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terça-feira, 31 de março de 2026

Pesquisa revela que o brasileiro está buscando mais cuidados com a saúde bucal

Estudo da Odontoprev aponta que 9% das pessoas buscam mais orientação sobre higienização bucal e houve uma redução de 23,48% na busca por remoção de tártaro


  • O crescimento no número de procedimentos preventivos realizados em 2025 indica uma crescente preocupação dos brasileiros com a saúde bucal.
     
  • Em procedimentos curativos, houve um aumento de 13,69% na consulta de remineralização de esmalte, tratamento que visa repor minerais essenciais nos dentes.
     
  • A busca por remoção de tártaro teve queda de 23,48%.


A prevenção da saúde é um dos principais pilares para uma vida mais equilibrada, transformando os cuidados com nosso corpo em um investimento contínuo, em vez de focar na remediação de dor e doenças. Essa tendência é confirmada por um estudo da Odontoprev, líder em planos odontológicos na América Latina, que revelou um aumento no número de procedimentos odontológicos preventivos em 2025. Feito com a base de clientes da companhia, que soma mais de nove milhões de beneficiários, a pesquisa revela uma maior preocupação dos brasileiros com a saúde bucal e uma evolução na conscientização sobre a prevenção e autocuidado. 

O levantamento aponta um aumento no número de tratamentos odontológicos preventivos realizados entre janeiro e dezembro de 2025, em comparação ao ano anterior. O crescimento foi observado nos atendimentos realizados em sua rede credenciada de dentistas, que abrange mais de 27 mil profissionais em todo o país. 

O interesse por informações sobre cuidados e higiene bucal cresceu 9% entre a população, conforme demonstrou o estudo. Outro dado relevante é o aumento de 4,52% na procura pela profilaxia dental, procedimento conhecido como limpeza profissional realizada pelo dentista no consultório, evidenciando que o público demonstra estar mais bem-informado e engajado, buscando ativamente informações sobre tipos de escovas, fios dentais e composição dos cremes dentais. Este comportamento resulta em pacientes que chegam ao consultório odontológico com um nível maior de conhecimento e perguntas específicas a serem feitas. 

A pesquisa registrou também uma queda de 23,48% no procedimento de raspagem supragengival com profilaxia, ou seja, remoção mecânica de tudo o que a escova de dentes e o fio dental não conseguiram tirar e que acabou endurecendo na superfície do dente, o que demonstra que as pessoas estão efetuando uma melhor escovação. 

Para Dr. Emerson Nakao, dentista e consultor científico da Odontoprev, esses indicativos deixam clara uma maior atenção das pessoas para a saúde da boca. “A crescente conscientização sobre a correlação entre infecções bucais e condições de saúde sérias, como diabetes e doenças cardíacas, tem impulsionado a busca por prevenção. Paralelamente, o receio de visitar o dentista diminuiu devido à adoção de tecnologias menos invasivas. Além disso, a visibilidade nas redes sociais elevou o sorriso ao status de "cartão de visitas", tornando o check-up odontológico mais procurado”, comenta. 

O especialista destaca também que, mesmo com uma higiene bucal rigorosa, a combinação da saliva e dos minerais na boca leva à formação do tártaro e é necessário um acompanhamento profissional. “A ausência de remoção periódica desse tártaro pode desencadear problemas graves como gengivite (inflamação e sangramento da gengiva), periodontite (infecção mais séria que afeta o osso), cáries e até mesmo mau hálito. A recomendação é realizar a profilaxia a cada 6 meses”, diz Dr. Nakao. 

Já com relação aos procedimentos curativos, o estudo revelou um crescimento de 13,69% na consulta de remineralização de esmalte, procedimento que visa repor minerais essenciais nos dentes, evitando assim a formação efetiva de cáries. Foi constatada também uma queda de 22,38% na consulta de controle de placa bacteriana. 

“Os dados da pesquisa refletem uma transformação notável na maneira como os brasileiros encaram a saúde bucal. Anteriormente, a relação de grande parte da população com o dentista era baseada na urgência. Procurava-se o dentista quando a dor já não permitia dormir ou quando um dente quebrava. O consultório era sinônimo de intervenção, não de manutenção. Hoje, o sorriso assume um papel central como um elemento fundamental para o bem-estar geral, a autoestima e a saúde integral do indivíduo”, conclui Dr. Nakao.

 

Odontoprev

 

Terrorismo nutricional serve banquete de desinformação online

No Dia da Saúde e Nutrição, especialistas alertam para o "abismo"
 entre algoritmos de redes  sociais e a fisiologia humana. 
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No Dia da Saúde e Nutrição, especialistas alertam para o "abismo" entre algoritmos de redes sociais e a fisiologia humana

 

Um banquete de desinformação para todos os gostos na internet. É preciso atenção na hora de acessar o conteúdo. A data 31 de março marca o Dia da Saúde e Nutrição e traz uma reflexão sobre como a alimentação é o pilar central da longevidade. No entanto, em 2026, o desafio dos profissionais de saúde mudou: o inimigo não é mais apenas a falta de informação, mas o excesso de desinformação. Com a ascensão de influenciadores "fitness" sem formação acadêmica, dietas restritivas tornaram-se virais, ignorando que o corpo humano possui uma individualidade bioquímica complexa.

