Dermatologista Fátima Tubini explica a condição que na vida adulta tem causas hormonais, emocionais e comportamentais, pode atingir diferentes áreas do corpo e, sem tratamento adequado, deixar marcas permanentes
Tradicionalmente associada à adolescência, a acne
também é uma realidade frequente na vida adulta e tem preocupado cada vez mais
homens e, principalmente, mulheres a partir dos 25 anos. Conhecida como acne
adulta ou acne tardia, a condição pode surgir ou persistir mesmo após o fim da
puberdade, impactando não apenas a saúde da pele, mas também a autoestima e a
qualidade de vida.
De acordo com a dermatologista Fátima Tubini, a
acne adulta possui características próprias e exige atenção especializada.
“Diferentemente da acne juvenil, a acne na vida adulta costuma ser mais
inflamatória, profunda e persistente, além de apresentar maior risco de manchas
e cicatrizes”, explica a especialista.
Por que a acne adulta ocorre?
A acne adulta é multifatorial. Entre as principais
causas estão as alterações hormonais, comuns em mulheres durante o ciclo
menstrual, gravidez, pós-parto e menopausa, predisposição genética, estresse
crônico, uso inadequado de cosméticos, alimentação desequilibrada e distúrbios
hormonais, como a síndrome dos ovários policísticos (SOP).
“O estresse, por exemplo, estimula a liberação de
cortisol, que aumenta a oleosidade da pele e favorece processos inflamatórios”,
destaca Fátima Tubini que ressalta, “Além disso, o uso de produtos inadequados
para o tipo de pele pode agravar o quadro”.
Idade e áreas mais afetadas
A acne adulta é mais comum entre os 25 e 45 anos,
mas pode se manifestar em idades mais avançadas. Nas mulheres, geralmente
aparece na região inferior do rosto, como queixo, mandíbula e pescoço. Já nos
homens, pode atingir o rosto, costas, tórax e ombros.
Diagnóstico e tratamento
O diagnóstico é clínico e realizado por um
dermatologista, que avalia o tipo de lesão, histórico do paciente, hábitos de
vida e possíveis alterações hormonais. Em alguns casos, exames laboratoriais
podem ser solicitados para investigar desequilíbrios hormonais.
O tratamento é individualizado e pode incluir
medicamentos tópicos e orais, controle hormonal, procedimentos dermatológicos e
mudanças na rotina de cuidados com a pele. “Não existe fórmula única. Cada
paciente precisa de uma estratégia personalizada, respeitando seu tipo de pele,
idade e estilo de vida”, ressalta a dermatologista Fátima.
Cuidados essenciais no dia a
dia
Entre os principais cuidados estão a higienização
adequada da pele, uso de produtos não comedogênicos, fotoproteção diária,
alimentação equilibrada e controle do estresse. A automedicação e o uso
indiscriminado de produtos podem piorar o quadro.
“Espremer lesões ou usar receitas caseiras pode
causar inflamações mais graves, manchas e cicatrizes permanentes”, alerta
Tubini.
Consequências da acne não
tratada
Quando não tratada corretamente, a acne adulta pode
resultar em cicatrizes definitivas, hiperpigmentação pós-inflamatória e
impactos emocionais significativos, como ansiedade, baixa autoestima e
isolamento social.
“A acne adulta vai muito além de uma questão
estética. Ela afeta o bem-estar emocional e deve ser encarada como uma condição
de saúde que merece cuidado e acompanhamento profissional”, conclui a
dermatologista.

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