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sábado, 7 de fevereiro de 2026

Rejuvenescimento facial vai além da pele e passa pelos músculos do rosto, apontam estudos

Procedimentos modernos, indolores e não-invasivos ajudam a reduzir a flacidez, além de recuperar firmeza e equilíbrio da aparência 

 

Por muito tempo, falar em rejuvenescimento facial era quase sinônimo de procedimentos invasivos. Hoje, a ciência mostra que o cuidado com a aparência vai além da pele e é preciso olhar também os músculos do rosto, responsáveis pela sustentação, contornos e harmonia facial. 

De acordo com um estudo publicado no Journal of Cosmetic Dermatology, o envelhecimento facial envolve alterações progressivas nesses músculos, com perda de tônus, força e volume, fenômeno associado à flacidez e à mudança do formato do rosto ao longo do tempo. Esse processo contribui para o chamado “derretimento” da face, quando tecidos perdem sustentação e sulcos se tornam mais evidentes. 

Pesquisas também mostram que, assim como acontece com outros músculos do corpo, os músculos faciais sofrem um tipo de atrofia relacionada à idade, semelhante à sarcopenia, tema amplamente discutido na literatura médica sobre envelhecimento muscular. 

É nesse cenário que tecnologias não invasivas que combinam estímulo muscular e recursos voltados à qualidade da pele começam a ser incorporadas à prática clínica. “Hoje sabemos que tratar apenas a superfície não é suficiente. A musculatura facial também envelhece e influencia diretamente na sustentação da face”, explica a dermatologista Daniela Aidar. 

Segundo a médica, protocolos modernos associam estimulação muscular dinâmica, radiofrequência e técnicas de microperfuração controlada, com o objetivo de favorecer a tonificação muscular e estimular colágeno e elastina. A proposta é promover melhora progressiva do contorno facial, da firmeza e da textura da pele, sem cortes ou tempo prolongado de recuperação. 

Dentro desse grupo de tecnologias está o TriLift, plataforma desenvolvida pela Lumenis – empresa israelense de equipamentos médicos - comercializada no Brasil pela Contourline. 

O sistema reúne recursos de estimulação muscular dinâmica, radiofrequência e microagulhamento com profundidade controlada, utilizados com o objetivo de atuar na musculatura facial e nas camadas mais profundas da pele. “O tratamento combina estimulação muscular dinâmica com radiofrequência e microagulhamento robótico com profundidade controlada, atuando diretamente nos músculos faciais e nas camadas profundas da pele. A tecnologia foi desenvolvida para promover tonificação muscular, estímulo à produção de colágeno e melhora da textura da pele, contribuindo para efeito de melhora da sustentação facial, sem necessidade de cirurgia”, explica a Dra. Daniela Aidar, dermatologista. 

De acordo com a médica, no envelhecimento facial, os músculos da região inferior da face tendem a perder tonicidade com o passar dos anos, contribuindo para a queda das bochechas, formação de papada e alteração do contorno mandibular. Os músculos do terço superior da face também passam pelo mesmo processo de perda de tônus, levando à queda do olhar e à piora das bolsinhas das pálpebras inferiores.

 

Estimulação ativa dos músculos da face 

A ideia é promover uma estimulação muscular ativa, focando especialmente nos músculos que têm a função de elevar a face. A proposta do tratamento é atuar na abertura do olhar, no reposicionamento das bochechas, na melhora do contorno facial e da papada, trabalhando a musculatura elevadora responsável pela sustentação. A radiofrequência aquece camadas profundas da pele, estimulando colágeno e elastina, enquanto o microagulhamento potencializa a renovação cutânea. As sessões são rápidas, com duração média de 20 a 30 minutos, e permitem que o paciente retome suas atividades logo após o procedimento. 

Outro diferencial da técnica não invasiva proporcionada pelo protocolo está no pós-tratamento simples. “Como não há cirurgia, os cuidados envolvem principalmente o uso adequado de protetor solar, hidratação da pele e acompanhamento profissional. Ainda que o procedimento seja seguro, especialistas reforçam a importância de orientação médica para minimizar riscos e garantir resultados consistentes”, alerta a dermatologista. 

A médica ainda complementa: “Hoje sabemos que tratar apenas a superfície da pele não é suficiente. Os músculos do rosto também envelhecem e precisam ser estimulados. Essas tecnologias ajudam a recuperar o tônus muscular e melhorar a sustentação facial de forma segura. Quando esse cuidado é associado a hábitos como boa alimentação, hidratação adequada, uso diário de protetor solar e uma rotina consistente de cuidados com a pele, os resultados tendem a ser mais naturais e duradouros”.


Mais do que físico: academia ganha papel central no cuidado mental e na autoestima dos brasileiros

Levantamento mostra que a musculação vai além do físico e se consolida como um hábito que impacta corpo e mente, ocupando um papel central na rotina dos brasileiros

 

Com o objetivo de compreender a relação dos brasileiros com a musculação e o papel da atividade física na rotina, a Centauro apresenta os resultados do estudo “Projeto Fitness”, pesquisa quantitativa on-line contratada e realizada pela MindMiners que analisou o comportamento de consumo e os vínculos emocionais estabelecidos com a prática esportiva. O levantamento ouviu 1.500 entrevistados de todo o Brasil e revelou que, mais do que um espaço para transformar o corpo, a academia se consolidou como um ambiente de cuidado emocional, autoestima e reconexão consigo mesmo.

