Tema ganha relevância com a expansão de novas plataformas, como mRNA, e será debatido no Congresso Gaúcho de Atualização em Pediatria
Mesmo com o avanço significativo da ciência e o
desenvolvimento de novas tecnologias, a hesitação vacinal segue como um dos
principais desafios de saúde pública na atualidade. De forma simples, a
hesitação vacinal ocorre quando pais ou responsáveis têm dúvidas, insegurança
ou adiam a decisão de vacinar, mesmo com acesso às vacinas. Não se trata,
necessariamente, de recusa, mas de um cenário de incerteza, muitas vezes influenciado
por informações conflitantes, medo de efeitos adversos ou conteúdos enganosos.
Esse comportamento impacta diretamente o controle de doenças e a proteção
coletiva, exigindo estratégias mais eficazes de comunicação entre profissionais
da saúde e famílias.
O médico pediatra e 2º vice-presidente da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS), Benjamin Roitman, destaca que o ambiente digital tem influenciado diretamente a percepção da população sobre as vacinas.
“As redes sociais hoje são uma via de acesso muito importante à informação, mas também podem ser utilizadas para desinformação. O que acontece com as vacinas é um exemplo disso, com a disseminação de notícias irreais sobre supostos efeitos adversos. No caso da covid-19, isso alcançou níveis alarmantes, esquecendo-se de que a pior pandemia dos últimos 100 anos foi controlada com a ajuda das vacinas”, afirma o 2º vice-presidente da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul, Benjamin Roitman.
Ao mesmo tempo, os avanços científicos têm ampliado o potencial das vacinas, com destaque para as novas plataformas tecnológicas. Segundo o especialista, as vacinas de mRNA representam um salto importante na área, abrindo possibilidades para a prevenção de diferentes doenças e até mesmo aplicações em oncologia.
“As vacinas de mRNA constituem um inegável avanço, pois permitem o desenvolvimento de imunizações para diversos patógenos e também para uso em doenças oncológicas. Além disso, por não utilizarem vírus vivo atenuado, reduzem o risco de efeitos adversos, especialmente em pacientes imunodeprimidos”, explica o 2º vice-presidente da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul, Benjamin Roitman.
Nesse contexto, o pediatra assume um papel estratégico como agente de saúde pública, sendo responsável por orientar famílias, esclarecer dúvidas e combater informações equivocadas. A confiança construída na relação com pacientes e responsáveis é um dos principais instrumentos para ampliar a adesão vacinal e garantir a proteção das crianças e adolescentes.
A relevância desse debate estará em evidência no XVIII Congresso Gaúcho de Atualização em Pediatria, promovido pela Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS), que será realizado de quarta-feira a sexta-feira, de 21/05 a 23/05 de 2026, no Centro de Convenções Barra Shopping, em Porto Alegre. O tema será abordado em um talk show na quinta-feira, 21/05, das 14h às 14h45, com o painel “Novas vacinas e hesitação vacinal: como mudar esse cenário?”, reunindo especialistas para discutir desde novas plataformas vacinais, como mRNA e imunizações combinadas, até atualizações de calendário, determinantes da hesitação e estratégias práticas de comunicação no consultório.
Participam do debate o membro do Departamento
Científico de Imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria, Juarez Cunha, o
médico pediatra Marcelo Comerlatto Scotta e o 2º vice-presidente da Sociedade
de Pediatria do Rio Grande do Sul, Benjamin Roitman, reforçando a importância
de integrar ciência, prática clínica e comunicação no enfrentamento desse
desafio.
Serviço
XVIII Congresso Gaúcho de Atualização em Pediatria
Data: de 21/05 a 23/05 de 2026 (quarta-feira a
sexta-feira)
Local: Centro de Convenções Barra Shopping Sul
(Porto Alegre, RS)
Mais informações, programação completa e inscrições estão disponíveis em https://www.gauchopediatria.com.br/home.asp
Marcelo
Matusiak

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