Recomendação atual do Ministério da Saúde elimina necessidade de reforço a cada 10 anos
Especialistas de saúde reforçam a importância da vacinação contra a febre amarela, especialmente em períodos de maior circulação de pessoas para áreas de risco, como férias, feriados prolongados e turismo rural ou de aventura.
Atualmente, a recomendação do Ministério da Saúde estabelece que apenas uma dose da vacina é suficiente para garantir proteção ao longo de toda a vida, substituindo a orientação anterior que previa reforço a cada 10 anos. A medida vale tanto para moradores de regiões com risco de transmissão quanto para pessoas que pretendem viajar para esses locais.
Além disso, é importante que indivíduos que
receberam a dose fracionada durante campanhas emergenciais em 2018 procurem
atualização vacinal. Esse tipo de imunização oferece proteção por tempo
limitado — estimado em cerca de oito anos —, sendo necessária a aplicação da
dose padrão para garantir proteção prolongada.
O Brasil e diversas áreas das Américas são
consideradas regiões endêmicas para a doença. Embora os casos estejam concentrados
em áreas específicas, o fluxo constante entre zonas urbanas e regiões de risco
aumenta a preocupação das autoridades sanitárias.
Dados recentes acendem o alerta: o estado de
São Paulo confirmou seis casos de febre amarela silvestre em humanos até 23 de
abril de 2026, com três óbitos registrados. Os casos foram identificados
principalmente no Vale do Paraíba, em municípios como Lagoinha e Cunha, além da
região de Sorocaba, como Araçariguama. Todos os pacientes confirmados não
tinham histórico de vacinação, e o perfil predominante é de homens expostos a
áreas rurais e silvestres.
“A doença é transmitida por mosquitos e não há
registro de transmissão direta entre humanos. No entanto, a presença de vetores
tanto em áreas rurais quanto urbanas reforça a importância da vacinação como
principal forma de prevenção”, explica a infectologista pediátrica do Sabin
Diagnóstico e Saúde, Sylvia Freire.
A vacina é recomendada para pessoas entre 9 meses e 59 anos que ainda não foram imunizadas. A ampliação da cobertura vacinal é fundamental para evitar a reurbanização da doença e proteger a saúde coletiva.
Apesar da sua gravidade e potencial letalidade, a febre amarela não é a arbovirose mais frequente no Brasil, ficando atrás de doenças como dengue, chikungunya e zika. Ainda assim, especialistas alertam que a evolução pode ser rápida e, em casos graves, apresentar alto risco de morte.
Grupo Sabin
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