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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Fevereiro Roxo: reconhecer os primeiros sinais do Alzheimer é essencial para o diagnóstico precoce

Campanha chama a atenção para uma das principais causas de demência no mundo e reforça a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e dos cuidados contínuos com pacientes e familiares

 

O Fevereiro Roxo é um convite à conscientização sobre doenças neurológicas, entre elas o Alzheimer, condição progressiva que afeta a memória, o comportamento e a capacidade de realizar atividades do dia a dia. Considerada a forma mais comum de demência, a doença impacta não apenas quem recebe o diagnóstico, mas também famílias e cuidadores, exigindo informação, acompanhamento e rede de apoio.

De acordo com estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 55 milhões de pessoas vivem com demência no mundo, sendo o Alzheimer responsável por cerca de 60% a 70% dos casos. No Brasil, calcula-se que mais de 1 milhão de pessoas convivam com a doença, número que tende a crescer com o envelhecimento da população. Apesar disso, o diagnóstico ainda costuma ser tardio, muitas vezes confundido com alterações naturais da idade.

 

Primeiros sinais e diagnóstico

O médico neurologista e docente da Afya Centro Universitário de Pato Branco, Vinícius Oliveira Rodrigues, os sintomas iniciais do Alzheimer vão além do esquecimento ocasional. “Dificuldade para lembrar informações recentes, repetir perguntas com frequência, desorientação no tempo e no espaço, alterações de humor, perda de interesse por atividades habituais e dificuldade para realizar tarefas simples podem ser sinais de alerta", comenta o neurologista.

O diagnóstico é clínico e envolve avaliação médica detalhada, testes cognitivos, exames laboratoriais e de imagem, que ajudam a descartar outras causas e identificar a doença em fases iniciais — etapa fundamental para retardar sua progressão e planejar os cuidados.

“Quanto mais cedo o Alzheimer é identificado, maiores são as chances de preservar a autonomia do paciente por mais tempo”, explica o médico e docente da Afya Centro Universitário de Pato Branco.. “O diagnóstico precoce permite iniciar tratamentos que ajudam a controlar os sintomas, além de orientar a família sobre adaptações necessárias e cuidados futuros", acrescenta o Dr. Vinicius.


Prevenção e fatores de risco

Embora ainda não exista cura para o Alzheimer, estudos indicam que até 40% dos casos podem estar associados a fatores de risco modificáveis. Manter uma rotina de atividades físicas, alimentação equilibrada, controle de doenças como hipertensão e diabetes, estímulo cognitivo, sono de qualidade e vida social ativa são medidas que contribuem para a saúde do cérebro.

“Evitar o tabagismo, reduzir o consumo excessivo de álcool e cuidar da saúde mental também fazem parte da prevenção, especialmente ao longo da vida adulta", pontua o Dr. Vinicius, neurologista e docente da Afya de Pato Branco.


Cuidados e qualidade de vida

O tratamento do Alzheimer envolve abordagem multidisciplinar, com uso de medicamentos para controle dos sintomas e acompanhamento contínuo. O apoio emocional e a orientação aos cuidadores são essenciais, já que a progressão da doença exige adaptações na rotina e no ambiente familiar.

“O Fevereiro Roxo reforça que informação é uma forma de cuidado. Reconhecer os sinais, buscar ajuda especializada e adotar hábitos saudáveis são passos importantes para enfrentar o Alzheimer com mais qualidade de vida, dignidade e acolhimento", conclui o médico e docente da Afya Pato Branco.

 

Afya
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