Campanha busca ampliar a conscientização sobre as doenças inflamatórias intestinais
Dor abdominal, diarreia, fadiga intensa e perda de
peso sem explicação podem parecer sintomas comuns ou associados a fatores
pontuais, como estresse ou alimentação. No entanto, quando persistem ou se
repetem, podem estar relacionados a uma condição mais complexa: as Doenças
Inflamatórias Intestinais (DIIs) - grupo de condições crônicas que inclui
principalmente a doença de Crohn e a retocolite ulcerativa [1].
Os sinais de alerta ganham espaço no debate público
ao longo do Maio Roxo, mês dedicado à conscientização sobre essas doenças, à
importância de reconhecer os sintomas e conversar com um especialista para um
diagnóstico mais precoce e assertivo.
No Brasil, as Doenças Inflamatórias Intestinais têm
apresentado crescimento nos últimos anos. Um estudo nacional publicado na
revista científica The Lancet Regional Health – Américas, com base em dados de
mais de 200 mil pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mostrou
que a prevalência dessas doenças aumentou de 30 para 100 casos por 100 mil
habitantes entre 2012 e 2020, um crescimento de aproximadamente 233% no período
[2].
O aumento dos diagnósticos pode estar associado a
diferentes fatores, como mudanças no estilo de vida, aumento no consumo de
alimentos ultraprocessados e a avanços na capacidade de identificação da doença
pelos sistemas de saúde. No entanto, esse cenário não elimina um desafio
central: o atraso no diagnóstico precoce, frequentemente relacionado ao desconhecimento
sobre as DIIs e à tendência de minimizar os sintomas recorrentes. Como
resultado, muitos pacientes demoram a buscar ajuda médica especializada, o que
pode comprometer o manejo da doença desde os estágios iniciais [3].
“Sintomas como dor abdominal
recorrente, diarreia persistente, fadiga constante ou presença de sangue nas
fezes ainda são frequentemente minimizados ou tratados como algo passageiro, o
que pode atrasar a busca por avaliação médica. Quando esses sinais deixam de
ser reconhecidos como um possível alerta de saúde, o paciente tende a adiar a
investigação adequada. Ampliar o acesso à informação é fundamental para
favorecer o diagnóstico no momento oportuno e aumentar as chances de controle
das DIIs” afirma Vivian Lee, diretora executiva de Medical Affairs da Takeda no
Brasil.
Identificar os sinais é
fundamental
Além dos sinais de alerta mais comuns, as Doenças Inflamatórias Intestinais
impactam diferentes dimensões da vida do paciente. Pessoas que vivem com essas
condições apresentam maior prevalência de sintomas de ansiedade e depressão
entre pessoas que vivem com essas doenças, além de efeitos sobre a vida social,
a sexualidade e aspectos relacionados à nutrição, o que reforça a importância
de uma abordagem integral no cuidado [3].
A orientação de especialistas é buscar avaliação
médica sempre que esses sintomas sejam persistentes ou progressivos. O
gastroenterologista e o coloproctologista são os profissionais indicados para
conduzirem a investigação, que pode incluir exames laboratoriais, endoscópicos
e de imagem, como colonoscopia, além de testes inflamatórios específicos [1,3].
O diagnóstico precoce é fundamental para reduzir
complicações, controlar a inflamação e contribuir para a melhora na qualidade
de vida do paciente.
Embora possam surgir em qualquer idade, as DIIs
frequentemente se manifestam na vida adulta [3], período em que os sintomas
podem ser confundidos com alterações gastrointestinais comuns do cotidiano ou
até mesmo ao stress. Dados da Associação Brasileira de Colite Ulcerativa e
Doença de Crohn indicam que muitos pacientes vivem por meses — ou até anos —
com os sintomas antes de chegar ao diagnóstico correto, o que pode levar à
progressão da doença e a impactos significativos na rotina, no trabalho e na
saúde emocional [3].
“As Doenças Inflamatórias Intestinais trazem um impacto muito grande para os
pacientes e para todos que estão ao seu redor — familiares, amigos,
companheiros e cuidadores. Como associação de pacientes, a ABCD trabalha há 27
anos com esse tema para contribuir com a redução desse impacto, especialmente
porque ainda há muito constrangimento em falar sobre sintomas como diarreia,
perda de peso e urgências. Iniciativas como o maio Roxo são fundamentais para
ampliar a comunicação sobre o tema e estimular a busca por ajuda mais
precocemente, favorecendo o diagnóstico e o cuidado com as DIIs. Afinal, a
conscientização sobre o impacto dessas doenças é uma responsabilidade de todos
nós”, explica Marta Machado, presidente da Associação Brasileira de Colite Ulcerativa
e Doença de Crohn.
As Doenças Inflamatórias Intestinais trazem um
impacto muito grande para os pacientes e para todos que estão ao seu redor —
familiares, amigos, companheiros e cuidadores. É pela diminuição deste impacto
que trabalhamos, uma vez que falar de diarreias, perda de peso, urgências de
todas as naturezas, é muito complicado e até mesmo constrangedor. Como
associação de pacientes a ABCD trabalha 27 anos diária com este tema, mas são
estes marcos como o maio Roxo que nos ajudam a exercitar a comunicação ampla e
livre sobre o assunto, porque é este o caminho que leva os pacientes a pedir
ajuda mais precocemente. Sinalizam um momento de reflexão, porque a
conscientização do impacto das DIIs, é uma responsabilidade de todos nós.
Como parte das ações do Maio Roxo, a Takeda realiza
uma campanha de conscientização para ampliar o conhecimento sobre as DIIs e
incentivar o reconhecimento de sintomas intestinais recorrentes, reforçando a
importância da avaliação médica adequada. Dentre as iniciativas, estão vídeo
educativo desenvolvido em parceria com a ilustradora e criadora de conteúdo
Rafaela Tuma, uma cartilha informativa voltada a pacientes e cuidadores e
materiais publicados no portal Futuro da Saúde.
Para além da campanha do Maio Roxo, a Takeda mantém
um compromisso contínuo de atenção às Doenças Inflamatórias Intestinais no
Brasil, por meio do apoio à educação médica continuada, da promoção de fóruns
de diálogo entre especialistas e da colaboração com sociedades médicas e
associações de pacientes. Essas iniciativas buscam contribuir para o
aprimoramento do cuidado e para avanços concretos na jornada das pessoas que
vivem com Doença de Crohn e Retocolite Ulcerativa no país.
Takeda
https://www.takeda.com
Referências
Crohn’s & Colitis Foundation. Inflammatory Bowel Disease (IBD): Symptoms. Disponível em: https://www.crohnscolitisfoundation.org/patientsandcaregivers/what-is-crohns-disease/symptoms . Acessado em: março de 2026.
Quaresma AB, Damiao AOMC, Coy CSR, et al. Temporal trends in the epidemiology of inflammatory bowel diseases in the public healthcare system in Brazil. Lancet Regional Health – Americas. 2022;13:100298. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/36777324/ . Acessado em: março de 2026.
ABDC – Associação Brasileira de Doença de Crohn e Colite. Jornada do Paciente com Doença Inflamatória Intestinal. São Paulo; 2017. Disponível em: https://abcd.org.br/wp-content/uploads/2017/12/JORNADA_DO_PACIENTE_PRINCIPAIS_RESULTADOS.pdf. Acessado em: março de 2026.
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