A busca pelo corpo perfeito em tempo recorde impulsionou o que a ciência chama de "terrorismo nutricional". Abordagens como a Dieta Carnívora, que exclui fibras e vegetais, e o jejum intermitente extremo, janelas sem comer superiores a 24h, estão no topo das preocupações.

Para a nutricionista, Ana Paula Perillo, que atende no centro clínico Órion Complex, em Goiânia, o impacto dessas escolhas é uma bomba-relógio biológica. "O ditado 'você é o que você come' nunca foi tão literal, quanto na era das redes sociais. No entanto, existe um abismo entre um post viral e a fisiologia humana. Dietas milagrosas prometem resultados rápidos, mas ignoram a individualidade biológica, colocando em risco a saúde física e mental”, alerta a especialista.

 

Danos Invisíveis e o "Efeito Sanfona" Mental

A restrição severa não ataca apenas o ponteiro da balança. Os consultórios estão registrando um aumento alarmante de ortorexia — a obsessão patológica por comida considerada "pura".

"Muitos pacientes chegam com queda de cabelo, unhas quebradiças e, no caso das mulheres, interrupção do ciclo menstrual, perda de massa e sobrecarga renal. Mas tem também os danos mentais com o desenvolvimento de ortorexia – que é a obsessão por comer "limpo" -, ansiedade social, irritabilidade e o "efeito sanfona", salienta a especialista.

 

Mitos que Persistem: A Ciência contra o "Detox"

A data de 31 de março é um lembrete para desconstruir falácias que sobrevivem graças ao marketing de produtos milagrosos. A especialista é enfática ao separar o que é fisiologia do que é crença.

O Mito do Suco Detox: "O termo 'detox' é puramente comercial. Quem faz a desintoxicação do seu organismo são os seus rins e o seu fígado, 24 horas por dia. O suco é um excelente complemento de micronutrientes, mas não limpa o organismo de excessos", pontua.

O Mito do Limão em Jejum: "O limão é fonte de vitamina C e melhora a imunidade, mas ele não tem o poder termogênico de 'derreter' gordura isoladamente. O emagrecimento depende de um déficit calórico planejado e não de um alimento isolado."

Diferente dos algoritmos das redes sociais, que entregam o mesmo conteúdo para milhões de pessoas, o acompanhamento nutricional trabalha com a individualidade bioquímica. "O nutricionista é o único profissional capaz de ler o que o seu corpo está pedindo através de exames laboratoriais. O profissional avalia rotina, sono, genética e níveis de estresse, tornando o plano alimentar uma prescrição de saúde. Além disso, os exames clínicos são fundamentais para identificar anemias e deficiências vitamínicas, como a B12, que dietas genéricas podem agravar”, reforça a especialista.

 

Guia de Sobrevivência Nutricional: Como identificar perfis falsos?

A nutricionista alerta sobre cuidados com ondas de desinformação na internet. “Cuidado com promessas ultra rápidas: Perder 10kg em 10 dias é biologicamente insustentável e perigoso. Também, verifique o CRN, pois todo nutricionista deve exibir seu número de registro profissional. Se não tem, não é profissional de saúde.

Fuja do terrorismo nutricional: Se o perfil demonizar alimentos como glúten ou leite sem diagnóstico e foco excessivo na venda de produtos.


Câncer de rim: mitos e verdades sobre uma doença que pode evoluir em silêncio

 De acordo com especialista do IBCC Oncologia, o tumor costuma não dar sinais nas fases iniciais e, quando descoberto cedo, pode ser tratado com cirurgia menos agressiva 

 

O câncer de rim costuma evoluir de forma silenciosa e, justamente por isso, ainda representa um desafio importante para o diagnóstico precoce. Em muitos casos, o tumor não provoca sintomas nas fases iniciais e acaba sendo descoberto por achados radiológicos em exames de imagem realizados por outros motivos. Ao mesmo tempo, essa detecção mais precoce vem mudando o cenário da doença e permitindo tratamentos menos agressivos e, em muitos casos, a preservação do órgão.

 

Segundo a estimativa mais recente do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deve registrar 8.110 novos casos de câncer de rim por ano no triênio 2026–2028, sendo 4.900 entre homens e 3.210 entre mulheres.

 

Para Alvaro Bosco, médico urologista do IBCC Oncologia, o caráter silencioso da doença explica por que o diagnóstico precoce é difícil. “O câncer de rim costuma ser um desafio porque, em muitos casos, não provoca sintomas nas fases iniciais. Isso faz com que o tumor seja descoberto apenas em exames de imagem realizados por outros motivos. Ao mesmo tempo, o diagnóstico precoce é fundamental porque, quando identificado ainda localizado no rim, o tratamento costuma ter mais chance de controle da doença e melhores resultados para o paciente”, afirma.