 

De acordo com a pesquisa, para 55% dos praticantes a academia representa “um momento de se desligar do mundo e cuidar de si”, enquanto 45% associam o espaço diretamente à autoestima e ao bem-estar. A percepção reforça que o treino ocupa hoje um papel emocional relevante na rotina das pessoas, funcionando como válvula de escape, espaço de socialização e construção de confiança pessoal.

 

Essa visão está diretamente conectada às principais motivações para praticar musculação. Entre elas, estão a melhora na saúde física, que aparece como principal estímulo (79%), seguida pela melhora na saúde mental (63%) e pelo desejo de envelhecer com mais qualidade de vida (60%). Estética (52%) e performance esportiva (25%) também aparecem entre os fatores citados, mas ficam atrás de aspectos ligados ao bem-estar e à longevidade.

 

“A academia deixou de ser apenas um lugar de treino e passou a ocupar um espaço simbólico na vida das pessoas. Ela representa cuidado, constância e equilíbrio emocional. Esse olhar amplia nossa responsabilidade enquanto marca, que acompanha a jornada de quem se movimenta”, afirma Gleyce Oliveira, Diretora de Marketing da Centauro.

 

Os dados também mostram que a musculação raramente acontece de forma isolada. A atividade física é altamente presente na rotina desse público e se estende tanto dentro quanto fora da academia. Entre os praticantes, 49% afirmam realizar outra atividade física além da musculação dentro da própria academia, evidenciando a busca por conveniência e experiências mais completas em um único espaço. Caminhada (42%), dança (17%) e corrida (17%) estão entre as práticas mais comuns nesse contexto.

 

“Os dados mostram que o consumidor busca cada vez mais experiências mais completas e integradas ao redor do esporte. Entender esse comportamento nos permite desenvolver soluções, produtos e iniciativas que acompanhem uma rotina mais ativa, prática e conectada com o estilo de vida das pessoas”, completa Gleyce.

 

Nesse contexto, o estudo integra o Projeto Mais Esporte nos Seus Planos, campanha lançada pela Centauro no início de janeiro com o objetivo de incentivar uma vida mais ativa por meio de experiências acessíveis e programação esportiva aberta ao público. A iniciativa contou com aulões e ativações em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Fortaleza, e foi encerrada com um treino de corrida gratuito no Pacaembu, impactando cerca de 300 pessoas. A ação reforça o papel do esporte como ferramenta de bem-estar físico e mental, além de estimular a prática regular de atividade física de forma democrática e integrada à rotina das pessoas.

 

A pesquisa “Projeto Fitness” foi realizada em diferentes regiões do país e considerou o comportamento de praticantes e ex-praticantes, observando hábitos de consumo, relação emocional com a academia e percepções sobre o esporte. O levantamento envolveu participantes entre 18 e 55+ anos, todos integrantes do painel de respondentes proprietário da MindMiners, o MeSeems.

 

Mais informações sobre a pesquisa podem ser encontradas no link centauro.com.br/sc/move-quem-treina

 


Centauro
www.centauro.com.br


Preenchimentos podem perder volume mais rápido e avaliação estrutural explica por quê

Durabilidade do ácido hialurônico está ligada à anatomia facial à qualidade da pele e aos hábitos do paciente 

 

Os procedimentos estéticos minimamente invasivos seguem em trajetória de crescimento consistente no mundo, com destaque para os preenchimentos à base de ácido hialurônico, segundo a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS). Ao mesmo tempo, cresce o número de pacientes que relatam perda de volume antes do esperado, reforçando a avaliação de que a durabilidade do procedimento não depende apenas do produto utilizado.

Angélica Lucena, biomédica esteta, professora e fundadora da Gioventù Clínica Boutique, avalia que o problema está menos relacionado à marca do produto e mais à forma como o rosto é analisado antes da aplicação. “A durabilidade não depende apenas do produto. Depende da estrutura facial, da saúde da pele e da rotina do paciente. Por isso a Metodologia AL começa avaliando derme, epiderme, gordura, musculatura e projeção óssea”, afirma.

Estudos publicados em periódicos como o Journal of Cosmetic Dermatology indicam que fatores anatômicos e biológicos influenciam diretamente a velocidade de degradação do ácido hialurônico. 

Regiões com maior mobilidade muscular, inflamação crônica ou vascularização intensa tendem a metabolizar o preenchedor mais rapidamente, reduzindo o tempo de permanência do volume.

Na prática clínica, isso se reflete em resultados menos duradouros quando o procedimento é feito sem correção da base estrutural da face. “Quando não há suporte adequado, o produto passa a compensar sozinho perdas ósseas e flacidez. Nesse cenário, a reabsorção costuma ser mais rápida”, explica.

Outro ponto decisivo está no estilo de vida do paciente após o procedimento. Há evidências de que exposição solar excessiva, tabagismo, privação de sono e atividades físicas de alta intensidade elevam o metabolismo tecidual e interferem na longevidade do ácido hialurônico. “Não existe preenchimento imune à rotina. Os hábitos têm impacto direto sobre o resultado”, diz.

