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sábado, 7 de fevereiro de 2026

Preenchimentos podem perder volume mais rápido e avaliação estrutural explica por quê

Durabilidade do ácido hialurônico está ligada à anatomia facial à qualidade da pele e aos hábitos do paciente 

 

Os procedimentos estéticos minimamente invasivos seguem em trajetória de crescimento consistente no mundo, com destaque para os preenchimentos à base de ácido hialurônico, segundo a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS). Ao mesmo tempo, cresce o número de pacientes que relatam perda de volume antes do esperado, reforçando a avaliação de que a durabilidade do procedimento não depende apenas do produto utilizado.

Angélica Lucena, biomédica esteta, professora e fundadora da Gioventù Clínica Boutique, avalia que o problema está menos relacionado à marca do produto e mais à forma como o rosto é analisado antes da aplicação. “A durabilidade não depende apenas do produto. Depende da estrutura facial, da saúde da pele e da rotina do paciente. Por isso a Metodologia AL começa avaliando derme, epiderme, gordura, musculatura e projeção óssea”, afirma.

Estudos publicados em periódicos como o Journal of Cosmetic Dermatology indicam que fatores anatômicos e biológicos influenciam diretamente a velocidade de degradação do ácido hialurônico. 

Regiões com maior mobilidade muscular, inflamação crônica ou vascularização intensa tendem a metabolizar o preenchedor mais rapidamente, reduzindo o tempo de permanência do volume.

Na prática clínica, isso se reflete em resultados menos duradouros quando o procedimento é feito sem correção da base estrutural da face. “Quando não há suporte adequado, o produto passa a compensar sozinho perdas ósseas e flacidez. Nesse cenário, a reabsorção costuma ser mais rápida”, explica.

Outro ponto decisivo está no estilo de vida do paciente após o procedimento. Há evidências de que exposição solar excessiva, tabagismo, privação de sono e atividades físicas de alta intensidade elevam o metabolismo tecidual e interferem na longevidade do ácido hialurônico. “Não existe preenchimento imune à rotina. Os hábitos têm impacto direto sobre o resultado”, diz.

A escolha do tipo de ácido hialurônico também entra na equação, mas como consequência da avaliação inicial. Produtos com maior densidade e grau de reticulação tendem a apresentar maior resistência à degradação enzimática quando indicados corretamente. “O erro mais comum é tratar todos os rostos da mesma forma. Produto certo, no lugar errado, também falha”, observa.

Para a biomédica, o amadurecimento do mercado estético passa por abandonar protocolos padronizados e avançar para análises mais profundas. “Preenchimento não é reposição automática de volume. É engenharia facial. Quando a avaliação é completa, o resultado não apenas dura mais como envelhece melhor”, conclui.

Em um setor que cresce de forma acelerada e atrai pacientes cada vez mais informados, a durabilidade deixa de ser uma promessa associada à marca e passa a ser entendida como reflexo direto de planejamento, técnica e leitura correta da estrutura facial.   



Angélica Lucena - biomédica esteta, proprietária da Gioventù Clínica Boutique e professora da Gioventù Academy, em Ribeirão Preto. Graduada em Biomedicina e pós-graduada em Biomedicina Estética Avançada, é especialista em harmonização facial e corporal, com formação internacional na Coreia do Sul. Criou o Método AL, abordagem estruturada em cinco pilares que guia avaliações profundas das camadas óssea, muscular, de gordura, derme e epiderme, garantindo protocolos personalizados e resultados naturais. Com mais de 10 mil atendimentos e centenas de alunos treinados, comanda a clínica Top 1 em avaliações no Google entre as clínicas de Ribeirão Preto.
Para saber mais, acesse Instagram ou pelo site.

  

Clínica Gioventù Boutique
clinicagioventu.com.br



Fontes de pesquisa

Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS)
https://www.isaps.org
https://www.isaps.org/medical-professionals/isaps-global-statistics/

Journal of Cosmetic Dermatology
https://onlinelibrary.wiley.com/journal/14732165

Aesthetic Surgery Journal
https://academic.oup.com/asj

Dermatologic Surgery
https://journals.lww.com/dermatologicsurgery


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