 

Diagnóstico precoce muda o rumo do tratamento

 

O especialista destaca que houve mudança importante na forma como esses tumores chegam ao consultório. “No passado, era comum encontrarmos tumores grandes, palpáveis ao exame físico e com sangramento na urina, o que gerava cirurgias maiores, com a retirada completa do rim. Hoje, devido à possibilidade de check-ups com a realização de exames de imagem de rotina, fazemos diagnósticos de tumores pequenos e  com a possibilidade de mantermos o rim, com extirpação apenas do tumor”, explica.

 

Essa mudança de perfil tem impacto direto sobre o tratamento. Quando o câncer está localizado, a cirurgia continua sendo a principal estratégia terapêutica e pode ter intenção curativa, é a chamada nefrectomia. “Dependendo do caso, pode-se realizar cirurgia para retirada apenas do tumor e preservação do rim, ou retirada somente do rim acometido. Em tumores localizados, a cirurgia oferece intenção curativa, não sendo necessária Quimioterapia ou Radioterapia”, afirma.

 

A seguir, Alvaro Bosco, urologista do IBCC Oncologia, esclarece os principais mitos e verdades sobre a doença.


 

1. Câncer de rim sempre provoca sintomas logo no começo


Mito.

O câncer de rim pode evoluir de forma silenciosa nas fases iniciais. Em muitos casos, o tumor não causa sintomas no começo e acaba sendo descoberto incidentalmente em exames como Ultrassonografia, Tomografia ou Ressonância realizados por outras razões.


 

2. Descobrir o câncer de rim cedo pode mudar completamente o tratamento


Verdade.

Quando o tumor é identificado ainda localizado no rim, o tratamento costuma ter mais chance de controle da doença e melhores resultados. Além disso, o diagnóstico precoce pode permitir cirurgias menos agressivas, com retirada apenas do tumor e preservação do rim em casos selecionados.


 

3. Todo paciente com câncer de rim precisa retirar o rim inteiro


Mito.

Nem sempre. Dependendo do tamanho do tumor, da localização da lesão e das condições clínicas do paciente, pode ser possível retirar apenas o tumor e preservar o restante do rim. A retirada completa do órgão pode ser necessária em alguns casos, mas não é uma regra para todos.


 

4. Tabagismo, obesidade e pressão alta aumentam o risco de câncer de rim


Verdade.

Entre os principais fatores de risco estão tabagismo, obesidade, hipertensão arterial, doença renal crônica e histórico familiar. Hábitos de vida saudáveis, como não fumar, manter o peso adequado, praticar atividade física e controlar a pressão, são medidas importantes de prevenção.


 

5. Sangue na urina deve sempre ser investigado


Verdade.

Embora não signifique necessariamente câncer, sangue na urina é um sinal de alerta que precisa de avaliação médica. Outros sinais que também merecem atenção incluem dor persistente na região lombar ou no flanco, sensação de massa abdominal, perda de peso sem explicação, cansaço e febre persistente.


 

6. Ultrassom é o único exame usado para identificar câncer de rim


Mito.

A Ultrassonografia pode ser o primeiro passo da investigação, mas Tomografia Computadorizada e Ressonância Magnética costumam ser fundamentais para confirmar o diagnóstico, avaliar o tamanho da lesão e ajudar no planejamento do tratamento.


 

7. Cirurgia é o principal tratamento para os casos localizados


Verdade.

Quando o câncer de rim está localizado, o tratamento principal costuma ser cirúrgico. Em muitos pacientes, a cirurgia é o único tratamento necessário para a cura, sem necessidade de Quimioterapia e/ou Radioterapia.


 

8. Existem alternativas minimamente invasivas em alguns casos


Verdade.

Quando o tumor é pequeno e a cirurgia não pode ser realizada ou é tecnicamente desafiadora, podem ser consideradas terapias minimamente invasivas, como crioablação, radiofrequência, micro-ondas ou eletroporação.


 

9. O tratamento do câncer de rim não avançou nos últimos anos


Mito.

Houve avanços importantes, especialmente nos casos avançados, com o crescimento da imunoterapia e das terapias-alvo. Também há mais interesse em biomarcadores, imagem molecular e estratégias mais personalizadas para definir o melhor tratamento para cada paciente.


 

10. Ter diagnóstico de câncer de rim é sempre sinônimo de doença avançada


Mito.

Hoje, muitos tumores renais são descobertos mais cedo, justamente por causa do maior uso de exames de imagem. Isso permite tratar a doença em fases localizadas, com melhores chances de controle e, em vários casos, com preservação da função renal.



