Mensagens como essa sobre ritmo, velocidade e quantidade de livros lidos num determinado tempo pipocam, diariamente, em nossas redes sociais trazendo muitas vezes um incômodo, um desconforto para avaliar nossa performance diante da leitura.
Será importante ter ritmo próprio de leitura? Não
será a obra, o gênero que determinam o ritmo? Para mim, o conteúdo, a história
é que determinam. Você já pensou nisso?
Apesar de sempre aconselhar quem pretende adquirir
o hábito da leitura a começar por livros breves, nem sempre o volume ou número
de páginas corresponde diretamente ao ritmo. Muitas vezes, livros curtos são
tão densos que nos desaceleram totalmente. As ideias e conteúdos apresentados
exigem lentidão para a compreensão, clamam por introspecção e reflexão.
Ao mesmo tempo, suspenses longos, calhamaços,
tornam-se leituras velozes, caminhando para a solução de mistérios e segredos
que tem residência nos últimos capítulos ou páginas.
Descobrir o ritmo nem sempre é uma boa experiência,
essa preocupação não deve ser do leitor, mas sim do escritor, que desenvolve
essa possibilidade para entregar o que pretende.
É sempre bom lembrar que a preocupação na
atividade literária deve ser com a qualidade e não com quantidade, com a
capacidade de ler muitos livros num mês.
Quanto mais lemos, percebemos que mais
teremos o que ler, mas isso não pode se tornar angustiante. O ato de ler
precisa vir com prazer para que haja memória e mergulho nas narrativas.
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