A escolha do tipo de ácido hialurônico também entra na equação, mas como consequência da avaliação inicial. Produtos com maior densidade e grau de reticulação tendem a apresentar maior resistência à degradação enzimática quando indicados corretamente. “O erro mais comum é tratar todos os rostos da mesma forma. Produto certo, no lugar errado, também falha”, observa.

Para a biomédica, o amadurecimento do mercado estético passa por abandonar protocolos padronizados e avançar para análises mais profundas. “Preenchimento não é reposição automática de volume. É engenharia facial. Quando a avaliação é completa, o resultado não apenas dura mais como envelhece melhor”, conclui.

Em um setor que cresce de forma acelerada e atrai pacientes cada vez mais informados, a durabilidade deixa de ser uma promessa associada à marca e passa a ser entendida como reflexo direto de planejamento, técnica e leitura correta da estrutura facial.   



Angélica Lucena - biomédica esteta, proprietária da Gioventù Clínica Boutique e professora da Gioventù Academy, em Ribeirão Preto. Graduada em Biomedicina e pós-graduada em Biomedicina Estética Avançada, é especialista em harmonização facial e corporal, com formação internacional na Coreia do Sul. Criou o Método AL, abordagem estruturada em cinco pilares que guia avaliações profundas das camadas óssea, muscular, de gordura, derme e epiderme, garantindo protocolos personalizados e resultados naturais. Com mais de 10 mil atendimentos e centenas de alunos treinados, comanda a clínica Top 1 em avaliações no Google entre as clínicas de Ribeirão Preto.
Para saber mais, acesse Instagram ou pelo site.

  

Clínica Gioventù Boutique
clinicagioventu.com.br



Fontes de pesquisa

Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS)
https://www.isaps.org
https://www.isaps.org/medical-professionals/isaps-global-statistics/

Journal of Cosmetic Dermatology
https://onlinelibrary.wiley.com/journal/14732165

Aesthetic Surgery Journal
https://academic.oup.com/asj

Dermatologic Surgery
https://journals.lww.com/dermatologicsurgery


Até 15% dos pacientes de cirurgia plástica podem apresentar Transtorno Dismórfico Corporal (TDC)

Dr. Marco Aurélio Guidugli explica a importância do diagnóstico prévio e o conceito correto da Divina Proporção 

 

A busca por harmonia estética nunca esteve tão presente. No entanto, por trás do desejo de mudança física, existe um dado que merece atenção: até 15% dos pacientes que procuram cirurgias plásticas ou procedimentos estéticos podem apresentar Transtorno Dismórfico Corporal (TDC), segundo estudos da literatura médica. Na população geral, essa taxa varia entre 1% e 3%, evidenciando um aumento expressivo justamente no grupo mais exposto a intervenções estéticas.

O Transtorno Dismórfico Corporal é caracterizado por uma percepção distorcida da própria imagem, em que a pessoa enxerga defeitos inexistentes ou mínimos como grandes imperfeições. Esse olhar distorcido gera sofrimento emocional, impacta a autoestima e pode levar a uma busca incessante por procedimentos que dificilmente trazem satisfação.


A Divina Proporção além da estética

Para o Dr. Marco Aurélio Guidugli, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), esses números reforçam a necessidade de compreender a estética de forma responsável e ética.

“A Divina Proporção não se refere à saúde mental. Ela é um conceito de equilíbrio das proporções do corpo, não da mente. Quando há sinais de TDC, o procedimento estético precisa ser adiado até que o paciente seja avaliado e liberado por psicólogo ou psiquiatra”, explica.

A filosofia da Divina Proporção, adotada pelo médico, parte do princípio de que a beleza e a harmonia existem quando as proporções corporais estão equilibradas. Em pacientes com TDC, esse alinhamento físico está comprometido, o que exige cautela e responsabilidade ética por parte do cirurgião.

O fato de até 15% dos pacientes de cirurgia plástica apresentarem sinais de TDC torna o transtorno um dos principais desafios éticos da especialidade. Pessoas com dismorfia tendem a depositar expectativas irreais em procedimentos estéticos, acreditando que a cirurgia resolverá conflitos internos profundos.

“O resultado técnico pode ser adequado, mas a frustração permanece. Muitas vezes, o paciente apenas transfere a insatisfação para outra parte do corpo”, alerta o Dr. Marco.


Redes sociais e padrões irreais

A exposição constante a imagens editadas, filtros e padrões inalcançáveis de beleza contribui para o aumento da distorção da autoimagem. Esse cenário intensifica quadros de dismorfia e explica por que a incidência do transtorno é significativamente maior entre quem busca intervenções estéticas.

Nesse contexto, a avaliação psicológica, o diálogo franco e, em alguns casos, o encaminhamento para acompanhamento especializado tornam-se fundamentais antes de qualquer indicação cirúrgica.

Quando dizer “não” é cuidar


Entre os principais sinais de alerta do TDC estão:

  • Insatisfação extrema e persistente com a aparência;
  • Foco obsessivo em pequenos detalhes;
  • Sofrimento emocional desproporcional;

  • Busca repetida por procedimentos estéticos sem satisfação;
  • Dificuldade em aceitar limites ou orientações médicas.

Para o Dr. Marco Aurélio Guidugli, respeitar a Divina Proporção também significa reconhecer quando a cirurgia não é a solução.