Falhas no uso da pílula acendem alerta para mulheres com TDAH e autismo

Relato de executiva da Organon com TDAH mostra como esquecimentos comprometem o uso de contraceptivos; métodos de longa duração surgem como alternativa mais eficaz

 

Receber o diagnóstico de Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) aos 39 anos foi um divisor de águas para a diretora de Relações Institucionais da Organon, Tassia Ginciene. A descoberta veio após o diagnóstico da filha e ajudou a explicar desafios que a acompanharam desde a infância, como dificuldades de concentração, memória de curto prazo e a necessidade constante de desenvolver estratégias para manter a rotina.

Essas características também impactaram diretamente sua relação com a contracepção. “Sempre tive muita dificuldade com a tomada diária da pílula. Era irregular e isso me colocava em risco de uma gravidez não planejada. Em algumas situações, acabei recorrendo à pílula do dia seguinte para me sentir mais segura”, relata.

A experiência de Tassia reflete um desafio mais amplo. Estimativas da Associação Brasileira do Déficit de Atenção (ABDA) indicam que o TDAH afeta 5,2% dos indivíduos na faixa etária de 18 a 44 anos, enquanto o Transtorno do Espectro Autista atinge aproximadamente 1 em cada 100 pessoas, segundo dados de organizações internacionais de saúde. Em ambos os casos, dificuldades relacionadas à organização, memória e manutenção de rotinas podem impactar diretamente a adesão a tratamentos que exigem regularidade, como os métodos contraceptivos de uso diário.

No caso da pílula anticoncepcional, estudos mostram que o uso típico, ou seja, sujeito a esquecimentos e falhas, pode apresentar taxas de falha de cerca de 7% ao ano1. Esse cenário reforça a importância de considerar o perfil e a rotina da paciente na escolha do método.

Nesse contexto, métodos contraceptivos reversíveis de longa duração (LARCs), como dispositivos intrauterinos e implante subdérmico de etonogestrel, surgem como alternativas que independem da lembrança diária. O implante subdérmico, por exemplo, é considerado o contraceptivo reversível com maior eficácia, chegando a 99,95%, superior até à taxa de eficácia de laqueadura.

No caso da executiva, a mudança veio após orientação médica. “Eu não queria mais recorrer com frequência à pílula do dia seguinte, então conversei com meu ginecologista, que recomendou um método de longa duração que não dependesse da minha memória”, conta. Desde então, ela relata uma mudança importante na qualidade de vida: “Passei a ter tranquilidade, com uma proteção alta sem a necessidade de lembrar todos os dias”.

Para Tassia, ainda há um caminho importante na ampliação desse debate, especialmente entre adultos. “A neurodivergência ainda é pouco discutida nessa fase da vida. É fundamental que profissionais de saúde considerem essas questões no aconselhamento reprodutivo, inclusive perguntando sobre dificuldades com a tomada diária, porque os LARCs podem ser uma ferramenta libertadora”, afirma.

No Dia Mundial de Conscientização do Autismo, celebrado em 2 de abril, Tassia chama atenção para uma lacuna pouco explorada: o impacto da neurodivergência na adesão a tratamentos contínuos, incluindo a contracepção. “Durante muito tempo, achei que era uma falha minha não conseguir manter a rotina da pílula. Hoje entendo que existem alternativas mais adequadas para diferentes perfis. Quando você encontra um método que funciona para você, muda tudo: traz segurança, autonomia e tranquilidade”, conclui.

  


Organon
www.organon.com/brazil
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Referência bibliográfica:

  1. Trussell J. Contraceptive failure in the United States. Contraception https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC4970461/

 

Fim da patente do Ozempic pode ampliar acesso, mas não substitui prevenção, diz nutricionista

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Com expiração da patente da semaglutida no Brasil, Anvisa informa que há oito processos em análise e nove que aguardam avaliação técnica; para especialista, maior oferta não resolve sozinha a base do problema metabólico

 

A expiração da patente da semaglutida no Brasil abriu uma nova etapa no mercado dos medicamentos com o mesmo princípio ativo do Ozempic. Em atualização divulgada em 20 de março, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou que há oito processos em análise para novos produtos e outros nove aguardando o início da avaliação técnica. A agência ressalta, porém, que isso não significa chegada imediata às farmácias, já que qualquer medicamento precisa comprovar eficácia, segurança e qualidade antes de obter registro.

 

Para a nutricionista Bela Clerot (@bela_nutricao no Instagram), especialista em tratamento e prevenção do diabetes, o novo cenário pode ampliar a concorrência e facilitar o acesso ao tratamento ao longo do tempo, mas não muda, por si só, a forma como o país lida com prevenção e acompanhamento. “A expiração da patente do Ozempic pode ampliar o acesso ao medicamento no Brasil, mas isso não acontece da noite para o dia e não substitui prevenção, acompanhamento e mudança de hábitos”, afirma.

 

Dados do Ministério da Saúde mostram que, entre 2006 e 2024, a prevalência de diagnóstico médico de diabetes entre adultos das capitais dos 26 estados e do Distrito Federal passou de 5,5% para 12,9%, alta de 135%. No mesmo período, o excesso de peso passou de 42,6% para 62,6%, e a obesidade, de 11,8% para 25,7%.

