, por exemplo, a Lei nº 22.618/2025 passou a garantir benefícios como meia-entrada em eventos culturais e esportivos para doadores cadastrados na AEDO.


Como funciona a AEDO

O processo é totalmente digital e realizado por meio da plataforma e-Notariado. O interessado acessa o portal oficial da AEDO, solicita gratuitamente um Certificado Digital Notarizado, realiza uma videoconferência com um tabelião de notas e assina eletronicamente o documento indicando quais órgãos deseja doar.

A autorização passa a integrar automaticamente a Central Nacional de Doadores de Órgãos, podendo ser consultada por profissionais autorizados do Sistema Nacional de Transplantes. O documento pode ser revogado a qualquer momento pelo cidadão.



Colégio Notarial do Brasil – Conselho Federal (CNB/CF)


Clima seco e frio acende alerta para testagem rápida da meningit

 

Comum entre o outono e o inverno, a meningite mantém um impacto relevante no país

Os painéis moleculares identificam múltiplos agentes infecciosos em poucas horas, contribuindo tanto para a prática clínica quanto para a vigilância epidemiológica 



O avanço dos meses mais frios no Brasil traz um alerta conhecido pelas autoridades: o aumento dos casos de meningite. Comum entre o outono e o inverno, a doença mantém um impacto relevante no país. Dados do boletim epidemiológico mais recente do Ministério da Saúde mostram que, entre 2010 e o primeiro semestre de 2025, foram confirmados 246.280 casos de meningite no Brasil, com 23.986 óbitos no período, uma média de cerca de 1.500 mortes por ano. O cenário reforça a importância da testagem rápida em prol de melhores desfechos clínicos e do controle epidemiológico.


De acordo com a biomédica, mestre e doutora em Microbiologia e Biologia Molecular e assessora científica da Biomédica, Natália Strohmayer, a sazonalidade da doença está diretamente relacionada a fatores climáticos e comportamentais. “Nos meses de outono e inverno, principalmente entre maio e agosto, nós observamos um aumento dos casos devido ao clima mais seco, que irrita as mucosas, além da maior circulação de vírus respiratórios e da permanência em ambientes fechados e com aglomerações, o que favorece a transmissão”, explica.


Dados internos da Biomédica, empresa que fornece soluções diagnósticas para laboratórios em todo o país, reforçam esse padrão. Entre janeiro de 2025 e março de 2026, os maiores volumes de testes para a detecção de meningite destinados tanto ao setor público quanto ao privado foram registrados, justamente, nos meses de maio e agosto.


Apesar da estrutura consolidada da rede pública para o diagnóstico da meningite, com destaque para a atuação dos Laboratórios Centrais de Saúde Pública (LACENs), ainda existem desafios importantes, especialmente quando se trata da detecção precoce. Entre eles, estão o tempo de resposta de métodos tradicionais, a logística de transporte de amostras e o acesso ainda desigual a tecnologias mais avançadas, como a biologia molecular.


Nesse cenário, a incorporação recente de painéis moleculares para meningite e encefalite no rol da saúde suplementar representa um avanço significativo. A tecnologia permite identificar múltiplos agentes infecciosos em poucas horas, contribuindo para um tratamento mais rápido e assertivo, redução do uso desnecessário de antibióticos e melhores desfechos clínicos.


Outro fator que influencia o comportamento da doença no país é o cenário pós-pandemia. A quebra dos padrões sazonais durante o período de isolamento social e a posterior retomada das atividades contribuíram para uma reconfiguração da circulação dos agentes infecciosos. Além disso, a queda nas coberturas vacinais e o papel de adolescentes como potenciais transmissores assintomáticos têm impacto direto na dinâmica epidemiológica da meningite.


Para a biomédica, o fortalecimento do diagnóstico de precisão é estratégico no enfrentamento da doença. “A meningite consiste em uma condição de evolução rápida, em que o tempo para diagnóstico pode ser decisivo. Testes moleculares, como o PCR em tempo real, permitem uma identificação ágil e altamente sensível dos agentes causadores, apoiando tanto a prática clínica quanto a vigilância epidemiológica”, conclui Natália.

