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segunda-feira, 1 de junho de 2026

IA na reprodução humana: Dr. Alfonso Massaguer explica o que a tecnologia já transforma e onde a Ciência ainda não chego

Especialista da Clínica Mãe defende uso criterioso e transparente da inteligência artificial, que já está disponível para as pacientes, mas ainda não atua na principal limitação da fertilidade humana 

A inteligência artificial chegou à medicina reprodutiva — e veio para ficar. Mas o que ela realmente entrega para as pacientes que buscam engravidar? Quais são seus limites atuais? E como um casal em tratamento de fertilidade deve avaliar essa tecnologia na hora de tomar decisões? 

O Dr. Alfonso Massaguer (CRM 97335 | RQE 42794), fundador e diretor da Clínica Mãe, referência nacional e internacional em reprodução humana assistida, propõe uma reflexão necessária: usar a IA com inteligência significa entender, com clareza, o que ela pode e o que ela ainda não pode fazer.
 

O que a IA já faz na prática
 

Na Clínica Mãe, a inteligência artificial já faz parte das ferramentas disponíveis para as pacientes. Sua aplicação mais consolidada está na análise e seleção de embriões: algoritmos processam dados morfológicos e de desenvolvimento embrionário para identificar qual embrião apresenta maior potencial de implantação — um auxílio real na tomada de uma das decisões mais delicadas do processo de fertilização in vitro.

"A inteligência artificial é, sem dúvida, uma ferramenta presente e cada vez mais relevante. Já a oferecemos para nossas pacientes e acreditamos no seu potencial. Em algumas situações, ela nos ajuda a encurtar o caminho para identificar o melhor embrião para transferência, e isso tem valor real dentro do processo", afirma o Dr. Alfonso Massaguer.
 

Onde a ciência ainda não chegou
 

Com toda a sua capacidade analítica, a inteligência artificial ainda não alterou uma das variáveis mais determinantes na reprodução humana: a qualidade dos óvulos e dos embriões. E é aqui que o Dr. Alfonso convida para uma reflexão honesta — especialmente em um momento em que a IA é amplamente comunicada como revolução no setor. 

"A IA nos ajuda a selecionar o melhor embrião disponível, mas ela não melhora a qualidade desses embriões. Ela não cria matéria-prima. E na reprodução humana, a qualidade da matéria-prima, os óvulos, continua sendo a principal limitação para muitas pacientes. É importante que as pessoas entendam isso para fazerem escolhas conscientes sobre seu tratamento", explica o especialista. 

Para o médico, a transparência sobre esse ponto não é uma crítica à tecnologia, mas uma responsabilidade ética com as pacientes. Mulheres e casais em tratamento de fertilidade estão em um momento de grande vulnerabilidade emocional e financeira, e merecem informação precisa sobre o que cada recurso pode oferecer de fato. 

"Quando a IA representa um custo adicional, é fundamental que a paciente saiba exatamente qual benefício ela está adquirindo e em que contexto clínico esse benefício se aplica ao seu caso. Nossa missão é sempre colocar a informação correta acima de qualquer outra consideração", completa.
 

Uma tecnologia com futuro e com limites presentes 

O posicionamento do Dr. Alfonso está longe de ser pessimista em relação à inteligência artificial. Pelo contrário: ele reconhece o potencial transformador da tecnologia e acompanha de perto sua evolução no cenário global da medicina reprodutiva. O que defende é que o entusiasmo legítimo com as possibilidades futuras não obscureça a clareza sobre o que está disponível hoje. 

Na Clínica Mãe, a IA integra um protocolo que sempre foi marcado pela individualização e pela humanização do atendimento — características que, para o Dr. Alfonso, nenhuma tecnologia substitui. Com mais de centenas de gravidezes de sucesso em 15 anos e pacientes recebidos de diversos países, a clínica segue referência justamente por equilibrar inovação e responsabilidade médica.

 

Dr. Alfonso Massaguer (CRM 97335 | RQE 42794) - formado pela Faculdade de Medicina da USP, com especialização pelo Hospital das Clínicas. Membro das sociedades americana e europeia de reprodução humana, fundou e dirige a Clínica Mãe — referência nacional e internacional no tratamento de infertilidade e em procedimentos de alta complexidade.
  

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