 

Na avaliação da especialista, o risco é tratar a medicação como solução total para um problema que continua sendo negligenciado em sua base. Segundo Bela, o medicamento pode ter papel importante no tratamento do diabetes tipo 2 e no controle do peso, mas não reorganiza sozinho a rotina, não ensina a interpretar exames e não corrige, por si só, hábitos que contribuem para o adoecimento metabólico.

 

Para Bela, a popularização dessas canetas ampliou o debate sobre emagrecimento e controle glicêmico, mas não eliminou problemas básicos de prevenção e orientação. “Tem muita gente cansada, com fome frequente, sono ruim, exames alterados e ganho de peso abdominal, mas que continua chamando isso de estresse, idade ou rotina corrida. O corpo dá sinais antes do diagnóstico, e é aí que o debate público precisa amadurecer”, diz.

 

A nutricionista defende que a cobertura sobre Ozempic e medicamentos da classe GLP-1 não fique restrita à lógica do consumo ou da novidade farmacêutica. Para ela, a discussão sobre preço e acesso é importante, mas não deveria apagar o que vem antes do remédio: leitura de sinais precoces, alimentação cotidiana, acompanhamento e estratégia de longo prazo.

 

“A pergunta não deveria ser só quando a caneta vai ficar mais acessível. A pergunta mais importante é por que tanta gente chegou a um ponto em que depende de uma solução rápida para lidar com um problema metabólico que já vinha sendo construído há anos”, conclui.

 

Isabela Clerot - conhecida como Bela, é nutricionista formada pelo UniCEUB, com pós-graduação lato sensu em Alimentos, Nutrição e Saúde e registro no CRN-DF 17718. Atua com foco em saúde metabólica, prevenção e controle do pré-diabetes e do diabetes tipo 2 por meio da alimentação e da mudança de estilo de vida. Ao longo da sua trajetória, já ajudou milhares de pessoas a melhorar a relação com a comida, entender os efeitos da resistência à insulina e buscar mais controle sobre exames, peso, energia e qualidade de vida. Criadora de um método próprio e de programas voltados à educação alimentar e ao controle metabólico, Bela se tornou conhecida por abordar temas como glicemia, resistência à insulina, pré-diabetes, diabetes tipo 2 e alimentação de forma prática e acessível. Seu trabalho reúne orientação nutricional, leitura de rotina e esclarecimento sobre hábitos que impactam diretamente a saúde metabólica.



Novo Nordisk: Awiqli® aprovado nos EUA, o primeiro e único tratamento com insulina basal de aplicação semanal para adultos com diabetes tipo 2


  • Awiqli® (injeção de insulina icodec-abae) é a primeira insulina basal de aplicação uma vez por semana aprovada pela FDA (Food and Drug Administration)
  • Awiqli® oferece aos adultos com diabetes tipo 2 uma alternativa às injeções diárias de insulina basal, reduzindo as aplicações de sete para uma por semana.
  • A Novo Nordisk espera lançar o Awiqli® em todo o território dos Estados Unidos no segundo semestre de 2026.
  • No Brasil, o medicamento foi aprovado para o tratamento de adultos com diabetes tipo 1 e 2 pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em 2025, porém ainda não possui data para lançamento no país.

 

Bagsværd, Dinamarca - A Novo Nordisk anunciou hoje que a Food and Drug Administration (FDA) dos Estados Unidos aprovou o Awiqli® (injeção de insulina icodec-abae) 700 unidades/mL, a primeira e única insulina basal de ação prolongada e aplicação semanal, indicada como adjuvante à dieta e ao exercício para melhorar o controle glicêmico (açúcar no sangue) em adultos que vivem com diabetes tipo 2. A aprovação disponibiliza a única opção de insulina basal administrada uma vez por semana, oferecendo uma nova solução de tratamento que se adapta a diferentes rotinas e preferências dos pacientes adultos com diabetes tipo 2. 

A aprovação baseia-se nos resultados do programa ONWARDS de fase 3a em diabetes tipo 2 para a injeção semanal de Awiqli®, que compreende quatro estudos randomizados, com controle ativo e estratégia treat‑to‑target (tratamento direcionada ao alvo), envolvendo aproximadamente 2.680 adultos com diabetes tipo 2 não controlado. O Awiqli® foi utilizado em combinação com insulina prandial ou em associação com antidiabéticos orais comuns e/ou agonistas do receptor de GLP‑1. O programa clínico avaliou o Awiqli® de administração semanal em comparação com a insulina basal diária e demonstrou eficácia no desfecho primário de redução da HbA1c em todo o programa de estudos clínicos pivotais ONWARDS em adultos com diabetes tipo 2. Ao longo dos estudos ONWARDS, o perfil de segurança do Awiqli® foi, de modo geral, consistente com o da classe das insulinas basais de uso diário.

