O Deep Plane tem se consolidado como uma das técnicas mais modernas e procuradas da cirurgia plástica facial, especialmente por proporcionar resultados mais naturais, duradouros e com menor aspecto artificial. No entanto, com a chegada do verão e o aumento da procura por procedimentos estéticos, especialistas fazem um alerta: essa é uma cirurgia que exige ainda mais planejamento e cautela nessa época do ano.
Segundo o Dr. Hugo Sabath, cirurgião plástico da Clínica Libria e referência na técnica, o Deep Plane não pode ser encarado como uma cirurgia comum ou feita por impulso.
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“O Deep Plane atua em camadas profundas da face, reposicionando músculos e
estruturas internas, e não apenas esticando a pele. Justamente por isso, é uma
cirurgia de alta complexidade, que exige precisão técnica, experiência do
cirurgião e um pós-operatório rigoroso fatores que ganham ainda mais relevância
no verão”, explica.
Por que o Deep Plane é diferente das técnicas tradicionais?
Ao contrário do lifting facial convencional, que atua de forma mais superficial, o Deep Plane trabalha no sistema músculo-aponeurótico superficial (SMAS) e em planos profundos do rosto.
> “Essa abordagem permite um rejuvenescimento mais harmônico, preservando a naturalidade das expressões e evitando aquele aspecto estigmatizado de ‘rosto repuxado’. Porém, também exige um conhecimento anatômico avançado e treinamento específico”, detalha Dr. Hugo Sabath.
Justamente por envolver planos mais profundos, o controle do edema, da cicatrização e da resposta inflamatória é essencial — e o calor pode interferir nesses processos.
Durante
o verão, alguns fatores exigem atenção redobrada em cirurgias faciais de alta
complexidade, como o Deep Plane:
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Maior risco de inchaço prolongado
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Aumento da vasodilatação, que pode intensificar edemas e hematomas
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Maior dificuldade em evitar exposição solar
- Risco aumentado de manchas nas cicatrizes
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“O calor favorece o aumento do inchaço e pode retardar a recuperação se o
paciente não seguir corretamente todas as orientações. No Deep Plane, o
pós-operatório bem conduzido é parte fundamental do sucesso da cirurgia”,
alerta o especialista.
Exposição solar: risco real para o resultado
Um dos principais cuidados no pós-operatório do Deep Plane é evitar completamente a exposição solar direta.
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“A cirurgia provoca um processo inflamatório controlado. Se o paciente se expõe
ao sol nesse período, há risco de hiperpigmentação, espessamento da cicatriz e
comprometimento do resultado estético. No verão, isso exige disciplina total”,
reforça Dr. Hugo Sabath.
Não é uma cirurgia para todos nem para qualquer momento
O especialista ressalta que nem todo paciente é candidato ao Deep Plane e que nem sempre o verão é o momento ideal.
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“Antes de indicar essa técnica, avaliamos idade, qualidade da pele, grau de
flacidez, histórico de saúde e, principalmente, a disponibilidade do paciente
para cumprir o pós-operatório. Se a pessoa não pode evitar sol, viagens ou
compromissos sociais, o mais prudente é adiar”, orienta.
A importância de um cirurgião altamente especializado
Com a popularização do termo “Deep Plane”, cresce também o risco de banalização da técnica.
> “Infelizmente, vemos procedimentos sendo vendidos como Deep Plane sem realmente serem. É uma cirurgia que exige formação sólida, treinamento específico e experiência comprovada. Quando realizada por profissionais não habilitados, os riscos aumentam consideravelmente”, alerta Dr. Hugo Sabath.
Entre
as possíveis complicações estão assimetrias, lesões nervosas, resultados
artificiais e dificuldades de correção futura.
Recuperação exige paciência e comprometimento
A recuperação do Deep Plane é progressiva e demanda cuidados contínuos:
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Repouso adequado
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Uso correto de medicações prescritas
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Acompanhamento médico frequente
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Evitar calor excessivo e atividades físicas precoces
- Proteção solar rigorosa
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“O paciente precisa entender que o resultado final não é imediato. O Deep Plane
entrega longevidade e naturalidade, mas isso vem com um processo de recuperação
que deve ser respeitado”, explica.
Conclusão:
O Deep Plane representa um avanço importante na cirurgia plástica facial, oferecendo rejuvenescimento profundo, natural e duradouro. No entanto, no verão, a técnica exige ainda mais responsabilidade, planejamento e escolha criteriosa do profissional.
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“Não é uma cirurgia de moda ou de ocasião. É uma técnica sofisticada, que
precisa ser indicada com critério e executada por cirurgiões altamente
capacitados. Quando bem feita e no momento certo, os resultados são
extraordinários. Quando feita sem planejamento, os riscos superam os
benefícios”, conclui o Dr. Hugo Sabath, cirurgião plástico da Clínica Libria.
Dr. Hugo
Sabath - Cirurgião Plástico – CRM 131.199/SP



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