  

Biomédica - Inteligência Diagnóstica

 

AVC: a doença que mais mata no Brasil

Guia para identificar os sintomas e ajudar no socorro imediato

 

Acidente Vascular Cerebral (AVC) - ou derrame, como é popularmente chamado -, é uma condição em que há interrupção do fluxo sanguíneo para uma parte do cérebro, levando à perda da função daquela região. Existem dois tipos principais: o AVC isquêmico, que ocorre por obstrução de uma artéria, geralmente por um coágulo, sendo o mais comum; e o AVC hemorrágico, causado pelo rompimento de um vaso sanguíneo, levando a sangramento no cérebro. Ambos são situações graves e exigem atendimento imediato. 

Os números e as estimativas da doença alertam para uma “epidemia” silenciosa. Dados da Organização Mundial do AVC indicam que uma em cada quatro pessoas com mais de 35 anos vai sofrer AVC em algum momento da vida. Se há uma boa notícia é que 90% dos casos poderiam ser evitados com a redução dos fatores de risco, que são hipertensão ou pressão alta, diabetes, tabagismo, obesidade e sedentarismo. 

O Ministério da Saúde (MS), inclusive, afirma que o AVC lidera o ranking de causas de morte no Brasil, superando os infartos. De acordo com o MS, a cada seis minutos, aproximadamente, é registrado um óbito por AVC no País, totalizando 265 mortes por dia. O aumento de AVC em jovens também chama atenção, pois responde hoje pelo incremento de 44% dos casos em pessoas com menos de 50 anos. 

Com a mudança no cenário da incidência do AVC no Brasil, o Hospital Edmundo Vasconcelos preparou esse guia, juntamente com o Dr. Tiago Abrão Setrak Sowmy, neurologista, para orientar como identificar os sintomas e buscar socorro imediato.

 

Sintomas

Os sintomas do AVC costumam surgir de forma súbita. Entre os mais comuns estão fraqueza ou dormência em um lado do corpo, desvio da boca, dificuldade para falar ou entender o que está sendo dito, perda de visão, tontura ou dificuldade para andar, e, em alguns casos, dor de cabeça intensa e repentina. A principal característica é a instalação abrupta desses sinais, o que deve sempre chamar atenção.

 

Rosto, braço e fala

Existe uma forma simples e prática de reconhecer um possível AVC no dia a dia, conhecida como a regra do “rosto, braço e fala”. Peça para a pessoa sorrir e observe se há desvio da boca; peça para levantar os dois braços e veja se um deles não consegue subir ou cai; e observe se a fala está enrolada ou incompreensível. Se qualquer uma dessas alterações estiver presente, é necessário buscar ajuda imediatamente.

 

Hospital com urgência

O tempo para procurar atendimento médico deve ser o menor possível. Idealmente, o paciente deve chegar ao hospital nas primeiras horas após o início dos sintomas, pois existem tratamentos que só podem ser realizados dentro de janelas específicas de tempo. Em muitos casos, intervenções mais eficazes ocorrem nas primeiras 4 a 6 horas, mas quanto antes o atendimento for iniciado, maiores são as chances de recuperação.

 

AVC sem sintomas: o que fazer?

É fundamental ir imediatamente ao pronto-socorro sempre que houver qualquer sintoma neurológico súbito, mesmo que pareça leve ou que melhore espontaneamente. Não se deve aguardar evolução, pois a situação pode piorar rapidamente ou perder-se a oportunidade de tratamento específico.

 

Sinais de gravidade

Alguns sinais indicam maior gravidade, como rebaixamento do nível de consciência, dificuldade para respirar, vômitos persistentes, dor de cabeça muito intensa e súbita, convulsões ou paralisia completa de um lado do corpo. Nesses casos, o risco de morte ou de sequelas graves é ainda maior.

 

Sintomas leves

O AVC pode, sim, apresentar sintomas leves ou passageiros, caracterizando o que é chamado de ataque isquêmico transitório. Mesmo nesses casos é imprescindível procurar atendimento médico, pois esse evento pode ser o aviso de que um AVC mais grave pode ocorrer nas próximas horas ou dias.

 

Fatores de risco

Os principais fatores de risco para AVC incluem hipertensão arterial, diabetes, colesterol elevado, tabagismo, sedentarismo, obesidade e doenças cardíacas, especialmente arritmias, como a fibrilação atrial. Pessoas com essas condições devem ter atenção redobrada e acompanhamento médico regular.

