Especialista explica que prevenção não tem idade e orienta sobre rotinas adequadas para cada faixa etária
A explosão do skincare entre o público jovem acendeu um alerta nos consultórios dermatológicos. O fenômeno, impulsionado pelas redes sociais, levanta uma questão crítica: até que ponto o uso precoce de ativos potentes está protegendo a pele ou criando uma geração de rostos precocemente sensibilizados?
Segundo
a dermatologista e cosmiatra Dra. Sabrina Leite, que possui mais de 20
anos de experiência, a resposta depende do tipo de cuidado.
“Cuidar da pele não é uma questão de idade, mas de necessidade. O problema não
está em começar cedo, e sim em usar produtos inadequados ou em excesso”,
explica.
Prevenção é diferente de tratamento
De acordo com a especialista, hábitos básicos como limpeza adequada, hidratação e proteção solar devem fazer parte da rotina desde a infância. “O uso diário do protetor solar, por exemplo, é a principal estratégia de prevenção do envelhecimento precoce e do câncer de pele. Esse cuidado deve começar o quanto antes”, afirma.
Por
outro lado, Dra. Sabrina alerta para o uso precoce de ativos potentes sem
indicação profissional. “Produtos com ácidos fortes, retinóides ou
procedimentos estéticos mais invasivos não são necessários em peles jovens e
podem causar irritações, manchas e até efeito rebote”, ressalta a
dermatologista.
Skincare infantil, adolescente e adulto: o que muda?
Na infância e adolescência, o foco deve ser manter a pele saudável e
equilibrada. Nessa fase, menos é mais. Uma limpeza suave, hidratação quando
necessária e protetor solar já são suficientes para a maioria dos casos. Já a
partir do início da vida adulta, a rotina pode ser ajustada conforme o tipo de
pele e os hábitos de vida.
“Fatores
como exposição solar, poluição, estresse, alimentação e qualidade do sono
influenciam diretamente a saúde da pele, independentemente da idade”, explica a
dermatologista.
Influência das redes sociais exige cautela
A médica também chama atenção para a reprodução de rotinas vistas na internet. “Muitas tendências não consideram o tipo de pele, a idade ou o clima do país. Seguir modismos sem orientação pode causar mais danos do que benefícios”, alerta.
Cuidar
cedo é investir no futuro da pele. “Não se trata de antecipar tratamentos
antienvelhecimento, mas de criar hábitos saudáveis que preservem a pele ao
longo dos anos. Em caso de dúvida, procurar um dermatologista, uma vez que cada
pele é única e merece uma orientação personalizada, respeitando sua fase, suas
necessidades e sua história”, finaliza a especialista.

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