“A verdadeira estética está no equilíbrio das proporções corporais e no cuidado com o paciente. Preservar a saúde mental faz parte do compromisso médico”, enfatiza.

Ao trazer o dado de que até 15% dos pacientes de cirurgia plástica podem apresentar TDC, o debate sobre dismorfia corporal deixa de ser exceção e passa a ocupar um espaço central na prática médica responsável. Falar sobre o tema é uma forma de prevenção, cuidado e respeito ao ser humano como um todo.

A Divina Proporção, nesse sentido, não é apenas um ideal estético: é um princípio de harmonia corporal e ética profissional.




Dr. Marco Aurélio Guidugli
@dr.marcoaurelioguidugli
www.marcoaurelioguidugli.com.br

 

Especialista do Senac indica a maquiagem certa para fazer sucesso no Carnaval

O Carnaval chegou e para fazer bonito na folia é preciso caprichar na maquiagem e na fantasia: quanto mais brilho, melhor! Pensando nisso, convidamos Amanda Bruce, docente da área de beleza do Senac São Paulo, para compartilhar dicas práticas e cheias de estilo para quem quer arrasar nos bloquinhos de rua, nos bailes carnavalescos ou até assistir aos desfiles das escolas de samba. 

Preparação da pele

É essencial o uso do filtro solar no rosto e corpo. Abuse no hidratante para trazer o efeito viçoso e iluminado a pele com o frescor do verão. Use produtos que aumentem a resistência e durabilidade da maquiagem como: blindagem, bruma fixadora e pó para selar.

Aplique os produtos nesta ordem: hidratante no rosto, filtro solar, blindagem, base de alta resistência, pó para selar e finalize com uma bruma iluminadora.

 

Olhar carnavalesco

Para um olhar arrasador, abuse das cores e esfumados diferentes aplicando até as têmporas, podendo juntar com o blush para um olhar bem dramático. Os tons pastéis e sombras holográficas estão em alta!

Atenção: use produtos a prova d’agua para aumentar a resistência.

 

Batom da folia

O clássico batom vermelho nunca sai de moda, mas não é indicado para quem deseja conquistar um beijo carnavalesco. Para curtir sem medo, aposte nos batons lip tint’s que possuem alta resistência e permite construir camadas até chegar em uma cor vibrante e... não borra na hora do beijo.

O gloss também é ótima alternativa e sempre está em alta. Para dar volume nos lábios invista na técnica degrade: cor do centro dos lábios mais clara e vai escurecendo até o contorno.


Bloquinhos de rua

Nos blocos vale apostar na make, mas, principalmente, em conforto no look com roupas leves e que favoreça a mobilidade. Porém, invista em fantasias divertidas com muito brilho e neon que podem ser reproduzidas na maquiagem.

Abuse do glitter no rosto, no corpo e nos esfumados em tons pastéis nas pálpebras e sobrancelhas. Além disso, vale investir em desenhos de flores no rosto, feitos com carimbos.

 

Bailes ou sambódromo

Prefira um look glamuroso com sombras metálicas holográficas, aplicação de pedrarias de brilho, desenhos criativos e assimétricos, no rosto e olhos. São tendencia em 2026, junto com sombras de brilho claras que trazem o efeito que chamamos de frosty.

Além disso, os acessórios como colares, brincos, tiaras, braceletes, pulseiras são escolhas boas e valorizam a produção para a noite.


Nutrólogo dá dicas para curtir a folia no Carnaval com mais disposição e menos prejuízos à saúde

O Carnaval é um dos períodos mais aguardados do ano, marcado por festas, viagens, encontros e, muitas vezes, mudanças na rotina alimentar. Entre bloquinhos, churrascos e consumo de bebidas alcoólicas, é comum que hábitos saudáveis fiquem em segundo plano. No entanto, segundo o nutrólogo Dr. Joaquim Menezes, sócio do Instituto Evollution, de Alphaville, é possível aproveitar a folia sem comprometer a saúde.

"O Carnaval não precisa ser sinônimo de exagero. Com pequenas estratégias, dá para manter o equilíbrio e reduzir bastante os impactos de eventuais excessos”, afirma o médico.

 

Confira as principais orientações do especialista:

 

1. Não saia de casa em jejum


Pular refeições para “compensar” o consumo de bebidas alcoólicas é um erro comum. De acordo com Dr. Joaquim, a prática pode aumentar a absorção do álcool e causar mal-estar mais intenso.

“O ideal é fazer uma refeição equilibrada antes de sair, com proteínas, fibras e gorduras boas. Isso ajuda a reduzir picos glicêmicos e diminui a velocidade de absorção do álcool”, explica.

 

2. Hidrate-se constantemente


A desidratação é um dos principais fatores por trás da ressaca e da sensação de cansaço após longos períodos de festa. “O consumo de água deve ser constante ao longo do dia. Intercalar bebidas alcoólicas com água é uma medida simples e muito eficaz para minimizar os efeitos do álcool no organismo”, orienta. Água de coco e bebidas isotônicas também podem ajudar na reposição de eletrólitos, especialmente em dias de calor intenso.