 

AVC em jovens

Embora seja mais comum em idosos, pessoas jovens também podem apresentar AVC. Nesses casos, podem estar envolvidos fatores como alterações da coagulação, doenças autoimunes, uso de drogas, dissecções arteriais ou associação de anticoncepcionais com tabagismo. Os sintomas são semelhantes aos dos pacientes mais velhos e devem ser valorizados da mesma forma.

 

Demora no atendimento

A demora em buscar atendimento pode resultar em perda irreversível de tecido cerebral, aumentando significativamente o risco de sequelas como paralisia, dificuldades na fala, alterações cognitivas e até morte. O cérebro é extremamente sensível à falta de oxigênio, e cada minuto de atraso impacta diretamente no prognóstico.

 

Atendimento no Pronto-socorro

No Pronto-socorro, o atendimento de um paciente com suspeita de AVC é realizado de forma rápida e protocolar. Inicialmente há avaliação clínica e neurológica, seguida de exames de imagem, como a Tomografia, para diferenciar o AVC isquêmico e do hemorrágico. A partir disso, define-se o tratamento, que pode incluir medicações específicas para dissolver coágulos ou procedimentos para retirada do trombo, além de medidas de suporte e controle de fatores como pressão arterial.

 

Até chegar no hospital

Enquanto o paciente não chega ao hospital, algumas atitudes podem ser fundamentais: acionar imediatamente o Serviço de Emergência, anotar o horário exato do início dos sintomas, manter a pessoa em repouso e em posição confortável, evitar oferecer alimentos, líquidos ou medicamentos, e observar sinais vitais e nível de consciência. Essas medidas simples podem contribuir para o desfecho mais favorável.

 

Cada paciente é único

É importante reforçar que cada paciente deve ser avaliado de forma individualizada. A conduta médica depende do tempo de início dos sintomas, do tipo de AVC, das condições clínicas prévias e dos medicamentos em uso. Por isso, o reconhecimento precoce e o encaminhamento imediato ao atendimento especializado são determinantes para reduzir sequelas e salvar vidas. 



Dr. Tiago Abrão Setrak Sowmy - Neurologista do Hospital Edmundo Vasconcelos, formado pela Universidade de São Paulo (USP), com residência em Neurologia pelo HC-FMUSP e mestrado em Neurociências pelo Hospital Israelita Albert Einstein. Atua com foco em doenças neurológicas, especialmente esclerose múltipla e neuroimunologia, além de cursar MBA em inovação e aplicação de inteligência artificial na Medicina.


Maio Roxo alerta para sintomas e importância do diagnóstico precoce das doenças inflamatórias intestinais

Campanha busca ampliar a conscientização sobre as doenças inflamatórias intestinais


 

Dor abdominal, diarreia, fadiga intensa e perda de peso sem explicação podem parecer sintomas comuns ou associados a fatores pontuais, como estresse ou alimentação. No entanto, quando persistem ou se repetem, podem estar relacionados a uma condição mais complexa: as Doenças Inflamatórias Intestinais (DIIs) - grupo de condições crônicas que inclui principalmente a doença de Crohn e a retocolite ulcerativa [1].
 

Os sinais de alerta ganham espaço no debate público ao longo do Maio Roxo, mês dedicado à conscientização sobre essas doenças, à importância de reconhecer os sintomas e conversar com um especialista para um diagnóstico mais precoce e assertivo.
 

No Brasil, as Doenças Inflamatórias Intestinais têm apresentado crescimento nos últimos anos. Um estudo nacional publicado na revista científica The Lancet Regional Health – Américas, com base em dados de mais de 200 mil pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mostrou que a prevalência dessas doenças aumentou de 30 para 100 casos por 100 mil habitantes entre 2012 e 2020, um crescimento de aproximadamente 233% no período [2].
 

O aumento dos diagnósticos pode estar associado a diferentes fatores, como mudanças no estilo de vida, aumento no consumo de alimentos ultraprocessados e a avanços na capacidade de identificação da doença pelos sistemas de saúde. No entanto, esse cenário não elimina um desafio central: o atraso no diagnóstico precoce, frequentemente relacionado ao desconhecimento sobre as DIIs e à tendência de minimizar os sintomas recorrentes. Como resultado, muitos pacientes demoram a buscar ajuda médica especializada, o que pode comprometer o manejo da doença desde os estágios iniciais [3].

