Especialista da Clínica Mãe defende uso criterioso e transparente da inteligência artificial, que já está disponível para as pacientes, mas ainda não atua na principal limitação da fertilidade humana
A inteligência
artificial chegou à medicina reprodutiva — e veio para ficar. Mas o que ela
realmente entrega para as pacientes que buscam engravidar? Quais são seus
limites atuais? E como um casal em tratamento de fertilidade deve avaliar essa
tecnologia na hora de tomar decisões?
O Dr. Alfonso
Massaguer (CRM 97335 | RQE 42794), fundador e diretor da Clínica Mãe,
referência nacional e internacional em reprodução humana assistida, propõe uma
reflexão necessária: usar a IA com inteligência significa entender, com
clareza, o que ela pode e o que ela ainda não pode fazer.
O que a IA já
faz na prática
Na Clínica Mãe, a
inteligência artificial já faz parte das ferramentas disponíveis para as
pacientes. Sua aplicação mais consolidada está na análise e seleção de
embriões: algoritmos processam dados morfológicos e de desenvolvimento embrionário
para identificar qual embrião apresenta maior potencial de implantação — um
auxílio real na tomada de uma das decisões mais delicadas do processo de
fertilização in vitro.
"A
inteligência artificial é, sem dúvida, uma ferramenta presente e cada vez mais
relevante. Já a oferecemos para nossas pacientes e acreditamos no seu
potencial. Em algumas situações, ela nos ajuda a encurtar o caminho para
identificar o melhor embrião para transferência, e isso tem valor real dentro
do processo", afirma o Dr.
Alfonso Massaguer.
Onde a
ciência ainda não chegou
Com toda a sua
capacidade analítica, a inteligência artificial ainda não alterou uma das
variáveis mais determinantes na reprodução humana: a qualidade dos óvulos e dos
embriões. E é aqui que o Dr. Alfonso convida para uma reflexão honesta — especialmente
em um momento em que a IA é amplamente comunicada como revolução no setor.
"A IA nos
ajuda a selecionar o melhor embrião disponível, mas ela não melhora a qualidade
desses embriões. Ela não cria matéria-prima. E na reprodução humana, a
qualidade da matéria-prima, os óvulos, continua sendo a principal limitação
para muitas pacientes. É importante que as pessoas entendam isso para fazerem
escolhas conscientes sobre seu tratamento", explica o especialista.
Para o médico, a
transparência sobre esse ponto não é uma crítica à tecnologia, mas uma
responsabilidade ética com as pacientes. Mulheres e casais em tratamento de
fertilidade estão em um momento de grande vulnerabilidade emocional e
financeira, e merecem informação precisa sobre o que cada recurso pode oferecer
de fato.
"Quando a IA
representa um custo adicional, é fundamental que a paciente saiba exatamente
qual benefício ela está adquirindo e em que contexto clínico esse benefício se
aplica ao seu caso. Nossa missão é sempre colocar a informação correta acima de
qualquer outra consideração",
completa.
Uma
tecnologia com futuro e com limites presentes
O posicionamento
do Dr. Alfonso está longe de ser pessimista em relação à inteligência
artificial. Pelo contrário: ele reconhece o potencial transformador da
tecnologia e acompanha de perto sua evolução no cenário global da medicina
reprodutiva. O que defende é que o entusiasmo legítimo com as possibilidades
futuras não obscureça a clareza sobre o que está disponível hoje.
Na Clínica Mãe, a IA integra um protocolo que sempre foi marcado pela individualização e pela humanização do atendimento — características que, para o Dr. Alfonso, nenhuma tecnologia substitui. Com mais de centenas de gravidezes de sucesso em 15 anos e pacientes recebidos de diversos países, a clínica segue referência justamente por equilibrar inovação e responsabilidade médica.
Dr. Alfonso
Massaguer (CRM 97335 | RQE 42794) - formado pela Faculdade de Medicina da USP,
com especialização pelo Hospital das Clínicas. Membro das sociedades americana
e europeia de reprodução humana, fundou e dirige a Clínica Mãe — referência
nacional e internacional no tratamento de infertilidade e em procedimentos de
alta complexidade.

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