Jovens precisam redobrar cuidados com a audição para evitar perda auditiva precoce
A perda auditiva
entre jovens tem aumentado nos últimos anos, principalmente devido à hábitos
comuns da rotina moderna. O uso prolongado de fones de ouvido em volume alto e
a exposição frequente a ambientes barulhentos estão entre os principais fatores
que podem comprometer a saúde auditiva de forma gradual e silenciosa. A
Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que mais de 1 bilhão de jovens no
mundo estejam em risco de desenvolver perda auditiva evitável.
A fonoaudióloga e
diretora de Marketing e Produtos Latam da WSA, Gisele Munhoes explica:
“O
principal vilão está no uso inadequado de fones de ouvido. Escutar música em
volume alto por longos períodos, especialmente com fones intra-auriculares,
pode danificar as células sensoriais do ouvido interno responsáveis pela
captação dos sons. Como essas estruturas não se regeneram, o prejuízo pode ser
permanente”.
Além dos fones, frequentar shows, festas, baladas e ambientes barulhentos sem proteção também aumenta o risco de perda auditiva precoce. Assim como a exposição constante a ruídos urbanos intensos, videogames em volume elevado e o hábito de dormir ouvindo música.
Segundo a profissional, identificar os fatores de risco e
adotar medidas preventivas é essencial para preservar a audição ao longo da
vida.
Principais causas de perda auditiva em jovens e como evitar
1. Uso prolongado de fones de ouvido em volume alto
Escutar música por muitas horas seguidas, especialmente
acima de 60% do volume máximo, pode causar danos às células auditivas internas.
Como evitar:
- Mantenha
o volume em níveis moderados;
- Faça
pausas a cada hora de uso;
- Prefira
fones com isolamento acústico, que reduzem a necessidade de aumentar o
som;
- Evite
dormir com fones ligados.
2. Exposição a ruídos intensos (festas, shows e baladas)
Ambientes com som elevado podem provocar zumbido temporário
e com repetição frequente, perda auditiva permanente.
Como evitar:
- Utilize
protetores auriculares em eventos;
- Afaste-se
das caixas de som;
- Faça
intervalos em áreas silenciosas durante festas e shows;
- Dê
descanso aos ouvidos após exposições intensas.
3. Infecções de ouvido não tratadas
Otites e inflamações podem gerar complicações e afetar
estruturas importantes da audição quando negligenciadas.
Como evitar:
- Procure
atendimento médico ao sentir dor, secreção ou sensação de ouvido
tampado;
- Não
use objetos para “cutucar” o ouvido;
- Mantenha
boa higiene e cuidados após piscina ou praia;
- Siga
corretamente o tratamento indicado.
4. Uso inadequado de medicamentos ototóxicos
Alguns remédios podem causar efeitos colaterais auditivos,
especialmente quando usados sem orientação.
Como evitar:
- Nunca
se automedique;
- Utilize
medicamentos apenas com prescrição médica;
- Informe
ao médico caso perceba zumbido ou redução auditiva durante o
tratamento;
- Respeite
doses e tempo de uso.
5. Fatores genéticos
Em alguns casos, alterações hereditárias podem influenciar a
audição desde o nascimento ou ao longo da vida.
Como evitar ou monitorar:
- Realize
exames auditivos periódicos se houver histórico familiar;
- Faça
triagem auditiva em crianças;
- Busque
acompanhamento especializado ao notar sinais de dificuldade para
ouvir.
“Cuidar da audição
desde a juventude ajuda a evitar impactos futuros na comunicação, desempenho
profissional, aprendizado e qualidade de vida. A recomendação é incluir a saúde
auditiva na rotina de cuidados preventivos, com avaliação periódica e atenção
aos primeiros sinais de alteração”, complementa Gisele Munhoes.
WSA

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