“Sintomas como dor abdominal recorrente, diarreia persistente, fadiga constante ou presença de sangue nas fezes ainda são frequentemente minimizados ou tratados como algo passageiro, o que pode atrasar a busca por avaliação médica. Quando esses sinais deixam de ser reconhecidos como um possível alerta de saúde, o paciente tende a adiar a investigação adequada. Ampliar o acesso à informação é fundamental para favorecer o diagnóstico no momento oportuno e aumentar as chances de controle das DIIs” afirma Vivian Lee, diretora executiva de Medical Affairs da Takeda no Brasil.



Identificar os sinais é fundamental

Além dos sinais de alerta mais comuns, as Doenças Inflamatórias Intestinais impactam diferentes dimensões da vida do paciente. Pessoas que vivem com essas condições apresentam maior prevalência de sintomas de ansiedade e depressão entre pessoas que vivem com essas doenças, além de efeitos sobre a vida social, a sexualidade e aspectos relacionados à nutrição, o que reforça a importância de uma abordagem integral no cuidado [3].
 

A orientação de especialistas é buscar avaliação médica sempre que esses sintomas sejam persistentes ou progressivos. O gastroenterologista e o coloproctologista são os profissionais indicados para conduzirem a investigação, que pode incluir exames laboratoriais, endoscópicos e de imagem, como colonoscopia, além de testes inflamatórios específicos [1,3].
 

O diagnóstico precoce é fundamental para reduzir complicações, controlar a inflamação e contribuir para a melhora na qualidade de vida do paciente.
 

Embora possam surgir em qualquer idade, as DIIs frequentemente se manifestam na vida adulta [3], período em que os sintomas podem ser confundidos com alterações gastrointestinais comuns do cotidiano ou até mesmo ao stress. Dados da Associação Brasileira de Colite Ulcerativa e Doença de Crohn indicam que muitos pacientes vivem por meses — ou até anos — com os sintomas antes de chegar ao diagnóstico correto, o que pode levar à progressão da doença e a impactos significativos na rotina, no trabalho e na saúde emocional [3].

“As Doenças Inflamatórias Intestinais trazem um impacto muito grande para os pacientes e para todos que estão ao seu redor — familiares, amigos, companheiros e cuidadores. Como associação de pacientes, a ABCD trabalha há 27 anos com esse tema para contribuir com a redução desse impacto, especialmente porque ainda há muito constrangimento em falar sobre sintomas como diarreia, perda de peso e urgências. Iniciativas como o maio Roxo são fundamentais para ampliar a comunicação sobre o tema e estimular a busca por ajuda mais precocemente, favorecendo o diagnóstico e o cuidado com as DIIs. Afinal, a conscientização sobre o impacto dessas doenças é uma responsabilidade de todos nós”, explica Marta Machado, presidente da Associação Brasileira de Colite Ulcerativa e Doença de Crohn.
 

As Doenças Inflamatórias Intestinais trazem um impacto muito grande para os pacientes e para todos que estão ao seu redor — familiares, amigos, companheiros e cuidadores. É pela diminuição deste impacto que trabalhamos, uma vez que falar de diarreias, perda de peso, urgências de todas as naturezas, é muito complicado e até mesmo constrangedor. Como associação de pacientes a ABCD trabalha 27 anos diária com este tema, mas são estes marcos como o maio Roxo que nos ajudam a exercitar a comunicação ampla e livre sobre o assunto, porque é este o caminho que leva os pacientes a pedir ajuda mais precocemente. Sinalizam um momento de reflexão, porque a conscientização do impacto das DIIs, é uma responsabilidade de todos nós.
 

Como parte das ações do Maio Roxo, a Takeda realiza uma campanha de conscientização para ampliar o conhecimento sobre as DIIs e incentivar o reconhecimento de sintomas intestinais recorrentes, reforçando a importância da avaliação médica adequada. Dentre as iniciativas, estão vídeo educativo desenvolvido em parceria com a ilustradora e criadora de conteúdo Rafaela Tuma, uma cartilha informativa voltada a pacientes e cuidadores e materiais publicados no portal Futuro da Saúde.
 