 

3. Atenção aos alimentos de rua


Durante o Carnaval, aumenta o consumo de alimentos práticos e rápidos. O médico recomenda atenção à procedência e conservação dos alimentos. “Intoxicações alimentares são comuns nessa época. Observe as condições de higiene, armazenamento e temperatura dos alimentos antes de consumir”, alerta.

 

4. Moderação no álcool


Embora o consumo de bebidas alcoólicas seja culturalmente associado às festas, o excesso pode trazer consequências como desidratação, inflamação e sobrecarga hepática. “O fígado precisa de tempo para metabolizar o álcool. O consumo exagerado não só aumenta o risco de ressaca como também impacta a qualidade do sono e a recuperação do organismo”, destaca.

 

5. Inclua alimentos leves e nutritivos


Mesmo em meio à rotina alterada, é importante priorizar alimentos que favoreçam a recuperação do corpo. “Frutas, saladas, proteínas magras e alimentos ricos em antioxidantes ajudam a reduzir processos inflamatórios e melhoram a disposição”, afirma o nutrólogo.

 

6. Como minimizar os efeitos dos excessos

Caso haja exageros, o foco deve ser a recuperação do organismo. “O primeiro passo é retomar a hidratação adequada. Alimentação leve, sono de qualidade e evitar novos excessos nos dias seguintes são medidas fundamentais para reequilibrar o corpo”, orienta Dr. Joaquim.

 

Segundo ele, não existem fórmulas milagrosas para curar ressaca, mas o cuidado preventivo faz toda a diferença. “O corpo responde bem quando recebe suporte adequado. O mais importante é ter consciência e responsabilidade, lembrando que saúde também faz parte da festa”, conclui.

 

Com planejamento e moderação, é possível aproveitar o Carnaval com energia e bem-estar, mantendo o equilíbrio mesmo fora da rotina habitual. 

 



Dr. Joaquim Menezes - Médico especialista em Emagrecimento definitivo, longevidade, performance física e mental. Após transformar sua própria saúde emagrecendo mais de 30 kgs, transformou a vida de mais de 12000 mil pessoas a recuperarem vitalidade, composição corporal, energia e presença. Atua a partir de uma visão integral — metabolismo, performance e longevidade trabalhando em sinergia — para resultados que ultrapassam o físico e devolvem energia, clareza, autoestima e presença. Sua atuação ao lado de atletas, executivos e pessoas que buscavam reencontrar vitalidade consolidou uma filosofia de cuidado profundo, preciso e humano.


Instituto Evollution


8 dicas para ajudar o seu filho nos estudos durante o ano letivo

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Pais e responsáveis podem apoiar a rotina escolar das crianças e adolescentes de forma equilibrada, estimulando autonomia, organização e bem-estar emocional


A participação da família na rotina escolar é um dos fatores que mais impactam o aprendizado das crianças ao longo do ano letivo. Contudo, entre o trabalho, compromissos, cuidados com a casa e consigo próprios, acompanhar os estudos dos filhos pode parecer um desafio constante para muitos pais e responsáveis. Mas segundo especialistas, é muito importante este acompanhamento, tanto para os responsáveis sempre estarem atualizados quanto a evolução do processo de aprendizagem de seus filhos, como para os estudantes se sentirem apoiados por seus pais.
 

Ao longo do ano letivo, o envolvimento da família, aliado a expectativas realistas e a um ambiente de apoio, contribui para formar estudantes mais confiantes, organizados e preparados para os desafios acadêmicos e pessoais, seja dentro ou fora da sala de aula. 

Para orientar pais e responsáveis, quatro educadores reuniram, a seguir, oito dicas práticas que ajudam a fomentar nos alunos uma relação mais saudável com os estudos, fortalecendo a autonomia, o interesse pelo aprendizado e o vínculo entre família e escola.
 

1. Estabeleça rotinas claras 

Defina horários previsíveis para a criança e o adolescente estudar, se alimentar, descansar, brincar e realizar seus hobbies. Isso ajuda o estudante a se organizar e se sentir mais seguro “Rotina não é rigidez, é cuidado. Quando a criança sabe o que esperar do dia, ela consegue se concentrar melhor e administrar seu tempo com mais tranquilidade”, explica Marcelo Freitas, orientador educacional do Brazilian International School – BIS, de São Paulo (SP).
 

2. Ajude seu filho a se organizar e planejar os estudos 

Apoiar a criação de um cronograma, definindo metas alcançáveis e pensando em estratégias para cada disciplina – desde aquelas que o estudante tem mais facilidade, até as difíceis que requerem mais dedicação - contribui para o desenvolvimento da autonomia. “O papel da família é ensinar a criança a planejar, e não planejar por ela. Mostrar como dividir tarefas e estabelecer prioridades é um aprendizado que vai além da escola e que fará diferença na vida do adulto”, diz Freitas.
 

3. Ofereça um ambiente de estudos e diferentes formas de aprender 

Um espaço adequado - como um quarto, escritório ou cantinho apropriado – organizado, iluminado, silencioso e sem distrações, favorece a concentração durante os estudos. Além disso, o aprendizado não está obrigatoriamente apenas nos livros. “Filmes, leituras, visitas a museus e até viagens ampliam o repertório cultural e tornam o aprendizado mais significativo. A criança aprende quando consegue relacionar o conteúdo com o mundo real”, afirma Maria Eugênia D’Elia, orientadora educacional do colégio Progresso Bilíngue Taquaral, de Campinas (SP).
 