“A aprovação do Awiqli® reflete os esforços contínuos da Novo Nordisk para impulsionar a inovação em saúde e fortalecer o apoio às pessoas que vivem com diabetes. Como a primeira insulina basal de aplicação semanal aprovada pela FDA para adultos com diabetes tipo 2, ela oferece uma nova e importante opção de tratamento. Em um momento em que partes do setor estão se afastando da insulina, estamos reafirmando nosso compromisso — continuando a investir em inovação, acesso e fornecimento para os milhões de pacientes que dependem da insulina todos os dias”, disse Mike Doustdar, presidente e CEO da Novo Nordisk. 

A Novo Nordisk espera lançar o Awiqli® no dispositivo FlexTouch® nos Estados Unidos no segundo semestre de 2026. O Awiqli® já está aprovado nos EUA, na União Europeia e em outros 13 países, com indicações específicas para diabetes de acordo com cada mercado. No Brasil, o medicamento foi aprovado para o tratamento de adultos com diabetes tipo 1 e 2 pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em 2025, porém ainda não possui data para lançamento no país.


Sobre o Awiqli®

Awiqli® (injeção de insulina icodec-abae) 700 unidades/mL é um medicamento de prescrição médica e a primeira e única insulina basal de aplicação semanal aprovada pela FDA, indicada como adjuvante à dieta e ao exercício para adultos com diabetes tipo 2. O Awiqli® foi desenvolvido como uma alternativa à insulina basal de uso diário, e sua aprovação é sustentada pelo programa clínico ONWARDS, que avaliou sua eficácia e segurança em populações adultas diversas que vivem com diabetes tipo 2. O Awiqli® é administrado uma vez por semana, sempre no mesmo dia da semana, por meio do dispositivo Awiqli® FlexTouch®. No Brasil, o medicamento foi aprovado para o tratamento de adultos com diabetes tipo 1 e 2 pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em 2025, porém ainda não possui data para lançamento no país.



Novo Nordisk
www.novonordisk.com.br

Dia Mundial do Autismo expõe desinformação e reforça que diagnóstico sozinho não garante desenvolvimento

Com o avanço do diagnóstico, especialista destaca a importância do acompanhamento contínuo para reduzir impactos, combater estigmas e promover inclusão
 

Às vésperas do Dia Mundial da Conscientização do Autismo, celebrado em 2 de abril, o debate sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA) ganha ainda mais relevância. Dados da Organização Mundial da Saúde indicam que o autismo afeta cerca de uma em cada 100 crianças em todo o mundo. Criada pela Organização das Nações Unidas em 2007, a data tem como objetivo ampliar o acesso à informação e reduzir o preconceito em torno da condição. Apesar dos avanços, a desinformação ainda é um dos principais desafios para a inclusão e o desenvolvimento pleno das pessoas no espectro. 

Segundo Eliana Farias, coordenadora do curso de Psicologia do Centro Universitário Braz Cubas, que completa 55 anos, o suporte psicológico é crucial na detecção dos primeiros sinais do TEA. “O acompanhamento profissional permite um diagnóstico preciso e intervenções oportunas, evitando prejuízos no desenvolvimento da linguagem, social e cognitivo". Segundo ela, é justamente essa intervenção contínua e aprofundada que desmistifica o TEA, abrindo caminhos para uma vida com maior autonomia e qualidade, rompendo com percepções limitadas e estigmas sobre o transtorno. 

Para os pais e responsáveis, a atenção a aspectos sutis do desenvolvimento infantil pode ser o primeiro passo para uma avaliação especializada. A docente cita como exemplos a ausência de resposta ao nome por volta dos 12 meses, pouco contato visual, dificuldades na comunicação e comportamentos repetitivos, destacando que a presença isolada de um desses sinais não configura diagnóstico, mas indica a necessidade de uma avaliação mais aprofundada. 

Para além da detecção precoce, a psicologia se consolida como um dos pilares para o desenvolvimento contínuo de pessoas com TEA, indo da infância à vida adulta. O acompanhamento é dinâmico e adaptado a cada etapa, focando não apenas em habilidades sociais e emocionais, mas também em aspectos muitas vezes negligenciados na discussão pública sobre o tema. "Na infância, trabalhamos comunicação e regulação emocional. Já na adolescência e na vida adulta, abordamos questões como identidade, autonomia e saúde mental, essenciais para a inserção plena na sociedade e a conquista de uma vida independente", afirma a especialista. 

Por se tratar de um transtorno do neurodesenvolvimento complexo, o TEA demanda uma abordagem verdadeiramente multidisciplinar. Eliana explica que a atuação conjunta entre Psicologia, Psiquiatria, Neurologia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional é o que garante avaliações mais precisas e intervenções personalizadas, otimizando resultados e atendendo às múltiplas necessidades do indivíduo. 

Outro ponto frequentemente subestimado é o suporte psicológico às famílias. O diagnóstico de TEA, com suas incertezas e a necessidade de adaptação, pode gerar grande impacto emocional. "O apoio psicológico é vital para a compreensão do diagnóstico, a construção de estratégias de enfrentamento e o fortalecimento do vínculo familiar, transformando desafios em oportunidades de conexão e crescimento", pontua a docente. 