Para além da campanha do Maio Roxo, a Takeda mantém um compromisso contínuo de atenção às Doenças Inflamatórias Intestinais no Brasil, por meio do apoio à educação médica continuada, da promoção de fóruns de diálogo entre especialistas e da colaboração com sociedades médicas e associações de pacientes. Essas iniciativas buscam contribuir para o aprimoramento do cuidado e para avanços concretos na jornada das pessoas que vivem com Doença de Crohn e Retocolite Ulcerativa no país.

 

Takeda
https://www.takeda.com



Referências

Crohn’s & Colitis Foundation. Inflammatory Bowel Disease (IBD): Symptoms. Disponível em: https://www.crohnscolitisfoundation.org/patientsandcaregivers/what-is-crohns-disease/symptoms . Acessado em: março de 2026.

Quaresma AB, Damiao AOMC, Coy CSR, et al. Temporal trends in the epidemiology of inflammatory bowel diseases in the public healthcare system in Brazil. Lancet Regional Health – Americas. 2022;13:100298. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/36777324/ . Acessado em: março de 2026.

ABDC – Associação Brasileira de Doença de Crohn e Colite. Jornada do Paciente com Doença Inflamatória Intestinal. São Paulo; 2017. Disponível em: https://abcd.org.br/wp-content/uploads/2017/12/JORNADA_DO_PACIENTE_PRINCIPAIS_RESULTADOS.pdf. Acessado em: março de 2026.

 

Escurecimento da região íntima: entenda as causas e quando o clareamento pode ser indicado

Alterações hormonais, atrito, depilação frequente e fatores genéticos estão entre as principais causas do escurecimento da região íntima; especialista alerta para cuidados e limites do procedimento

 

Procedimentos voltados à saúde e bem-estar feminino têm conquistado cada vez mais espaço no Brasil. Entre eles, o clareamento íntimo vem despertando o interesse de mulheres que buscam melhorar a autoestima e o conforto com o próprio corpo. Além do clareamento, tratamentos para ressecamento vaginal, flacidez, dor durante as relações sexuais e melhora da mucosa vaginal no climatério e pós-parto também estão em alta. Especialistas, no entanto, alertam para a importância de uma avaliação individualizada antes de qualquer procedimento.
 

Segundo a ginecologista da clínica Ginelife, Dra. Ana Carolina Romanini, o escurecimento da região íntima é uma condição comum e pode estar associado a diferentes fatores. “Alterações hormonais relacionadas à puberdade, gestação e uso de anticoncepcionais podem influenciar no aumento da pigmentação. Além disso, existe predisposição genética. Atrito constante, depilação frequente, obesidade, inflamações e o envelhecimento da pele também contribuem para esse escurecimento”, explica.
 

A médica destaca que atualmente existem diferentes opções de tratamento, que devem ser indicadas de acordo com as características de cada paciente. “Ativos clareadores específicos para a região íntima, peelings químicos superficiais, lasers e radiofrequência podem ser alternativas eficazes. A escolha depende do tipo de pele, do grau de escurecimento e das expectativas da paciente”, esclarece.
 

De acordo com a especialista, mulheres com pele mais escura também podem alcançar bons resultados, mas os cuidados precisam ser ainda mais personalizados. “Peles com maior quantidade de melanina exigem abordagens mais cautelosas e progressivas. O objetivo do tratamento é promover a uniformização da tonalidade, sempre respeitando as características naturais de cada mulher”, ressalta.
 

Antes do procedimento, a recomendação é evitar depilação e exposição solar. Já em casos de infecções ou inflamações locais, o tratamento deve ser adiado até a completa recuperação da região. Após o clareamento, cuidados como evitar atrito, manter a hidratação e seguir corretamente as orientações médicas ajudam na recuperação e nos resultados.
 

A ginecologista também lembra que os resultados não são permanentes, já que fatores hormonais, genéticos e de atrito continuam atuando ao longo da vida. “Dependendo da técnica utilizada e dos hábitos da paciente, pode ser necessária manutenção periódica”, afirma.
 

Outro ponto importante está relacionado ao estilo de vida. Segundo a médica, uma alimentação rica em açúcar e ultraprocessados pode favorecer processos inflamatórios e impactar a saúde da pele. “Uma alimentação equilibrada contribui para a saúde do organismo como um todo, inclusive da pele”, pontua.
 