4. Participe da rotina escolar e mantenha diálogo com a escola 

Estar presente em reuniões, acompanhar comunicados e manter um canal aberto com a equipe pedagógica fortalece o processo educativo. “Família e escola precisam caminhar juntas. Quando há troca, alinhamento e confiança, a criança percebe que existe uma rede de apoio em torno dela”, explica acrescenta Maria Eugênia.
 

5. Evite estudar pelo aluno 

Fazer a lição de casa ou resolver atividades no lugar da criança pode parecer ajuda, mas compromete o aprendizado. “Quando o adulto interfere demais no processo de criação do conhecimento, tira da criança a chance de pensar, testar e aprender com os próprios erros”, recomenda Isis Galindo, orientadora educacional da Escola Bilíngue Aubrick, de São Paulo (SP).
 

6. Não cobre perfeição nem sobrecarregue o estudante 

O excesso de cobranças pode gerar ansiedade e insegurança, causando no indivíduo uma aversão ao conhecimento. “O aprendizado é um caminho, não uma corrida. Respeitar o ritmo da criança é essencial para que ela desenvolva uma relação positiva com os estudos. Colocar pressão tem um efeito negativo e nunca é recomendado”, acrescenta Isis.
 

7. Ofereça suporte emocional 

Mais do que acompanhar as notas, é fundamental que as famílias ofereçam escuta ativa e acolhimento às frustrações e validem sentimentos. “Quando o estudante se sente emocionalmente seguro, ele aprende melhor. O apoio emocional, na escola e em casa, é tão importante quanto qualquer conteúdo curricular. Acreditamos no impacto positivo que o suporte emocional tem no processo de ensino-aprendizagem”, opina a coordenadora pedagógica da Escola Internacional de Alphaville - EIA, de Barueri (SP), Juliana Nico.
 

8. Reconheça e celebre as conquistas 

Valorizar o esforço e as pequenas vitórias fortalece a autoestima e a motivação. “O reconhecimento não precisa estar ligado apenas a resultados. Celebrar o empenho e a evolução diária ajuda a criança a perceber que aprender vale a pena. Mas é importante que esse reconhecimento esteja baseado em valores e não em recompensas materiais”, conclui Juliana. 


 

Isis Galindo - pedagoga formada pela Universidade de São Paulo (USP), psicopedagoga e orientadora educacional da Escola Bilíngue Aubrick, instituição na qual também atua como Líder de Salvaguarda. Possui ampla trajetória na Educação Básica, com sólida experiência em orientação educacional e orientação parental, tendo atuado do Ensino Fundamental Anos Iniciais, Anos Finais e Ensino Médio. Sua prática profissional é fundamentada na gestão educacional e é complementada por especializações em Neuropsicologia, Competências Socioemocionais e Formação da Personalidade Ética.

 

Juliana Andreoni Nico - licenciada em Matemática, Biologia e Pedagogia, com doutorado em Bioquímica e Biologia Molecular pela Universidade de São Paulo (USP). Atuando na Educação há mais de 20 anos, acumula experiências como docente em instituições bilíngues e internacionais. Possui certificações em programas do IB (International Baccalaureate). Atualmente atua como Coordenadora Pedagógica do Teens (EF2), Coordenadora IB-MYP e Coordenadora dos programas ILOS (SCHILOS) na Escola Internacional de Alphaville.
 

Marcelo Tucci de Freitas - psicólogo clínico TCC, com especialização em adolescência; pedagogo; possui MBA em Gestão Educacional, e atualmente é orientador educacional do Ensino Fundamental Anos Finais no Brazilian International School - BIS. Com mais de 30 anos de experiência na área educacional atuou em diversas instituições de ensino básico e superior, na coordenação pedagógica e como docente de Psicologia e Ética.

 

Maria Eugênia Ribeiro D’Elia - pedagoga formada pela UNICAMP e mestre em Educação pela mesma instituição. Possui ampla experiência docente no Ensino Fundamental, segmento em que atua na gestão escolar há mais de 20 anos. Atualmente é orientadora educacional do 6º ao 8º ano do colégio Progresso Bilíngue, acompanhando o desenvolvimento acadêmico e socioemocional dos alunos e fortalecendo a parceria entre escola e família.

ISP – International Schools Partnership
Para mais informações, acesse o site.

 

O carnaval como ensaio geral de uma vida mais inteira


Ah, o carnaval no Brasil. Por aqui, o carnaval é só calor, suor que cola na pele, fantasia que mais revela do que esconde, samba que nasce no pé antes de chegar ao ouvido, o batuque dos tambores chamando o corpo para existir sem tradução. É desejo circulando livre no ar, risos fáceis, beijos sem história e histórias sem amanhã, com a sensação rara de poder fazer tudo sem consequência, como se o mundo tivesse suspendido por alguns dias a memória, o julgamento e o depois.