Apesar dos avanços no debate, a desinformação sobre o TEA persiste, alimentando estigmas e barreiras à inclusão. Mitos sobre pessoas com autismo, como a ausência de emoções ou a deficiência intelectual generalizada, são prejudiciais e desconsideram a vasta diversidade do espectro. Desconstruir essas percepções equivocadas é crucial para promover uma inclusão efetiva, pautada no respeito e em políticas baseadas em evidências, que assegurem a indivíduos com TEA o pleno desenvolvimento de seu potencial e uma vida com dignidade.


Quatro riscos da circulação corporal que as mulheres não devem ignorar

Gravidez, hormônios e dores silenciosas revelam riscos vasculares mais comuns do que se imagina

Um tema que merece mais espaço nas conversas sobre saúde é a circulação. Muitas vezes silenciosos, os problemas vasculares podem se manifestar de forma sutil no dia a dia e estão diretamente ligados a fases importantes da vida feminina, como a gravidez, além do uso de hormônios e predisposições individuais. 

De acordo com a Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV), esses sinais nem sempre são percebidos como alerta. “A saúde vascular da mulher é influenciada por diversos fatores ao longo da vida. Conhecer esses riscos é essencial para prevenção e diagnóstico precoce”, explica o Dr. Edwaldo Joviliano, presidente da entidade.
 

1 - Gravidez: quando a circulação pede mais atenção

A gravidez é um dos períodos que mais exigem cuidado. Durante a gestação, o corpo passa por transformações profundas: há aumento do volume sanguíneo, ação intensa dos hormônios e compressão das veias pelo crescimento do útero, o que dificulta o retorno do sangue ao coração. Esse cenário favorece o surgimento de varizes, inchaço nas pernas e sensação de peso, além de aumentar o risco de trombose. 

“A gestação cria um ambiente propício para alterações na circulação. Essa combinação pode favorecer desde quadros mais leves, como varizes, até eventos mais graves, como a trombose, exigindo acompanhamento ao longo de todo o pré-natal”, destaca o especialista. Segundo a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), o risco de tromboembolismo venoso pode ser até 4,6 vezes maior em gestantes.
 

2 - Varizes pélvicas: dor que não deve ser ignorada

Outro sinal que o corpo pode dar e que costuma ser negligenciado é a dor pélvica persistente. Em muitos casos, ela pode estar associada às varizes pélvicas, condição caracterizada pela dilatação das veias na região inferior do abdômen. O desconforto tende a piorar ao longo do dia, após muitas horas em pé ou durante o ciclo menstrual. 

“As varizes pélvicas ainda são pouco reconhecidas, o que pode atrasar o diagnóstico. Muitas mulheres convivem com dor crônica sem saber a causa. É importante investigar, especialmente quando há histórico de gestações”, alerta Joviliano.
 

3 - Anticoncepcionais: uso exige avaliação individual
Os hormônios são fatores fundamentais nessa equação. O uso de anticoncepcionais, embora seguro para a maioria das mulheres, pode aumentar o risco de trombose em pessoas com predisposição, como histórico familiar, obesidade, tabagismo e sedentarismo. Essas circunstâncias acontecem porque alguns hormônios interferem no sistema de coagulação do sangue, tornando-o mais propenso à formação de coágulos. 

“O uso de hormônios deve ser sempre individualizado e orientado por um médico. Nem todas as mulheres podem utilizar os mesmos métodos com segurança”, reforça o especialista.
 

4 - Check-up vascular: prevenção que faz diferença

Não acompanhar sua saúde é se expor a riscos. Mesmo sem sintomas aparentes, a avaliação vascular deve fazer parte da rotina de cuidados com a saúde da mulher. Especialmente em fases como gestação, uso de hormônios ou presença de histórico familiar, os exames clínicos e, quando necessário, o ultrassom Doppler, ajudam a identificar alterações precoces na circulação. 

“O check-up vascular permite identificar fatores de risco antes que eles evoluam para quadros mais graves. Com medidas simples, como manter-se ativa, hidratar-se bem e evitar longos períodos na mesma posição, já é possível proteger a circulação no dia a dia”, conclui o presidente da SBACV.


CONFIRA CINCO PONTOS DE ATENÇÃO

 PARA QUEM PRETENDE REALIZAR A FERTILIZAÇÃO IN VITRO

Procedimento exige preparo emocional e cuidados com a saúde do casal 


A Fertilização in Vitro (FIV) é uma das técnicas mais consolidadas da reprodução humana assistida. Desde o nascimento do primeiro bebê gerado por FIV, em 1978 — marco histórico conhecido como o surgimento do primeiro “bebê de proveta”¹ — o método vem sendo aperfeiçoado e adotado em escala crescente em diferentes países. A técnica consiste na fecundação do óvulo pelo espermatozoide em ambiente laboratorial, seguida da transferência do embrião para o útero da mulher. O processo envolve quatro etapas principais: estimulação ovariana; coleta de óvulos e espermatozoides; fertilização e cultivo embrionário; e transferência uterina². 

