Durabilidade do
ácido hialurônico está ligada à anatomia facial à qualidade da pele e aos
hábitos do paciente
Os procedimentos estéticos minimamente invasivos
seguem em trajetória de crescimento consistente no mundo, com destaque para os
preenchimentos à base de ácido hialurônico, segundo a Sociedade Internacional
de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS). Ao mesmo tempo, cresce o número de
pacientes que relatam perda de volume antes do esperado, reforçando a avaliação
de que a durabilidade do procedimento não depende apenas do produto utilizado.
Angélica
Lucena, biomédica esteta, professora e fundadora da
Gioventù Clínica Boutique, avalia que o problema está menos relacionado à marca
do produto e mais à forma como o rosto é analisado antes da aplicação. “A
durabilidade não depende apenas do produto. Depende da estrutura facial, da
saúde da pele e da rotina do paciente. Por isso a Metodologia AL começa
avaliando derme, epiderme, gordura, musculatura e projeção óssea”, afirma.
Estudos publicados em periódicos como o Journal of
Cosmetic Dermatology indicam que fatores anatômicos e biológicos influenciam
diretamente a velocidade de degradação do ácido hialurônico.
Regiões com maior mobilidade muscular, inflamação
crônica ou vascularização intensa tendem a metabolizar o preenchedor mais
rapidamente, reduzindo o tempo de permanência do volume.
Na prática clínica, isso se reflete em resultados
menos duradouros quando o procedimento é feito sem correção da base estrutural
da face. “Quando não há suporte adequado, o produto passa a compensar sozinho
perdas ósseas e flacidez. Nesse cenário, a reabsorção costuma ser mais rápida”,
explica.
Outro ponto decisivo está no estilo de vida do
paciente após o procedimento. Há evidências de que exposição solar excessiva,
tabagismo, privação de sono e atividades físicas de alta intensidade elevam o
metabolismo tecidual e interferem na longevidade do ácido hialurônico. “Não
existe preenchimento imune à rotina. Os hábitos têm impacto direto sobre o
resultado”, diz.
A escolha do tipo de ácido hialurônico também entra
na equação, mas como consequência da avaliação inicial. Produtos com maior
densidade e grau de reticulação tendem a apresentar maior resistência à degradação
enzimática quando indicados corretamente. “O erro mais comum é tratar todos os
rostos da mesma forma. Produto certo, no lugar errado, também falha”, observa.
Para a biomédica, o amadurecimento do mercado
estético passa por abandonar protocolos padronizados e avançar para análises
mais profundas. “Preenchimento não é reposição automática de volume. É
engenharia facial. Quando a avaliação é completa, o resultado não apenas dura
mais como envelhece melhor”, conclui.
Em um setor que cresce de forma acelerada e atrai
pacientes cada vez mais informados, a durabilidade deixa de ser uma promessa
associada à marca e passa a ser entendida como reflexo direto de planejamento,
técnica e leitura correta da estrutura facial.
Angélica Lucena - biomédica esteta, proprietária da Gioventù Clínica Boutique e professora da Gioventù Academy, em Ribeirão Preto. Graduada em Biomedicina e pós-graduada em Biomedicina Estética Avançada, é especialista em harmonização facial e corporal, com formação internacional na Coreia do Sul. Criou o Método AL, abordagem estruturada em cinco pilares que guia avaliações profundas das camadas óssea, muscular, de gordura, derme e epiderme, garantindo protocolos personalizados e resultados naturais. Com mais de 10 mil atendimentos e centenas de alunos treinados, comanda a clínica Top 1 em avaliações no Google entre as clínicas de Ribeirão Preto.
Para saber mais, acesse Instagram ou pelo site.
Clínica Gioventù Boutique
clinicagioventu.com.br
Fontes de pesquisa
Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS)
https://www.isaps.org
https://www.isaps.org/medical-professionals/isaps-global-statistics/
Journal of Cosmetic Dermatology
https://onlinelibrary.wiley.com/journal/14732165
Aesthetic Surgery Journal
https://academic.oup.com/asj
Dermatologic Surgery
https://journals.lww.com/dermatologicsurgery
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