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sábado, 7 de fevereiro de 2026

O fenômeno do skincare precoce: até que ponto o uso de ativos em peles jovens deixa de ser cuidado e se torna um risco?

Especialista explica que prevenção não tem idade e orienta sobre rotinas adequadas para cada faixa etária

 

A explosão do skincare entre o público jovem acendeu um alerta nos consultórios dermatológicos. O fenômeno, impulsionado pelas redes sociais, levanta uma questão crítica: até que ponto o uso precoce de ativos potentes está protegendo a pele ou criando uma geração de rostos precocemente sensibilizados? 

Segundo a dermatologista e cosmiatra Dra. Sabrina Leite, que possui mais de 20 anos de experiência, a resposta depende do tipo de cuidado. “Cuidar da pele não é uma questão de idade, mas de necessidade. O problema não está em começar cedo, e sim em usar produtos inadequados ou em excesso”, explica.

 

Prevenção é diferente de tratamento

De acordo com a especialista, hábitos básicos como limpeza adequada, hidratação e proteção solar devem fazer parte da rotina desde a infância. “O uso diário do protetor solar, por exemplo, é a principal estratégia de prevenção do envelhecimento precoce e do câncer de pele. Esse cuidado deve começar o quanto antes”, afirma. 

Por outro lado, Dra. Sabrina alerta para o uso precoce de ativos potentes sem indicação profissional. “Produtos com ácidos fortes, retinóides ou procedimentos estéticos mais invasivos não são necessários em peles jovens e podem causar irritações, manchas e até efeito rebote”, ressalta a dermatologista.

 

Skincare infantil, adolescente e adulto: o que muda?

Na infância e adolescência, o foco deve ser manter a pele saudável e equilibrada. Nessa fase, menos é mais. Uma limpeza suave, hidratação quando necessária e protetor solar já são suficientes para a maioria dos casos. Já a partir do início da vida adulta, a rotina pode ser ajustada conforme o tipo de pele e os hábitos de vida.

“Fatores como exposição solar, poluição, estresse, alimentação e qualidade do sono influenciam diretamente a saúde da pele, independentemente da idade”, explica a dermatologista.

 

Influência das redes sociais exige cautela

A médica também chama atenção para a reprodução de rotinas vistas na internet. “Muitas tendências não consideram o tipo de pele, a idade ou o clima do país. Seguir modismos sem orientação pode causar mais danos do que benefícios”, alerta. 

Cuidar cedo é investir no futuro da pele. “Não se trata de antecipar tratamentos antienvelhecimento, mas de criar hábitos saudáveis que preservem a pele ao longo dos anos. Em caso de dúvida, procurar um dermatologista, uma vez que cada pele é única e merece uma orientação personalizada, respeitando sua fase, suas necessidades e sua história”, finaliza a especialista.

 

Dra. Sabrina Leite - Médica com mais de 20 anos de formação e sólida trajetória na área da saúde. Atualmente dedica-se à Dermatologia e Cosmiatria. Pós-graduada pelo Instituto Superior de Medicina e Dermatologia (ISMD), alia conhecimento técnico e rigor científico a uma visão estética refinada, priorizando resultados naturais, seguros e harmoniosos. Além do mais, atuou por mais de uma década na Oftalmologia, com especialização em Doenças Externas Oculares e Córnea pela UNIFESP.

 

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