No Brasil, o procedimento tem se tornado cada vez mais frequente. Dados do Relatório de Produção de Embriões (SisEmbrio)³, divulgado anualmente pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), apontam que, em 2025, foram realizados 62.760 ciclos de Fertilização in Vitro no país4. Para aumentar as chances de sucesso, especialistas alertam que fatores como alimentação, prática de atividade física, consumo de álcool, tabagismo e outros hábitos de vida devem ser observados tanto pela mulher quanto pelo homem, uma vez que interferem diretamente na qualidade dos óvulos e dos espermatozoides5. 

Para quem avalia a possibilidade de recorrer à FIV, alguns pontos merecem atenção especial:

 

A FIV não é o último recurso

Embora muitas vezes seja associada a tentativas anteriores sem sucesso, a Fertilização in Vitro não precisa ser encarada como a última alternativa. O procedimento pode ser indicado em diferentes contextos, inclusive como primeira opção, e é utilizado por casais com dificuldade para engravidar após um ano de tentativas, pessoas solteiras, casais homoafetivos6, além de pacientes que desejam preservar a fertilidade antes de tratamentos oncológicos ou reduzir o risco de transmissão de doenças genéticas ao bebê7.

 

Cada ciclo é único

O insucesso em um primeiro ciclo de FIV é relativamente comum e não deve ser interpretado, de imediato, como falha definitiva. Variáveis como dosagem hormonal, resposta à estimulação ovariana, número e qualidade dos óvulos e condições do sêmen podem variar significativamente entre pessoas e até entre ciclos da mesma paciente. Por isso, após uma tentativa sem sucesso, a reavaliação clínica e dos hábitos de vida é fundamental5.

 

O emocional faz diferença

A FIV é um processo que exige preparo emocional. Ansiedade, frustração e sintomas depressivos podem surgir ao longo do tratamento, especialmente diante de tentativas malsucedidas. Estudos indicam que fatores psicológicos podem influenciar os resultados do procedimento, reforçando a importância do acompanhamento psicológico para lidar com o estresse e as expectativas envolvidas8.

 

Mais óvulos não significam mais chances de gravidez

Um número elevado de óvulos coletados não garante, necessariamente, maior taxa de sucesso. Nem todos os óvulos estarão maduros ou aptos à fertilização, assim como nem todos os embriões formados evoluem. Esse processo é conhecido como o “funil da FIV”. De acordo com a Prónúcleo (Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva), a partir da coleta de dez óvulos, estima-se a obtenção de cerca de oito óvulos maduros; destes, aproximadamente seis a sete são fertilizados, resultando em dois a três blastocistos (embriões com cinco dias de cultivo). Essa redução progressiva é considerada normal e esperada9.

 

A avaliação do parceiro é indispensável

A realização da FIV não elimina a necessidade de investigação dos fatores masculinos. Cerca de 30% dos casos de infertilidade estão relacionados ao homem, envolvendo condições como alterações hormonais, fatores genéticos, infecções, obstruções do trato reprodutivo, varicocele, efeitos de quimioterapia ou radioterapia, doenças crônicas, uso de drogas e infecções sexualmente transmissíveis. O acompanhamento médico do parceiro é essencial para diagnóstico e tratamento adequados10. 

A Ferring Pharmaceuticals atua no suporte ao tratamento da infertilidade, oferecendo um portfólio voltado às diferentes etapas da Fertilização in Vitro com medicamentos como Menopur® (tratamento da infertilidade e estimulação folicular), Rekovelle® (estimulação ovariana) e Gonapeptyl® Daily (prevenção da ovulação prematura durante o processo de FIV).

 

Ferring Pharmaceuticals
www.ferring.com
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Referências:

1 – CREMESP (Conselho Regional de Medicina de São Paulo), De Louise Brown ao inédito transplante de útero de doadora falecida – Link .

2 – SBRA (Associação Brasileira de Reprodução Assistida), Como é feita a Fertilização In Vitro (FIV)? - Link .

3 – Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), SisEmbrio - Link .

4 - Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), SisEmbrio (Slide 5) - Link
5 - SBRA (Associação Brasileira de Reprodução Assistida), O que fazer quando a primeira fertilização in vitro não deu certo? - Link .

6 – CFM (Conselho Federal de Medicina), RESOLUÇÃO CFM nº 2.320/2022 Link. Acesso em 16/03/2025.

7 – Mayo Clinic, In vitro Fertilization (IVF) - Link . Acesso em 28/01/2025.

8 – Science Direct / Social Science & Medicine, Psychological aspects of in vitro fertilization: a review - Link .

9 - Prónúcleo (Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva), Funil de reprodução? - Link.

10 – Biblioteca Virtual em Saúde / Ministério da Saúde, Infertilidade masculina - Link

 


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