É no carnaval que as mulheres experimentam versões de si que passam o resto do ano sob vigilância. Saem com mais de uma pessoa, usam aplicativos sem culpa, flertam sem promessa, colecionam encontros, histórias e possibilidades. Não porque estão sozinhas, mas porque estão vivas. Durante alguns dias, “ser mulher” não precisa ser explicado, não vira caráter, não vira diagnóstico, nem sentença. O carnaval mostra desejos que não cabem na rotina, no crachá, no currículo ou no roteiro de “boa mulher, profissional de sucesso, cuidadora dedicada”.

A pergunta incômoda, que vem depois da Quarta-feira de Cinzas, é: por que essa liberdade só é tolerada como exceção?

Na carreira, acontece algo parecido. Mulheres que investigam novos caminhos, testam áreas, mudam de direção ou recusam trajetórias lineares (moldadas por uma forma masculina) ainda são vistas como instáveis, sem talento, pouco profissionais. Como se maturidade fosse sinônimo de engessamento e enquadramento, e não de escolha consciente.

E se o carnaval fosse só um ensaio do que a vida plena pode ser? Um espaço seguro para experimentar versões possíveis de si, encontrar seu propósito, o que te traz brilho nos olhos e autonomia para escolher nem leque amplo de opções profissionais que um dia foram ocupadas apenas por homens?

Fica aqui a proposição (ou provocação): aproveite o embalo do carnaval e teste as suas versões possíveis. Com planejamento, estrutura e um pouquinho de coragem, talvez o ano inteiro possa ser assim.

  

Renata Seldin - mentora de carreiras e doutora em Gestão da Inovação, com mais de 24 anos de experiência como executiva em consultoria de gestão. Autora de “As perdas no caminho: em busca de uma família”, ministra palestra sobre temas relacionados à igualdade de gênero no ambiente de trabalho e ao planejamento familiar.


Carnaval: uma experiência vibracional do sentir coletivo

No campo da ciência do Sentir, compreendemos que os sentimentos, como vivências internas, são vibrações e que, portanto, se propagam, contagiam e sincronizam. Sob essa perspectiva, o Carnaval revela-se como um fenômeno vibracional por excelência, ao serem milhares de pessoas que, vibrando, entram em ressonância com ritmos, sentimentos e estados internos que se amplificam mutuamente. Mais do que uma festa, o Carnaval é uma vibração coletiva, um estado expandido do sentir. 

Brincar o Carnaval é viver o ápice dessa sincronização, seja ao desfilar em uma escola de samba, quando o coletivo pulsa como um único organismo, seja nos blocos, onde a pulsação do tamborim, o grave do surdo e o arrasto do ritmo atravessam o corpo, reverberando por dentro e por fora. E é nesse encontro entre o som e o sentir que o Carnaval se instala. Talvez por isso até quem chega cansado, tímido ou mesmo quem não gosta muito da festa acaba se contagiando por uma força misteriosa, algo que ultrapassa a razão e vibra o corpo inteiro, indo do coração à pele. 

No Carnaval, o Eu se dilui em Nós quando o sentir se expande em fantasias que ganham vida, pois a pessoa pode ser o que quiser: rainha, super-herói, o personagem dos sonhos; o Eu se dilui em Nós quando todos são unidos por um mesmo ideal, o de viver a alegria experimentando os sentimentos de segurança, pertencimento e aceitação. 

O Carnaval transmite permissão ao autorizar a pessoa a sentir mais, a ser mais, a existir à margem do controle social e a escapar, ainda que por instantes, das limitações impostas pelo cotidiano. 

Aqui, o sentir ganha legitimidade ao possibilitar o riso mais solto, o choro mais aceito e o abraço mais fácil. De fato, o Carnaval somente confere uma única regra, imposta pela própria pessoa e com o consentimento de todos ao seu redor: “— Sinta. Aqui você pode.” 

Como é bom o Carnaval! Sem dúvida, uma festa que tem impacto profundo na saúde de qualquer pessoa, pois a vibração coletiva funciona como um campo de “cura” temporária, não porque resolve problemas, elimina as dores ou trata doenças, mas porque alivia tensões e reconecta a pessoa com o prazer de existir. 

Até porque, ao brincar o Carnaval, cada sorriso encontra outro sorriso, cada passo encontra outro passo e o sentir coletivo cria uma atmosfera onde a alegria se torna inevitável. 

Enfim, a festa nos lembra que o ser humano precisa viver a vibração compartilhada; que o corpo sabe dançar antes mesmo de saber pensar; que a alegria é uma grande força que, quando vibrada no coletivo, nos deixa felizes.  

O Carnaval é uma experiência de reencantamento, um encontro do Eu com o sentimento de Eu, portanto, com a própria pessoa. É uma celebração que nos expande em satisfação. 

 


Beatriz Breves - psicóloga, psicanalista e escritora, autora do livro Eu Fractal – conheça-te a ti mesmo.



Qual o limite do amor?


O amor não tem limites, pois, se houver limites, não é amor. Ele pode até ser condicionado, para que possa ser exercido em sua plenitude. Este amor sem limites existe em corações maternos, paternos e em muitos lares, mas pode ser cultivado em qualquer lugar onde se deseja a paz. 

Porém, em muitos lares, onde um pseudoamor é usado para camuflar sentimentos menos nobres ou nada nobres, tais como paixão, dependência psicológica, ou outros interesses quaisquer, ele pode trazer desilusão e sofrimento. E, como a mulher sempre teve mais tendência a acreditar no amor, historicamente é a que mais sofre com esses relacionamentos.  