Por fim, a especialista reforça que o clareamento íntimo é indicado apenas para mulheres adultas e deve sempre ser realizado após avaliação médica. Gestantes, pacientes com infecções ativas, doenças dermatológicas específicas ou expectativas irreais podem apresentar contraindicações temporárias ou definitivas.
 

“A estética íntima pode impactar a autoestima de algumas mulheres, mas é importante reforçar que não existe um padrão ideal de beleza para a região íntima. O papel do médico é acolher, orientar e garantir que qualquer procedimento seja uma escolha consciente, voltada ao bem-estar da paciente e não à pressão estética”, conclui a Dra. Ana Carolina Romanini.
 

 

Dra. Ana Carolina Romanini - Graduada pela Faculdade de Medicina do ABC; Fez residência em Ginecologia e Obstetrícia pela Faculdade de Medicina do ABC; Possui título de especialista em Ginecologia e Obstetrícia pela FEBRASGO (Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia - TEGO: 0017/2015) e especialização em Videoendoscopia Ginecológica pela Faculdade de Medicina do ABC; Médica adjunta do Setor de Vídeo-endoscopia Ginecológica da Faculdade de Medicina da Fundação do ABC; Além do título de especialista em Videoendoscopia Ginecológica pela FEBRASGO (Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia).

Clínica Ginelife
Site:Link


CONITEC abre consulta pública para incluir imunoterapia no SUS para quatro tipos de câncer

Até o dia 8 de junho, a Instituição vai ouvir os brasileiros sobre a inclusão de novos tratamentos avançados para os cânceres de pulmão, esôfago, mama triplo negativo e de colo de útero

 

A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (CONITEC) abriu quatro Consultas Públicas, de números 37/2026, 38/2026, 39/2026 e 40/2026, para avaliar a inclusão da imunoterapia pembrolizumabe como tratamento dos cânceres de pulmão, esôfago, mama triplo negativo e colo do útero no Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa ocorre após a recente assinatura do termo de compromisso entre a MSD, o Instituto Butantan e o Ministério da Saúde para o estabelecimento da Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) da imunoterapia no Brasil, contemplando cinco indicações terapêuticas – uma vez que o tratamento para o câncer de pele melanoma já integra o rol de tecnologias incorporadas pela CONITEC desde 2020. 

A imunoterapia permite que o próprio sistema de defesa do paciente reconheça as células cancerígenas e as combata, podendo oferecer aos pacientes respostas mais eficazes contra a doença e menor toxicidade. Pembrolizumabe mudou o paradigma do tratamento do câncer globalmente e tornou-se o medicamento contra câncer mais utilizado no mundo, com possibilidades de aumento de sobrevida e qualidade de vida destes pacientes. 

O acordo tem como objetivo ampliar o acesso de pacientes oncológicos atendidos pelo SUS a terapias inovadoras, especialmente aqueles que hoje dispõem de opções terapêuticas limitadas, como a quimioterapia. As indicações em análise representam uma parcela expressiva da incidência de cânceres no Brasil:

  • O câncer de pulmão é a principal causa de morte por câncer entre os homens. No Brasil, estima-se que haja mais de 35 mil novos casos por ano e sua letalidade em cinco anos seja superior a 80%, em grande parte devido ao diagnóstico tardio e ao acesso limitado a terapias inovadoras;
  • O câncer de mama triplo negativo é um dos subtipos mais agressivos do câncer de mama, frequentemente diagnosticado em mulheres mais jovens, especialmente negras e com menos de 40 anos;
  • O câncer de colo do útero mata cerca de 20 mulheres por dia no Brasil, sendo o terceiro tipo de câncer mais incidente entre as mulheres e a principal causa de morte por câncer até os 35 anos, além de ocupar a segunda posição em mortalidade até os 60 anos;
  • O câncer de esôfago responde por aproximadamente 9 mil óbitos anuais, sendo geralmente identificado em estágio avançado, com alta letalidade mesmo com as terapias disponíveis no SUS.

A consulta pública é uma etapa essencial em que profissionais de saúde, pacientes e a sociedade podem manifestar suas opiniões, que contribui para demonstrar a relevância social e clínica do projeto para a CONITEC e pode acelerar a incorporação dessa opção no SUS.

Links para participar da Consulta Pública

 


MSD no Brasil     
www.msd.com.br
LinkedIn, 

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