Cirurgião oncológico alerta para a importância da empatia, confiança e sintonia entre profissionais de saúde na qualidade do cuidado ao paciente
A competência técnica é indispensável na medicina, mas, sozinha, não é suficiente. É o que explica o Dr. Arnaldo Urbano Ruiz, cirurgião geral e oncológico, coordenador do Centro de Doenças Peritoneais da BP - A Beneficência Portuguesa de São Paulo. Para ele, o trabalho em equipe na área da saúde exige um nível de integração que vai muito além do que se espera em outros ambientes profissionais.
"Na medicina, o paciente é sempre o objetivo principal. Por isso, não basta apenas competência técnica, é fundamental que exista empatia, afinidade, respeito e bom relacionamento entre médicos e toda a equipe", afirma o especialista.
O Dr. Arnaldo chama atenção para uma diferença importante entre o ambiente corporativo tradicional e o contexto da saúde. Enquanto em empresas é comum que pessoas sem grande proximidade pessoal consigam colaborar de forma funcional, na medicina essa dinâmica é muito mais complexa.
"No meio corporativo, pessoas que não têm amizade ou grande proximidade conseguem trabalhar juntas de forma profissional. Já na medicina, isso é muito mais difícil, porque decisões precisam ser tomadas em conjunto, com confiança, harmonia e comunicação clara", avalia.
Segundo o médico, a ausência de sintonia entre os profissionais de saúde não é apenas um problema de gestão ou clima organizacional, é um risco direto para o paciente. "Quando não existe sintonia entre os profissionais, o risco de falhas, conflitos e prejuízos ao cuidado do paciente aumenta", alerta.
A visão do Dr. Arnaldo reforça um princípio cada vez mais debatido na medicina moderna: o de que a qualidade do cuidado depende tanto da excelência individual de cada profissional quanto da coesão do time que o rodeia. Em procedimentos de alta complexidade, como a cirurgia citorredutora com HIPEC, realizada no Centro de Doenças Peritoneais da BP, essa integração é ainda mais crítica.
"Em
saúde, o trabalho em equipe vai além da obrigação profissional. Ele exige união
verdadeira em benefício de quem mais importa: o paciente", conclui.
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