Além disso, de modo geral, o cenário sempre foi favorável ao homem, porém isso está mudando, porque a mulher tem lutado muito para equilibrar a situação. No entanto, elas têm pagado um preço alto: o mercado de trabalho sempre lhe exige mais qualificação, e, no trabalho em si, muitas enfrentam a dor de ter que ausentar-se dos filhos no momento em que eles precisam de seu colo e de sua proteção. Trabalhos exaustivos, ambientes desconfortáveis, dupla jornada de trabalho e tantos outros obstáculos põem à prova toda a resiliência delas. 

Mas, para muitas, nenhum obstáculo é tão cruel quanto à covardia de quem lhe prometeu amor e ofereceu o contrário. Como é difícil acreditar que o amor não tem limites vendo diariamente que o oposto também não tem. 

Apesar disso, tanta luta não tem sido em vão. Os números mostram que milhares de relacionamentos têm terminado em divórcio, sem drama, nem tragédia, e a maioria acontece por iniciativa de mulheres. Pesquisas também revelam que são por diversos motivos. E mesmo que isso contribua para a desconstrução da família, ainda é positivo, pois se a família é a base da sociedade, família sem amor não deve existir. Não fará falta nenhuma, já que o amor não tem limites. 

  

Geraldo Trindade - autor do livro “O amor existe? Depende” e utiliza a escrita como forma de reflexão sobre relações humanas, sentimentos e experiências do cotidiano.


Primeira vez na escola: como preparar a criança e a família para esse momento?

Freepik
Entenda como o processo de adaptação influencia a segurança emocional, a autonomia e o vínculo do aluno com o ambiente escolar

 

O início da vida escolar marca uma das primeiras grandes transições na infância. Para muitas crianças, pisar pela primeira vez na escola representa um contato prolongado inédito com um ambiente fora de casa, novas rotinas, adultos desconhecidos e a convivência diária com outros colegas. Para as famílias, o momento também costuma ser acompanhado de expectativas, dúvidas e inseguranças. 

Segundo Beatriz Martins, coordenadora pedagógica do Brazilian International School – BIS, de São Paulo/SP), a forma como a adaptação é vivida tem impacto direto na relação que a criança constrói com a escola nos primeiros anos. “Entrar na escola vai muito além de uma mudança de rotina. É uma experiência emocional profunda. Quando a criança se sente segura, acolhida e compreendida, ela cria vínculos positivos não só com o aprender, mas também com as relações, com o espaço e com o estar em grupo”, explica. 

“Cada criança tem seu próprio ritmo de adaptação. O papel da escola e da família é atuar de forma conjunta, oferecendo previsibilidade, afeto e confiança”, afirma Beatriz. A despedida segura, afetuosa e confiante por parte da família contribui para que a criança se sinta protegida; enquanto o acolhimento é o ingrediente mais importante para transformar o choro em vínculo, segurança e bem-estar.

 

Dicas para ajudar a criança na primeira ida à escola 

Para apoiar esse momento de transição, a coordenadora do BIS destaca algumas orientações simples, mas fundamentais, para as famílias:
 

Fale sobre a escola de forma positiva: antes do início das aulas, converse com a criança sobre a nova rotina, apresente a escola como um espaço seguro e interessante, evitando discursos carregados de ansiedade ou ameaça;
 

Estabeleça uma rotina gradual: ajustar horários de sono, alimentação e acordar alguns dias antes do início das aulas ajuda a criança a se adaptar com menos impacto às mudanças;
 

Respeite o tempo de adaptação: o choro é esperado. Demonstrar segurança na despedida e confiar no trabalho da escola transmite tranquilidade à criança;
 

Evite despedidas longas ou escondidas: sair sem avisar pode gerar insegurança. O ideal é uma despedida breve, clara e afetuosa, reforçando que o responsável voltará para buscá-la;
 

Mantenha diálogo com a escola: compartilhar informações sobre a rotina da criança, seus hábitos e reações ajuda os educadores a acolhê-la de forma mais individualizada. 

Instalações da Educação Infantil do Brazilian International School
 BIS, na capital paulista.
  Divulgação

Mais do que um espaço de aprendizagem formal, a Educação Infantil é o primeiro ambiente coletivo da criança, onde ela começa a desenvolver autonomia, vínculos sociais e segurança emocional. Por isso, um começo cuidadoso e acolhedor pode fazer toda a diferença nessa trajetória. 

Para Beatriz, a entrada da criança na escola é também um processo de aprendizagem para os adultos. “Quando a família confia, mantém um diálogo aberto com a escola e respeita o tempo da criança, esse começo se torna mais sereno. A adaptação não acontece de uma vez, ela é um caminho, e precisa ser vivida com sensibilidade, presença e escuta”, finaliza. 

A especialista: educadora com mais de 30 anos de atuação na educação, Beatriz Martins construiu sua trajetória em funções de liderança pedagógica, formando equipes, projetos e, sobretudo, pessoas. Licenciada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduada pelo Instituto Singularidades, atua atualmente como coordenadora pedagógica no Brazilian International School (BIS), com foco no desenvolvimento integral, na educação bilíngue e na formação humana.



International Schools Partnership - ISP
Para mais informações, acesse o site.

 

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